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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Especialista em Direito Eleitoral esclarece as principais dúvidas sobre o voto distrital




Especialista em Direito Eleitoral explica as diferenças do modelo atual em relação as mudanças propostas na reforma política


    Em discussão no Congresso, uma das grandes mudanças da reforma política é o voto distrital. O modelo atual (proporcional) define que todos os votos entram na contabilização na hora de definir quem vai ocupar as cadeiras no parlamento. No distrital, apenas os candidatos mais votados são eleitos sem considerar os chamados votos partidários. Porém não é só essa a diferença do modelo atual em relação ao que está em tramitação no senado.

    O docente Fábio Pereira¹, Mestre e Doutor em Direito do Estado e coordenador adjunto do curso de Direito da FMU destaca os principais pontos de mudança em comparação com o modelo atual. 


     Sistema proporcional
     Nesse modelo, o eleitor vota no partido político (legenda) ou em algum candidato necessariamente filiado a um partido. Na apuração, algumas operações matemáticas serão realizadas para determinar os eleitos, que nem sempre serão os mais votados. Exceção à regra nos mandatos legislativos, a eleição para o Senado Federal é realizada segundo o sistema majoritário. Nele, todos os candidatos à vaga de senador serão classificados de acordo com o número de votos obtidos, sendo eleito o mais votado.


     Quociente eleitoral
     No sistema proporcional, o quociente eleitoral é o resultado da divisão do total de votos válidos (todos os votos, exceto os nulos e em branco) pelo número de cadeiras em disputa na eleição. O número resultante é a quantidade de votos que um partido ou coligação deve obter para ter direito a preencher uma cadeira na casa parlamentar cujos cargos estiverem em disputa. O quociente eleitoral será, então, aplicado em outra operação matemática, voltada a apurar o quociente partidário. Para determiná-lo, divide-se o número de votos que cada partido ou coligação obteve. O resultado será o número total de cadeiras que o partido ou a coligação poderá preencher no parlamento. Não havendo sobras, os candidatos de cada partido ou coligação serão classificados conforme sua votação e os mais votados preencherão as vagas. 


     Vantagens e desvantagens do voto proporcional
     A principal vantagem do sistema proporcional é a própria razão de sua existência: garantir que a representação desta Casa reflita o mais fielmente possível as ideias existentes na sociedade, defendidas pelos partidos e prestigiadas pelo eleitor na votação. Assim, as mais diversas forças políticas, majoritárias ou minoritárias, terão assentos no Legislativo, na proporção dos votos obtidos. Trata-se, portanto, de um modelo que favorece o pluralismo político. Há, porém, desvantagens, uma vez que o sistema estimula a proliferação de partidos, muitas vezes sem linha ideológica clara, dificultando a identificação da maioria que comporá a base governamental e assumirá a responsabilidade das ações estatais perante o eleitor. A multiplicidade partidária também tem o potencial de dificultar a governabilidade, uma vez que o governo deverá negociar com vários partidos pequenos para poder implementar suas políticas, dando ensejo a mecanismos não republicanos como os que foram verificados na história brasileira recente. 


     Sistema distrital
     No voto distrital, o território do país é dividido em tantos distritos quantas forem as vagas em disputa na casa parlamentar. Para garantir que os votos tenham o mesmo valor, os distritos costumam ter população equivalente. Então, cada partido indicará apenas um candidato por distrito e o eleitor votará exclusivamente em um candidato de seu distrito, sendo eleito o mais votado. O voto distrital adota, portanto, o sistema majoritário.


     Vantagens e desvantagens do voto distrital
     O voto distrital é mais simples, facilitando a compreensão e o controle da atividade parlamentar pela população, que tende a estar mais próxima de seu representante. O custo da campanha também acaba sendo diminuído. Por fim, haveria tendência de redução no número de partidos, o que poderia favorecer a governabilidade. Dentre outras desvantagens, os parlamentares poderiam ficar focados nos interesses locais, em detrimento das grandes discussões nacionais. Além disso, o modelo dificultaria ou até impediria a representação das minorias, que não conseguiriam eleger parlamentares na mesma proporção de sua força na sociedade. O sistema distrital já foi adotado pelo Brasil, no Império e na República Velha. Hoje, o sistema é adotado, dentre outros, pelos Estados Unidos da América e pela França.


     Principais mudanças para os partidos políticos
     O modelo de votação distrital está ligado à redução do número de partidos e, com isso, do pluralismo político. Como demonstrado pela experiência norte-americana e inglesa, existe certa correlação entre o voto distrital e o bipartidarismo. Assim, os partidos pequenos tendem a desaparecer do cenário político nacional, aglutinando suas forças em torno de dois grandes partidos, que dominam as relações entre situação e oposição.


     Voto distrital misto
      O voto distrital misto, derivado do sistema utilizado na Alemanha, combina o sistema majoritário e o proporcional. Assim, o preenchimento de metade das cadeiras da casa parlamentar é realizado mediante o voto distrital. Os parlamentares que ocuparão a outra metade das cadeiras serão escolhidos de acordo com o sistema proporcional. Isso significa que o eleitor vota duas vezes na mesma eleição. Primeiro, escolhe um candidato do seu distrito, sendo eleito o mais votado. Depois, vota no partido político de sua preferência, que elabora lista preordenada de candidatos. Nessa última etapa, quanto maior for a votação obtida pelo partido, maior será sua representação no Parlamento.


      Mudanças para as próximas eleições
     A proposta de reforma política discutida atualmente no Congresso Nacional envolve a adoção do sistema distrital misto a partir de 2022 para Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas, Câmara Legislativa do Distrito Federal e Câmaras Municipais. Como regra de transição, o sistema majoritário seria aplicado nas eleições de 2018 e 2020.






