Dentre eles, mais de 80% dos casos atendidos estão relacionados a subtipos de linfoma não-Hodgkin
Um levantamento realizado pelo programa de saúde do dr.consulta, empresa brasileira referência em saúde acessível e cuidado primário e secundário de qualidade, aponta uma alta de 51,6% nas consultas com diagnóstico relacionado a linfomas entre janeiro a julho em 2025, comparado ao mesmo período do ano anterior.
Caracterizado com tipos de câncer que afetam o sistema linfático,
parte fundamental do sistema imunológico, os linfomas podem se manifestar
inicialmente como um aumento de linfonodos (gânglios), sem dor, febre ou
qualquer outro sintoma. Em muitos casos, são confundidos com infecções comuns
ou inflamações benignas, o que leva a um atraso no diagnóstico. Pensando na
conscientização, o mês de agosto é marcado pela campanha Agosto Verde, dedicada
à levar mais informações sobre os linfomas e à importância do diagnóstico
precoce.
Segundo dados epidemiológicos do Ministério da Saúde, a incidência
de linfomas no Brasil é de cerca de 6 casos por 100 mil habitantes, com uma
taxa de mortalidade de aproximadamente 2 para 100 mil. O tipo mais comum é o
linfoma não-Hodgkin (LNH), que representa a maior parte dos casos e tem
aumentado significativamente nas últimas décadas, especialmente entre pessoas
com mais de 60 anos.
Diagnóstico começa fora da hematologia
Apesar de serem patologias hematológicas, os linfomas muitas vezes
não chegam inicialmente à especialidade de hematologia. Profissionais de
diversas áreas têm papel fundamental na identificação precoce de sinais
inespecíficos. No dr.consulta, as especialidades mais frequentemente associadas
a esses primeiros atendimentos incluem:
Alergologia;
Clínica médica;
Dermatologia;
Gastroenterologia;
Ginecologia;
Otorrinolaringologia;
Pediatria;
Pneumologia;
Cirurgia plástica;
Urologia.
“Aqui no dr.consulta reforçamos nosso compromisso com a
conscientização e o acesso antecipado ao diagnóstico de linfomas, capacitando
médicos de diversas especialidades a reconhecer os sinais iniciais e encaminhar
rapidamente os pacientes. A suspeita precoce salva vidas e cada consulta pode
ser decisiva para identificar um caso silencioso”, afirma Paulo Yoo, Diretor
Médico do dr.consulta.
A investigação de linfomas pode envolver exames de imagem como
ultrassonografia (USG) de partes moles, tomografia de tórax ou abdome e raio-X
de tórax, além de exames laboratoriais como hemograma completo, LDH, VHS e, em
casos mais específicos, biópsias. Mais de 80% dos casos atendidos estão
relacionados a subtipos de linfoma não-Hodgkin. Os principais CIDs associados
incluem:
C81
– Doença de Hodgkin;
C82 a C85 – Linfomas não-Hodgkin (folicular, difuso, cutâneo, outros);
D47.7 – Neoplasia de comportamento incerto do sistema linfático.
“Diferentemente de outros tipos de câncer, como o de próstata ou
de mama, que têm fatores de risco mais claros e medidas preventivas definidas,
os linfomas não têm uma forma específica de prevenção. A atuação mais eficaz
ocorre por meio da detecção precoce, possibilitando tratamentos em estágios
iniciais, com maiores chances de cura”, finaliza Yoo.
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