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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Como as emoções negativas são usadas a favor dos atletas?



Entenda como uma derrota no esporte ou uma decepção na vida pessoal podem ajudar os atletas a superar seus limites


O emocional do atleta é tão importante quanto o condicionamento físico avalia o psicólogo e coach, Alessandro Vianna. Ele afirma que sem equilíbrio emocional o atleta pode acabar se tornando uma vítima de si próprio. “Todo atleta de alta performance é treinado e cobrado exaustivamente. Mas, é importante lembrar que ele também tem sua vida pessoal e isso, de alguma maneira, pode interferir em sua motivação e concentração. A importância do emocional equilibrado é justamente minimizar as chances das emoções o abalarem em momentos decisivos”.

Hoje uma boa preparação do atleta para competições de alto nível, como são os Jogos Olímpicos, deve incluir não só alimentação balanceada e condicionamento físico adequado, mas, também, um acompanhamento psicológico individualizado que vise preparar esse atleta para enfrentar os momentos decisivos de uma competição. “Em todos os setores de nossas vidas, quanto maior nosso equilíbrio emocional, maior nosso rendimento”, explica o especialista.

Nesses dias de intensa disputa olímpica, as reações emocionais de algumas estrelas do esporte têm chamado tanta atenção quanto as conquistas expressivas. E são inúmeros casos, como o do brasileiro Neymar e do tenista sérvio Novak Djokovic. Neymar não conseguiu enfrentar a cobrança de torcedores e imprensa diante do fraco desempenho da seleção olímpica do Brasil. E o sérvio, não escondeu a frustração de ter sido eliminado do torneio em que era considerado o maior favorito.  

O lado positivo da influência psicólogica no rendimento atlético fica por conta de histórias de superação como a da brasileira Rafaela Silva, medalha de ouro no judô. A sua trajetória até a vitória mereceu destaque. Ela superou uma batalha contra a pobreza e o preconceito antes de brilhar no lugar mais alto do pódio. E mostrou como tristeza e decepção, se trabalhadas adequadamente, podem servir de combustível para melhorar o desempenho do atleta.

“Muitos treinadores utilizam a raiva como um aliado para promover uma explosão (positiva) de seu atleta. Não é por acaso que podemos observar a oscilação da expressão facial entre concentração e raiva quando estão competindo. Todos os sentimentos que temos, de forma equilibrada e treinada, podem servir como aliados para evoluirmos”, explica Alessandro Vianna.

Além de aprender a lidar com suas emoções, seja uma frustração por ter perdido uma disputa ou algo da vida pessoal, o atleta tem ganhos significativos quando é acompanhado por um psicólogo esportivo que pode otimizar ainda mais seu rendimento por meio de técnicas ligadas a motivação interior. Nos esportes coletivos a ideia é a mesma. Entretanto, o psicólogo adiciona mais um fator que pode influenciar o bom rendimento de um grupo. “Pensando em time, de uma forma simplista, cada um deve atuar de acordo com sua personalidade. Ou seja, existe a pessoa que tem um perfil de liderança, outro que funciona melhor sendo liderado. Se você colocar cada peça em seu lugar, o rendimento de uma equipe certamente será melhor”, conclui.




Alessandro Vianna - psicólogo com especialização em Hipnose Clínica pela Academia Internacional de Hipnologia Clínica Y Experimental Navarra. Também recebeu título de Especialista em medicina chinesa pelas Faculdades Metropolitanas Unidas e título de Coach pela Sociedade Latino Americana de Coaching  - www.alessandrovianna.com.br   


Como ter certeza que os idosos da família estão bem nutridos?



Especialista em nutrição funcional dá dicas de como preparar refeições e alerta sobre os problemas da má alimentação nos velhinhos
 
A qualidade de vida dos idosos está relacionada à uma boa alimentação, o meio em que vivem, estilo de vida - fumo e prática de atividade física - stress, entre outras demandas diárias básicas, que os permitem cumprir suas funções de forma independente e adequada, para poderem se sentir bem. Caracterizado por uma série de modificações fisiológicas e psicológicas, o envelhecimento de cada um, tem diferentes velocidades e intensidades, que estão relacionadas, muitas vezes, às alterações nutricionais. A boa alimentação deve uma preocupação constante para os idosos, pois a deficiência nutricional, pode acarretar em diversos problemas no organismo dos velhinhos.

Especialista em Nutrição Funcional, a Dra. Juliana Uyeno, explica como uma má nutrição na terceira idade pode originar ou piorar doenças e sintomas previamente adquiridos “Uma boa alimentação é necessária em qualquer faixa etária, mas na terceira idade, os idosos devem ter muito mais cuidado na restrição de carboidratos - como arroz, pães, massas e refinados em geral; além de consumir muitas frutas, saladas e proteínas”, diz.

“As proteínas são encontradas, principalmente, nas carnes, peixes e ovos. Em casos de dificuldade para mastigar, o whey é uma das alternativas a ser avaliada. Os legumes devem estar bem cozidos e macios, para também facilitar a mastigação. Frutas e vegetais, podem ser ingeridos sob a forma de sucos e vitaminas, além de purês”, aconselha a Dra. Juliana.

Segundo a nutricionista, o controle do peso do idoso deve ser feito regularmente, e a obesidade nessa faixa etária, é ainda muito mais séria; da mesma maneira, que a subnutrição, acarreta em uma série de disfunções “Principalmente com o uso de muitas medicações, os idosos costumam sofrer com efeitos colaterais. A perda de apetite, e problemas gástricos - como azia e a gastrite - são alguns deles”, explica Juliana.

