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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Volta das férias: por que o inchaço demora a desaparecer em algumas pessoas


O fim das férias costuma trazer de volta a rotina, os horários fixos e as longas horas sentadas ou em pé no trabalho. Mas, para muitas pessoas, um incômodo insiste em permanecer mesmo depois do descanso: o inchaço nas pernas, pés e tornozelos. Segundo o médico Dr. Caio Focássio, cirurgião vascular e Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, essa sensação não é apenas consequência de “exageros pontuais” das férias — ela está diretamente ligada a mudanças no estilo de vida e à forma como o corpo reage ao calor e à retomada da rotina.

 

Alimentação influencia no inchaço 

Durante o período de descanso, é comum haver alteração na alimentação, com maior consumo de sal, bebidas alcoólicas e alimentos ultraprocessados, o que favorece a retenção de líquidos. Além disso, viagens longas, muitas horas sentadas em carros, aviões ou ônibus e redução da atividade física regular prejudicam o retorno venoso, fazendo o sangue circular com mais dificuldade das pernas para o coração. 

“O sistema venoso depende muito do movimento muscular. Quando a pessoa passa das férias ativas ou desorganizadas para uma rotina mais sedentária no trabalho, o inchaço pode demorar dias ou até semanas para regredir”, explica o Dr. Caio Focássio.

 

Calor residual no corpo favorece o inchaço 

Outro fator importante é o chamado calor residual. Mesmo após o fim das férias, as altas temperaturas continuam atuando sobre os vasos sanguíneos, provocando dilatação das veias e dificultando o retorno do sangue. “O calor mantém a vasodilatação, o que favorece o acúmulo de líquidos nos membros inferiores, especialmente em quem já tem predisposição a varizes ou insuficiência venosa”, alerta o especialista.

 

Quando o inchaço demora a passar e merece atenção 

Na maioria dos casos, o inchaço tende a melhorar com a retomada gradual de hábitos saudáveis: hidratação adequada, redução do consumo de sal, prática regular de exercícios e pausas ao longo do dia para movimentar as pernas. No entanto, o cirurgião vascular chama atenção para os sinais de alerta. “Se o inchaço for persistente, vier acompanhado de dor, vermelhidão, sensação de calor local ou assimetria entre as pernas, é fundamental procurar avaliação médica para descartar problemas circulatórios mais sérios, como a trombose.” 

Para o Dr. Caio Focássio, o inchaço não deve ser normalizado quando ele se torna frequente. “Muitas vezes, ele é o primeiro sinal de que a circulação precisa de atenção.”

 

FONTE: Dr. Caio Focássio, cirurgião vascular e Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Cirurgião vascular formado pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Pós graduado em Cirurgia Endovascular pelo Hospiten – Tenrife (Espanha). Médico assistente da Cirurgia Vascular da Santa Casa de São Paulo. Instagram: @drcaiofocassiovascular

 

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