Edu Scarfon ensina a cuidar da energia do lar



Para limpar o ambiente, a combinação de ervas pode ser feita como defumação ou bate folha


O jornalista, paranormal e bruxo Edu Scarfon sugere duas combinações de ervas para limpar e harmonizar a energia da casa. Edu explica que nossa casa é como uma extensão da nossa vida, já que ela reproduz um pouco do microcosmo que somos.

Por exemplo, uma casa desorganizada pode refletir uma vida também desorganizada. Assim, a sala pode representar a nossa vida social, a cozinha, a nossa prosperidade e o quarto, a nossa intimidade.

Para limpar o ambiente, a combinação de ervas pode ser feita como defumação ou bate folha:

- Sálvia;

- Folhas de eucalipto;

- Cânfora ou cipreste;

- Salsinha;

- Um pouquinho de sal


A defumação deve ser passada na casa toda, de dentro para fora. O melhor dia para realiza-la é o sábado.

Outra sugestão para harmonização, bastante recomendada após a de limpeza, é ideal para ser feita às segundas-feiras:

- Alfazema;

- Capim cidreira;

- Alecrim;

- Erva doce.

Neste caso, podemos fazê-la de fora para dentro.

No ritual de bate folha, pegamos alguns ramos de ervas de limpeza e harmonização frescos e passamos esta mistura de ervas pelas paredes, objetos diversos, pedindo que as energias negativas se afastem e que a harmonia reine. Podemos fazer o preparo de ervas com: guiné, eucalipto, salsa, comigo ninguém pode e alecrim.

Outra forma de eliminar a densidade do lar, é colocar pequenos pedaços de carvão dentro de copos com água. É só deixar um em cada ambiente e, quando o carvão afundar, temos um indício de que ele já absorveu toda energia negativa daquele local e a neutralizou.






Os transtornos psiquiátricos não são psicológicos



Como saber se um estado emocional é de origem cerebral (psiquiátrica) ou se decorre de um conflito psicológico? O psiquiatra e pesquisador Dr. Diego Tavares do Hospital das Clínicas de São Paulo -SP explica que o cérebro pode adoecer de duas maneiras: com doenças neurológicas e com doenças psiquiátricas.
“As doenças neurológicas são doenças que acometem partes do cérebro que desempenham funções mais ou menos "mecânicas" como movimentos do corpo, visão, equilíbrio, etc. Quando uma pessoa apresenta uma doença neurológica geralmente ocorre uma lesão que provoca uma destruição de uma parte do sistema nervoso. Por isso estas doenças podem ser diagnosticadas por meio de exames como ressonância magnética e muitas vezes deixam sequelas irreversíveis”, conta o médico que acrescenta, “já as doenças psiquiátricas decorrem de alterações químicas e produzem modificação em funções dinâmicas do cérebro, isto é, funções que não são fixas mas que oscilam ao longo do dia e dos dias normalmente, são dinâmica”.
Para exemplificar, Dr. Diego conta que existem doenças psiquiátricas na atenção, que normalmente oscila em um mesmo dia, não é fixa como um movimento voluntário, é comum pela manhã a atenção estar baixa, ela se elevar ao longo do dia e voltar a cair a medida que a noite se aproxima e o sono vem. “Dessa maneira, as doenças psiquiátricas por serem em funções mais dinâmicas do sistema nervoso não causam lesão ou destruição do sistema nervoso (pelo menos nos primeiros anos de acometimento) e por isso não podem ser diagnosticadas por exames que são uma fotografia do cérebro como uma ressonância magnética”, fala o especialista.
As doenças psiquiátricas assim como as doenças neurológicas possuem padrões pré-estabelecidos de sintomas que constituem cada quadro clínico. Muitas vezes estes sintomas não mudam e são iguais independentemente do país ou da cultura, da raça, etc. Já as doenças psicológicas são únicas, porque a história de situações vividas por cada um de nós é única e os conflitos e esquemas prejudiciais de vida que muitas pessoas constituem são únicos e decorrem da história de aprendizado que a pessoa vivenciou ao longo de sua vida e de suas relações e este tipo de interação é único.
Durante muitos anos se confundiu doenças psiquiátricas com doenças psicológicas e a própria Psicologia lutou contra os diagnósticos psiquiátricos com a noção de que diagnosticar um quadro psiquiátrico seria como criar um rótulo para o indivíduo. No entanto, na Medicina, toda doença que tem um padrão tem um nome, que se chama diagnóstico e o diagnóstico é importante para determinar qual quadro está presente e como ele ocorre, quais as perspectivas futuras, como a doença evolui, como ela é tratada e como ela se comporta. Hoje em dia estas questões estão muito mais claras na cabeça das pessoas e cada vez menos existe preconceito com os diagnósticos em Psiquiatria porque se entendeu que doenças no cérebro de etiologia Psiquiátrica possuem um padrão e assim como o cardiologista faz o diagnóstico da doença no coração, o Psiquiatra faz o diagnóstico da doença no cérebro.
“Quando uma pessoa tem uma doença psiquiátrica estamos dizendo que aquele conjunto de sinais e sintomas da doença não decorrem totalmente da vontade da pessoa. Estamos inferindo que existe algo modificando a predisposição para uma pessoa se comportar deste ou daquele jeito. Nos quadros muito graves (minoria) a pessoa pode perder o controle do próprio comportamento e agir de maneira totalmente alheia a sua vontade mas na maior parte das doenças psiquiátricas, que são leves, o que ocorre é que a doença acontece junto com o funcionamento voluntária do indivíduo e uma parte dos seus comportamentos estará sendo influenciado por aquele estado”, finaliza Tavares.




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