Psicoterapeuta diz que é possível ter
um relacionamento saudável mesmo trabalhando juntos e que isso é comum em
empresas familiares. Conheça a história de Fabíula Aparecida e Patrick
Cirqueira, casados há 18 anos
Independente da forma que os casais vão optar por celebrar este dia, é muito importante que ela não passe em branco, pois, a pandemia trouxe uma reflexão para todos, que é de podermos aproveitar cada momento com quem amamos.
De acordo com o Prof. Dr. Carlos Augusto, psicoterapeuta e professor do CEUB, no que diz respeito às comemorações, elas vão depender muito da dinâmica de cada casal, mas que é preciso ficar atento ao que a sociedade impõe para estas datas, "somos condicionados a encarar o romantismo de uma maneira socialmente construída, como se fosse um padrão. Mas o mais importante é o respeito, o cuidado, a atenção e o carinho diário", explica o professor.
No individualismo dos casais, algumas histórias se sobressaem, como é o caso de Fabiula Aparecida e Patrick Cirqueira, casados há 18 anos, e que se conheceram no ambiente de trabalho. Neste ano, o casal vai comemorar em casa, curtindo a companhia um do outro, com jantar e vinho.
A história de amor aconteceu de forma inusitada para ambos, "eu tinha acabado de me mudar para Brasília, em 2003, para uma oportunidade de emprego na Fábrica do Café Export, e assim como mágica, conheci o Patrick lá mesmo no trabalho", conta Fabiula.
Eles trabalhavam em áreas diferentes da fábrica, mas isso não impediu que eles se encontrassem no pós expediente para beber uma cerveja e conversar.. "Aconteceu tudo muito rápido, quando vi estávamos namorando", ela conta. Depois de seis meses já estavam casados, e morando juntinhos com o filho de quatro patas, um cachorro para completar a família.
Eles trabalham juntos há mais tempo do que são casados, e encontram no dia-a-dia diferentes formas de manter a paixão, mesmo que seja uma relação incomum, como explica o psicoterapeuta Carlos: "em um primeiro momento, teoricamente, trabalhar lado a lado pode ser prejudicial à relação porque muda um pouco o significado do que cada um exerce na vida do outro. A pessoa vai estar associada àquelas tarefas realizadas no trabalho, não tanto relacionado ao contexto de diversão ou de erotismo".
Fazendo o seu papel de apoiador, a fábrica em que ambos trabalham fez questão de apoiar o relacionamento, pois enxergaram ali um fruto positivo. Fabiula explica, "é possível ter um relacionamento dentro do trabalho sem problemas, mas tem que saber separar e não perder o romantismo em casa".
A consultora de empresas, Iara Rocha, explica que "a forma como a empresa lida com essas relações é o que irá ditar os resultados dessa relação no ambiente de trabalho. Neste sentido, é importante que haja transparência e responsabilidade do casal para que isto não afete a produtividade".
O psicoterapeuta diz que não há consenso do que venha a ser romantismo, as pessoas demonstram seu afeto e amam de maneiras diferentes, seja por declarações, surpresas, gestos, cuidar, estar presente ou prover. "Apesar disso, é importante que o casal encontre momentos para comemorar, curtir a sua intimidade e celebrar esta relação, mesmo que não seja em datas como esta", completa.
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