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quarta-feira, 22 de julho de 2026

Dia do Autocuidado: 6 sinais de que o seu trabalho pode estar te adoecendo

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Mais do que hábitos individuais, a qualidade de vida também depende de condições saudáveis no ambiente profissional, explica a advogada trabalhista e previdenciária Priscila Arraes

 

Neste Dia Internacional do Autocuidado (24/07), a reflexão vai além das práticas pessoais. Descansar, alimentar-se bem, praticar atividade física ou reservar momentos de lazer são atividades fundamentais para preservar o equilíbrio físico e emocional. Mas elas deixam de ser suficientes quando o cotidiano profissional se transforma em uma fonte constante de estresse, sobrecarga e adoecimento. 

Na prática, essas medidas não conseguem compensar jornadas marcadas por metas inalcançáveis, excesso de cobranças, desrespeito aos horários de descanso ou uma cultura que valoriza o sacrifício permanente. O verdadeiro cuidado começa quando se reconhece que o problema nem sempre está na falta de organização pessoal, mas nas condições em que a atividade profissional é exercida. 

Essa realidade aparece de forma cada vez mais evidente, especialmente entre as mulheres. Pesquisa da Todas Group, consultoria especializada em equidade de gênero e liderança feminina, e da Nexus, empresa de inteligência de dados, revelou que 71% das entrevistadas abriram mão da saúde física ou de hobbies para crescer profissionalmente, enquanto 52% disseram ter deixado os cuidados com a saúde mental em segundo plano pelo mesmo motivo. 

Ao mesmo tempo, levantamento realizado pela PiniOn, empresa de pesquisa de mercado especializada em comportamento do consumidor, mostra que 61% dos brasileiros sentem pressão para manter uma vida equilibrada, sensação ainda mais presente entre mulheres e jovens adultos de 18 a 34 anos. 

Para a advogada trabalhista e previdenciária Priscila Arraes, autora de Burnout tem lei, esse cenário revela uma contradição cada vez mais comum: as pessoas são incentivadas a buscar qualidade de vida, mas continuam inseridas em contextos profissionais que dificultam justamente essa procura. 

"É importante adotar práticas que preservem o equilíbrio físico e emocional, mas elas não podem ser tratadas como uma solução individual para problemas que são estruturais. Quando o exercício da profissão adoece, a responsabilidade não pode recair apenas sobre quem executa suas funções. A legislação também impõe ao empregador o dever de oferecer condições adequadas para preservar a integridade física e psicológica de seus profissionais", explica. 

Veja 6 sinais para identificar se o seu contexto profissional favorece o bem-estar ou está contribuindo para o adoecimento: 

O descanso precisa ser realmente respeitado 

O primeiro sinal de uma cultura organizacional equilibrada não está apenas na carga de atividades, mas na forma como o empregador trata os momentos de pausa. Horários de descanso, férias, folgas e o direito à desconexão precisam ser respeitados. Se responder mensagens fora do expediente virou regra, e não exceção, talvez o problema não seja sua dificuldade em relaxar, mas um modelo de gestão que não permite isso. 


Repare se as cobranças são compatíveis com a realidade 

Toda atividade profissional envolve metas e responsabilidades. O problema começa quando os objetivos deixam de ser alcançáveis e passam a exigir disponibilidade permanente, jornadas excessivas ou produtividade incompatível com os recursos oferecidos. Organizações equilibradas desafiam seus profissionais sem transformar a pressão em método de gestão. 


Avalie como os erros são tratados 

Locais que valorizam as pessoas reconhecem que falhas fazem parte do processo e investem em orientação, desenvolvimento e melhoria contínua. Já culturas tóxicas costumam recorrer à humilhação, ao medo e à exposição pública como forma de cobrança. Quando exercer a profissão significa viver em estado constante de tensão, é preciso acender um sinal de alerta. 


Sentir culpa por estabelecer limites não é normal 

Muitas pessoas acreditam que dizer "não", fazer pausas ou usar férias demonstra falta de comprometimento. Essa percepção nem sempre nasce do profissional, mas de culturas organizacionais que romantizam o excesso e fazem do sacrifício um requisito para o reconhecimento. Aprender a estabelecer limites não é falta de dedicação, mas uma necessidade para preservar o próprio equilíbrio. 


Entenda que o esgotamento não é uma falha pessoal 

Quando surgem cansaço constante, dificuldade de concentração, alterações no sono, ansiedade ou perda de motivação, é comum concluir que basta ser mais resistente. No entanto, o organismo responde às condições às quais está submetido. Em muitos casos, o esgotamento é consequência de um contexto profissional adoecedor, e não da falta de capacidade individual. 


Garantir condições adequadas também é dever do empregador 

A legislação trabalhista brasileira estabelece que cabe ao empregador adotar medidas para garantir condições seguras e adequadas para o exercício das atividades. Isso inclui prevenir riscos que afetam não apenas a integridade física, mas também os fatores psicossociais, como excesso de demandas, jornadas prolongadas, gestão por constrangimento e outras situações capazes de provocar sofrimento emocional. Promover qualidade de vida no ambiente corporativo não é apenas uma boa prática: também é uma obrigação legal. 

