Dermatologista da
Pro Matre Paulista explica os principais gatilhos da condição, o impacto na
autoestima e por que a fotoproteção é central nos meses mais quentes
Com a chegada do verão e o aumento da radiação solar, o melasma se torna uma das principais queixas nos consultórios dermatológicos. Muitas relatam escurecimento das manchas e maior dificuldade para manter o quadro estável nessa época do ano. Trata-se de uma hiperpigmentação crônica e recorrente, mais comum em mulheres em idade reprodutiva e em áreas fotoexpostas, especialmente no rosto.
A condição dermatológica costuma aparecer em regiões como maçãs do rosto, testa, nariz e lábio superior, com bordas irregulares e coloração variável. Embora não represente risco direto à saúde, é uma condição persistente e com tendência a recaídas, o que pode gerar frustração e afetar a autoestima.
Entre os principais fatores associados ao melasma estão predisposição genética, exposição solar acumulada e influências hormonais. O Ministério da Saúde, em material educativo da Biblioteca Virtual em Saúde, cita o cita como uma das manchas que podem surgir durante a gravidez ou com o uso de pílula anticoncepcional. Além disso, a exposição à luz ultravioleta (UV) e à luz visível (incluindo a chamada “luz azul”) são apontadas como principais desencadeadores e agravantes, tornando o verão um período especialmente desafiador para o controle do quadro.
Nesse contexto, a fotoproteção passa a ser o eixo mais importante da estratégia de controle, já que o melasma responde de forma sensível ao estímulo luminoso. Em paralelo, tratamentos tópicos e procedimentos podem ser indicados caso a caso, sempre com avaliação dermatológica, já que a escolha depende do tipo de pele, do padrão das manchas e do histórico de sensibilidade e recorrência. Opções terapêuticas descritas na literatura incluem agentes tópicos e procedimentos como peelings, além de recursos como laser e medicamentos específicos em situações selecionadas, sempre sob orientação médica.
“Proteção solar vai além do protetor: chapéus, roupas com proteção UV, evitar o horário de pico de radiação e manter a pele hidratada fazem parte de uma rotina inteligente e necessária para mulheres com condição crônica de hiperpigmentação viverem o verão com mais conforto e menos riscos”, explica Dra. Camille Maia, dermatologista da Pro Matre Paulista.
Por ser uma condição de curso prolongado e com oscilações frequentes, o manejo do melasma exige constância e acompanhamento: “Não existe solução única. O controle envolve disciplina, cuidado contínuo e orientação profissional para ajustar o tratamento conforme a resposta da pele”, reforça a especialista.
Pro Matre Paulista
www.promatre.com.br
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