Presidente do Sebrae, Carlos Melles, ressalta a
importância da medida, principalmente, para os Microempreendedores Individuais
O presidente da República assinou, na quinta-feira
(18), duas Medidas Provisórias que liberam a nova rodada do auxílio emergencial
a trabalhadores informais. O programa terá quatro meses de duração e parcelas
mais baixas do que as pagas em 2020. De acordo com os planos do governo, os
valores pagos por beneficiário dependem da formação familiar. Cada parcela terá
valor padrão de R$ 250. Para mulheres chefes de família, o valor será de R$ 375
—50% mais alto do que o benefício básico. Pessoas que vivem sozinhas receberão
R$ 150 por mês. Um levantamento feito pelo Sebrae junto a donos de pequenos
negócios apontou que a extensão do auxílio emergencial foi a segunda política
pública mais solicitada, sendo citada por 26% dos entrevistados, atrás apenas
da ampliação das linhas de crédito (lembrada por 45% dos empreendedores). Entre
os microempreendedores individuais (MEI) a extensão do Auxílio teve maior
adesão, sendo citado por 36% desse público.
Na nova rodada, deve ser permitido que apenas uma
pessoa por família receba o benefício. Em 2020, o governo autorizou o pagamento
para até duas pessoas por lar. Embora o governo e a cúpula do Congresso tenham
previsto o início dos pagamentos para março, as quatro parcelas devem ser repassadas
em abril, maio, junho e julho. No ano passado, não houve repasse menor para
pessoas de baixa renda que vivem sozinhas. As parcelas iniciais foram de R$ 600
e depois caíram para R$ 300. Para mulheres chefes de família, o valor dos
repasses em 2020 foi o dobro do benefício padrão (R$ 1.200 quando as parcelas
em geral eram de R$ 600).
Para a nova rodada do auxílio, o governo negociou
com o Congresso a aprovação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para
destravar a assistência e estabelecer medidas de ajuste fiscal para crises
futuras. A PEC, que foi promulgada pelo Congresso nesta segunda-feira (15),
definiu um teto de R$ 44 bilhões para o custeio do auxílio emergencial em 2021.
No ano passado, o programa assistencial custou quase R$ 300 bilhões.
Segundo
o presidente do Sebrae, Carlos Melles, a extensão do Auxílio Emergencial é
extremamente importante não só por assistir à população mais vulnerável, como
também para injetar um novo ânimo na economia. “Em 2020, o auxílio representou
a injeção de um montante superior a R$ 230 bilhões, pagos a famílias em
situação de vulnerabilidade e 5,2 milhões microempreendedores individuais. As
pesquisas realizadas pelo Sebrae e FGV, desde o início da pandemia, mostram que
– graças ao auxílio – as micro e pequenas empresas (MPE) conseguiram recuperar
lentamente o nível de faturamento”, comenta Melles. “O auxílio teve papel
crucial nesse resultado, contribuindo para manter o poder de compra das
famílias e assegurando a sobrevivência dos setores de comércio e serviços (que
concentram a maioria das MPE do país)”, complementa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário