Pesquisar no Blog

terça-feira, 16 de julho de 2019

Exercícios no cotidiano ajudam no tratamento da hipotonia em bebês


Condição diminui tônus muscular e pode ser diagnosticada logo após o nascimento


A hipotonia é caracterizada pela diminuição do tônus muscular e está ligada à fraqueza dos músculos. Ainda que possa ser uma sequela causada por males como zika e meningite, ela também pode ser um sintoma de problemas no sistema nervoso ou muscular, assim como de doenças hereditárias, por exemplo. Por outro lado, algumas pessoas já nascem com a característica sem possuir doenças relacionadas. O tratamento varia de acordo com os motivos que causaram a condição e está sempre combinado com fisioterapia.

Quando o bebê nasce com a característica sem uma doença que justifique, o tratamento apropriado pode fazer com que o desenvolvimento seja normalizado até os 3 anos. Para potencializar o resultado, alguns estímulos podem ser feitos no cotidiano. “Ajudar a mexer a cabeça, o tronco e os membros e incentivar movimentos de agarrar, puxar e empurrar são ações simples que podem ser incluídas em atividades do dia a dia”, exemplifica Marcela Dada, educadora física especializada em gestantes e bebês e sócia da Baby Gym Santo André.

Até os 6 meses, a indicação é auxiliar o pequeno a ficar de bruços, levantar a cabeça e rolar o corpo. A partir dos 9 meses, movimentos que promovam o movimento de sentar, engatinhar e levantar podem ser introduzidos gradualmente conforme a evolução da criança – por este motivo, a ajuda de um profissional para identificar as necessidades é essencial. Estas ações têm como objetivo aumentar o tônus muscular e força, além de melhorar a resistência física e postura.

Uma vez que quem tem hipotonia pode apresentar dificuldade na fala, é necessário incentivar o convívio social. “Quando os pequenos lidam com pessoas, sobretudo da mesma faixa etária e que não façam parte do convívio diário, observam e imitam o movimento da fala”, assinala Marcela. “Conversar constantemente coopera com esta questão e também favorece o desenvolvimento psicológico”, completa.

Para contribuir com os pais e responsáveis nesta tarefa, redes de academia para bebês oferecem aulas que trabalham com a psicomotricidade. Exemplo é a Baby Gym, que possui unidade recém-inaugurada em Santo André e promove o desenvolvimento entre 2 meses e 4 anos de idade por meio de estímulos auditivos (por meio das músicas adequadas para cada momento da aula), visuais (proporcionados pelas cores e formatos dos brinquedos e objetos), sensitivos (contato com texturas, formatos e pesos, além de odores distintos) e motores.


DIAGNÓSTICO

Nas crianças, os principais sintomas da hipotonia são falta de controle total ou parcial da cabeça e a sensação de sentir que o bebê pode escorregar pelas mãos quando segurado sob as axilas. Em qualquer idade, diminuição do tônus e força muscular, reflexos limitados, hiperflexibilidade, diminuição de resistência física e postura debilitada podem ser indícios.

Ao procurar orientação profissional, os exames para diagnosticar o que está ocasionando a condição são variados e podem incluir exames de sangue, ressonância magnética e tomografia. “Quanto mais cedo diagnosticado, mais rápida e eficiente será a recuperação da tonicidade e menores serão os prejuízos a longo prazo”, destaca Rafael Canedo, médico atuante na pediatria há 10 anos e sócio da Baby Gym Santo André.

Piolhos: 8 coisas que você precisa saber sobre eles


Durante o inverno, além dos cuidados necessários para evitar as doenças respiratórias que ocorrem com maior frequência no período, é preciso saber como evitar a pediculose capilar, mais conhecida como infestação de piolhos.

O contato mais próximo, nos dias mais frios, facilita o contágio. Em caso de coceira intensa, sensação de movimento dos cabelos e pequenas saliências vermelhas no couro cabeludo, busque orientação de um médico ou farmacêutico para iniciar o tratamento o mais rápido possível”, explica Adriano Ribeiro, farmacêutico da Extrafarma.

O tratamento para eliminar os piolhos é feito por meio de shampoos e loções e deve ser estendido a todos que tiveram contato direto com a pessoa infectada, mesmo na ausência de sintomas.

Para saber como lidar com a pediculose capilar, o farmacêutico da rede fez uma lista com as principais coisas que você deve saber sobre os insetos. Confira:


Piolho não pula nem salta, ele se arrasta

Por esse motivo, a transmissão só acontece pelo contato direto com uma pessoa infectada. Piolhos também podem ser transmitidos por meio do compartilhamento de objetos pessoais, tais como escova de cabelo, fones de ouvido, toalhas e roupas de cama.