Reconhecer os próprios limites, entender que o sofrimento relacionado à atividade profissional não deve ser naturalizado e lembrar que produtividade sustentável só existe quando carreira, descanso e qualidade de vida conseguem coexistir de forma equilibrada são passos essenciais para um autocuidado efetivo.  


Novo Nordisk recebe aprovação da Comissão Europeia para o comprimido de Wegovy® como o primeiro GLP-1 oral para o controle do peso na União Europeia; caneta de dose única, pronta para uso, de 7,2 mg também é aprovada

 

  • Primeiro GLP-1 em comprimido aprovado na União Europeia para o tratamento da obesidade e sobrepeso
  • Apenas o Wegovy® comprimido demonstrou perda média de peso de 17%* e benefícios cardiovasculares
  • O Wegovy® injetável de 7,2 mg, que proporciona perda de peso média de 21%, com alcance potencial de 28%*, também aprovado na União Europeia

 

Neste mês, a Novo Nordisk anunciou que a Comissão Europeia (EC) concedeu autorização de comercialização para o Wegovy® comprimido (semaglutida oral 25 mg, administração uma vez ao dia) para o tratamento de adultos com obesidade (IMC ≥30 kg/m²) ou sobrepeso (IMC ≥27 kg/m²) com pelo menos uma comorbidade relacionada ao peso, aliado a uma dieta com redução de calorias e aumento da atividade física. A decisão sucede o parecer positivo emitido pelo Comitê de Medicamentos para Uso Humano (CHMP) da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), em maio deste ano. 

A aprovação do Wegovy® comprimido representa um marco no tratamento da obesidade na Europa, tornando-o o primeiro agonista do receptor de GLP-1 disponível em formulação oral para controle do peso em todos os Estados-membros da União Europeia. Esta é a quinta aprovação regulatória do Wegovy® comprimido, após Estados Unidos, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos e Bahrein. 

“A aprovação do Wegovy® comprimido pela Comissão Europeia oferece às pessoas que vivem com obesidade mais uma importante opção de tratamento”, afirmou Mike Doustdar, presidente e CEO da Novo Nordisk. “A obesidade é uma doença crônica grave, e oferecer opções pode fazer uma diferença real. Para muitas pessoas, um comprimido pode ser uma forma mais simples e aceitável de iniciar e manter o tratamento. Este é mais do que um marco regulatório – é um passo em direção a uma saúde melhor e duradoura para as pessoas que vivem com obesidade e uma resposta importante da sociedade a um dos maiores desafios de saúde da Europa.” 

A aprovação do Wegovy® comprimido baseia-se no amplo programa de estudos clínicos OASIS, incluindo o estudo OASIS 4, que avaliou a semaglutida oral 25 mg administrada uma vez ao dia em adultos com obesidade ou sobrepeso e com pelo menos uma comorbidade relacionada ao peso. 

No estudo OASIS, a semaglutida oral 25 mg, quando utilizada em conjunto com intervenções no estilo de vida do paciente, demonstrou uma perda de peso clinicamente relevante de aproximadamente 17% em média, comparado a 3% do grupo que recebeu o placebo. Cerca de um em cada três participantes alcançou perda de peso igual ou superior a 20%*¹. 

O perfil de segurança e tolerabilidade da semaglutida oral foi comparável com o perfil já estabelecido da semaglutida injetável, sustentado por muitos anos de experiência clínica, com taxas de descontinuação relacionadas a eventos adversos praticamente comparáveis às do placebo (6,9% comparado a 5,9%)¹*. 

A Comissão Europeia também aprovou a injeção de Wegovy® 7,2 mg em caneta de dose única para pessoas que vivem com obesidade. 

O Wegovy® comprimido já está disponível nos Estados Unidos, Reino Unido e Emirados Árabes Unidos, e a Novo Nordisk está comprometida em lançá-lo em mais países durante o segundo semestre de 2026.

 

Sobre o programa de estudos OASIS 

O OASIS foi um programa clínico de fase 3 que avaliou a semaglutida oral 25 mg e 50 mg administrada uma vez ao dia para obesidade. O programa global compreendeu quatro estudos, envolvendo aproximadamente 1.300 adultos com obesidade ou sobrepeso e uma ou mais comorbidades. O OASIS 4 foi um estudo de fase 3b, com duração de 64 semanas, que avaliou eficácia e segurança da semaglutida oral 25 mg versus placebo em 307 adultos com obesidade ou sobrepeso e pelo menos uma comorbidade relacionada ao peso¹.

 

Sobre Wegovy® 

No Brasil, Wegovy® (semaglutida injetável) é indicado como complemento a uma dieta com redução calórica e aumento da atividade física para controle de peso em adultos com IMC ≥30 kg/m² (obesidade) ou em adultos com IMC ≥27 kg/m² (sobrepeso) na presença de pelo menos uma comorbidade relacionada. Também é a única medicação semanal indicada para o tratamento da obesidade em pacientes a partir de 12 anos com IMC inicial no percentil 95 ou superior para a idade e gênero (obesidade) e peso corporal acima de 60 kg. Trata-se do primeiro análogo de GLP-1 semanal aprovado pela Anvisa para tratar pessoas com obesidade e sobrepeso com ao menos uma comorbidade relacionada, além de primeiro e único tratamento aprovado para o tratamento de gordura no fígado com inflamação (esteatohepatite associada à disfunção metabólica ou MASH, em inglês) em adultos e para proteção cardiovascular em pessoas com obesidade. A dose mais alta de Wegovy® (semaglutida injetável), de 7,2 mg, é indicada como complemento a uma dieta com redução calórica e aumento da atividade física para controle de peso em adultos com IMC ≥30 kg/m² (obesidade).

