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quinta-feira, 9 de março de 2017

Corrida sem dores: Fisioterapeuta dá cinco dicas para evitar lesões



Na busca por hábitos mais saudáveis, a corrida é uma prática que vem ganhando cada vez mais adeptos em todo o mundo. Mas não se apressem, antes de calçar os tênis e dar as primeiras passadas, na rua ou na esteira, saiba que é preciso cercar-se de cuidados.

A lista de benefícios da corrida para o organismo e para a mente é extensa, indo deste melhora na capacidade física, contribuição na queima de gordura, auxilio no aumento da densidade óssea e na absorção de cálcio até melhora no ânimo e na autoestima, por exemplo. No entanto, como toda atividade física, caso seja realizada sem orientação correta pode trazer danos ao corpo no futuro. 

- O nosso corpo necessita de um tempo para se adaptar, além disso, é preciso levar em conta o condicionamento físico. O ideal é começar com uma caminhada e, aos poucos, aumentar o ritmo com intercalando a caminhada com a corrida, associando um treino muscular específico para evitar o surgimento de lesões - explica o fisioterapeuta Igor Montenegro, do Instituto Trata, especializado no tratamento de dores no joelho e no quadril.

Ainda de acordo com o especialista, o indicado é que todo corredor faça uma avaliação funcional e postural antes de sair treinando. Essa atitude já ajudaria evitar uma série de problemas. Por meio dessa avaliação é possível verificar os problemas como desvios posturais, encurtamentos musculares ou instabilidade articular. “O treinamento para a correção de qualquer um desses possíveis problemas irá evitar que o joelho seja comprometido”, atesta. 

Outro importante passo para a prevenção de lesão na corrida é o fortalecimento dos músculos, por meio da musculação ou treino funcional, sob o risco de prejudicar a mecânica de corrida e sobrecarregar as articulações. 

- No caso da corrida, a sobrecarga nas articulações é quase três vezes o peso corporal. Dessa forma, ao correr, uma pessoa de 60 kg recebe sobrecarga de 138 kg. Por isso, é tão importante o fortalecimento e equilíbrio muscular, além, é claro, de uma postura adequada para execução dos movimentos. Outra causa principal é o aumento da carga de exercícios.


5 Dicas para evitar lesões

Fique atento aos cuidados antes, durante e depois da corrida e evite sérias lesões:

Faça aquecimento

Antes de qualquer treino ou prova faça um aquecimento de pelo menos 10 minutos para preparar os músculos e articulações para a atividade. Opte por uma caminhada ou exercícios de coordenação.

Fortaleça a musculatura

Faça treinamentos para ganho ou manutenção da força em dias intercalados com a corrida. Seguir essa rotina de exercícios e saber os principais músculos a serem trabalhados são formas importantes para manter as articulações protegidas.

Concreto, asfalto, grama ou areia

Esses pisos são muitos diferentes e oferecem vantagens e desvantagens para o corredor. A grama, por exemplo, absorve melhor o impacto, porém podem existir buracos e raízes de árvores como obstáculos, favorecendo entorses de tornozelo. Na areia existe maior absorção de impacto, mas é necessária maior força e resistência muscular por ser fofa. No asfalto o impacto é maior, mas é regular e linear sendo mais fácil de correr. Já o concreto não é recomendado por prejudicar a absorção do impacto.

Atenção ao tênis

Escolha um tênis ideal para corrida e acerte na pisada, mas não fique achando que com um tênis resistente ou caro você está livre das lesões, se não tiver força e flexibilidade e muito menos respeitar seus limites, o tênis não vai te proteger de uma lesão. É recomendado também verificar a necessidade do tipo de calçado para pés pronados, supinados ou neutros; alternar os calçados, e verificar a durabilidade dependendo do uso. O melhores testes para saber que tipo de pisada são os testes feitos em movimento, como por exemplo a análise 2D da corrida, onde o atleta é filmado em câmera lenta e o fisioterapeuta analisa que postura aquele pé está assumindo durante a corrida. 

Não ignore a dor

A dor é um aviso do corpo de que algo está fora do normal. Se apresentar dor, não treine. E se a dor continuar, não faça automedicação, procure seu fisioterapeuta ou ortopedista. 



