Pesquisar no Blog

domingo, 11 de agosto de 2019

Pai... Por que me abandonaste?


Este lamento desamparado de Jesus na cruz muitas vezes ecoa em nosso coração e sentimos a distância que nos trouxe para longe de nós mesmos. Chega um ponto em nossa vida que deixamos para trás a pegada que nos conduzia e assistimos um par solitário nos guiando a nós mesmos. Teria mesmo nosso Pai nos deixado para trás?

Crescemos vendo Papai como um herói moderno, alguém com superpoderes e que sabe de tudo. Acreditar cegamente não é nem uma opção, pois está muito claro que é ele quem pode nos salvar ou oferecer o que é o melhor para nós. Perceber que isso não seja necessariamente uma verdade nos faz descrer de toda a fantasia, interrompendo o fluxo natural de passagem de experiências, de crescimento comum.

Nosso pai não nos deixa... Deixamos, nós, papai para trás!

Recriar em nós um conjunto de virtudes, conhecimento e verdades pode às vezes ser mais difícil do que parece e a perda da referência correta acaba por frustrar ainda mais nossa Imagem Perfeita de um Grande Herói, deixando-o, pior, ao lado dos vilões.

O tempo de sarar essas feridas é o tempo exato de tornarmo-nos, nós mesmos, os pais de alguém e perceber que estamos agora reproduzindo os mesmos dilemas e vivendo as mesmas incertezas que nos perturbaram a paz, só que do outro lado.

Se não conhecemos o caminho das pedras e não temos a resposta pronta para dar aos nossos filhos, porque deveríamos ter cobrado de nosso pai? Porque afinal, ainda nos cobramos por não dá-la aos nossos filhos?

Quando trazemos o pai do passado para o presente e o vemos sentado à nossa frente, pode ser uma boa hora de pedir perdão e agradecer pelo dom da vida que nos ofertou sem cobrar. Como deve ser verdade que o fez com tudo que nos deu.

Todo carinho, bronca, palmadas e abraços. Cada lição não aprendida e cada gesto mal interpretado. Nosso pai não estava lá para nos fazer sofrer, mas para que não sofrêssemos por outro caminho.
Que esse dia dos Pais seja também o dia dos filhos, e que possamos todos nos abraçar com alegria, percebendo que as pegadas solitárias nem eram as nossas, mas de nosso pai nos trazendo nas costas para que pudéssemos enxergar mais longe.

Muito Obrigado Papai, Muito obrigado por Ser Quem És e com isso fazer de mim quem EU SOU!



Fernando Loch - Arquiteto com MBA em Gerenciamento de Projetos, realiza palestras/aulas nos Ciclos de Estudos da Prosperidade promovidos pela Seicho-No-Ie do Brasil, por todo o país.
Seicho-No-Ie do Brasil (Regional Florianópolis/SC)


Pais devem buscar equilíbrio e destinar tempo de qualidade aos filhos, diz coach



O Dia dos Pais é uma oportunidade para os pais avaliarem como está a rotina, se há equilíbrio ou desequilíbrio entre carreira e vida familiar. Em geral, o dia a dia estressante, com metas e cobranças, faz com que o homem tenha uma agenda lotada de compromissos. Mas a organização do tempo é crucial para garantir eficácia nos dois lados (pessoal e profissional), afirma a coach Bibianna Teodori.

Segundo a especialista em relacionamentos, é preciso também compreender que o equilíbrio entre carreira e vida em família é qualitativo. “Não adianta um pai dedicar um final de semana aos filhos se, durante o sábado e o domingo, ele não sair do celular e do computador. Melhor ter duas horas com os filhos, mas dar-lhes total atenção, gerando neles uma experiência marcante, relevante e inspiradora. É muito mais desafiador criar qualidade do que quantidade”, completa.

Diante de problemas corriqueiros no dia a dia, o discernimento é fundamental para resgatar o equilíbrio perdido, explica Bibianna. “Priorizar necessidades, planejar ações e ter consciência real de nossa autonomia de tempo é fundamental para atuar bem nas duas áreas da vida.”

De acordo com a coach, a competitividade no mercado de trabalho e nos negócios tende a afastar as pessoas de outros papéis importantes, como o de pai, pois são consumidas por essas pressões externas.

“Por isso enfatizo a importância de conduzir a própria vida. Caso contrário, seremos conduzidos de um lado para o outro. Renato Russo, em sua música ‘Há Tempos’, já dizia que ‘disciplina é liberdade’. Reitero esse conceito, pois com disciplina será possível ter liberdade para fazer as coisas que mais importam, como estar sempre próximo da família.”

Um estudo da FranklinCovey, empresa especializada na melhoria de performance, analisou que no período de dez anos aumentou em 10 horas o tempo que o casal fica fora de casa.

“Esses dados significam que os dois ficam menos tempo juntos e menos tempo com os filhos. Podemos pensar em muitas justificativas para essa ausência, como a necessidade de se envolver por inteiro em um projeto ou dedicar mais horas no escritório para conquistar uma boa posição na empresa. Entretanto, nem sempre mais tempo no escritório significa maior produtividade. O equilíbrio é tudo”, finaliza Bibianna.





Bibianna Teodori - Executive e Master Coach, idealizadora e fundadora da Positive Transformation Coaching e coautora do livro "Coaching na Prática - Como o Coaching pode contribuir em todas as áreas da sua vida”. Possui larga experiência organizacional e trabalhou por mais de 20 anos como executiva de empresas italianas nas áreas de RH, gestão de mudanças, venda & marketing, unindo competências de liderança e transformação pessoal para aumento de desempenho. Além da formação na Sociedade Brasileira de Coaching, com certificação pela BCI Behavioral Coaching Institute e pelo ICC International Coaching Council, fez Soul Coaching pela Denise Linn. Tem ainda certificações em Assessments Training (Disc - Motivadores - Axiologia - Valores - Psicologia Positiva), Assessment Traninig (Success Tools), Assessment Training (Universidade Quantum) e especializações em coaching de liderança e aplicado a vendas. É também palestrante internacional.


Pais de crianças e adolescentes com câncer devem contar com apoio psicológico


O diagnóstico de câncer infantil não afeta apenas o paciente, mas impacta a família toda alterando o seu funcionamento. De acordo com a psicóloga Claudia Epelman, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), o pai do paciente pode se sentir perdido em meio à situação porque tem que continuar trabalhando e não consegue acompanhar de perto o tratamento, o que influencia de maneira negativa o relacionamento conjugal e familiar como um todo. Com frequência, o pai é censurado por não conseguir ajudar a esposa e o paciente em sua totalidade. 

Por outro lado, muitas vezes é o pai quem se desloca da cidade de origem para buscar tratamento para o seu filho em um centro especializado e, novamente, se vê distanciado da esposa, dos outros filhos e do trabalho, causando sentimento de frustração e incapacidade. “De uma forma ou de outra, o pai tem a sua vida emocional, conjugal, profissional e social comprometida, ele se sente culpado, impotente e sozinho”, explica Claudia...

Segundo a especialista, é extremamente importante o acompanhamento psicológico familiar desde o diagnóstico da doença para evitar problemas futuros e manter a família estruturada para enfrentar as batalhas que estão por vir. Assim, a partir da confirmação do diagnóstico, todos os profissionais envolvidos devem estar sensíveis às necessidades dos pais e propor intervenções preventivas de maneira que a vivência do câncer não deixe sequelas irreparáveis, sem esquecer também dos outros irmãos, que se sentem excluídos mediante a situação.   

A orientação que Claudia dá para os pais é para lidarem com os filhos doentes sempre com clareza, por mais difícil que seja a conversa. “É necessário apoiar sempre a criança ou o adolescente para que eles se sintam seguros e saibam que terão sempre alguém os acompanhando. O fato de poder conversar sobre a doença e o tratamento e dividir o sentimento de preocupação ajuda o paciente a lidar melhor com a doença em si”.


Posts mais acessados