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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

“AÇÃO de CONSCIENTIZAÇÃO e MOBILIZAÇÃO para a Detecção Precoce do Câncer de Pele”



No CONJUNTO NACIONAL e Av. Paulista – SÃO PAULO


Em pleno mês de Dezembro, início do verão, período fundamental de prevenção ao câncer de pele, acontecerá no dia 10/12, Domingo, uma mobilização de grande impacto sobre a importância da detecção precoce do câncer de pele.
A ação será realizada no Conjunto Nacional e imediações, na Av. Paulista, em São Paulo, local por onde circulam centenas de milhares de pessoas nas ruas, em especial no Domingo, dia em que a Av. Paulista se torna espaço de lazer para o Paulistano.

A AÇÃO DE CONSCIENTIZAÇÃO e MOBILIZAÇÃO para a Detecção Precoce do Câncer de Pele contará com a distribuição de folhetos informativos para a população que circula pelo local e terá dois momentos: 


1) Workshop / DIÁLOGO INTERATIVO: A importância da prevenção e do diagnóstico precoce (no CineArte do Conjunto Nacional, das 10h30m às 12h), evento aberto ao público, com a presença de médicos dermatologistas, que irá colocar na ordem do dia aspectos como: a importância da detecção precoce; do uso do filtro solar; da quebra de paradigmas que envolvem o câncer de pele; e informação médica e de saúde a partir do câncer de pele. Entre as novidades estão as pesquisas que apontam as diferenças entre os filtros com FPS 30, 50 , 70 além das formas corretas detecção (no couro cabeludo, por exemplo) e de aplicação do filtro. Além disso, o evento é um convite para que cada pessoa se torne agente de sua própria saúde e se transforme em multiplicador, movimentando todos seus contatos para os cuidados de prevenção, diagnóstico precoce e também para o enfrentamento da doença. 


2) REVOADA DE BALÕES COR DE LARANJA – Às 12:30h, momento de grande concentração de público na Av. Paulista, será feita a revoada de balões cor de laranja (1500 balões, representando a quantidade (média) de pessoas que ainda morrem em função do Melanoma, segundo o INCA) com a finalidade de chamar atenção para a importância da prevenção e da detecção precoce.



Serviço:
Das 10h30 às 12h – Workshop / Diálogo Interativo: A importância da prevenção e do diagnóstico precoce
Local: CineArte do Conjunto Nacional
Av. Paulista, 2073

12:30 – Revoada de Balões Cor de Laranja
Local: Av. Paulista, 2073, em frente ao Conjunto Nacional

Realização: IDVH Instituto de Desenvolvimento e Valorização Humana
Patrocínio Avène





7 Mitos e Verdades sobre o Aneurisma Cerebral



Duas a cada 100 pessoas, em média, têm um aneurisma no cérebro, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mas a imensa maioria jamais irá descobrir este fato. O aneurisma cerebral é uma doença silenciosa, quer dizer, não apresenta sintoma algum ao longo da vida, a não ser, é claro, quando ele se rompe.

O aneurisma é causado pelo enfraquecimento da parede de uma das artérias sanguíneas que irrigam o cérebro. Quando esta artéria está fragilizada, com a pressão do sangue forma-se uma espécie de “balão”, cujo termo médico é aneurisma.

“Cerca de 9 a cada 100 mil pessoas irão vivenciar o rompimento do aneurisma, que causa hemorragia. Ele é fatal em 50% dos casos. Dos que sobrevivem, aproximadamente 66% vão ter sequelas”, relata o neurocirurgião Dr. Iuri Weinmann, do Centro Neurológico Weinmann.
 
Assim como muitas doenças, o aneurisma cerebral ainda é cercado de mitos. Saiba o que é verdade e o que é mentira.


1. O aneurisma pode ser congênito. Verdade. algumas pessoas podem nascer com anormalidades nas paredes dos vasos sanguíneos ou com alguma doença hereditária que agrava possíveis problemas nas paredes arteriais, predispondo-as a um aneurisma. Entretanto, os fatores externos são as principais causas. “Os dois mais importantes são o fumo, que danifica a parede do vaso, e a hipertensão”, alerta do Dr. Weinmann.


2. É possível ter mais de um aneurisma de uma vez? Verdade. Dados da American Stroke Association apontam que se a pessoa tem um aneurisma, há entre 15% e 20% de chance de ter outro simultaneamente.


