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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Especialista esclarece mitos e verdades sobre o colesterol


Neste Dia Nacional do Combate ao Colesterol, o cardiologista Dr. Cleber Mazzaro, do Hospital Brasil, desmistifica algumas crenças sobre o assunto


A alimentação desequilibrada e o sedentarismo são algumas das causas que desencadeiam um dos grandes vilões da saúde: o colesterol ruim. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) do ano passado, os níveis elevados do colesterol atingem aproximadamente 60 milhões de pessoas, cerca de quatro em cada dez brasileiros adultos. Entre eles, cerca de 11% nunca fez exame de colesterol e quase 70% só descobriu a condição após os 45 anos de idade.

O colesterol é um tipo de gordura fundamental para o funcionamento do organismo e o próprio corpo é responsável por fabricar boa parte desse componente, que está presente em órgãos como o coração, cérebro, intestino, músculos e pele. A outra parte é adquirida por meio dos alimentos ricos em gordura. No entanto, quando há uma má alimentação e ausência de atividades físicas, o colesterol considerado ruim (LDL), pode se tornar excessivo e desencadear alguns problemas de saúde, como quando as placas de gorduras obstruem artérias, podendo levar ao infarto, e outras doenças cardiovasculares.
Neste Dia Nacional do Combate ao Colesterol, o especialista Dr. Cleber Mazzaro, cardiologista do Centro Cardiológico do Hospital Brasil, esclarece alguns mitos e verdades sobre o assunto e dá dicas indispensáveis para evitar e, no caso dos pacientes, controlar a doença.


Os fatores de risco são apenas externos e ambientais? 

MITO. Os fatores de riscos mais conhecidos são o tabagismo, falta de exercícios físicos, dieta rica em gorduras, idade avançada e diabetes. Até fatores psicológicos podem afetar, como estresses do dia a dia. Porém, segundo o cardiologista, a genética também pode contribuir. "Há pessoas que possuem uma alimentação balanceada, não ingerem tanta gordura e o colesterol é alto. Isso se dá por causa de uma condição chamada hipercolesterolemia familiar, quando o colesterol é hereditário".


Há níveis de riscos do colesterol? 

VERDADE. "Há o colesterol de risco baixo, médio e alto. Para definir cada um deles, é preciso avaliar o índice do colesterol que comemos e o que corpo fabrica, ou seja, o ruim e o bom, a idade, hipertensão, tabagismo e outros. É preciso estar atento a todos esses fatores e manter o equilíbrio, alinhando hábitos saudáveis com orientações de especialistas", esclarece o cardiologista. Ainda segundo o médico, há um índice ideal para cada tipo:
Colesterol bom (HDL): acima de 40 mg/dl
Colesterol ruim (LDL):deve ser mantido abaixo de 50 mg/dl


Apenas a prática de exercícios ajuda?

MITO. Além das atividades físicas que devem fazer parte da rotina de todos, uma dieta balanceada deve ser um complemento importante na prática de hábitos saudáveis. Entretanto, para quem já possui o colesterol alto o uso de medicamentos é imprescindível para o controle da doença. "Além do uso das estatinas, medicamentos já conhecidos no combate ao colesterol, há um novo remédio já autorizado no mercado brasileiro que é a base de PCSK9. Indicadas para pacientes que possuem resistência às estatinas, essas novas drogas são injetáveis pelo menos duas vezes ao mês, possuindo uma eficiência tal qual as que já conhecemos", conta Mazzaro.


Ovo é realmente um vilão?

MITO. "A gema é realmente rica em colesterol, mas não faz do ovo em si um grande causador do colesterol. Mesmo em dietas com baixo carboidratos, tem que haver um consumo moderado e complementar a alimentação com outros nutrientes. O segredo é consumir tudo moderadamente", explica o médico.


Bebidas ajudam a moderar o colesterol?

VERDADE. Segundo o especialista, há estudos que apontam que alguns tipos de vinho são bons para o coração. Nessas pesquisas, o uso dessas bebidas com moderação provoca uma elevação do colesterol bom (HDL), ajudando na remoção de partículas gordurosas das artérias, diminuindo também o risco de infartos e AVC.




Rede D'Or São Luiz


Cuidado com o sarampo


 
Médica do HNSG orienta se é preciso ou não tomar a vacina. 


Depois de 20 anos, nessa semana (07), foi confirmado o primeiro caso de sarampo no Paraná.“ Por isso é muito importante intensificar a imunização contra o sarampo, visto que várias regiões do mundo e do Brasil vem registrando surtos da doença”, explica a infectologista do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), Dra. Viviane Dias. 

O sarampo é uma infecção viral aguda de transmissão aérea pela tosse, espirros ou fala, que pode provocar doença grave, principalmente em pessoas nunca vacinadas. Os sintomas mais comuns são febre alta, dor de cabeça, tosse, coriza e conjuntivite. A doença também é conhecida por apresentar exantema, que são manchas avermelhadas na pele, que aparecem primeiro no rosto e atrás da orelha e depois se espalham pelo corpo. “Essas manchas não coçam e nem doem, e podem durar até cinco dias, mesmo período em que a febre começa a abrandar”, diz a médica. 

