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terça-feira, 21 de junho de 2016

60% dos casos de resfriados em bebês podem virar uma otite média



Muito comum nessa época do ano, por consequência do frio que desencadeia casos de gripes, resfriados e infecções de garganta mal curadas, a otite média aguda (OMA), ocorre devido à uma infecção bacteriana ou viral, que provoca inflamação e obstruções na região da orelha média.

Segundo o otorrinolaringologista da Clínica Dolci, em São Paulo, Dr. Ricardo Landini Lutaif Dolci, embora a OMA possa afetar também adolescentes e adultos, ela é principalmente uma doença apresentada na infância. "Pesquisas apontam que 60% dos casos de resfriados em bebês, de 6 a 12 meses, podem virar uma otite média. Após essa faixa etária, a taxa cai para 50% e o risco diminui conforme a criança cresce, pois o sistema imunológico fica mais resistente e ocorre umaalteração anatômica da tuba auditiva,” explica o especialista.

Nessa faixa etária, esse problema costuma apresentar sintomas como dor intensa de ouvido, dificuldade para dormir, febre, falta de apetite ou dor para mastigar os alimentos. Em casos mais sérios pode ocorrer a ruptura da membrana do tímpano e ser eliminada uma secreção com pus e sangue.

Embora o fato de que a maioria das crianças sofra com o problema pelo menos uma vez até completar dois anos de idade, o especialista indica alguns cuidados que ajudam a evitar a otite. “Mantenham as vacinas das crianças em dia, principalmente contra a gripe e pneumococo; estimulem os pequenos a assuarem o nariz em caso de resfriado,evitando que a secreção contamine o ouvido; amamentem pelo menos até o sexto mês para melhorar a imunidade e evitem expor a criança às mudanças drásticas de temperaturas,” explica Dr. Ricardo.

Se mesmo assim, os pais forem surpreendidos com o problema em seus filhos, devem procurar a opinião de um especialista e evitar remédios caseiros ou prescritos em consultas anteriores. O tratamento pode ser realizado com antibiótico/analgésicos ou procedimento cirúrgico para limpar os ouvidos devido ao acúmulo de secreção, que dependerá de cada caso.



Dr. Ricardo Landini Lutaif Dolci - Sócio da Clínica Dolci - Otorrinolaringologia e Cirurgia Estética Facial, em São Paulo; Membro Titular da Associação Brasileira de Otorrinolaringologista e Cirurgia Cervico-Facial; Membro da Comissão de Comunicação da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial Professor Instrutor de Ensino do Departamento de Otorrinolaringologia da Santa Casa de São Paulo; Doutorando pela Ohio State University (OSU/USA) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.



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