Pesquisar no Blog

quarta-feira, 8 de março de 2017

O Brasil em queda livre




Quando analisamos a estrutura de um país, procuramos ter a percepção de um quadro pluralista que abranja as questões sociais, morais, econômicas e políticas. Depois do Carnaval, festa que provavelmente anestesiou os problemas da nação, sinto-me indignado, para não dizer perplexo, em relação ao que é hoje o Brasil em todos os sentidos, e penso, em uma mistura de receio e desesperança, no que poderá ser este país daqui a uns anos.

Do ponto de vista social e moral, vivemos uma era em que o reflexo da corrupção − segundo os petistas relegada a nós como uma “herança maldita”, mas desta feita deixada por eles mesmos − influencia, numa cadeia degradante, todas as virtudes que um povo deve ter. 

A violência perpetrada por marginais sem o menor pudor em cometer homicídios por motivos torpes cresce a cada dia. Nossa legislação é fraca demais para coibir a bandidagem que, no âmago do seu desrespeito às Leis e instituições, se ampara no exemplo corrupto da política para legitimar seus desideratos.

Já no campo econômico, que norteia o futuro de todas as segmentações acima elencadas, temos a notícia de que o Brasil, em uma lista de 38 países, teve o pior Produto Interno Bruto (PIB) em 2016, segundo ranking de desempenho da agência de classificação de risco brasileira Austin Rating, ou seja, o nosso PIB caiu 3,6% em relação ao ano anterior, sendo que a economia já havia recuado 3,8%! Essa sequência de dois anos seguidos de baixa só foi verificada no Brasil nos anos de 1930 e 1931. Vejam a que ponto chegamos!

Com efeito, o nível de pobreza da população aumentará e, pela lógica esquerdopata, quanto mais pobres existirem, mais os partidos de esquerda terão voz e mais nos afundaremos. 

Fala-se muito em “choque de gestão”, mas entendo que precisamos de “choque de indignação” pelo legado que nos foi deixado, tanto do ponto de vista moral como do econômico, assim também como um “choque na legislação penal”, vez que do contrário perderemos o controle de absolutamente tudo que nos resta. 

É triste observarmos a pouca mobilização da população, haja vista as imensas aglomerações no Carnaval e a despolitização nas demandas que exigem a real e verdadeira mobilização nas ruas. Isto posto, a esperança reside nos novos políticos e na punição severa e exemplar dos antigos, as velhas raposas do planalto, descobertos pelas investigações da Operação Lava-Jato. A verdade é que estamos em queda livre, sob os efeitos da gravidade, e de uma outra gravidade pior, chamada gravidade da moral e da ética...




Ferrando Rizzolo - Advogado, Jornalista, Mestre em Direitos Fundamentais


 

Violência doméstica contra a mulher cresce no Brasil




Psicóloga alerta sobre necessidade de combate à violência de gênero, orientando como reconhecer e auxiliar as vítimas desta verdadeira epidemia nacional e global


Hoje, no Brasil, a violência contra a mulher, em suas diversas formas, faz uma nova vítima a cada 20 minutos, o que coloca o País como quinto colocado no horrendo quadro dos países no ranking de feminicídios. Segundo levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS), no Brasil o índice de mortes de mulheres, vítimas deste tipo de incorrência, é de 4,8 para 100 mil mulheres. Dados de 2016 da Central de Atendimento à Mulher, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), apontam que de 67.962 relatos de violências, 67,63% aconteceram em um relacionamento heterossexual – em 41% dos casos, a relação durava há mais de dez anos, e em 39,34%, a violência é diária.

De acordo com Sarah Lopes, psicóloga do Hapvida Saúde, geralmente o agressor é uma pessoa covarde, que se apega à fragilidade emocional que a mulher está passando naquele momento, sabendo que, física e emocionalmente, pode dominar a vítima. Frequentemente, o agressor percebe alguma dependência nas mulheres, seja ela financeira ou até mesmo emocional, e aproveita-se disso para agredi-la, sem que sofra maiores consequências por conta de sua relação de dominação. E além das marcas físicas e sociais, as violências psicológica e emocional podem ter consequências ainda mais graves e limitantes para a vítima, isto por ser uma violência silenciosa, em que somente é possível perceber seus danos ao longo do tempo, dificultando ainda mais os possíveis reparos e superações.

Mas como identificar uma possível vítima de violência, principalmente aquela sofrida dentro do lar? Segundo a psicóloga, algumas atitudes podem revelar a vítima de violência doméstica. “As mulheres que sofrem este tipo de violência se tornam mais reclusas, isoladas socialmente, apresentam comportamento diferenciado na frente do agressor, demonstram tristeza ou comportamento depressivo, evitam convívio com familiares, começam a falar menos sobre sua vida cotidiana, especialmente sobre seu relacionamento, ausentam-se do trabalho ou sentem-se desmotivadas, de forma geral”, destaca Sarah.

