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sexta-feira, 19 de março de 2021

The Body Shop mapeou a autoestima feminina mundial e lança movimento para mudar cenário


Um relatório global criado pela The Body Shop identificou uma crise no autoamor por mulheres do mundo inteiro - uma a cada duas mulheres diz se sentir mais insegura de si mesmo do que com autoestima elevada e 60% acreditam que precisam se respeitar mais.


O Self Love Index é um estudo exclusivo que mostra o compromisso da marca para usar a sua visibilidade e promover o amor-próprio. Como resultado, a The Body Shop apresenta o movimento global "Manifeste o seu autoamor", com o apoio da atriz e ativista inglesa Jameela Jamil e, aqui no Brasil, com a cantora Majur, a escritora Ryane Leão, a influenciadora Barbarhat Sueyassu e o ativista Nick Thomás.

"Eu quebro estereótipos todos os dias, então, acho que esse ato de eu ter coragem, a gentileza também de olhar pra mim mesma, de ser quem eu sou e de expor isso pro mundo, pode trazer coragem para outras pessoas também serem assim", diz Majur, que sempre trouxe questões ativistas para as suas letras e é dona de uma voz inconfundível.

Ryane Leão, autora de best-sellers com mais de 13 anos de escrita, acredita que seja impossível descrever o amor-próprio em apenas uma frase: "Eu acho que autoamor é me escolher sempre em primeiro lugar. Preciso me acolher para acolher e, de uns tempos para cá, tenho entendido que a minha função no mundo é me abraçar primeiro para então abraçar."

Inclusive, Barbarhat Sueyassu, que sempre ajudou a desmistificar o vitiligo em suas redes sociais, afirma que o auto-amor "é você compreender que é merecedor de amor". "É você olhar pra si, é se enxergar, mas não de uma forma física, de uma forma mais ampla", explica.

Dono do projeto Quem Bindera, que fornece binders para homens trans gratuitamente, o ativista e influenciador Nick Thomás explica a sua visão de amor-próprio: "Autoamor, pra mim, vai além de me sentir bonito ou atraente. É sobre me tratar como eu trato as pessoas que amo: com carinho, compreensão, respeito e admiração".

O tema é amplo e pode ser debatido sobre as mais diferentes esferas. Por isso, o Self Love Index traz recortes diferentes para a discussão. Entre os pontos da pesquisa, os dados que mais chamam atenção relacionados ao Brasil são:

· Os homens no Brasil têm um senso de amor-próprio um pouco maior do que as mulheres (Self-Love Index -Índice de Amor-Próprio - 55 entre os homens e 53 entre as mulheres).

· O amor-próprio aumenta com a idade no Brasil. Indivíduos com menos de 35 anos têm uma probabilidade significativa maior de estar nas pontuações de amor-próprio 25% mais baixas (42% ante a apenas 10% dos indivíduos com 55 anos ou mais). Há uma diferença de 19 pontos no Self-Love Index (Índice de Amor-Próprio) entre as pessoas mais jovens (18-24 anos) e mais velhas (acima de 65 anos) que participam da pesquisa.

· Integrantes de minorias no Brasil têm um Self-Love Index (Índice de Amor-Próprio) de apenas 46, ante a 56 entre aqueles que não pertencem a minorias. 38% dos gays, lésbicas e bissexuais que participaram da pesquisa enquadram-se nas pontuações 25% mais baixas de amor-próprio.

· O status econômico impacta o amor-próprio: 41% dos desempregados e 36% dos que não estão financeiramente confortáveis ficam nas pontuações de amor-próprio 25% mais baixas, ambos com pontuações de 48 no Self-Love Index (Índice de Amor-Próprio).


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