3. Homens têm mais chance de ter aneurisma. Mito. Três mulheres a cada dois homens sofrem com a condição. “Aproximadamente 60% dos que se rompem acontecem em mulheres”, diz o neurocirurgião. Outro dado que pesa contra as mulheres: quando o aneurisma se rompe, elas têm 74% mais chance de ter hemorragia subaracnóidea (HSA), segundo estudo publicado na revista Neurology. A HSA, quer dizer, o extravasamento do sangue para o espaço entre o cérebro e o crânio, é um dos eventos mais catastróficos de que se tem conhecimento na medicina, com uma letalidade de 50%.


4. Os sintomas do aneurisma parecem com os de um AVC. Sim e não. Muitas pessoas passarão a vida sem saber que tinham um aneurisma. “Mas, quando os aneurismas crescem, eles podem pressionar determinadas áreas do cérebro, causando sintomas que são idênticos aos de um AVC, como, por exemplo, visão dupla, perda de equilíbrio e problemas na fala”, explica o Dr. Weinmann.


5. Aneurisma pode causar um AVC? Sim. Uma das causas do acidente vascular cerebral (AVC) é o rompimento de um aneurisma. Neste caso, estamos falando do acidente vascular cerebral hemorrágico, que além da hemorragia, causa aumento da pressão intracraniana e inchaço no local.


5. Aneurisma rompido pode ser confundido com enxaqueca. Verdade. Um dos sintomas-chave do aneurisma que se rompeu é uma dor de cabeça fortíssima e praticamente incapacitante, pois ela é acompanhada de náusea, vômito, fotofobia, visão dupla e até perda de consciência. Dados da Brain Aneurysm Foundation estimam que de todos os pacientes que correm para o hospital, vítimas de fortes dores de cabeça, 1% é diagnosticado com hemorragia subaracnóidea. Portanto, se você se deparar com alguém nesta situação, leve essa pessoa imediatamente para um hospital.


6. Sexo pode aumentar a chance de o aneurisma se romper. Verdade. Um estudo publicado na revista Stroke mostrou que o sexo é um dos gatilhos para o rompimento de um aneurisma, aumentando a chance – temporariamente – em 4,3%. Já o consumo de café pode fazer o risco crescer em 10,6% e atividade física vigorosa, em 7,9%.


7. O tratamento do aneurisma requer grandes cirurgias. Depende. Se o aneurisma é muito pequeno, pode-se decidir por apenas fazer um acompanhamento ou por uma cirurgia minimamente invasiva. “A cirurgia tradicional para tratar um aneurisma se chama craniotomia. Por meio de uma pequena incisão no crânio, o médico implanta um clipe metálico entre o vaso normal e o aneurisma. É uma cirurgia que pode demorar mais de quatro horas, feita com anestesia geral.

Graças ao avanço das técnicas cirúrgicas, hoje é possível realizar a embolização endovascular. O médico faz uma pequena punção na artéria femoral na virilha e implanta um micro cateter até o interior do aneurisma. Depois, o médico insere sucessivas espirais metálicas no interior do saco aneurismático até a exclusão circulatória. Esta técnica reduz as taxas de morbidade e mortalidade.





Dezembro Vermelho: mitos e verdades sobre a AIDS



Professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo esclarece dúvidas mais frequentes sobre a síndrome


Apesar da evolução nas formas de tratamento e prevenção, a síndrome da imunodeficiência adquirida, mais conhecida pela sigla AIDS (do inglês “acquired immunodeficiency syndrome”), continua a ser uma preocupação dos brasileiros. Segundo dados do Programa Conjunto das Nações Unidas (Unaids), 15 mil pessoas morreram em decorrência do vírus HIV, o causador da AIDS, em 2015, somente no Brasil.

A Unaids ainda indica que a população vivendo com a doença no País passou de 700 mil, em 2010, para 830 mil, em 2015, fazendo com que o Brasil respondesse por mais de 40% das novas infecções na América Latina. Entre os adultos brasileiros, os novos casos subiram 18,91% em 15 anos. No mundo, em média, 1,9 milhão de adultos a cada ano foram infectados com HIV desde 2010.

Por conta do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, celebrado anualmente em 1º de dezembro, o Governo Federal instituiu recentemente o Dezembro Vermelho, mês que será inteiramente dedicado ao combate à síndrome, por meio de campanhas de prevenção.  

Apesar de ter se tornado mundialmente conhecida desde que foi descoberta, há 30 anos, a AIDS ainda deixa muitas dúvidas. A Dra. Maria Amélia de Sousa Mascena Veras, médica e professora do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), esclarece o que é mito e o que é verdade em relação à síndrome. 


- O vírus HIV pode ser transmitido por beijo, abraço ou aperto de mão?
Mito. O vírus HIV é transmissível apenas por contato sexual ou pelo sangue.


- É possível contrair o vírus HIV no sexo oral?
Verdade. Embora o risco seja significativamente menor se comparado a outras modalidades de sexo (anal e vaginal), as chances aumentam se houver alguma ferida aberta ou ejaculação na boca.