 


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Referência:

  1. Wharton S, Lingvay I, Bogdanski P. et al. Oral Semaglutide at a Dose of 25 mg in Adults with Overweight or Obesity. New England Journal of Medicine. 2025.

* Baseado no estimando do produto em estudo, ou seja, no efeito do tratamento considerando que todos os participantes permaneceram aderentes ao tratamento durante o estudo.

Saúde bucal ganha espaço nos canteiros de obras e reforça a importância da prevenção entre trabalhadores da construção civil

Seconci-DF oferece atendimento odontológico gratuito
para os trabalhadores da construção civil
Com atendimento gratuito em unidades fixas e consultórios móveis, Seconci-DF já realizou mais de 8 mil atendimentos odontológicos entre janeiro e maio deste ano

 

A rotina intensa da construção civil faz com que muitos trabalhadores deixem os cuidados com a saúde para depois. Quando o assunto é saúde bucal, esse adiamento pode favorecer o surgimento de cáries, doenças gengivais e até o diagnóstico tardio do câncer de boca. Para mudar esse cenário, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) investe em ações de prevenção e amplia o acesso ao atendimento odontológico por meio de duas unidades fixas e quatro consultórios móveis que percorrem canteiros de obras em todo o Distrito Federal. 

Entre janeiro e maio deste ano, a instituição realizou mais de 8 mil atendimentos odontológicos gratuitos para trabalhadores de empresas parceiras. A assistência contempla consultas, limpezas, restaurações, tratamentos de canal, extrações, próteses, exames radiográficos e atendimentos de urgência. 

Segundo a gerente de Odontologia do Seconci-DF, Mara Lúcia Campos, facilitar o acesso aos serviços é uma estratégia que fortalece a prevenção e melhora a qualidade de vida dos profissionais da construção civil. "Quando o atendimento chega aos canteiros de obra, o trabalhador consegue cuidar da saúde bucal sem precisar se deslocar até uma das unidades fixas de atendimentos. Isso gera comodidade, conforto e evita ausência durante a jornada diária", afirma. 

Além do atendimento nas unidades móveis e nas unidades fixas, o Seconci-DF desenvolve ações educativas como palestras sobre higiene bucal nos canteiros. Durante a palestra, os trabalhadores são orientados sobre escovação, o uso diário do fio dental, a higienização da língua, a redução do consumo de açúcar, a ingestão frequente de água e as consultas periódicas ao cirurgião-dentista.
 

Atendimento nas unidades móveis 

Ana Carolina dos Reis, técnica em Segurança do Trabalho da construtora Faenge, conta que esta é a segunda vez que a unidade móvel do Seconci-DF atende uma obra da empresa e ressalta a praticidade da iniciativa. “Levar o atendimento até o canteiro facilita muito a adesão dos colaboradores, que conseguem cuidar da saúde bucal sem precisar se deslocar. É um serviço de excelência e é muito gratificante acompanhar os resultados e perceber a melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores”. 

João Gomes, serralheiro da construtora Faenge e paciente da odontologia do Seconci-DF, destaca a importância do serviço para os trabalhadores da construção civil. “Já fiz diversos tratamentos no Seconci-DF e posso dizer que o atendimento faz toda a diferença. A equipe é muito qualificada, acolhedora e nos dá segurança para cuidar da saúde bucal. Ter acesso a esse serviço é um benefício que impacta diretamente nossa qualidade de vida”, afirma. 

Os trabalhadores de empresas parceiras podem solicitar o agendamento das consultas por meio dos setores de Recursos Humanos ou Segurança do Trabalho das empresas, responsáveis pela marcação junto ao Seconci-DF. O atendimento é gratuito e a marcação pode ser feita no site do Seconci-DF.


Dia mundial do cérebro: a importância da prevenção por toda a vida

Estratégias preventivas podem preservar a cognição e a autonomia na pessoa idosa e promover um cérebro saudável, especialmente por meio da estimulação cognitiva


Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2030, 1 em cada 6 pessoas no mundo terá 60 anos ou mais. Neste momento, a parcela da população com 60 anos ou mais aumentará de 1 bilhão em 2020 para 1,4 bilhão. Até 2050, a população mundial de pessoas com 60 anos ou mais vai dobrar (2,1 bilhões). Espera-se que o número de pessoas com 80 anos ou mais triplique entre 2020 e 2050, chegando a 426 milhões1. Diante dessa constatação, eis um grande desafio global: o que pode ser feito para a população idosa?

Uma das ações efetivas está junto do Dia Mundial do Cérebro, celebrado no dia 22 de julho pela Federação Mundial de Neurologia (FMN), tem como objetivo promover a conscientização e defesa dos temas relativos à saúde do cérebro. Mais que cuidar, um dos grandes objetivos é, sem dúvida, nos proteger e prevenir de tantas questões que podem interferir para um cérebro saudável, principalmente da população idosa e ainda mais na população superidosa (acima de 80 anos).

