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sábado, 10 de janeiro de 2026

O que fazer com a pele que sobra depois do emagrecimento?

Especialista alerta para a busca do emagrecimento a qualquer custo, sem indicação médica

 

A crescente popularidade de medicamentos agonistas de GLP-1 (como Ozempic, Mounjaro e Wegovy), inicialmente desenvolvidos para tratar diabetes tipo 2 e obesidade, tem revolucionado o cenário do emagrecimento. Contudo, a perda de peso pode vir junto com outros efeitos colaterais como flacidez generalizada, incluindo perda de volume facial.

 

A rápida redução da gordura corporal pode resultar em excesso de pele, que deixa um aspecto flácido e envelhecido, especialmente em áreas como braços, abdômen, coxas e glúteos. No rosto, a perda de volume pode acentuar rugas e sulcos, resultando em um semblante cansado.

 

"A perda rápida de peso, embora benéfica para a saúde em casos de obesidade e clinicamente indicada, impõe um desafio significativo à elasticidade e estrutura da pele", explica o cirurgião plástico Dr. Fernando Amato, membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

 

Segundo Dr. Amato, muitos pacientes que utilizam esses medicamentos e experimentam uma perda de peso considerável acabam buscando a cirurgia plástica para restaurar o contorno corporal e facial. Procedimentos como a abdominoplastia, braquioplastia, lifting de coxa e mamoplastia são frequentemente indicados para remover o excesso de pele e reposicionar os tecidos, enquanto preenchedores faciais e estimuladores de colágeno podem ajudar a restaurar o volume perdido no rosto.

 

Mastopexia: Também conhecida como lifting de mama, é a cirurgia que visa elevá-la e reposicioná-la. Pode ser feita com ou sem o uso de implantes. Outra possibilidade para a realização da mastopexia é através da remoção do excesso de tecido mamário e pele, com reposicionamento da aréola.

 

Mamoplastia: É o termo técnico para plástica das mamas. Essa cirurgia é realizada com frequência para o aumento das mamas utilizando prótese ou na redução de grandes volumes. Nesses casos, pode englobar o reposicionamento do tecido mamário e aréola.

 

Abdominoplastia: A cirurgia pode ser indicada para pacientes com excesso de pele e gordura no abdômen, que, em casos extremos, pode até formar um avental e cobrir a genitália. Pacientes em pós-operatório de cirurgia bariátrica ou com grande perda de peso, a abdominoplastia é uma alternativa para resgatar a qualidade de vida e autoestima do paciente. Também pode ser realizada para correções de hérnias da parede abdominal e o tratamento da musculatura reto abdominal (diástase).

 

Braquioplastia: Conhecida como lifting de braços ou dermolipectomia braquial, é um procedimento cirúrgico que visa remover o excesso de pele e gordura da região dos braços, entre a axila e o cotovelo.

 

Este procedimento é frequentemente procurado por pessoas que apresentam flacidez de pele nos braços devido ao envelhecimento natural, perda significativa de peso, que resulta em excesso de pele e excesso de gordura localizada na região que não responde a dietas ou exercícios.

 

Lifting de coxa: Também conhecido como cruroplastia ou dermolipectomia de coxas, é um procedimento cirúrgico que tem como objetivo remover o excesso de pele e, em alguns casos, de gordura da região das coxas.

 

Morpheus, Quantum e Bodytite: Tecnologias de radiofrequência para tratamento de flacidez de pele, que estimulam o colágeno, melhoram a firmeza, textura da pele e subcutâneo.

 

No entanto, Dr. Fernando Amato chama atenção para os perigos do uso indiscriminado e da automedicação dos agonistas de GLP-1 (como Ozempic, Mounjaro e Wegovy). “Indicados para condições médicas específicas, o uso sem acompanhamento médico pode acarretar riscos graves à saúde. A busca pela "magreza instantânea" como um ideal estético, sem indicação clínica, tem levado muitas pessoas a utilizar esses medicamentos de forma irresponsável”, alerta o cirurgião plástico, que também é membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

 

Para Dr. Amato, é fundamental que a decisão de usar qualquer medicamento para emagrecimento seja tomada em conjunto com um médico endocrinologista, após uma avaliação completa e individualizada. "Priorizar a saúde e a segurança deve ser o primeiro passo. A cirurgia plástica surge como uma aliada para corrigir as consequências estéticas quando há indicação médica e o paciente está estabilizado”, reforça o especialista Dr. Fernando Amato.




Dr. Fernando C. M. Amato – Graduação, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica e Mestrado pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Membro Titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).
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