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domingo, 19 de março de 2017

Pesquisa aponta as doenças mais prevalentes entre os trabalhadores brasileiros em 2016 e as especialidades clínicas que mais geraram custos nos planos de saúde corporativos



Alta incidência de dores nas costas e problemas na coluna fazem gastos com ortopedia superar os volumes aplicados nos tratamentos dos cânceres mais comuns: mama, pulmão e pâncreas


Pesquisa da Advance Medical Group, consultoria líder global em aconselhamento e segunda opinião médica especializada em gestão de saúde, revela as doenças mais comuns aos trabalhadores brasileiros em 2016. Pelo levantamento também é possível identificar as especialidades clínicas que mais consumiram recursos destas empresas nas despesas com planos de saúde para seus funcionários.

O estudo foi elaborado com base em mais de 180 mil vidas entre empresas nacionais e clientes globais da Advance com operação no Brasil. Grandes companhias como Google, Renault, Hospital Sírio-libanês, Suzano Papel & Celulose estão entre as empresas analisadas.

De acordo com o CEO da Advance Medical no Brasil, Caio Soares, os recursos aplicados na saúde só ficam atrás da própria folha de pagamento. “Uma gestão eficiente neste campo, que inclui prever, monitorar e dar o encaminhamento mais adequado ao paciente evitando o desperdício e ações pouco efetivas, deve ser prioridade na agenda das áreas de Recursos Humanos”, explica.

Em volume, por exemplo, as dores nas costas e problemas de coluna respondem por grandes fatias nos orçamentos das empresas destinados à saúde.  Ortopedia é a especialidade que mais consome recursos, seguida de oncologia. Entre os cânceres, que demandam tratamentos de alta complexidade, os mais prevalentes e que consomem os maiores recursos estão os de mama, pulmão e pâncreas.


Doenças

Ortopedia
dor nas costas, cirurgia de coluna cervical e lombar,
Oncologia
tumores de mama, próstata e pulmão
Endocrinologia
doenças da tireóide, supra renal e técnicas para emagrecimento
Neurologia
Alzheimer, Parkinson, síndromes neurológicas raras
Reumatologia
Lupus eritomatoso sistêmico, gota, escleroso lateral amiotrófica
Hematologia
anemias e linfomas
Gastroenterologia
colites, tumores intestinais, sangramentos digestivos
Urologia
doenças da próstata, distúrbios de ereção, doenças do testículo
Doenças Infecciosas
pneumonias, zika, dengue
Oftalmologia
catarata, cirurgias refrativas, descolamento de retina
Ginecologia
miomas, endometrioses, infecções
Cardiologia
insuficiências cardíaca, dores no peito, colocação de stents

Maiores custos e demandas por Especialidades clínicas

Especialidades
Prevalência
Ortopedia
18%
Oncologia
15%
Encodocrinologia
12%
Neurologia
11%
Reumatologia
7%
Hematologia
5%
Gastroenterologia
5%
Urologia
4%
Doenças Infecciosas
4%
Oftalmologia
3%
Ginecologia
3%
Cardiologia
3%
Demais Especialidades
10%



Complexidade versus Custos

O levantamento aponta que Oncologia e Neurologia são as especialidades que apresentam maior volume de casos complexos e, portanto, as que mais consomem recursos, impactando diretamente as empresas que adotam modelo de alta gestão ou acabam impactando significativamente no valor dos planos de saúde.

O diretor médico da Advance Medical ressalta, porém, que a complexidade dos casos não é por si só diagnóstico responsável pelos custos excessivos. “Diagnósticos equivocados ou tardios, além de tratamentos ineficazes acabam agravando ainda mais este cenário, reduzindo a possibilidade de cura, comprometendo a qualidade de vida dos pacientes e onerando o caixa das empresas”, afirma.

Aproximadamente 20% dos casos de maior complexidade respondem, em média, por 80% dos custos totais das empresas com saúde. Um segundo grupo de pacientes está a uma decisão equivocada em relação ao diagnóstico e tratamento inadequado para se juntar a este grupo de alta complexidade e alto custo.

Para reversão deste cenário, a Advance alerta para necessidade de uma gestão mais eficiente por meio do acompanhamento sistemático das condições de saúde dos colaboradores e seus dependentes. “Oferecer ao paciente a possibilidade de acompanhamento e opinião médica especializada de alto nível facilita a tomada de decisões acertadas em todo o processo, que vai desde o diagnóstico correto ao tratamento mais adequado”, explica Soares.

 “Um dos grandes desafios da gestão estratégica em saúde é o empoderamento do paciente. O RH deve oferecer ao colaborador o poder de tomar a melhor decisão sobre sua saúde. Essa regra vale para todos os casos, independente da complexidade”, avalia.



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