Especialista explica os principais sinais de alerta
A Síndrome de Down (SD) se dá quando, ao invés de existirem 46
cromossomos nas células do organismo, ocorre uma alteração genética que produz
três cromossomos X nas células, totalizando 47. Devido a essa alteração, também
chamada de ‘trissomia do 21’ e as suas pré-disposições, as crianças estão
sujeitas a maior ocorrência de doenças.
Segundo o cirurgião cardiovascular de São Paulo, Marcelo Sobral,
entre as patologias mais comuns estão as cardiopatias congênitas e
anormalidades na estrutura do coração, que afetam pelo menos 50% das crianças
nascidas com SD. Além disso, de acordo com a Associação de Cardiologia
Americana (American Heart Association), cerca de uma criança em cada
100 apresenta defeitos no coração e, normalmente, esses problemas ocorrem
enquanto o feto está em desenvolvimento no útero da mãe.
“Muitas vezes, os portadores de SD são indicados às cirurgias
para corrigir má formação. Mas também, dependendo do problema, pode haver
regressão espontânea. O importante é sempre fazer o diagnóstico correto”,
comenta o médico.
O especialista destaca ainda que os pais devem ficar alertas aos
pequenos sinais que podem representar problemas cardíacos nas crianças.
“Dificuldade na alimentação, cansaço durante e depois das mamadas, pneumonias
de repetição e dificuldade para o ganho de peso podem sinalizar a necessidade
de uma consulta com o cardiologista”, finaliza Sobral.
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