Além de atividade física regular, sono reparador, alimentação adequada, cuidado com a saúde mental entre outros fatores, um aspecto que pesquisadores de todo mundo tem observado é que como a estimulação cognitiva pode manter o cérebro ativo, desafia diferentes funções mentais como atenção, memória, linguagem, concentração, raciocínio e até mesmo resolução de problemas.


Envelhecimento saudável e estimulação cognitiva

Em resumo: da mesma forma que os músculos se beneficiam do exercício físico, o cérebro tende a funcionar melhor quando é devidamente estimulado por meio de exercícios de cálculos mentais (como ábaco), jogos de tabuleiros, cartas e atividades socio-interativas, as quais têm apresentado diferenciais para um envelhecimento saudável e com comprovação científica. “A estimulação cognitiva me conscientizou sobre os mecanismos do cérebro, me abriu novos horizontes, estou muito mais atenta e posso afirmar que me transformou, de fato. Ajuda muito todos e recomendo”, diz Yara Nunes Galvão, com 101 anos de idade, professora de música e aluna do Supera, em São Paulo.

As evidências científicas indicam cada vez mais que a estimulação cognitiva pode melhorar ou manter o desempenho em determinadas funções mentais, especialmente em pessoas idosas. Uma pesquisa brasileira2, realizada pelo neurocientista Rafael Gomes Firmino, da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), constatou que “a estimulação cognitiva pode ser entendida como uma abordagem ampla que envolve o engajamento em atividades voltadas à melhoria do desempenho cognitivo e social do indivíduo ou do grupo atendido...também se observam avanços no cenário brasileiro quanto aos modelos de intervenção cognitiva aplicados à população idosa.

Estudos com abordagens individualizadas, grupais e intergeracionais têm mostrado eficácia na maximização das funções cognitivas, especialmente nas habilidades de atenção, memória recente, participação social e outros aspectos da cognição2. Por isso, no dia do cérebro, mais que celebrar, cabe a todos nós refletir sobre o que, de fato, podemos fazer para lidar com a velhice de forma saudável.  Outros aspectos que podemos apontar relacionados à estimulação cognitiva são: fortalecer conexões cerebrais, melhorar a memória e a atenção, obter reserva cognitiva, bem-estar emocional e manutenção da autonomia. Sem dúvida, não são tarefas simples nem fáceis, mas devem estar junto de todos com o objetivo de termos uma longevidade saudável. É uma meta a ser trilhada não como um problema e sim uma solução sustentável de saúde pública global.

 

Supera


Referências:

Bebidas energéticas exigem atenção: cardiologista alerta para riscos ao coração

Imagem gerada por Inteligência Artificial
Consumo excessivo, principalmente entre adolescentes e jovens, pode provocar alterações cardiovasculares e comprometer a saúde do coração, afirma especialista da Unimed Araxá 

 

As bebidas energéticas ganharam espaço na rotina de milhões de pessoas como alternativa para enfrentar o cansaço, prolongar o rendimento nos estudos, no trabalho ou durante atividades de lazer. No entanto, o consumo desses produtos, especialmente de forma frequente ou associado ao álcool e ao exercício físico intenso, pode representar riscos importantes para a saúde cardiovascular. O alerta é do cardiologista da Unimed Araxá, Flávio Pacheco Paes, que chama a atenção para os efeitos dos estimulantes presentes nessas bebidas.

 

Segundo o especialista, a combinação de substâncias como cafeína, taurina, guaraná, ginseng, glucuronolactona e açúcar exerce ação direta sobre o sistema cardiovascular. "A cafeína estimula o sistema nervoso e pode aumentar a liberação de adrenalina e noradrenalina. Como consequência, pode elevar a frequência cardíaca, a pressão arterial e a força de contração do coração. Quando associada a outras substâncias estimulantes presentes na bebida, essa resposta pode ser intensificada", explica.

 

Estudos científicos apontam que o consumo de energéticos pode favorecer o surgimento, inclusive, de arritmias. Há ainda relatos de infarto, formação de coágulos e outras complicações cardiovasculares graves após o consumo excessivo. A preocupação é ainda maior em relação aos adolescentes e jovens adultos, público que concentra boa parte do consumo dessas bebidas. De acordo com o Dr. Flávio Pacheco Paes, pesquisas já identificaram alterações no eletrocardiograma de crianças e adolescentes saudáveis após a ingestão de energéticos, mesmo em doses consideradas pequenas. "Embora essas alterações nem sempre provoquem sintomas, elas mostram que o coração dos mais jovens também pode reagir a essas bebidas", destaca.

 

O cardiologista ressalta que o risco aumenta quando os energéticos são consumidos em conjunto com bebidas alcoólicas, drogas ilícitas ou durante atividades físicas intensas. Além de sobrecarregar o sistema cardiovascular, essa associação pode dificultar a percepção dos efeitos do álcool e do próprio cansaço, favorecendo situações de risco. 


Diante desse cenário, o especialista recomenda que crianças e adolescentes evitem o consumo de bebidas energéticas. Pessoas com doenças cardíacas, hipertensão arterial ou histórico familiar de arritmias devem sempre buscar orientação médica. "Para melhorar a disposição, é preferível investir em sono adequado, alimentação equilibrada, atividade física regular e pausas durante o estudo ou o trabalho. As bebidas energéticas não são inofensivas e o consumo excessivo pode representar um risco cardiovascular real", afirma.

