Alta incidência de dores nas costas e
problemas na coluna fazem gastos com ortopedia superar os volumes aplicados nos
tratamentos dos cânceres mais comuns: mama, pulmão e pâncreas
Pesquisa da Advance Medical Group, consultoria líder global em
aconselhamento e segunda opinião médica especializada em gestão de saúde,
revela as doenças mais comuns aos trabalhadores brasileiros em 2016. Pelo
levantamento também é possível identificar as especialidades clínicas que mais
consumiram recursos destas empresas nas despesas com planos de saúde para seus
funcionários.
O estudo foi elaborado com base em mais de 180 mil vidas entre empresas
nacionais e clientes globais da Advance com operação no Brasil. Grandes
companhias como Google, Renault, Hospital Sírio-libanês, Suzano Papel &
Celulose estão entre as empresas analisadas.
De acordo com o CEO da Advance Medical no Brasil, Caio Soares, os
recursos aplicados na saúde só ficam atrás da própria folha de pagamento. “Uma
gestão eficiente neste campo, que inclui prever, monitorar e dar o
encaminhamento mais adequado ao paciente evitando o desperdício e ações pouco
efetivas, deve ser prioridade na agenda das áreas de Recursos Humanos”,
explica.
Em volume, por exemplo, as dores nas costas e problemas de coluna
respondem por grandes fatias nos orçamentos das empresas destinados à
saúde. Ortopedia é a especialidade que mais consome recursos, seguida de
oncologia. Entre os cânceres, que demandam tratamentos de alta complexidade, os
mais prevalentes e que consomem os maiores recursos estão os de mama, pulmão e
pâncreas.
Doenças
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Ortopedia
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dor
nas costas, cirurgia de coluna cervical e lombar,
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Oncologia
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tumores de
mama, próstata e pulmão
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Endocrinologia
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doenças da
tireóide, supra renal e técnicas para emagrecimento
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Neurologia
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Alzheimer,
Parkinson, síndromes neurológicas raras
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Reumatologia
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Lupus
eritomatoso sistêmico, gota, escleroso lateral amiotrófica
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Hematologia
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anemias e
linfomas
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Gastroenterologia
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colites,
tumores intestinais, sangramentos digestivos
|
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Urologia
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doenças da
próstata, distúrbios de ereção, doenças do testículo
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Doenças
Infecciosas
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pneumonias,
zika, dengue
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Oftalmologia
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catarata,
cirurgias refrativas, descolamento de retina
|
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Ginecologia
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miomas,
endometrioses, infecções
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Cardiologia
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insuficiências
cardíaca, dores no peito, colocação de stents
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Maiores custos e demandas por Especialidades clínicas
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Especialidades
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Prevalência
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Ortopedia
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18%
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Oncologia
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15%
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Encodocrinologia
|
12%
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Neurologia
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11%
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Reumatologia
|
7%
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Hematologia
|
5%
|
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Gastroenterologia
|
5%
|
|
Urologia
|
4%
|
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Doenças
Infecciosas
|
4%
|
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Oftalmologia
|
3%
|
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Ginecologia
|
3%
|
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Cardiologia
|
3%
|
|
Demais
Especialidades
|
10%
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Complexidade versus Custos
O levantamento aponta que Oncologia e Neurologia são as especialidades
que apresentam maior volume de casos complexos e, portanto, as que mais
consomem recursos, impactando diretamente as empresas que adotam modelo de alta
gestão ou acabam impactando significativamente no valor dos planos de saúde.
O diretor médico da Advance Medical ressalta, porém, que a complexidade
dos casos não é por si só diagnóstico responsável pelos custos excessivos.
“Diagnósticos equivocados ou tardios, além de tratamentos ineficazes acabam
agravando ainda mais este cenário, reduzindo a possibilidade de cura,
comprometendo a qualidade de vida dos pacientes e onerando o caixa das
empresas”, afirma.
Aproximadamente 20% dos casos de maior complexidade respondem, em média,
por 80% dos custos totais das empresas com saúde. Um segundo grupo de pacientes
está a uma decisão equivocada em relação ao diagnóstico e tratamento inadequado
para se juntar a este grupo de alta complexidade e alto custo.
Para reversão deste cenário, a Advance alerta para necessidade de uma
gestão mais eficiente por meio do acompanhamento sistemático das condições de
saúde dos colaboradores e seus dependentes. “Oferecer ao paciente a
possibilidade de acompanhamento e opinião médica especializada de alto nível
facilita a tomada de decisões acertadas em todo o processo, que vai desde o diagnóstico
correto ao tratamento mais adequado”, explica Soares.
“Um dos grandes desafios da gestão estratégica em saúde é o
empoderamento do paciente. O RH deve oferecer ao colaborador o poder de tomar a
melhor decisão sobre sua saúde. Essa regra vale para todos os casos,
independente da complexidade”, avalia.
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