Especialista em
finanças da Sicredi Iguaçu PR/SC/SP explica como organizar o orçamento familiar
e aponta erros que devem ser evitados pelo consumidor no dia a dia
Falta de organização financeira pode conduzir à
inadimplência
Créditos: João Geraldo Borges Júnior/ Pixabay
Levantamento realizado pela Associação Comercial e
Industrial de Campinas (ACIC Campinas) revela que mais da metade da população
do município deixou de pagar as contas em 2020. No ano passado, foram 662.904
inadimplentes contra 638.636 em 2019, representando uma expansão de 3,8%. Na
análise, a ACIC Campinas destaca ainda que as vendas a prazo superaram o
pagamento de contas atrasadas, reflexo também da pandemia.
“A inadimplência reflete um descontrole financeiro
no cotidiano do consumidor”, aponta o gerente de agência da Sicredi Iguaçu
PR/SC/SP, Wellington Marsula. "O impulso que leva à compra de um produto,
muitas vezes sem necessidade, em detrimento de quitar uma dívida e mesmo pagar
as parcelas de um bem adquirido, é um entre os muitos erros que devem ser
evitados", destaca o especialista.
A falta de organização financeira, em um primeiro
momento, conduz à inadimplência. “Em outro patamar, igualmente preocupante,
esse descontrole leva as famílias brasileiras ao endividamento”, afirma
Marsula.
De acordo com o especialista, a educação financeira
é um instrumento eficiente para demonstrar ao consumidor a “dosagem” certa
entre o que se recebe e o que se pode gastar. “Muitas famílias sequer têm
listado um orçamento mensal que permita saber quais são seus gastos fixos e
suas prioridades. Essa noção e conhecimento sobre o que se ganha e o que se
gasta são os primeiros passos para equilibrar as contas”, diz Marsula.
A educação financeira deve ser vista como um
processo contínuo na vida do consumidor. “A criança que recebe sua primeira
mesada já deve ser educada sobre o bom uso do dinheiro. Se isso for feito,
maiores serão as suas chances de se tornar um adulto equilibrado em sua vida
financeira. No Sicredi temos um material preparado especialmente para as
crianças com os gibis especiais da Turma da Mônica, com os quais elas aprendem
regras importantes sobre dinheiro de uma forma lúdica. E isso faz toda a
diferença na vida adulta”, explica.
Marsula chama a atenção para dicas que o consumidor
deve levar em conta:
1. Cortar o cafezinho nem sempre é a melhor forma
de economizar. Educação financeira não significa que você tenha que sacrificar
tudo o que você gosta, mas sim, ponderar sobre essas escolhas;
2. Ter vários cartões de crédito pode causar
descontrole financeiro;
3. Comprar apenas porque está na promoção é
desaconselhável;
4. Parcelar até “perder de vista”, mesmo quando não
precisa, pode levar ao descontrole;
5. Não anotar seus gastos diários compromete o
orçamento do mês;
6. Não pesquisar produtos antes de efetuar a
compra;
7. Comprar por impulso porque é um “desejo”;
8. Considerar o limite do cheque especial como
parte dos rendimentos;
9. Fazer financiamentos ou empréstimos sem motivo
emergencial pode ser uma “roubada”;
10. Ter medo de sair da zona de conforto e
investir.
Como conselho ao consumidor, Wellington Marsula recomenda:
“Sempre que possível, destine uma parte do salário ou do rendimento para uma
reserva de dinheiro”.
Sicredi
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