 

Merck anuncia chegada de Saizen® ao Brasil com novo dispositivo inteligente para aplicação e ecossistema de suporte ao paciente

  • Medicamento à base de somatropina é voltado para o tratamento da deficiência do hormônio de crescimento (GH)

  • Tecnologia permite facilidade para uso e personalização que contribuem para o tratamento

A Merck, líder em ciência e tecnologia, anuncia a chegada de Saizen® ao mercado brasileiro, ampliando as opções terapêuticas disponíveis para o tratamento com hormônio de crescimento (GH) no país. Mais do que a disponibilidade do medicamento no Brasil, o lançamento traz uma nova experiência de cuidado, combinando tecnologia inteligente para aplicação e um ecossistema digital integrado de suporte que contribui para o acompanhamento contínuo, a adesão ao tratamento e uma jornada mais conectada entre pacientes, cuidadores e profissionais de saúde.

“A chegada de Saizen® ao país reflete um movimento planejado, orientado por uma visão de longo prazo para o cuidado em hormônio de crescimento. O foco é assegurar que médicos, pacientes e cuidadores possam contar com uma opção terapêutica acompanhada de plataformas para um suporte estruturado, informação e previsibilidade para a rotina de tratamento”, afirma Fernando Alem, Diretor de Endocrinologia na Merck Brasil.

Com mais de 30 anos de experiência clínica global e perfil de eficácia e segurança já estabelecido, conforme bula aprovada, o medicamento à base de somatropina é indicado para o tratamento da deficiência de crescimento devido à diminuição ou falta de hormônio do crescimento (GH), Síndrome de Turner em meninas, crianças com deficiência de crescimento associada à insuficiência renal crônica em idade pré-puberal, crianças nascidas pequenas para a idade gestacional sem recuperação adequada do crescimento e adultos com deficiência acentuada de hormônio do crescimento, sempre com orientação e acompanhamento médico 1,2.


Ecossistema integrado de suporte ao paciente e equipe médica

Saizen® vem acompanhado de uma nova proposta de dispositivo inteligente de aplicação, o easypod® 3.0. O objetivo é que ele contribua para simplificar aplicações, registrar doses, acompanhar a adesão ao tratamento e oferecer mais visibilidade sobre a rotina terapêutica3.

Além disso, o programa de suporte personalizado, Endocare, é desenhado para acolher, orientar e acompanhar famílias durante todo o tratamento. Para isso, o paciente tem acesso a lembretes, materiais educativos físicos e digitais, atendimento multicanal (site, 0800, e-mail, SMS e WhatsApp) e acompanhamento virtual da equipe de enfermagem.

Complementando a jornada de cuidado, o lançamento também incorpora um ecossistema digital integrado que conecta pacientes, cuidadores e profissionais de saúde. Por meio do Ecossistema Digital GrowzenTM, que inclui o portal para profissionais de saúde e um aplicativo para cuidadores, equipe médica e pacientes, é possível acompanhar o tratamento com mais visibilidade, acessar conteúdos de apoio e basear decisões clínicas com dados reais de adesão.

"No tratamento da deficiência de hormônio de crescimento, a continuidade e a adesão são determinantes para o sucesso terapêutico ao longo dos anos. Cada dose impacta o resultado final lá na frente. Por isso, ter à disposição dispositivos que automatizam o registro e programas que orientam os cuidadores é de extrema importância para o tratamento. Além disso, essas soluções contribuem para reduzir a carga do cuidado sobre a família e proporcionar maior confortabilidade ao paciente, bem como favorecem intervenções precoces e um acompanhamento mais próximo ao longo do tratamento”, diz Daniela Medeiros, Gerente Médica de Endocrinologia na Merck Brasil.


Merck
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Referências

  1. Bula Saizen®. Disponível em: Link;
  2. Stubbe P, et al. Horm Res 1992;37(suppl 2):28–36;
  3. Manual Easypod® versão 3.

 

Após anos de estudos, médico brasileiro desenvolve a "Teoria do Polvo" para explicar por que a endometriose provoca dor em diferentes partes do corpo

Arquivo Pessoal

Criada pelo cirurgião ginecológico Dr. Igor Chiminacio, a teoria utiliza um modelo visual para facilitar a compreensão da doença e ajudar mulheres a reconhecerem sintomas que vão muito além da cólica menstrual


A endometriose ainda é uma das doenças mais subdiagnosticadas da saúde feminina. Embora atinja cerca de uma em cada dez mulheres em idade reprodutiva, muitas convivem por anos com dores incapacitantes sem compreender a origem dos sintomas. Para tornar essa explicação mais simples e acessível, o ginecologista especialista em endometriose profunda e cirurgia minimamente invasiva, Dr. Igor Chiminacio, desenvolveu um modelo anatômico que vem chamando a atenção de médicos e pacientes: a "Teoria do Polvo".

A proposta transforma a anatomia da pelve feminina em uma imagem de fácil compreensão. Nela, o útero representa a cabeça do polvo e os tecidos que sustentam esse órgão, conhecidos tecnicamente como paramétrios, funcionam como seus tentáculos.

