Especialista alerta para a busca do emagrecimento a qualquer custo, sem indicação médica
A crescente
popularidade de medicamentos agonistas de GLP-1 (como Ozempic, Mounjaro e
Wegovy), inicialmente desenvolvidos para tratar diabetes tipo 2 e obesidade,
tem revolucionado o cenário do emagrecimento. Contudo, a perda de peso pode vir
junto com outros efeitos colaterais como flacidez generalizada, incluindo perda
de volume facial.
A rápida redução
da gordura corporal pode resultar em excesso de pele, que deixa um aspecto
flácido e envelhecido, especialmente em áreas como braços, abdômen, coxas e
glúteos. No rosto, a perda de volume pode acentuar rugas e sulcos, resultando
em um semblante cansado.
"A perda
rápida de peso, embora benéfica para a saúde em casos de obesidade e
clinicamente indicada, impõe um desafio significativo à elasticidade e estrutura
da pele", explica o cirurgião plástico Dr. Fernando Amato, membro titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
(SBCP).
Segundo Dr. Amato, muitos pacientes que utilizam esses medicamentos e
experimentam uma perda de peso considerável acabam buscando a cirurgia plástica
para restaurar o contorno corporal e facial. Procedimentos como a
abdominoplastia, braquioplastia, lifting de coxa e mamoplastia são
frequentemente indicados para remover o excesso de pele e reposicionar os
tecidos, enquanto preenchedores faciais e estimuladores de colágeno podem
ajudar a restaurar o volume perdido no rosto.
Mastopexia: Também conhecida como lifting de mama, é a cirurgia que
visa elevá-la e reposicioná-la. Pode ser feita com ou sem o uso de implantes.
Outra possibilidade para a realização da mastopexia é através da remoção do
excesso de tecido mamário e pele, com reposicionamento da aréola.
Mamoplastia: É o termo técnico para plástica das mamas. Essa cirurgia é
realizada com frequência para o aumento das mamas utilizando prótese ou na
redução de grandes volumes. Nesses casos, pode englobar o reposicionamento do
tecido mamário e aréola.
Abdominoplastia:
A cirurgia pode ser indicada para
pacientes com excesso de pele e gordura no abdômen, que, em casos extremos,
pode até formar um avental e cobrir a genitália. Pacientes em pós-operatório de
cirurgia bariátrica ou com grande perda de peso, a abdominoplastia é uma
alternativa para resgatar a qualidade de vida e autoestima do paciente. Também
pode ser realizada para correções de hérnias da parede abdominal e o tratamento
da musculatura reto abdominal (diástase).
Braquioplastia: Conhecida como lifting de braços ou dermolipectomia
braquial, é um procedimento cirúrgico que visa remover o excesso de pele e
gordura da região dos braços, entre a axila e o cotovelo.
Este procedimento
é frequentemente procurado por pessoas que apresentam flacidez de pele nos
braços devido ao envelhecimento natural, perda significativa de peso, que
resulta em excesso de pele e excesso de gordura localizada na região que não
responde a dietas ou exercícios.
Lifting
de coxa: Também conhecido como cruroplastia ou
dermolipectomia de coxas, é um procedimento cirúrgico que tem como objetivo
remover o excesso de pele e, em alguns casos, de gordura da região das coxas.
Morpheus,
Quantum e Bodytite: Tecnologias de
radiofrequência para tratamento de flacidez de pele, que estimulam o colágeno,
melhoram a firmeza, textura da pele e subcutâneo.
No entanto, Dr.
Fernando Amato chama atenção para os perigos do uso indiscriminado e da
automedicação dos agonistas de GLP-1 (como Ozempic, Mounjaro e Wegovy).
“Indicados para condições médicas específicas, o uso sem acompanhamento médico
pode acarretar riscos graves à saúde. A busca pela "magreza
instantânea" como um ideal estético, sem indicação clínica, tem levado
muitas pessoas a utilizar esses medicamentos de forma irresponsável”, alerta o
cirurgião plástico, que também é membro da Sociedade Internacional de Cirurgia
Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos
(ASPS).
Para Dr. Amato, é fundamental que a decisão de usar qualquer medicamento para emagrecimento seja tomada em conjunto com um médico endocrinologista, após uma avaliação completa e individualizada. "Priorizar a saúde e a segurança deve ser o primeiro passo. A cirurgia plástica surge como uma aliada para corrigir as consequências estéticas quando há indicação médica e o paciente está estabilizado”, reforça o especialista Dr. Fernando Amato.
Dr. Fernando C. M. Amato – Graduação, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica e Mestrado pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Membro Titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).
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