Cirurgia da face
ganha força entre pacientes mais jovens e se torna alternativa duradoura à era
dos preenchimentos
O desejo por um rejuvenescimento mais natural e
duradouro está levando cada vez mais pessoas, inclusive um público mais jovem,
a optar por cirurgias como a ritidoplastia, também conhecida como lifting
facial. A tendência tem ganhado força especialmente entre pacientes que já
realizaram diversos procedimentos estéticos com preenchedores e agora buscam
soluções mais consistentes e com aparência mais harmônica.
“A procura por cirurgias da face cresceu mais de
25% na clínica nos últimos dois anos, com destaque para pacientes a partir dos
40 anos e também para um número cada vez maior de homens”, afirma o cirurgião
plástico Juliano Pereira, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de
Cirurgia Plástica. Segundo ele, a ritidoplastia é uma cirurgia que reposiciona
os tecidos profundos da face e a pele, promovendo um rejuvenescimento mais
definitivo da face.
Com as técnicas mais modernas, o foco deixou de ser
um rosto esticado e sem expressão. “Hoje buscamos devolver contornos naturais,
resgatar a juventude sem deixar traços artificiais. O paciente pode
rejuvenescer de 10 a 15 anos, sem que fique evidente que ele passou por uma
cirurgia. O ideal é ouvir de alguém: ‘você está ótimo, o que fez?’, sem
suspeitas de procedimento”, explica Pereira. O resultado começa a ser percebido
em três meses, mas o efeito final pode ser observado em até um ano.
Segundo o cirurgião, há também uma procura
significativa por esse tipo de cirurgia entre pacientes que passaram por
grandes perdas de peso, como após cirurgias bariátricas, ou que mantêm índices
de gordura corporal muito baixos. “Nesses casos, a flacidez da face pode se
tornar acentuada, o que motiva muitos desses pacientes a buscarem o lifting
facial”, pontua. Ainda assim, a tendência de um público mais jovem, a partir
dos 40 anos, aderindo à ritidoplastia é um movimento mais amplo e crescente,
associado ao desejo por resultados naturais e duradouros.
Muitos procedimentos podem ser associados ao
lifting facial, como a blefaroplastia, que remove bolsas de gordura e excesso
de pele nas pálpebras. “Muita gente pensa que o incômodo é só o excesso de
pele, mas há bolsas de gordura tanto na parte superior quanto inferior dos
olhos que contribuem para o aspecto de olhar cansado. Essa cirurgia é uma das
mais procuradas pelas mulheres e é a mais realizada entre homens acima dos 40
anos”, diz Pereira.
A região do pescoço também é foco de atenção,
especialmente quando a queixa envolve a chamada “papada”. “Nem sempre o
problema é gordura. Muitas vezes o incômodo é causado pela flacidez e sobra de
pele. Nesse caso, além de reposicionar a pele, realizamos a aplicatura dos músculos
da região cervical, algo semelhante ao que é feito na abdominoplastia”, explica
o médico.
As incisões são discretas, posicionadas ao redor da
orelha, por trás da mesma e seguindo por dentro da linha do couro cabeludo, na
região temporal. No pescoço, há um pequeno corte abaixo do queixo para o
tratamento muscular. “Com as técnicas atuais e um bom planejamento, conseguimos
um rejuvenescimento duradouro, discreto e muito satisfatório”, afirma Pereira.
O lifting facial representa uma nova fase nos cuidados
com a aparência. Mais do que eliminar rugas, ele propõe devolver identidade e
leveza ao rosto, respeitando a individualidade e o tempo de cada paciente.
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