Segundo o especialista, é justamente nesses tecidos de sustentação que a endometriose frequentemente se desenvolve."Durante muitos anos, a doença foi explicada olhando apenas para os focos visíveis da endometriose. Mas o problema vai muito além deles. O tecido onde esses focos surgem é o que transmite a dor para nervos, músculos e outras estruturas da pelve. Quando a paciente entende esse conceito, ela também entende por que sente dor em locais tão diferentes do corpo", explica o médico.

Muito além da cólica

Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelas mulheres é justamente relacionar sintomas aparentemente desconectados à endometriose. Dor nas costas, na lombar, na virilha, nas pernas, no quadril, durante as relações sexuais, ao evacuar ou até durante atividades físicas costumam ser investigadas por diferentes especialistas antes que alguém suspeite da doença.

"Pela teoria do polvo, fica mais fácil compreender que o útero não está 'solto' dentro do corpo. Ele é sustentado por estruturas ricas em colágeno que envolvem vasos sanguíneos e nervos. Quando esses tecidos são acometidos pela endometriose, toda essa rede pode ser afetada, irradiando dor para diferentes regiões."

A proposta não substitui o conhecimento existente, mas traduz conceitos anatômicos complexos para uma linguagem compreensível tanto para pacientes quanto para profissionais da saúde.

Segundo Dr. Igor, o objetivo é facilitar o entendimento da doença e melhorar o reconhecimento dos sintomas ainda nas consultas iniciais.

"Quando a mulher entende onde está a origem da dor, ela consegue descrever melhor seus sintomas. Isso ajuda no raciocínio clínico e pode contribuir para um diagnóstico mais precoce."

O impacto no diagnóstico

Estima-se que mulheres com endometriose convivam entre oito e dez anos até receberem o diagnóstico correto. Nesse período, é comum passarem por diversos especialistas, realizarem inúmeros exames e ouvirem que a dor faz parte do ciclo menstrual.

Para o médico, parte desse atraso acontece porque a doença ainda é frequentemente associada apenas às lesões visíveis, quando, na realidade, o comprometimento dos tecidos profundos pode explicar sintomas muito mais amplos.

 

Arquivo Pessoal Dr. Igor Chiminacio

"Nem toda dor causada pela endometriose aparece exatamente onde está a lesão. A inflamação e a fibrose podem comprometer estruturas importantes da pelve e provocar sintomas à distância."

Além de facilitar a comunicação com pacientes, a Teoria do Polvo também vem sendo utilizada em apresentações científicas e aulas para profissionais da saúde. A proposta busca reforçar a importância de compreender toda a anatomia da pelve durante a investigação da doença, e não apenas identificar focos superficiais de endometriose.

"Quando entendemos como essas estruturas funcionam em conjunto, conseguimos interpretar melhor os sintomas e individualizar o tratamento de cada paciente."

A mulher deve procurar avaliação médica sempre que apresentar sintomas que vão além das cólicas menstruais consideradas leves. Cólicas intensas ou incapacitantes, dor durante as relações sexuais, dor para evacuar ou urinar, principalmente no período menstrual, dor na lombar, virilha, quadril ou pernas relacionadas ao ciclo, dor pélvica persistente e dificuldade para engravidar são sinais de alerta que podem indicar endometriose. Quanto mais cedo esses sintomas forem investigados, maiores são as chances de diagnóstico precoce, tratamento adequado e preservação da qualidade de vida e da fertilidade.

Artigo apresentado no Congresso Global AAGL 2025 em Vancouver:  I Chiminacio, C Obrzut, JF Petry, H Sabadin, The “Octopus Concept” Unifying Adenomyosis and Endometriosis and Understanding the Nerve Entrapment - “the Black Hole Effect”, Journal of Minimally Invasive Gynecology, Volume 32, Issue 11, Supplement, 2025, Page S42, ISSN 1553-4650, https://doi.org/10.1016/j.jmig.2025.09.161. https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1553465025004984



“Corações artificiais”, transplante e medicamentos inovadores ampliam perspectivas de pacientes com insuficiência cardíaca

 

Com tecnologias cada vez mais sofisticadas e tratamentos personalizados, doença deixa de ser sentença; desafio é conscientizar a população sobre a gravidade da doença

 

Durante muito tempo, receber o diagnóstico de insuficiência cardíaca grave era encarado como um caminho sem volta. Hoje, no entanto, a realidade é diferente. Impulsionada por novas pesquisas, tecnologias cada vez mais sofisticadas e tratamentos personalizados, a cardiologia tem conseguido ampliar significativamente a sobrevida e a qualidade de vida de pacientes que convivem com formas avançadas da doença. 

A insuficiência cardíaca ocorre quando o coração perde a capacidade de bombear sangue de forma eficiente para atender às necessidades do organismo. Em estágios mais avançados, o paciente pode apresentar falta de ar ao realizar pequenos esforços ou mesmo em repouso, cansaço intenso, inchaço nas pernas, limitações importantes para atividades do dia a dia e necessidade frequente de hospitalizações.
 

Segundo os cardiologistas Dr. José Paulo Novazzi e Dra. Haissa Assad, do Hospital Santa Catarina - Paulista, embora a insuficiência cardíaca avançada continue sendo uma condição grave, os recursos disponíveis atualmente permitem mudar o curso da doença quando o diagnóstico é realizado precocemente e o tratamento é seguido adequadamente. "Existem muitos tratamentos que podem ser realizados para redução de mortalidade e melhora da qualidade de vida desses pacientes", afirma o Dr. Novazzi. 

