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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Férias de julho: confira 15 cuidados antes de pegar a estrada e deixar a casa vazia

Planejamento antes de pegar a estrada é fundamental para reduzir riscos durante o período de descanso

 

As férias de julho aumentam o fluxo nas rodovias e o número de residências vazias durante alguns dias. Antes de viajar, especialistas recomendam um checklist que vai além das malas: revisar o carro, verificar as condições das estradas, reforçar a segurança da casa e conferir documentos e serviços que podem ser úteis em caso de imprevistos. 

"O planejamento da viagem começa antes de ligar o carro. Pequenas medidas preventivas reduzem riscos e evitam transtornos durante o período de descanso", afirma Saint'Clair Lima, diretor de Produtos da Bradesco Seguros. 

No caso do automóvel, a recomendação é revisar pneus, freios, iluminação, bateria e documentação antes de pegar a estrada. Também vale conferir o que está coberto pelo seguro. O Seguro Auto da Bradesco Seguros pode incluir proteção para colisão, roubo e furto, danos causados a terceiros (responsabilidade civil), acidentes pessoais de passageiros e assistência 24 horas, com serviços como reboque, chaveiro, troca de pneus e socorro mecânico, conforme as coberturas contratadas.

Já para quem vai deixar a residência fechada durante o período da viagem, algumas medidas simples, como desligar aparelhos elétricos desnecessários, fechar o registro de água, verificar portas e janelas e evitar divulgar a viagem nas redes sociais, ajudam a reduzir riscos. Além disso, é importante conhecer as coberturas da apólice contratada.

No Seguro Residencial Bradesco, as coberturas podem contemplar situações como incêndio, queda de raio, explosão, danos elétricos, vendaval, roubo e furto qualificado, entre outras. O seguro também oferece assistências residenciais, com serviços emergenciais como eletricista, encanador, chaveiro e vidraceiro e diversos outros serviços que oferecem comodidade para pequenos reparos e manutenção do lar, de acordo com o plano contratado.

É importante lembrar que, além do amparar a casa habitual, que estará desocupada no período de férias, o Seguro Residencial também ampara casas de veraneio, quando contratada apólice específica para o local, com soluções que visam garantir a proteção do imóvel para que ele esteja sempre pronto para receber a família e ser o lar de novas histórias.

"Prevenção continua sendo a melhor forma de reduzir riscos. Quando ela vem acompanhada de uma proteção adequada, como um seguro que atenda às necessidades de cada cliente, é possível aproveitar as férias com mais tranquilidade e segurança", conclui Saint'Clair Lima.

 

Guia de serviço - checklist antes de viajar

Para o carro

  • Faça a revisão preventiva (freios, pneus, bateria, óleo e iluminação).
  • Confira a documentação do veículo e da CNH.
  • Consulte a previsão do tempo e as condições das rodovias.
  • Leve triângulo, macaco, estepe e ferramentas em boas condições.
  • Tenha contatos de emergência facilmente acessíveis.
  • Antes de sair, confira quais serviços de assistência estão disponíveis caso ocorra um imprevisto na estrada.


Para a residência

  • Verifique portas, portões e janelas.
  • Feche o registro de água, quando possível.
  • Desligue equipamentos elétricos que não precisam permanecer ligados.
  • Evite publicar nas redes sociais que a casa ficará vazia.
  • Se possível, peça para um vizinho ou familiar acompanhar o imóvel durante a viagem.


Também vale conferir

  • Telefones de emergência.
  • Documentos pessoais.
  • Medicamentos de uso contínuo.
  • Coberturas dos seguros residencial e do automóvel, para saber quais situações estão protegidas durante a viagem.

"A prevenção continua sendo a principal aliada de quem vai viajar. Revisar o veículo, proteger a residência e conhecer os recursos disponíveis em caso de emergência são medidas simples que fazem diferença para aproveitar as férias com tranquilidade", conclui Saint'Clair Lima.
 


Bradesco Auto/RE     

Feedback que transforma

 

Empresas que utilizam o feedback como ferramenta de desenvolvimento fortalecem a cultura organizacional, aumentam o engajamento das equipes e melhoram os resultados do negócio.

 

Durante muito tempo, o feedback foi associado apenas à correção de erros ou à avaliação de desempenho. No entanto, empresas que buscam alta performance estão ressignificando essa prática e utilizando o diálogo constante como uma das principais ferramentas para fortalecer a cultura organizacional. O resultado é um ambiente mais alinhado, equipes mais engajadas e maior capacidade de crescimento sustentável. Pesquisas da Microsoft WorkLab apontam que empresas com equipes altamente engajadas utilizam comunicação clara, definição de objetivos e ciclos contínuos de feedback para fortalecer a produtividade, a confiança dos colaboradores e a capacidade de retenção de talentos.