Vitaminas combatem síndrome do olho seco?



Síndrome do olho seco é um problema comum, mas pode incomodar bastante. Ela ocorre quando os olhos não produzem lágrimas o suficiente ou então quando as lágrimas desaparecem rapidamente. Em alguns pacientes, essa condição se manifesta de forma bastante agressiva, afetando a qualidade e a quantidade de lágrimas que normalmente lubrificam o globo ocular para que funcione normalmente. Quando não tratada, pode evoluir para ulceração da córnea ou até mesmo perda de visão. O tratamento de olho seco costuma ser individualizado, já que vários podem ser os agravantes da doença. Mas há estudos avaliando a importância da suplementação vitamínica na prevenção e no tratamento da síndrome olho seco.

Na opinião do oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, uma dieta balanceada, rica em frutas, verduras, legumes, grãos e proteína – peixes, de preferência – provê todas as vitaminas e minerais necessários para ter uma saúde boa a afastar um grande número de doenças, inclusive as oculares. Mas, como a rotina, os hábitos, ou até mesmo a falta de condições impede uma boa parcela da população de se alimentar corretamente, o suplemento vitamínico pode desempenhar um papel importante.

“As pessoas devem compreender o papel das vitaminas e não exagerar, como se fosse um recurso milagroso. Mais do que isso, ninguém deve comprar esses suplementos sem antes consultar um médico, já que pode haver desdobramentos indesejados à saúde. Normalmente, pacientes com síndrome do olho seco têm de fazer uso de lágrimas artificiais ou mesmo de pomadas, em casos mais graves. Quem mora em cidades com altos índices de poluição deve se preocupar ainda mais. Ambientes secos, com ar-condicionado, ou ainda as cabines pressurizadas dos aviões também merecem atenção especial, já que contribuem para desestabilizar o filme lacrimal”, diz o especialista. 

Neves explica que o olho seco pode ter várias causas, sendo uma das mais comuns o uso do computador. “A pessoa que fixa os olhos no monitor por muito tempo acaba piscando menos e ressecando os olhos. Como as lágrimas são essenciais para a saúde dos olhos, pode haver um agravamento do quadro. Outro problema relacionado ao ambiente de trabalho é o excesso de luz artificial. Um escritório excessivamente iluminado é tão prejudicial quanto olhar diretamente para a luz do sol através da janela. Por isso, quando uma pessoa está usando o computador, ela deve reduzir pela metade as lâmpadas do ambiente e procurar controlar a entrada de luz natural com cortinas ou filmes. Além disso, se puder posicionar a estação de trabalho de modo que a luz entre lateralmente no ambiente, tanto melhor para os olhos”.

Ainda com relação a vitaminas, o especialista diz que há estudos comprovando seus benefícios na prevenção de doenças como a degeneração macular e a catarata. Mas é preciso ser um pouco cético ainda com relação ao papel das vitaminas no tratamento da síndrome do olho seco. “Há estudos em andamento sobre o papel da vitamina A e D na prevenção do olho seco. A deficiência de vitamina A, por exemplo, está comprovadamente associada a essa condição. Por isso, alguns colírios contêm essa vitamina e podem ser aplicados diretamente nos olhos. Todavia, como pode haver efeitos adversos, seu uso deve ser discutido antes com um oftalmologista – que deverá pesar prós e contras antes de prescrevê-la ao paciente. Em alguns casos, a pessoa pode sentir dores abdominais, náusea e irritabilidade. Mais grave ainda é saber que o excesso de vitamina A pode provocar distorções de visão. O mesmo ocorre com a vitamina D. Se, por um lado, ela pode ajudar no combate do olho seco e ainda reduzir inflamações e fadiga ocular, o excesso pode levar a problemas renais, entre outros. É por esse motivo que os tratamentos de olho seco devem ser individualizados”.

