Especialista do Grupo Santa Joana reforça atenção à
pressão alta na gestação, uma das principais causas de complicações maternas e
fetais
O mês de janeiro concentra alguns dos dias mais quentes do ano e, com o aumento de episódios de calor intenso, cresce também o número de queixas comuns na gravidez, como inchaço, cansaço, tontura e mal-estar. O desafio é que, em meio ao desconforto típico do verão, alguns sinais podem indicar situações que exigem avaliação médica especialmente quando há suspeita de desidratação ou de alterações na pressão arterial.
“Na gravidez, o corpo já trabalha de maneira mais intensa. No calor extremo, a perda de líquidos pode se intensificar e sintomas como tontura, fraqueza e dor de cabeça podem piorar. Por isso, janeiro é um mês estratégico para reforçar orientações de hidratação, descanso e, principalmente, de sinais de alerta que não devem ser ignorados”, afirma a Dra. Aline Marques, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana.
Além dos efeitos diretos do calor, janeiro também é um mês importante para reforçar o alerta sobre pressão alta na gestação, porque sintomas comuns do verão podem confundir a percepção de gravidade. O inchaço (edema), por exemplo, pode ser frequente na gravidez e tende a aumentar com as altas temperaturas, mas merece atenção quando surge de forma súbita ou vem acompanhado de outros sinais. “O calor pode intensificar a sensação de pernas pesadas e edema, mas o que preocupa é quando o inchaço é repentino, acompanhado de dor de cabeça forte, alterações visuais, falta de ar ou dor abdominal. Nesses casos, é preciso avaliação”, explica a Dra. Aline.
Durante o verão, a recomendação é adotar um comportamento de maior atenção: manter hidratação e pausas (especialmente em deslocamentos longos), evitar exposição prolongada ao calor intenso e procurar avaliação diante de sinais como dor de cabeça forte e persistente, alterações na visão, falta de ar fora do habitual, inchaço repentino em rosto e mãos ou ganho de peso muito rápido, dor abdominal importante (principalmente do lado direito, próximo ao estômago), tontura intensa ou desmaio, pouca urina ou muito escura com mal-estar, e sinais de insolação (pele muito quente e seca, confusão, perda de consciência). “A gravidez pede um zelo contínuo, e o verão exige um olhar ainda mais atento para hidratação, repouso e sinais que indicam a necessidade de avaliação”, finaliza a Dra. Aline Marques, do Hospital e Maternidade Santa Joana.
Hospital e Maternidade Santa Joana
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