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| Imunização já reflete numa queda significativa do número de mortes da população idosa Créditos: Envato |
Pesquisas têm mostrado que 75% dos adultos precisam estar imunizados para que medidas de proteção sejam afrouxadas
O Brasil entrou em junho com pouco mais de 22
milhões de pessoas completamente imunizadas com as duas doses das vacinas
contra a Covid-19. De acordo com números de 1º de junho, quase 22% da população
tinha recebido ao menos uma dose e cerca de 10% a segunda. A imunização já
reflete numa queda significativa do número de mortes da população idosa, que
representava 79% dos óbitos em novembro de 2020 e passou para 57,6% no mês de
maio. A grande preocupação dos especialistas agora é que a vacina, que veio
para trazer esperança, pode criar uma falsa sensação de que o pior já passou.
"A população de forma geral ainda não entendeu
que, para que todos fiquem seguros, precisamos encarar que o problema é nosso e
seguir as medidas de proteção enquanto a estratégia da vacinação avança”,
afirma a infectologista do Hospital Marcelino Champagnat, Viviane Hessel Dias,
alertando sobre a chegada de mais um aumento significativo no número de
pacientes graves e mortes pela doença.
Uma pesquisa realizada no município de Serrana
(SP), com a vacina Coronavac do Butantan, indicou que o número de casos
sintomáticos da Covid-19 caiu 80%; as internações, 86%; e as mortes, 95% após a
segunda dose da vacina. A estimativa é que seja necessário 75% da população
adulta vacinada com as duas doses no país, para que as regras de
distanciamento, uso de máscaras e de álcool em gel sejam finalmente afrouxadas.
E isso ainda não tem data para acontecer.
Imunização
O fato é que nunca se falou tanto em vacinas. A
pandemia da Covid-19, que já matou mais de 3,4 milhões de pessoas no mundo,
segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), também fez com que vacinas
fossem desenvolvidas, aprovadas, fabricadas e aplicadas na população em menos
de um ano.
Antes, a vacina da Caxumba tinha o título de ter
sido produzida em menor tempo. Foram quatro anos de estudo e experimentos até a
sua aprovação. A do ebola, produzida mais recentemente, demorou cinco anos para
ser finalizada. Mas, com bom aporte de investimentos, 14 imunizantes contra a
Covid-19 já foram aprovados em vários países e dados da OMS indicam que 91
estão sendo testados em humanos. Outros 184 estão na fase de pesquisa
laboratorial ou em teste em animais.
Para a infectologista, o controle de doenças
infecciosas só se faz com um bom controle vacinal. “As vacinas são de extrema
importância, mas se a cobertura não for mantida pela adesão da população, é
possível que ocorram escapes”, diz Viviane.
Hospital Marcelino
Champagnat

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