Ainda de acordo com a doutora, um dos maiores motivos que levam o idoso à uma má nutrição, é a falta de cuidados da própria família “Não ter alguém que prepare ou ajude no preparo das refeições, leva os mais velhos a preferirem alimentos fácil preparo e consumo, como os congelados. Na maioria, com muita adição de açúcar e sódio, são também altamente calóricos, sem contar sua pobreza em vitaminas e proteínas”, alerta. Familiares e cuidadores devem estar sempre atentos aos hábitos alimentares dos idosos, verificando quantidades e variedades ingeridas a cada refeição, bem como sua freqüência.

Seguem algumas dicas da Dra. Juliana:

1. Saúde dos ossos: Opte pelas fontes naturais de cálcio, como gergelim, linhaça, brócolis e folhas verde-escuras; magnésio, como grãos de bico, castanha do pará e banana. Evite bebidas alcóolicas, chá preto, café e refrigerantes, por serem alimentos que bloqueiam a absorção de cálcio. Além disso, pegar sol diariamente ajuda o corpo a produzir vitamina D, que facilita o aproveitamento do cálcio dos alimentos;

2. Funcionamento do intestino: Para acelerar o processo digestivo e prevenir a “prisão de ventre”, flatulência (gases), e também, câncer intestinal, inclua na dieta, as fibras dos cereais integrais, de trigo, farelo de aveia, e folhas verdes. Além de muita água, que não só facilita o trabalho do intestino, como melhora, também, o funcionamento dos rins;

3. Coração saudável: Linhaça, castanha e amêndoas, previnem aterosclerose e outras doenças cardiovasculares. O farelo de aveia, quando adicionado às refeições, ajuda a diminuir o colesterol, significativamente;

Um outro apelo importantíssimo a ser feito, quando o assunto é a terceira idade, são os cuidados com os idosos, que sofrem de alguma doença envolvendo demência “Na doença de Alzheimer e nas outras patologias parecidas - de origem mental - em fases mais avançadas, os idosos podem apresentar perda de peso, mesmo com a dieta correta e adequada. Nesse caso, é necessária avaliação médica para investigação das causas.

Muitas vezes, esses sintomas vão muito além de apenas uma alimentação inadequada, e podem ser consequência de alguma doença grave”, finaliza a nutricionista.


Juliana Eiko Uyeno  - Nutricionista CRN3 36632
Clínica Spac
Av. Vereador José Diniz, 3.707 - Cj. 62 - Campo Belo - São Paulo – SP -  11 5538-0099

Clínica Physioterapia
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Creche é para criança; idoso merece respeito



 Quando se infantiliza os idosos, cria-se uma abordagem equivocada que menospreza (desconsidera) a história de vida das pessoas



O Brasil terá 64 milhões de pessoas acima de 60 anos em 2050. Nesse mesmo ano, serão 14 milhões de homens e mulheres com idades acima de 80 anos. Atualmente, a população brasileira de idosos representa 13% da população (cerca de 23,5 milhões). Enquanto a população idosa cresce em escala geométrica, percebe-se que o Brasil ainda não sabe como tratá-la. Um bom exemplo disso é o termo utilizado para os centros-dia que acolhem idosos em período integral ou meio período. Esses centros-dia são chamados pejorativamente por alguns, de “creches”. 

O termo é mal escolhido. Dá impressão que o “o idoso volta a ser criança”, quando não é isso o que ocorre. Esta é uma abordagem equivocada. O que se vê são engenheiros, advogados, professores, executivos que envelheceram e muitas vezes são infantilizados. Eles recebem atividades baseadas no repertório infantil, ao invés de vivenciar experiências coerentes com a sua faixa etária. 

Quando se diz: “meu pai vai para uma creche”, usando o termo para aquela instituição que acolhe o idoso em período parcial, ocorre uma perda de foco. É preciso desmistificar a palavra. Creche é para criança. O idoso é acolhido em um centro-dia. Não se iguala criança com idoso. 

O idoso necessita ter satisfação pessoal com a atividade que lhe for proposta. Há jogos lúdicos desenvolvidos para pessoas adultas. A pintura pode ser feita, como prática proativa, mas deve ser algo mais elaborado. Recentemente, ouvimos de uma senhora, a quem tinha sido dado um desenho infantil para ser preenchido com lápis colorido: “Fui professora por 32 anos e agora me dão esse desenho. Não quero nem ver isso”, ela protestou. Atitude perfeitamente compreensível. 

Em poucas décadas, o Brasil terá uma população envelhecida. Quando isso ocorrer, precisamos estar preparados. O idoso não pode passar o dia diante de uma única janela para o mundo, que é a TV. Existe a necessidade de estimulá-lo; recuperar coisas que ele poderia fazer e não faz; integrá-lo socialmente. É importante perceber que, o que foi perdido com a velhice, está de fato perdido, mas há muito ainda que possa ser trabalhado e recuperado. E o mais importante: perguntar ao idoso se ele quer fazer determinada prática ou não.



Marília Sanches - terapeuta ocupacional e Mirian Shiba, administradora de empresas; ambas administram o Koru Centro-Dia - espaço de cuidados e atividades voltado ao público idoso.


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