Entenda como uma derrota no esporte ou uma
decepção na vida pessoal podem ajudar os atletas a superar seus limites
O emocional
do atleta é tão importante quanto o condicionamento físico avalia o psicólogo e
coach, Alessandro Vianna. Ele afirma que sem equilíbrio emocional o atleta pode
acabar se tornando uma vítima de si próprio. “Todo atleta de alta performance é
treinado e cobrado exaustivamente. Mas, é importante lembrar que ele também tem
sua vida pessoal e isso, de alguma maneira, pode interferir em sua motivação e
concentração. A importância do emocional equilibrado é justamente minimizar as
chances das emoções o abalarem em momentos decisivos”.
Hoje
uma boa preparação do atleta para competições de alto nível, como são os Jogos
Olímpicos, deve incluir não só alimentação balanceada e condicionamento físico
adequado, mas, também, um acompanhamento psicológico individualizado que vise
preparar esse atleta para enfrentar os momentos decisivos de uma competição.
“Em todos os setores de nossas vidas, quanto maior nosso equilíbrio emocional,
maior nosso rendimento”, explica o especialista.
Nesses
dias de intensa disputa olímpica, as reações emocionais de algumas estrelas do
esporte têm chamado tanta atenção quanto as conquistas expressivas. E são
inúmeros casos, como o do brasileiro Neymar e do tenista sérvio Novak Djokovic.
Neymar não conseguiu enfrentar a cobrança de torcedores e imprensa diante do
fraco desempenho da seleção olímpica do Brasil. E o sérvio, não escondeu a
frustração de ter sido eliminado do torneio em que era considerado o maior
favorito.
O
lado positivo da influência psicólogica no rendimento atlético fica por conta
de histórias de superação como a da brasileira Rafaela Silva, medalha de ouro
no judô. A sua trajetória até a vitória mereceu destaque. Ela superou uma
batalha contra a pobreza e o preconceito antes de brilhar no lugar mais alto do
pódio. E mostrou como tristeza e decepção, se trabalhadas adequadamente, podem
servir de combustível para melhorar o desempenho do atleta.
“Muitos
treinadores utilizam a raiva como um aliado para promover uma explosão
(positiva) de seu atleta. Não é por acaso que podemos observar a oscilação da
expressão facial entre concentração e raiva quando estão competindo. Todos os
sentimentos que temos, de forma equilibrada e treinada, podem servir como
aliados para evoluirmos”, explica Alessandro Vianna.
Além
de aprender a lidar com suas emoções, seja uma frustração por ter perdido uma
disputa ou algo da vida pessoal, o atleta tem ganhos significativos quando é
acompanhado por um psicólogo esportivo que pode otimizar ainda mais seu
rendimento por meio de técnicas ligadas a motivação interior. Nos esportes
coletivos a ideia é a mesma. Entretanto, o psicólogo adiciona mais um fator que
pode influenciar o bom rendimento de um grupo. “Pensando em time, de uma forma
simplista, cada um deve atuar de acordo com sua personalidade. Ou seja, existe
a pessoa que tem um perfil de liderança, outro que funciona melhor sendo
liderado. Se você colocar cada peça em seu lugar, o rendimento de uma equipe
certamente será melhor”, conclui.
Alessandro
Vianna
- psicólogo com especialização em Hipnose Clínica pela Academia Internacional
de Hipnologia Clínica Y Experimental Navarra. Também recebeu título de
Especialista em medicina chinesa pelas Faculdades Metropolitanas Unidas e
título de Coach pela Sociedade Latino Americana de Coaching - www.alessandrovianna.com.br
