- Pacientes estão buscando médicos para
retirar o silicone
- Especialista explica as doenças
relacionadas à prótese de silicone
- 8 de março é o Dia Internacional da Mulher
“É
preciso maturidade para colocar uma prótese de silicone”. A frase é do
cirurgião plástico Dr. Fernando Amato, explicando que são muitos os benefícios
da cirurgia, incluindo melhora da autoestima, mas não se pode ofuscar os riscos
também presentes.
Além
da importância da amamentação, as mamas são o símbolo da sensualidade feminina
e, por isso, desempenham papel importante na estética do corpo, na qualidade de
vida e na autoestima da mulher.
A
mamoplastia de aumento com implante de silicone é uma das cirurgias plásticas
mais realizadas no mundo e, geralmente, são as mulheres mais jovens que
procuram pelo procedimento.
Entre
as principais dúvidas que a paciente deve esclarecer durante a consulta
pré-cirurgia está o tamanho da prótese. “A escolha do volume não deve ser
banalizada e deve-se levar em consideração muitas informações como o diâmetro
do tórax, o formato das mamas, a elasticidade da pele e o desejo da paciente”,
explica Dr. Fernando Amato.
Volumes
exagerados, segundo o especialista, aumentam os riscos de complicação cirúrgica
e a insatisfação, que variam desde alterações na pele com estrias,
configurações com o posicionamento do implante, dificuldade de cicatrização e a
exposição do implante.
Explante
– É a cirurgia
de retirada das próteses de silicone, que vem ganhando destaque no dia a dia
dos cirurgiões plásticos. Pode ser realizada por questões estéticas ou
complicações, o que têm sido mais comumente relatadas pelas pacientes que
buscam o explante.
A
doença do silicone e a síndrome ASIA estão cada vez mais ganhando destaque. A
doença do silicone é um termo genérico, que pode englobar as complicações
relacionadas ao implante. Porém, muitos a associam apenas com toxicidade do
silicone, que extravasa do implante sem ele estar rompido. Essa situação é
chamada de bleeding.
“É
importante lembrar que é comum formar, ao redor de qualquer material
implantado, uma cápsula. No caso dos implantes mamários essa cápsula pode ficar
endurecida, com deformidade visível e até causar dor. Apesar de raro, existe um
linfoma relacionado ao implante mamário e, nesse caso, a cirurgia para remoção
do implante é a indicação. A prótese deve ser retirada em bloco, ou seja, o
implante intacto dentro de sua cápsula”, explica Dr. Amato.
O
especialista detalha ainda que implantes rompidos podem ter o silicone migrado
para os linfonodos da axila, gerando dor, desconforto e até prejudicando a
drenagem linfática da mama e dos braços.
Já
no caso da síndrome Ásia, o implante de silicone serve como gatilho para
desenvolver sintomas semelhantes aos das doenças reumatológicas como dor nas
articulações do corpo, cansaço, distúrbios do sono, perda de cabelo, olho e
boca secos.
“Para
colocar um implante mamário é necessário que o cirurgião seja sincero com a
paciente, expondo todos esses riscos, e a paciente precisa ter maturidade para
que nessa escolha seja levada em conta os benefícios e os riscos existentes.
Por isso, antes da cirurgia, é importante conversar com o médico sobre todas as
dúvidas. A confiança entre médico e paciente é fundamental nessa decisão”,
orienta Dr. Fernando Amato.
Dr. Fernando C. M.
Amato – Graduação, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica e Mestrado pela
Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Membro Titular pela Sociedade Brasileira
de Cirurgia Plástica (SBCP), membro da Sociedade Internacional de Cirurgia
Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos
(ASPS).
https://www.instagram.com/meu.plastico.pro/
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