Pesquisar no Blog

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Por que alguns “santos não batem”?



A verdade é que somos atraídos não só pela qualidade física de uma pessoa – buscamos, rapidamente, saber o que vai no repertório afetivo dela. E quando somos bem sucedidos, gostamos do que sentimos.  Sentimos o prazer da familiaridade. Se não, a sensação é de que os “santos não batem”.


A história é comum. Pode acontecer de chegarmos ao novo local de trabalho, conhecer a equipe e, em alguns dias, perceber que o relacionamento com determinado colega não flui. O pior é quando isso acontece com o superior hierárquico. Dizemos que é porque “os santos não batem”. 

Não “harmonizar santos” é tarefa habitual de uma estrutura cerebral denominada amígdala, gestora das emoções (especialmente as mais fortes). Área do tamanho de uma ervilha, temos um par delas localizado na intimidade do lobo temporal de cada hemisfério. Dali ela dispara para neurônios para todos os cantos do cérebro. O objetivo é reduzir a atividade dos setores lógicos e exasperar as reações de enfrentamento verbal. A especialidade dela chama-se antipatia.

Por outro lado, parece termos encontrado uma contrapartida, uma forma de harmonia interindividual que vai na direção oposta. 

Pesquisa publicada na Proceedings of The National Academy of Sciences, em abril de 2016, explora a sensação de familiaridade que decorre do fato de sermos atraídos por pessoas cujas emoções essenciais parecemos compreender. Imagens do encéfalo mostram que este grau de compreensão é assinado pela parte que cuida da sensação de prazer – uma conexão entre o estriado e o córtex prefrontal medial.

Trata-se de uma descoberta fascinante, porque ela indica que uma das razões pela quais somos atraídos a alguém tem a ver com nossa capacidade de decodificar as emoções alheias. Para decodificarmos uma emoção no outro, precisamos, em primeiro lugar, abrigá-la dentro de nós. Neste aspecto, o cérebro age como se fosse um espelho. Essa capacidade pode estar desenvolvida para mais ou para menos, mas quando presente, o link é imediato, mediado pela mistura entre palavras, linguagem do corpo e (principalmente) a linguagem da face.

Isso não significa que o inverso seja verdadeiro – o fato de acharmos alguém atraente não quer dizer que entendemos suas emoções. Estudos anteriores já haviam demonstrado que a atração ativa o sistema de prazer, mas estes estudos concentraram-se no aspecto físico, não no emocional.

O cientista Silke Andrews e colaboradores da Universidade de Lübeck, na Alemanha, mostraram que compreender o conteúdo emocional de alguém exige vocabulário emocional comum. Precisamos ser capazes de encontrar em nossa biblioteca interna aquilo que o outro está tentando expressar (ou esconder). 

Os pesquisadores testaram homens e mulheres que assistiram a um vídeo com imagens emotivas enquanto seus cérebros eram escaneados pelo equipamento de ressonância magnética funcional.  Os vídeos incluíam imagens de uma mulher com expressões faciais de medo ou de tristeza. Os voluntários deveriam especificar que tipo de emoção se tratava e o grau de confiança percebido ao tentar identificar a emoção.

Aos que participavam do experimento, era solicitado que aumentassem a resolução da imagem da pessoa no vídeo para que se encaixasse em um tamanho confortável no caso de ambos conversarem pessoalmente – uma indicação do grau de prazer envolvido.

Os participantes foram, em geral, bem sucedidos em identificar o tipo de emoção. Além disso, o grau de confiança demonstrado correlacionava-se diretamente com o grau de ativação da conexão entre o estriado e o córtex prefrontal medial, a região cerebral envolvida no sistema de recompensa responsável pela sensação de prazer. Os achados eram específicos para duplas – os autores conseguiram estabelecer não se tratar de uma atratividade genérica percebida pelos participantes. 

A conclusão do estudo é que somos atraídos não só pela qualidade física de uma pessoa – buscamos, rapidamente, saber o que vai no repertório afetivo dela. E quando somos bem sucedidos, bem, parece que gostamos do que sentimos.  Sentimos o prazer da familiaridade. Se não, a sensação é de que os “santos não batem”. 

Pelo sim e pelo não, identificar a emoção em curso em si próprio deverá ser a primeira etapa para tentar conquistar um novo aliado no local de trabalho ou na vida.





Martin Portner - Neurologista e Mestre em Neurociência pela Universidade de Oxford e especialista em Mindfulness. Há mais de 30 anos divide suas habilidades entre atendimentos clínicos e palestras, treinamentos e workshops sobre sabedoria, criatividade e mindfulness.

Cadelas gestantes: alimentação, amamentação e desmame



O período de gestação de uma cadela é uma época de muita expectativa (pelos filhotes que estão por vir!), mas também de muito cuidado. A Farmina Pet Foods, empresa de origem italiana especializada no desenvolvimento de soluções nutricionais para cães e gatos, orienta sobre as três fases que permeiam esse período da vida do animal: a alimentação durante a gestação, a amamentação e o desmame.

Alimentação
Proporcionar uma boa nutrição para a cadela gestante é fundamental para que o desenvolvimento dos filhotes ocorra da maneira esperada. A quantidade, a qualidade e o tipo de alimento que a cadela consome influencia não apenas na gestação, mas também no bem-estar do animal e dos filhotes.