O grupo de maior risco inclui pessoas que já sofreram infarto, pacientes com hipertensão arterial, diabetes, doença de Chagas, miocardites, doenças autoimunes e aqueles que receberam o diagnóstico da insuficiência cardíaca de forma tardia. Nesses casos, o acompanhamento especializado é fundamental para evitar a progressão do quadro. 

Dra. Haissa Assad explica que o diagnóstico precoce permite ajustes mais rápidos das medicações, monitoramento das complicações e orientações relacionadas ao estilo de vida, incluindo reabilitação cardíaca e controle adequado da ingestão de líquidos: “Essa estratégia reduz o risco de internações e pode retardar significativamente a evolução da doença”, explica. 

Nos últimos anos, um dos principais avanços ocorreu justamente na ampliação das opções terapêuticas. Além das classes tradicionais de medicamentos, novas drogas passaram a integrar o tratamento, trazendo ganhos importantes em sobrevida e controle dos sintomas. A tendência atual é cada vez mais individualizar a terapia conforme as características de cada paciente.
 

Corações artificiais e novas tecnologias

Outra frente de inovação envolve os dispositivos mecânicos de assistência ventricular, conhecidos popularmente como "corações artificiais". Esses equipamentos auxiliam o funcionamento do ventrículo esquerdo em pacientes com insuficiência cardíaca avançada e podem servir como ponte para o transplante ou, em alguns casos, como tratamento definitivo. 

“Entre os principais avanços estão os dispositivos de assistência ventricular de longa duração, como o HeartMate 3, que pode ser usado como ponte para transplante e também como terapia de destino para pacientes que possuem contraindicação ao transplante cardíaco", destaca o Dr. José Paulo Novazzi. 

Além disso, tecnologias como a terapia de ressincronização cardíaca vêm transformando o dia a dia de pacientes selecionados, melhorando sintomas, capacidade funcional e qualidade de vida. O uso crescente de recursos tecnológicos também tem favorecido diagnósticos mais precoces e acompanhamento mais eficiente da evolução clínica.
 

Transplante ainda é referência

Mesmo diante desse cenário de inovação, o transplante cardíaco ainda é a principal referência para casos de insuficiência cardíaca avançada que não respondem ao tratamento clínico de forma adequada: "O transplante é a terapia padrão-ouro para a insuficiência cardíaca avançada, devido à sua maior sobrevida dentre as terapias atuais", destaca Dr. Novazzi. 

Um dos desafios, porém, continua sendo a conscientização da população sobre a gravidade da doença. Muitas vezes, pacientes não aderem integralmente ao tratamento por não compreenderem os riscos envolvidos. "A insuficiência cardíaca sem terapia otimizada mata mais do que o câncer", alerta o cardiologista do Hospital Santa Catarina - Paulista.

Prevenção é o caminho

Embora a perspectiva seja de esperança, a prevenção não pode ficar de lado. Mesmo que os avanços da medicina tenham ampliado significativamente as possibilidades terapêuticas, controlar fatores de risco como hipertensão, diabetes, colesterol elevado e obesidade continua sendo a melhor estratégia. 

“Prevenir é sempre o melhor caminho. A prática regular de atividade física, alimentação equilibrada e acompanhamento médico periódico permanecem fundamentais para proteger a saúde do coração e evitar que a insuficiência cardíaca avance para estágios mais graves”, conclui a Dra. Haissa Assad.

 

Dia Mundial do Cérebro: cinco hábitos que ajudam a preservar a saúde cerebral após os 50 anos


Dia Mundial do Cérebro: confira os hábitos que ajudam a preservar a saúde cerebral.
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Leitura, aprendizado contínuo, jogos, atividades criativas e convivência social estimulam o cérebro e contribuem para um envelhecimento mais saudável  


Celebrado em 22 de julho, o Dia Mundial do Cérebro chama a atenção para a importância dos cuidados com a saúde cognitiva ao longo da vida. O tema ganha ainda mais relevância diante do envelhecimento da população e do aumento dos casos de demência em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 57 milhões de pessoas viviam com demência em 2021. A estimativa é de que quase 10 milhões de novos casos sejam registrados todos os anos, tornando a doença uma das principais causas de incapacidade entre idosos e a sétima principal causa de morte no mundo. 

O envelhecimento não significa, necessariamente, perda importante da memória ou desenvolvimento de demência. Mesmo com as mudanças naturais da idade, o cérebro continua capaz de desenvolver novas conexões. Esse processo, conhecido como neuroplasticidade, reforça a importância de manter a mente ativa para preservar memória, cognição e autonomia ao longo do envelhecimento. 

De acordo com o Dr. Tiago Garcia de Oliveira, neurologista especialista em Distúrbios do Movimento da MedSênior, manter a mente estimulada é tão importante quanto cuidar da saúde física. 

“O cérebro precisa ser constantemente desafiado. Quanto mais variadas forem as atividades cognitivas realizadas ao longo da vida, maior tende a ser a reserva cognitiva, que funciona como um fator de proteção diante do envelhecimento e de algumas doenças neurodegenerativas”, explica.
 

 

Cinco hábitos para manter o cérebro ativo 

Assim como o corpo, o cérebro também precisa ser exercitado. Confira cinco hábitos recomendados pelo especialista para preservar a saúde cerebral.
 