- Todo portador de HIV tem AIDS?
Não necessariamente. HIV é o vírus, que pode ou não se manifestar em sua síndrome (AIDS). 


- No Brasil, é possível fazer prevenção medicamentosa para evitar a contaminação do HIV?
Verdade. O que já existe é a PEP (profilaxia pós-exposição), um conjunto de medicamentos anti-HIV que pode ser tomado até 72 horas após a situação de risco, durante 28 dias, para diminuir as chances de uma infecção pelo HIV. Porém, será possível fazer prevenção medicamentosa para evitar a contaminação deste vírus a partir de 1º de dezembro de 2017, quando será implementada a PrEP (profilaxia pré-exposição) no Sistema Único de Saúde (SUS). A PrEP, no entanto, não confere proteção contra nenhuma outra doença sexualmente transmissível, como sífilis, hepatites ou gonorreia. 


- O diagnóstico é feito somente por exame de sangue?
Mito. Além do teste pelo sangue, já existe o teste de fluido oral, que é capaz de detectar a presença de anticorpos para o HIV na saliva.


- Se o exame der negativo, posso respirar aliviada?
Mito. Se o exame der negativo, existe uma chance muito grande de que a pessoa não esteja infectada. Porém, se a pessoa tiver tido alguma exposição ao HIV durante o período chamado janela imunológica – período que o organismo necessita para desenvolver anticorpos detectáveis nos exames –, pode, sim, haver infecção com resultado negativo. Vale lembrar que, para os testes disponíveis no sistema público de saúde, considera-se como janela imunológica o período de 30 dias após situação de risco. Caso a pessoa acredite ter se exposto durante esse período, recomenda-se repetir o teste 30 dias depois. 


- É possível contrair vírus HIV em estúdios de tatuagem, manicures e consultórios de dentista?
Verdade. Além de outras infecções graves como hepatites. Por isso, é necessário que todos os aparelhos utilizados sejam descartáveis ou devidamente esterilizados antes de serem utilizados novamente.


- Portadores de HIV, mesmo fazendo tratamento correto, morrem mais cedo do que pessoas que não estão infectadas?
Talvez. Portadores de HIV têm um risco maior de desenvolver problemas de saúde como infecções oportunistas (tuberculose, toxoplasmose etc.) e alguns tipos de câncer, especialmente quando sua carga viral não está zerada. No entanto, pessoas que iniciam o tratamento cedo e o fazem da maneira correta, diminuem significativamente esses riscos. Atualmente, há muitas pessoas vivendo com HIV com a mesma expectativa de vida de pessoas não-infectadas. 


- Mulheres soropositivas podem engravidar sem que o vírus HIV seja transmitido?
Verdade. Se já estiverem em tratamento ou o iniciarem o quanto antes, o risco de transmissão para o bebê se reduz a quase zero.


- É preciso haver penetração para a transmissão do HIV?
Mito. O HIV tem diversas formas de transmissão, inclusive pelo sangue. No entanto, o sexo com penetração é um dos que oferecem maior risco, especialmente se houver ejaculação ou feridas abertas em qualquer um dos órgãos envolvidos (pênis, ânus ou vagina).


- Os novos coquetéis de drogas fizeram da AIDS uma doença crônica como a hipertensão?
De certa forma, sim. Isto significa que a chance de alguém que adere ao tratamento da maneira correta desenvolver AIDS é mínima. No entanto, é preciso lembrar que interromper o tratamento vai fazer com que o vírus volte a se multiplicar, além de favorecer sua mutação em formas mais resistentes aos medicamentos disponíveis. 


- Toda camisinha é 100% confiável?
Mito. Nenhum método de prevenção é 100% eficaz. O preservativo, contudo, confere um grau de proteção muito alto, próximo a 100%, se utilizado da maneira correta. Recomenda-se, especialmente no sexo anal, que ela seja utilizada junto a um gel lubrificante à base de água, uma vez que o ânus não possui lubrificação natural e a camisinha pode se romper com o atrito.


- Quem tem uma relação estável pode dispensar o preservativo?
Depende. Esta é uma decisão que tem de partir de cada casal. Se ambos forem soronegativos e mantiverem uma relação estritamente monogâmica (isto é, sem outros parceiros), não há qualquer chance de infecção pelo HIV. Se um ou ambos os parceiros possuírem o HIV, recomenda-se o uso da camisinha para evitar a infecção do parceiro HIV negativo ou a reinfecção no caso de uma pessoa HIV positivo. Em casais com relacionamentos abertos, o preservativo também pode estar presente como coadjuvante na redução de riscos.






Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP



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