De acordo com Patrícia Padovez, veterinária e coordenadora técnica da Farmina Pet Foods, desde que a cadela esteja recebendo um alimento de boa qualidade, não há necessidade de adicionar qualquer tipo de vitamina ou suplemento em sua alimentação.

Segunda a especialista, durante o último terço da  gestação, a cadela precisa de um alimento com altas doses de energia, pois é isso que irá garantir o crescimento e ganho de peso dos filhotes, a manutenção do peso ideal da cadela durante a amamentação e o aumento da produção de leite.

Para a boa aceitação desse novo alimento pelo pet, é preciso que o processo seja gradual. "O novo alimento deve ser acrescentado gradativamente ao alimento antigo, ficando com uma proporção cada vez maior até que substitua por completo o antigo.", explica. Também é importante deixar o animal livre para se alimentar, não fazendo restrição quanto à quantidade de alimento e água consumidos.

Amamentação
A amamentação dos cães quase sempre acontece de forma natural. Ou seja, a ninhada nasce e é alimentada pela mãe sem interferência do dono. O leite da primeira amamentação, que é rico em anticorpos, chama-se colostro e só pode ser transferido pela cadela mãe.

"Em caso de ninhadas numerosas ou leite insuficiente, a partir de 21 dias, o filhote pode receber como complemento uma papinha de desmame, específica para este período", orienta Patrícia.  Outra opção  é o leite artificial (industrializado para cães), que pode ser usado antes desse período, caso seja necessário.

Desmame
Sobre o desmame, ao substituir o leite materno por outras opções de alimentos, um erro muito comum acontece: dar leite de vaca para os filhotes. "Esse tipo de leite não é indicado, pois possui menor teor de gordura e de proteína do que o da cadela, além de possuir um nível maior de lactose, o que pode ocasionar diarreia nos filhotes".

Além do cuidado com a troca de alimento, o desmame exige atenção à manipulação dos filhotes. Nunca tire todos os filhotes de perto da mãe na mesma hora. Assim como os humanos, a mãe cadela pode desenvolver uma mastite e ficar com o leite acumulado empedrado. O ideal é que, após 40 dias, quando os filhotes já estiverem se acostumado com a papinha de ração, inicie-se o processo de secagem do leite materno.

Após o desmame dos filhotes, a cadela deve voltar a receber o alimento antigo (pré-gestação) na quantidade indicada ao peso do animal. A água deve sempre ser mantida à vontade. Vale também levar a cadela para uma consulta no veterinários, que irá traçar um diagnóstico sobre a saúde da mãe após a gestação.




O perigo escondido no jardim



Um ambiente livre de pragas urbanas é o segredo para uma boa saúde dos pets


Quem tem cães e gatos como bichinhos de estimação sabe que é quase impossível evitar que eles tenham contato com jardim de casas e áreas comuns de apartamentos. Mas esta integração com a natureza, ainda que saudável, pode esconder perigos para os animaizinhos. Muitas zoonoses – doenças que podem ser transmitidas entre animais vertebrados e humanos – são originárias de  insetos e roedores que circulam pelas residências urbanas.

A Leptospirose Canina é um exemplo clássico disso. Doença com alto risco para os seres humanos, ela é transmitida pela urina do rato contaminado por uma bactéria que, em contato com lesões da pele ou mucosas dos animais domésticos, se hospeda na corrente sanguínea do pet e pode ser fatal. A veterinária e professora titular da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Ana Paula Sarraff, explica que, mesmo com a vacinação frequente de cães e gatos, há alguns tipos da doença que não são contempladas na vacina anual. “Ainda é muito grande a incidência da doença canina e felina por dois principais motivos: a contaminação acontece rapidamente e ainda há muitos ratos nas grandes cidades. Sempre digo que quando um cidadão vê um rato durante o dia perto de sua casa, quer dizer que há colônias inteiras esperando a noite para sair”, explica. “Por isso, é tão importante que os donos de cães e gatos não criem condições para que o rato chegue à sua casa. Comidas e água disponíveis e entulhos são os principais atrativos para o roedor”, complementa.

Outra conhecida infestação que acomete os pets é o carrapato. Da família dos ácaros, este parasita se alimenta do sangue dos animais de estimação, transmitindo principalmente duas doenças: erliquiose e babesiose. Ambas comprometem o sangue do animal de estimação, provocando fraqueza, anemia, febre e perda de apetite. “Hoje, contamos com uma boa quantidade de produtos preventores do carrapato no mercado, mas é sempre preciso ficar atento ao ambiente, pois se ele tiver infestado o tratamento não será eficaz”, enfatiza.

Muito presente nos jardins e quintais das casas, a lesma é mais uma transmissora de doenças para cães e gatos domésticos. O molusco, que se aloja em locais de grande umidade, tem reprodução rápida e, por isso, cria grandes colônias de infestação. Transmite, principalmente, vermes pulmonares que, se não tratados, podem causar tosse crônica e outras doenças.

A gerente de pesquisa e desenvolvimento da Dexter Latina, Francinea Souza, explica que, atualmente, existem no mercado produtos muito eficazes no combate às pragas urbanas. “São produtos de baixíssima toxicidade, sem cheiro e com formulação à base de água, que controlam baratas, carrapatos e outros insetos, por exemplo. No caso dos ratos, as iscas a base cereais são eficazes e hoje vêm com ingredientes amargantes, que inibem que os animais de estimação tenham interesse em consumir”, explica.



Posts mais acessados