Campanha alerta sobre os riscos e a importância do diagnóstico de um dos tipos de câncer mais comum entre homens e mulheres.
O câncer colorretal é
um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso, especificamente nas
regiões do cólon, reto e ânus. No Brasil, a estimativa para cada ano do triênio
2020-2022, aponta que ocorrerão 41 mil casos de câncer de colo e reto, sendo o
quarto mais incidente, apenas a frente de pele não melanoma, mama e próstata.
Por esse motivo a campanha Azul Marinho, realizada em março, reforça a
importância da prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer do intestino ou
colorretal, um dos três tipos de tumor que mais atinge os brasileiros.
Um fator preocupante e
que vem retardando o diagnóstico são os impactos da pandemia no tratamento
oncológico. Cerca de 74% dos médicos oncologistas tiveram pelo menos um
paciente que precisou interromper ou adiar o tratamento por mais de um mês.
Além disso, 10% dos oncologistas afirmaram que a redução dos pacientes
oncológicos foi entre 40% a 60% durante a pandemia, reafirmando que foi um
momento que retardou o diagnóstico e o início dos cuidados necessários.
Apesar deste câncer
estar relacionado a fatores de risco como obesidade, tabagismo, alcoolismo e
consumo excessivo de carne vermelha e ser predominante na faixa etária adulta,
geralmente acometendo pessoas acima de 50 anos, o agravante é que com a
pandemia estes pacientes não estão buscando assistência médica. "Em 2019,
o Brasil teve mais de 20 mil casos de óbitos por casos de câncer colorretal e,
a situação torna-se ainda mais preocupante com o envelhecimento populacional e
a dificuldade de assistência técnica durante o último ano, podendo aumentar a
taxa de diagnósticos tardios e consequentemente a mortalidade pela doença’’
explica Maria Ignez Braghiroli, médica oncologista e pesquisadora na rede D’Or.
Por ser uma doença
silenciosa, o câncer colorretal, em geral, só dá sinais quando está em estágios
mais avançados, sendo que os principais sintomas são: alteração do ritmo
intestinal; sangramento nas fezes; dor ou desconforto abdominal; tumoração
abdominal e perda de peso sem causa aparente. Esses sinais também podem estar
presentes em outras enfermidades, portanto, é importante estar atento e buscar
auxílio médico para investigação adequada. Quando realizado o diagnosticado
precoce, o câncer colorretal apresenta grandes chances de cura. Por este
motivo, diversas instituições preconizam exames de rastreamento que incluem
pesquisa de sangue oculto nas fezes e teste de DNA fecal, colonoscopia e
retossigmoidoscopia.
O tratamento da doença
depende do grau de invasão, localização e da extensão do tumor, mas, a cirurgia
para retirada da parte afetada é geralmente a primeira etapa e, após, pode ser
necessário a complementação com quimioterapia com intuito de diminuir a
possibilidade de recidiva do tumor². Em casos específicos como tumores do reto,
a radioterapia também pode ser necessária.
Como prevenir o câncer
colorretal
Fazer exames
regularmente de acordo com a recomendação do seu médico é um passo importante
para a prevenção do câncer colorretal. ‘’A detecção precoce do câncer visa
encontrar o tumor em fase inicial, para que assim, possibilite maior chance de
tratamento e cura da doença’’ afirma a especialista.
Além disso, tendo em
vista que o câncer colorretal tem relações com o estilo de vida, é possível
preveni-lo com mudanças nos hábitos alimentares. Evitar carnes processadas e
vermelhas, ter uma dieta rica em fibras e manter o peso adequado para a idade e
altura, são estratégias para evitar a doença.
A Amgen, comprometida
em melhorar a vida dos pacientes e suas famílias, busca transformar o tratamento
do câncer por meio de parcerias que possibilitem que o paciente certo receba a
terapia certa no momento certo. Neste contexto de mais de um ano de pandemia, a
empresa disponibilizará durante o março Marinho a campanha #seucorpofala, que
inclui informações sobre o câncer colorretal. O objetivo é conscientizar a
população sobre os fatores de risco da neoplasia em diferentes plataformas como
a TV Minuto, disponível em vagões do Metrô SP e nas redes sociais por meio de
uma parceria com o Instituto Oncoguia e o Portal Dráuzio Varella.
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