Piolho se instala na base do cabelo

Por se alimentar do sangue das pessoas, o piolho se instala no folículo piloso, onde também deposita seus ovos. Os ovos se fixam na raiz dos cabelos por meio de uma substância parecida com uma cola, produzida pelo próprio inseto. Com o calor do corpo humano, os ovos eclodem após um período de oito a dez dias. Importante também verificar se cílios e sobrancelhas não estão afetados pelo inseto.


Na fase de lêndea, os piolhos são altamente resistentes 

Esbranquiçadas, as lêndeas têm cerca de 0,8 mm de comprimento e uma casca altamente resistente. Como elas levam cerca de sete dias para virar ninfas, quando os piolhos passam a ficar vulneráveis aos remédios, o tratamento para eliminá-los precisa ser repetido depois de uma semana.


Piolhos vivem em média 40 dias 

Ao sinal de qualquer coceira ou marcas visíveis deixadas pelas picadas de inseto, a recomendação é procurar ajuda médica para início imediato do tratamento, para que eles não se multipliquem rapidamente. Uma fêmea adulta do inseto pode colocar mais de 100 ovos. 


Piolho não tem nada a ver com higiene

Lavar a cabeça todos os dias não evita a infestação do inseto, já que o problema não está ligado à sujeira, mas ao contato com uma pessoa infectada. Por isso, evite compartilhar objetos com outras pessoas e, no caso das crianças, sempre após a escola e após a higiene dos cabelos, examine seus couros cabeludos, com o auxílio de um pente-fino. 


A saliva do piolho irrita e provoca a coceira no couro cabeludo

Não é a movimentação do piolho na cabeça que provoca a coceira no couro cabeludo, mas sim a saliva desse inseto que causa o desconforto na região. Com propriedades vasodilatadoras e anticoagulantes, é a saliva dos piolhos que permite que eles suguem uma pequena quantidade de sangue, em pequenos intervalos de tempo. 


Piolho pode causar anemia

Em casos extremos, quando há uma grande infestação (mais de 100 piolhos na cabeça) ou quando não é realizado o combate adequado, o paciente pode chegar a ter anemia. Outra complicação decorrente de casos mal solucionados de pediculose são as noites mal dormidas, comprometendo a saúde do organismo. 


Produtos caseiros podem fazer mal à saúde

Cuidado com as receitas caseiras para tratar os piolhos, pois, além de serem ineficazes, podem fazer mal à saúde. Produtos caseiros podem conter pesticidas, querosene ou outras substâncias tóxicas, por isso o melhor é evitar seu uso e fazer o tratamento com produtos recomendados pelo médico ou farmacêutico. 


Emergência pediátrica registra 80% de atendimentos a problemas respiratórios


 Com as quedas de temperatura, hospital da Zona Sul do Rio de Janeiro faz alerta para os cuidados com a saúde das crianças 

De acordo com o Climatempo, os termômetros da capital fluminense vão seguir em queda nos próximos dias de inverno. Bastou o frio chegar para a recém-inaugurada pediatria do Hospital Pró-Cardíaco registrar 80% de seus atendimentos por doenças respiratórias. Com o aumento desses casos, Mônica Britto, coordenadora da pediatria da instituição, elencou algumas informações para a criançada aproveitar melhor a estação mais fria do ano.
Nessa época do ano, as emergências pediátricas costumam ficar mais movimentadas, porque as crianças estão mais suscetíveis a problemas respiratórios a exemplo de gripes, resfriados, alergias, amigdalites, otites e sinusites. Essas doenças ocorrem com mais frequência no inverno, porque as pessoas tendem a ficar mais em ambientes fechados - o que propicia a disseminação de agentes infecciosos, como vírus e bactérias”, explica.
A especialista observa que os resfriados são causados por vírus e costumam apresentar sintomas mais leves, como coriza, tosse e febre baixa. A duração pode variar de três a cinco dias e, geralmente, exigem apenas medicamentos como analgésicos, antitérmicos e lavagem nasal. “Por outro lado, as gripes, causadas pelo vírus Influenza, têm sintomas parecidos com os do resfriado, porém com maior intensidade, inclusive, com potencial para complicações, que podem evoluir para bronquites e, no caso de bebês, as bronquiolites (infecção na parte mais delicada do pulmão dos bebês, os bronquíolos)”, diz.
Ainda sobre as crianças menores de dois anos, a médica informa que os problemas respiratórios podem ficar mais graves, porque as defesas imunológicas são fracas, com capacidade respiratória baixa. “O recomendado é que os pais procurem atendimento médico, assim que os sintomas surgirem, para que se evite um agravamento do quadro clínico dos bebês”, informa.
A especialista indica ainda que se mantenham os ambientes bem arejados, com circulação de ar adequada, boa higienização das mãos e que se evite contato com quem já está doente. “Se algum membro da família já estiver com sintomas, recomendo a proteção da boca ao tossir ou espirrar, porque a transmissão da grande maioria desses problemas se dá pelas gotículas que ficam no ar”, finaliza.

Hospital Pró-Cardíaco


Posts mais acessados