Estima-se que a capacidade de contaminação do vírus do sarampo é até quatro vezes maior que a do vírus da gripe. Segundo Dra. Viviane, o período entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é de aproximadamente 12 dias. 

“Porém, a transmissão pode ocorrer antes do aparecimento dos sintomas e estender-se até o quarto dia depois que surgiram manchas avermelhadas na pele”, diz a médica. “Já o período de maior transmissibilidade ocorre 48 horas antes e até 48 horas depois do início dessa manifestação da pele”, acrescenta a infectologista. Também é importante ficar atento se houve contato com alguém que ficou doente.


Quem deve tomar a vacina?

A vacina contra o sarampo integra o calendário nacional de vacinação e está disponível em todas as unidades de saúde do município. A primeira dose é aplicada aos 12 meses de vida e a segunda dose aplicada aos 15 meses, com a vacina tetra viral – que além do sarampo inclui vacinação para rubéola, caxumba e varicela/catapora. “Nesse período, até completar o esquema vacinal as crianças ficam susceptíveis a doença”, comenta a médica.

O surgimento da doença é mais comum em pessoas que não foram imunizadas ou tem esquema vacinal incompleto. “Quem tomou as duas doses da vacina da tríplice está imunizado”, esclarece a infectologista. Já quem nunca tomou a vacina, com idade até 29 anos - deve receber as duas doses para a imunização; e entre 30 e 49 anos - o indicado é que recebam uma dose da vacina tríplice viral. Pessoas que já tiveram a doença não é necessária a vacinação, pois não há risco de ser contaminado pelo vírus novamente. “Porém, a comprovação deve ter sido por meio de exame laboratorial”, diz Dra. Viviane. 

Quem não lembra se tomou a vacina, e não tenha a carteira de vacinação, deve ir até a Unidade de Saúde para verificar se há registro, e se não houver, a imunização deve ser realizada. Não devem tomar a vacina pessoas imunodeprimidas, acima 50 anos ou mulheres grávidas. A vacina também é contraindicada para quem teve reação alérgica (anafilaxia) à dose anterior e crianças menores que 6 meses.


Tratamento

As principais recomendações para pessoas diagnosticadas com a doença são manter a hidratação, suporte nutricional e diminuir a hipertermia. “A administração de vitamina A é recomendada para as crianças menores de 5 anos com sarampo. Por ser uma infecção viral, antibióticos não estão indicados, exceto se houver uma complicação por infecção bacteriana concomitantemente”, explica a médica. 

As complicações mais graves do sarampo incluem cegueira, encefalite (infecção acompanhada de edema cerebral), diarreia grave (que pode provocar desidratação), infecções no ouvido ou infecções respiratórias graves, como pneumonia. “Os casos graves são especialmente mais frequentes entre crianças pequenas com má nutrição e, sobretudo, entre pessoas com deficiência de vitamina A ou cujo sistema imunológico esteja enfraquecido pelo HIV/aids ou outras doenças”, destaca a infectologista.  


Sarampo: quatro mitos sobre a vacinação



            Entre o início do mês de maio e início de agosto, o Brasil registrou 907 casos confirmados de sarampo, em três estados.  Rio de Janeiro e Bahia somam seis casos: 5 e 1, respectivamente. Os outros 901 casos estão no estado de São Paulo. Só na capital paulista, o número de notificações cresceu 61% na última semana.

            O Brasil vinha de um longo período sem registrar casos autóctones da doença, desde 2000. Até que, entre 2013 e 2015, ocorreram dois surtos. 

“Atualmente, este número crescente de casos da doença se deve especialmente por uma certa negligência da população em relação à vacinação. Como o sarampo estava praticamente erradicado, houve um certo relaxamento. Pararam de tomar a vacina”, diz o Biólogo Horácio Manuel Teles, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS).

            Por isso ele defende a necessidade de programas educativos permanentes de vacinação. “Essa é a única forma de se proteger, e as pessoas devem se conscientizar de que não é uma doença inofensiva. Em casos mais severos, ela pode comprometer o Sistema Nervoso Central e até mesmo levar à morte”, alerta Teles.

            Abaixo, o Biólogo desmonta alguns mitos que também teriam colaborado para que a população evitasse a vacinação e que podem ter contribuído para a volta da doença:

- É mentira que que a vacina contra o sarampo pode provocar autismo. Essa história surgiu a partir de um estudo que foi divulgado por uma revista científica, em 1998, mas que depois foi considerado extremamente falho;

- Não é verdade que a vacina provoque vários efeitos colaterais prejudiciais à saúde ou que pode até ser fatal. “As vacinas são muito seguras e a maioria das reações provocadas são, geralmente, pequenas e temporárias. Como uma febre ligeira ou um braço dolorido, por exemplo”, diz o especialista;

- É um erro acreditar que se pode dispensar a vacinação de doenças evitáveis só por estarem praticamente erradicadas em nosso país. “Os agentes infecciosos continuam a circular pelo mundo e podem atravessar fronteiras geográficas, infectando quem não está protegido”, alerta Teles;

- É mentira que as vacinas contêm toxinas perigosas. De fato, vacinas são produzidas com substâncias como formaldeídos, mercúrio ou alumínio. “São perigosas se forem consumidas em alto nível, mas não na quantidade presente nas vacinas”, conclui o Biólogo do CRBio-01.


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