Segundo
FCDLESP, as novas restrições impedem a retomada econômica no estado
Na última quinta-feira (18/03), o prefeito de São
Paulo, Bruno Covas, anunciou que a capital irá antecipar cinco feriados para
conter a disseminação do coronavírus e evitar o colapso do sistema de saúde da
cidade. A medida entra em vigor nesta sexta-feira (26/03) e vai até o dia 4 de
abril. Para a FCDLESP (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado
de São Paulo), a decisão tomada pela prefeitura impacta, significativamente, o
setor varejista.
“Essa medida trará grandes dificuldades ao pequeno
e médio empresário. Serão 10 dias parados, com empresas fechadas. Porém, o
sistema financeiro não irá parar. Isto é, os vencimentos dos pagamentos para os
fornecedores, os tributos, e os salários continuarão inalterados, obrigando as
empresas a manterem alguns setores funcionando. Isso eleva o custo com o
pagamento de horas extras em dobro ”, explica o presidente da FCDLESP, Maurício
Stainoff.
De acordo com a entidade, durante as fases mais
restritivas do Plano São Paulo, o drive-thru mantém o fôlego do setor. Com o
anúncio da antecipação, de acordo com o presidente da FCDLESP, o varejo
paulista pode passar por um período longo de impactos negativos.
“O
momento que o varejo paulista enfrenta é alarmante. Com o início da vacinação,
esperávamos uma fase de fôlego para o setor, mas com o avanço da Covid-19 no
país, a pausa do auxílio emergencial e alta do desemprego teremos um cenário
desafiador. Ressalto que, pequenos e médios empresários buscam por segurança
para produzir e comercializar, algo que não é oferecido pelo estado”, finaliza
Stainoff.
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