Primeiro lote
contém mais de 1 milhão de doses do imunizante fabricado no Brasil com
matéria-prima importada
Foto: Aurélio Pereira/MS
Oministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o médico cardiologista
Marcelo Queiroga, indicado à pasta, receberam, na manhã desta quarta-feira
(17/03), as primeiras doses da vacina contra a covid-19 produzidas pela
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. O lote contém 1.000.080
doses do imunizante da AstraZeneca/Oxford fabricado no Brasil com matéria-prima
importada: 500 mil serão disponibilizadas ao Plano Nacional de Imunizações
(PNI) nesta quarta e outras 580 mil até sexta (19/03). A previsão é de que o
lote seja enviado aos estados e Distrito Federal nos próximos dias.
“Essa entrega é muito simbólica. Por isso estamos aqui. Até o
momento, estávamos apenas com uma produção nacional, a do Butantan, e agora
estamos iniciando na Fiocruz. Até o fim do mês, serão 3,8 milhões de doses
entregues e, a partir de abril, serão produzidas 1 milhão de doses diárias”,
disse Pazuello em seu discurso.
Pazuello também lembrou que o Ministério da Saúde já possui mais
de 562 milhões de doses de vacinas contratadas e que serão distribuídas para
todo o Brasil em 2021.
“Esse não é um projeto pequeno, é muita dedicação da equipe, é
foco na missão, e nós vamos vacinar metade da população vacinável do nosso País
até julho e a outra metade até fim do ano. Vamos controlar essa pandemia ainda
no segundo semestre. Para isso, nós precisamos das vacinas, e temos vacinas
contratadas de um leque de sete laboratórios diferentes para que não haja risco
de interrupção da vacinação”, disse.
Queiroga destacou a força do Programa Nacional de Imunizações
(PNI) na coordenação de campanhas de vacinação no Brasil e ressaltou que o
enfrentamento à pandemia de covid-19 passa pela união e pela ajuda de
todos.
“Somente com a união de todos, de todos os brasileiros, nós, os
gestores do sistema público de saúde, teremos as condições de dar as respostas
que a sociedade brasileira quer ouvir”, afirmou.
De posse das doses, o Ministério da Saúde organiza o cronograma
de distribuição para os estados e Distrito Federal de forma proporcional e
igualitária, juntamente com as orientações sobre a vacinação dos grupos
prioritários segundo o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra
a covid-19 (PNO).
NOVOS LOTES DA FIOCRUZ
Em março, o cronograma disponibilizado pela Fiocruz ao
Ministério da Saúde prevê a entrega de 3,8 milhões de doses da vacina. A
expectativa é de que, até o fim do mês, sejam fabricadas cerca de 1 milhão de
doses por dia, com o aumento da capacidade produtiva de Bio-Manguinhos após o
início da operação de uma segunda linha de produção na última semana.
“A partir de abril, estamos escalonando essa produção, na ordem
de mais de 20 milhões de doses por mês, com entregas semanais acordadas com o
PNI. Dessa forma, estaremos contribuindo com essa vacina que se soma a outras
vacinas que estão disponíveis”, destacou a presidente da Fiocruz, Nísia
Trindade.
A previsão é de que, até julho, sejam entregues 100,4 milhões de
doses da vacina da Fiocruz, produzida com Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA)
importado, conforme acordo de encomenda tecnológica firmado com a AstraZeneca.
Para o segundo semestre, com a incorporação da tecnologia de fabricação do
insumo e da vacina, um total de 110 milhões de doses, com produção 100%
nacional, serão destinadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).
DISTRIBUIÇÃO
Nesta semana, o
Ministério da Saúde está coordenando a oitava distribuição de vacinas às
Unidades Federativas (UFs): desde terça-feira (16/03) e ao longo desta quarta
(17/03), 4,5 milhões de doses da vacina
produzida no Brasil pelo Instituto Butantan estão sendo enviadas para todo o
País.
Até o momento, o Governo Federal já distribuiu mais de 24,5
milhões de doses desde o dia 18 de janeiro, início da campanha de vacinação.
Marina Pagno
Ministério da Saúde
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