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domingo, 11 de agosto de 2019

Pais de crianças e adolescentes com câncer devem contar com apoio psicológico


O diagnóstico de câncer infantil não afeta apenas o paciente, mas impacta a família toda alterando o seu funcionamento. De acordo com a psicóloga Claudia Epelman, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), o pai do paciente pode se sentir perdido em meio à situação porque tem que continuar trabalhando e não consegue acompanhar de perto o tratamento, o que influencia de maneira negativa o relacionamento conjugal e familiar como um todo. Com frequência, o pai é censurado por não conseguir ajudar a esposa e o paciente em sua totalidade. 

Por outro lado, muitas vezes é o pai quem se desloca da cidade de origem para buscar tratamento para o seu filho em um centro especializado e, novamente, se vê distanciado da esposa, dos outros filhos e do trabalho, causando sentimento de frustração e incapacidade. “De uma forma ou de outra, o pai tem a sua vida emocional, conjugal, profissional e social comprometida, ele se sente culpado, impotente e sozinho”, explica Claudia...

Segundo a especialista, é extremamente importante o acompanhamento psicológico familiar desde o diagnóstico da doença para evitar problemas futuros e manter a família estruturada para enfrentar as batalhas que estão por vir. Assim, a partir da confirmação do diagnóstico, todos os profissionais envolvidos devem estar sensíveis às necessidades dos pais e propor intervenções preventivas de maneira que a vivência do câncer não deixe sequelas irreparáveis, sem esquecer também dos outros irmãos, que se sentem excluídos mediante a situação.   

A orientação que Claudia dá para os pais é para lidarem com os filhos doentes sempre com clareza, por mais difícil que seja a conversa. “É necessário apoiar sempre a criança ou o adolescente para que eles se sintam seguros e saibam que terão sempre alguém os acompanhando. O fato de poder conversar sobre a doença e o tratamento e dividir o sentimento de preocupação ajuda o paciente a lidar melhor com a doença em si”.


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