Médica do HNSG
orienta se é preciso ou não tomar a vacina.
Depois de 20
anos, nessa semana (07), foi confirmado o primeiro caso de sarampo no Paraná.“ Por
isso é muito importante intensificar a imunização contra o sarampo, visto que
várias regiões do mundo e do Brasil vem registrando surtos da doença”, explica
a infectologista do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), Dra. Viviane
Dias.
O sarampo é uma infecção viral
aguda de transmissão aérea pela tosse, espirros ou fala, que pode provocar
doença grave, principalmente em pessoas nunca vacinadas. Os sintomas mais
comuns são febre alta, dor de cabeça, tosse, coriza e conjuntivite. A doença
também é conhecida por apresentar exantema, que são manchas avermelhadas na
pele, que aparecem primeiro no rosto e atrás da orelha e depois se espalham
pelo corpo. “Essas manchas não coçam e nem doem, e podem durar até cinco dias,
mesmo período em que a febre começa a abrandar”, diz a médica.
Estima-se que a capacidade de
contaminação do vírus do sarampo é até quatro vezes maior que a do vírus da
gripe. Segundo Dra. Viviane, o período entre o contágio e o aparecimento dos
sintomas é de aproximadamente 12 dias.
“Porém, a transmissão pode ocorrer antes
do aparecimento dos sintomas e estender-se até o quarto dia depois que surgiram
manchas avermelhadas na pele”, diz a médica. “Já o período de maior
transmissibilidade ocorre 48 horas antes e até 48 horas depois do início dessa
manifestação da pele”, acrescenta a infectologista. Também é importante ficar atento se houve contato com alguém
que ficou doente.
Quem deve tomar a
vacina?
A vacina contra o sarampo integra
o calendário nacional de vacinação e está disponível em todas as unidades de
saúde do município. A primeira dose é aplicada aos 12 meses de vida e a segunda
dose aplicada aos 15 meses, com a vacina tetra viral – que além do sarampo
inclui vacinação para rubéola, caxumba e varicela/catapora. “Nesse período, até
completar o esquema vacinal as crianças ficam susceptíveis a doença”, comenta a
médica.
O surgimento da doença é
mais comum em pessoas que não foram imunizadas ou tem esquema vacinal
incompleto. “Quem tomou as duas doses da vacina da tríplice está imunizado”,
esclarece a infectologista. Já quem nunca tomou a vacina, com idade até 29 anos
- deve receber as duas doses para a imunização; e entre 30 e 49 anos - o
indicado é que recebam uma dose da vacina tríplice viral. Pessoas que já
tiveram a doença não é necessária a vacinação, pois não há risco de ser
contaminado pelo vírus novamente. “Porém, a comprovação deve ter sido por meio
de exame laboratorial”, diz Dra. Viviane.
Quem não lembra se tomou a
vacina, e não tenha a carteira de vacinação, deve ir até a Unidade de Saúde
para verificar se há registro, e se não houver, a imunização deve ser
realizada. Não devem tomar a vacina pessoas imunodeprimidas, acima 50 anos
ou mulheres grávidas. A vacina também é contraindicada para quem teve reação
alérgica (anafilaxia) à dose anterior e crianças menores que 6 meses.
Tratamento
As principais
recomendações para pessoas diagnosticadas com a doença são manter a hidratação,
suporte nutricional e diminuir a hipertermia. “A administração de vitamina A é
recomendada para as crianças menores de 5 anos com sarampo. Por ser uma
infecção viral, antibióticos não estão indicados, exceto se houver uma
complicação por infecção bacteriana concomitantemente”, explica a médica.
As complicações
mais graves do sarampo incluem cegueira, encefalite (infecção acompanhada de
edema cerebral), diarreia grave (que pode provocar desidratação), infecções no
ouvido ou infecções respiratórias graves, como pneumonia. “Os casos graves são
especialmente mais frequentes entre crianças pequenas com má nutrição e,
sobretudo, entre pessoas com deficiência de vitamina A ou cujo sistema
imunológico esteja enfraquecido pelo HIV/aids ou outras doenças”, destaca a
infectologista.
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