Qualquer pessoa que saiba ou desconfie de que uma mulher está sofrendo qualquer tipo de violência, pode ser o denunciante, facilitando muito a erradicação desta verdadeira epidemia em âmbito nacional e global, levando-se em consideração que a agredida, muitas vezes, está sendo coagida pelo agressor. “A maioria das agredidas sente-se sozinha e sem o apoio de alguém que represente segurança em sua vida ou é refém da crença machista de que é necessário suportar todo tipo de agressão, pois seria ‘merecedora’ da violência doméstica perpetrada pelo agressor. Por isso, a família deve, sem dúvida, apoiar a vítima sempre que necessário, deixar claro que os medos dela são infundados, quando o forem”, finaliza a psicóloga.




Dia Mundial do Rim alerta para obesidade, um dos principais fatores para o desenvolvimento da Doença Renal Crônica



Campanha alerta que a taxa de obesidade vem crescendo paralelamente aos índices das doenças renais crônicas


A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta a obesidade como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. A projeção é que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso; e mais de 700 milhões, obesos. Outro fator alarmante é o número de crianças com sobrepeso e obesidade, que pode chegar - em um futuro próximo - a 75 milhões de casos.

No Brasil, a obesidade vem crescendo cada vez mais. Alguns levantamentos mostram que mais de 50% da população está acima do peso. Entre crianças, estaria em torno de 15%. A obesidade aumenta o risco de morte e contribui para muitas outras doenças, como diabetes, hipertensão, dislipidemias (distúrbio nos níveis de lipídios e/ou lipoproteínas no sangue), doenças cardiovasculares, transtornos emocionais e também doença renal crônica, onde estudos apontam que pessoas com excesso de peso ou obesas têm de 2 a 7 vezes mais riscos de desenvolver o problema nos rins, em comparação com as de peso normal.

Por isso, a edição de 2017 do Dia Mundial do Rim, marcado para 9 de março e promovido pela Sociedade Brasileira de Nefrologia, vem chamar atenção para os riscos da obesidade, uma das maiores vilãs na causa da doença renal crônica - enfermidade prolongada nos rins que leva à perda progressiva e irreversível das funções renais.

O tema da campanha “Estilo de vida saudável para rins saudáveis” tem o objetivo de alertar à população sobre o estilo de vida que o brasileiro leva, facilitando, por meio de maus hábitos na alimentação e o sedentarismo, resultando no aparecimento de outras graves doenças.

A Fundação Pró-Rim, referência nacional no tratamento de doenças renais, participa ativamente da campanha. “Temos como um dos nossos propósitos promover a prevenção e a conscientização da Doença Renal Crônica, considerada como uma epidemia silenciosa. A obesidade é uma das doenças causadoras da disfunção renal. Alertar a população sobre esses riscos é nosso dever”, explica Dr. Marcos Vieira, nefrologista e presidente da Pró-Rim.


Mas qual a relação da obesidade e da doença renal?

O especialista explica que, em pessoas afetadas pela obesidade, os órgãos precisam trabalhar mais, filtrando mais sangue do que o normal para satisfazer as exigências metabólicas do aumento do peso corporal. Isso colabora para danificar o rim e aumentar o risco de desenvolver o problema renal a longo prazo.


“O grande problema é que quando se descobre a doença renal, na maioria dos casos, o estado já está avançado, levando a necessidade de hemodiálise ou até de um transplante renal”, explica o médico.


Como reverter esse problema?

A saída está na educação desde a infância, uma das vertentes tratadas no Dia Mundial do Rim deste ano.

Alertar sobre os riscos da obesidade e um estilo de vida saudável, incluindo nutrição adequada e exercício físico, pode ajudar significativamente na prevenção da obesidade e, consequentemente, da doença renal.

O médico alerta para a necessidade de evitar e controlar criteriosamente a diabetes e a hipertensão, que são os maiores causadores da doença renal. Para isso, hábitos como alimentação saudável, evitar consumo excessivo de sal e açúcar e práticas de atividades físicas são essenciais. E ainda realizar periodicamente o exame de creatinina e urina, que podem diagnosticar precocemente a doença renal. 

Em se tratando de alimentação saudável e prevenção da obesidade, a nutricionista da Fundação Pró-Rim, Jyana G. Morais, alerta para a importância de consumir alimentos in natura e evitar o máximo possível o consumo de alimentos ultra processados. “Alimentos industrializados apresentam baixo valor nutricional e são ricos em sódio e demais conservantes, elementos extremamente perigosos à saúde. O importante é comer comida de verdade e não esquecer da água para manter os rins saudáveis e também para equilibrar o peso”, alerta a especialista.







Sobre a Fundação Pró-Rim (www.prorim.com.br): A Fundação Pró-Rim é uma entidade sem fins lucrativos com 30 anos de atuação. Realiza tratamento de doenças renais crônicas e possui unidades em Santa Catarina e Tocantins. Está entre as 8 instituições que mais realizam transplantes renais no país e foi a primeira unidade de hemodiálise de SC a receber o nível máximo de Qualidade da Organização Nacional de Acreditação (ONA). Pelo sétimo ano consecutivo foi eleita pela Revista Exame, como uma das 150 melhores empresas para se trabalhar no Brasil.



Posts mais acessados