Neves revela uma dica importante para quem sofre de olho seco: piscar bastante. “Piscar é um santo remédio para vista cansada e pode evitar crises de olho seco, já que, ao piscar, os olhos são lubrificados – o que previne, também, a irritação ocular. Quem trabalha ou estuda por muitas horas diante do computador deve parar um pouco para piscar várias vezes seguidas, olhar para longe e para os lados, e só depois voltar ao trabalho. Isso deve ser feito várias vezes ao dia, todos os dias. Outra dica é fazer pausas mais longas a cada duas horas de uso de computador. Assim, é possível descansar a vista, relaxar o pescoço, alongar o corpo, esticar as pernas, caminhar, tomar água (que é sempre importante) e retomar as atividades com mais disposição mental e olhos descansados.”




Fonte: Dr. Renato Neves - médico oftalmologista, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo - www.eyecare.com.br



Pediatria: Dia Mundial Do Rim alerta sobre doença renal crônica causada pela obesidade



Hoje é comemorado o “Dia Mundial do Rim”. Para 2017, o tema é “Doença Renal e Obesidade. Estilo de vida saudável para rins saudáveis”. Neste ano o foco é alertar a população com relação à obesidade, tema este muito preocupante pelo crescimento acelerado de crianças com sobrepeso e obesidade.

Em pesquisa de 2016, a ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) divulgou que cerca de 1/3 das crianças brasileiras, de 5 a 9 anos de idade, está com excesso de peso. “Dados como estes endossam as atenções da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), em relação à promoção de campanhas educativas contra a obesidade desde a infância e que reflitam também na redução dos problemas renais, uma vez que eles afetam o desenvolvimento físico, intelectual, emocional e social, principalmente, das crianças, além de causar morbidade em quase todos os órgãos do corpo humano.”, relata a nefropediatra da UNIFESP, Maria Cristina de Andrade, também membro da SBN e diretora da MBA Pediatria. 

“Pessoas obesas têm uma hiperfiltração compensatória para equilibrar seu metabolismo, gerando sobrecarga nos rins, o que favorece o desenvolvimento da Doença Renal Crônica, definida pela presença de lesão e/ou pela perda da função renal”, esclarece a médica. Além disso, a obesidade pode levar ao surgimento de hipertensão arterial e diabetes tipo 2, que são as duas grandes causas de doença renal crônica em adultos.

Por isso, em 2017, a SBN estabeleceu para o Dia Mundial do Rim campanhas em prol da promoção de hábitos mais saudáveis, sobretudo no que tange a alimentação. A nefropediatra Maria Cristina de Andrade reforça a importância da redução do consumo de sal, de refrigerantes, dos fast-foods e de produtos industrializados em geral, que possuem grande concentração de sódio e estão cada vez mais disponíveis e com livre demanda não apenas para crianças e adolescentes, como também para bebês.

“O foco principal da prevenção da doença renal crônica deve priorizar uma melhor qualidade de vida, com alimentação saudável e prática de atividades físicas, atitudes fundamentais que ajudam o bom funcionamento renal, desde a primeira infância até a fase adulta”, esclarece a nefropediatra da UNIFESP.


Dados Importantes sobre DRC
 
Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, 100 mil pessoas fazem diálise no Brasil, que possui ao todo 750 unidades cadastradas no País, sendo 35 apenas na cidade de São Paulo. Dados da SBN mostram ainda que 70% dos pacientes que fazem diálise descobrem a doença tardiamente.

As DRCs não são curáveis e seus portadores podem precisar de cuidados para o resto de suas vidas. Além disso, a doença pode evoluir para a dependência de diálise ou transplante de rins no futuro.

Maria Cristina de Andrade conclui que a campanha pelo Dia Mundial do Rim em 2017 é importante para que pais, cuidadores, educadores e profissionais de saúde em geral possam se conscientizar sobre os efeitos da obesidade, muitas vezes decorrente da má alimentação e que pode contribuir para o aumento de casos de DRC, enfermidade que atinge 10% da população mundial.





Fonte: Dra. Maria Cristina de Andrade – CRM 55067/SP - Autora do livro “Nefrologia para Pediatras”
, mestre e doutora em pediatria pela Unifesp/EPM, especialista em pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria e Diretora da MBA Pediatria e Nefrologia Pediátrica.



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