1. Cultive o hábito da leitura

Livros, jornais e revistas estimulam linguagem, memória e interpretação. Reservar alguns minutos do dia para a leitura já representa um importante exercício para o cérebro.
 

2. Nunca pare de aprender

Aprender um novo idioma, tocar um instrumento musical ou desenvolver uma nova habilidade estimula áreas cerebrais relacionadas ao aprendizado, à memória e à resolução de problemas.
 

3. Exercite o raciocínio com jogos

Jogos da memória, quebra-cabeças, sudoku, palavras cruzadas, caça-palavras, dama, xadrez e bingo ajudam a exercitar atenção, concentração, memória e raciocínio lógico, além de proporcionarem lazer e interação.
 

4. Mantenha uma vida social ativa e exercite a criatividade

Conversar, participar de grupos, frequentar oficinas e realizar atividades em equipe estimulam diferentes funções cognitivas e ajudam a reduzir o isolamento social. Atividades como pintura, música, artes manuais e outras experiências criativas também ativam diferentes áreas do cérebro, favorecem o aprendizado e promovem bem-estar emocional.

Na MedSênior, esse estímulo acontece por meio das Oficinas de Saúde, como a Cabeça Boa, que reúne exercícios cognitivos e atividades em grupo para fortalecer memória, atenção e outras funções mentais. A operadora também oferece oficinas de arteterapia e outras iniciativas que incentivam a criatividade, a expressão e a convivência entre os participantes, contribuindo para a manutenção da saúde cerebral, da autonomia e da qualidade de vida durante o envelhecimento.
 

5. Cuide também da saúde do corpo
 

Atividade física regular, sono de qualidade, alimentação equilibrada e o controle de doenças como hipertensão, diabetes e colesterol elevado também ajudam a preservar a saúde cerebral. 

“Não existe uma atividade isolada capaz de prevenir o declínio cognitivo. O que faz diferença é a combinação de hábitos saudáveis mantidos ao longo do tempo. Essa estratégia é respaldada por evidências científicas, como o estudo LatAm-FINGERS, publicado em 2026 na revista The Lancet, que mostrou benefícios de uma intervenção multidimensional para preservar a cognição em idosos com maior risco de demência. O cérebro responde muito bem quando é estimulado continuamente e associado a uma rotina fisicamente ativa e socialmente integrada”, destaca o neurologista. 

Para o especialista, preservar a saúde cerebral depende da combinação entre estímulos cognitivos, criatividade, interação social e hábitos saudáveis ao longo da vida. 

“Quando aliamos desafios cognitivos, interação social e atividades que despertam interesse e prazer, criamos um ambiente muito mais favorável para a manutenção da saúde cerebral. Envelhecer de forma saudável não significa apenas viver mais, mas preservar a capacidade de aprender, tomar decisões, manter relacionamentos e seguir participando ativamente da própria vida”, conclui.


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Problemas na coluna: conheça 5 hábitos para acabar com as dores

Especialista explica como prevenir dores, desgastes e reduzir o risco de quedas com hábitos simples no dia a dia


É comum associarmos dores e comorbidades nas costas ao envelhecimento. Afinal, durante a terceira idade, o corpo humano perde massa muscular e densidade óssea, o que resulta em lesões e desgaste desde as articulações até a cervical. Quando ignorados, os problemas na região podem comprometer a mobilidade, provocar tonturas, reduzir o equilíbrio e aumentar o risco de quedas.

 

Segundo um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), problemas na coluna acometem principalmente pessoas acima dos 50 anos, mas muitas alterações começam por volta dos 35 e evoluem de forma silenciosa. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) mostram que 18,5% da população adulta brasileira sofre com dores cervicais, percentual ainda maior entre idosos.

 

De acordo com a enfermeira da rede de franquias Cuidare, Dulce dos Santos Silva, "manter o corpo ativo é uma das formas mais eficazes de preservar a saúde da coluna e garantir mais autonomia durante o envelhecimento”. Ela ainda pontua que os exercícios devem fazer parte da rotina. Caminhada, pilates, musculação supervisionada, hidroginástica e alongamentos são “opções muito bem-vindas”, completa.

 

Para evitar essas e outras comorbidades, Santos listou 5 hábitos para preservar a saúde da cervical.

 

 

Durma com a coluna alinhada: utilize um colchão e um travesseiro adequados para manter a coluna alinhada durante o sono.

 

Controle o peso corporal: o excesso de peso aumenta a sobrecarga sobre a coluna e favorece dores e desgastes.

 

Pratique exercícios regularmente: fortaleça a musculatura que sustenta a coluna e preserve a mobilidade.

 

Manter uma boa postura no dia a dia: ao sentar, caminhar ou usar celular e computador, mantenha a cabeça alinhada aos ombros.

 

Faça pausas e alongamentos: levante-se periodicamente, caminhe e alongue o pescoço e as costas para reduzir tensões musculares.

 

Santos ressalta que, caso a dor persista por vários dias ou venha acompanhada de sintomas – como dormência, perda de força ou tonturas –, é fundamental que haja a busca pela assistência médica. Segundo ela, o diagnóstico precoce aumenta as chances de um tratamento eficaz e ajuda a preservar a independência e a qualidade de vida na terceira idade.


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