Segundo Bruno Castro, consultor de Cultura e Processos organizacionais, da B.Castro Consultoria, um dos maiores desafios enfrentados pelas organizações não está na definição de metas, mas no alinhamento entre a mentalidade das pessoas, os valores da empresa e os comportamentos esperados no dia a dia. “O feedback não deve ser visto como uma conversa para apontar erros. Ele é uma ferramenta de desenvolvimento que aproxima líderes e equipes, fortalece a cultura da empresa e cria clareza sobre o caminho que todos precisam seguir”, afirma.

Sob a perspectiva da neurociência aplicada à liderança, Bruno explica que o primeiro passo é estimular o chamado pensamento superior do colaborador. Isso significa ajudá-lo a compreender não apenas o que faz, mas também por que faz determinada atividade e qual o impacto do seu trabalho para os resultados da empresa. Quando existe esse entendimento, o profissional deixa de executar tarefas de forma automática e passa a atuar com mais autonomia, responsabilidade e senso de pertencimento.

Outro fator determinante é a consolidação dos valores organizacionais. Para o consultor, valores escritos em quadros ou apresentações institucionais têm pouco efeito se não forem praticados diariamente. Cabe à liderança transformar esses princípios em comportamentos concretos por meio de reuniões, conversas individuais, rituais internos e exemplos constantes. É esse processo que torna a cultura organizacional perceptível e vivenciada por toda a equipe.

Nesse contexto, o feedback funciona como um mecanismo de calibração cultural. Por meio dele, a liderança consegue reforçar comportamentos positivos, corrigir desvios antes que se tornem problemas maiores e alinhar expectativas de maneira transparente. Mais do que orientar resultados, o processo também desenvolve empatia. “Quando o colaborador entende o motivo das regras, das mudanças e das cobranças, ele deixa de enxergá-las como decisões pessoais do líder e passa a compreender que fazem parte de uma estratégia para reduzir desperdícios, evitar retrabalho e garantir o crescimento da empresa”, destaca Bruno Castro.

Essa necessidade se torna ainda mais relevante diante das mudanças no mercado de trabalho. Pesquisas recentes mostram que profissionais valorizam ambientes onde existe comunicação transparente, reconhecimento e oportunidades de desenvolvimento contínuo. Empresas que cultivam uma cultura de feedback tendem a formar equipes mais comprometidas, reduzir conflitos internos e aumentar sua capacidade de adaptação em um cenário de constantes transformações.

Para Bruno Castro, organizações de alta performance não são construídas apenas por processos eficientes ou tecnologia de ponta, mas principalmente pela capacidade de desenvolver pessoas. “A cultura não muda por decreto. Ela muda por conversas, exemplos e feedbacks consistentes. Quando líderes utilizam essa ferramenta de forma estratégica, deixam de apenas gerir equipes e passam a formar profissionais preparados para crescer junto com a empresa”, conclui.

 


B.Castro Consultoria

Bruno Castro - Consultor em Processos, Tecnologia e Mentalidade
@bcastro.consultoria
comercial@bcastroconsultoria.com
https://www.bcastroconsultoria.com


Quer ir à Copa de 2030? Descubra quanto você precisa economizar a partir de agora

Especialista estima que viagem de 10 a 12 dias poderá custar cerca de R$ 35 mil por pessoa; planejamento mensal deve começar agora.


O sonho do hexa foi adiado. Com a eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026, o torcedor brasileiro já começa a olhar para 2030. Mas quem pretende acompanhar a Seleção presencialmente na próxima edição precisa iniciar também outro tipo de preparação: a financeira. 

A Copa de 2030 terá Espanha, Portugal e Marrocos como sedes principais. Argentina, Paraguai e Uruguai também receberão partidas comemorativas pelo centenário do Mundial. 

A realização do torneio em diferentes países pode tornar a viagem mais cara, principalmente para quem pretende acompanhar jogos em mais de uma cidade ou atravessar fronteiras durante a competição.

 

Quanto a viagem pode custar?

Embora os preços oficiais dos ingressos ainda não tenham sido divulgados, uma estimativa baseada nos custos atuais indica que uma viagem de 10 a 12 dias poderá custar entre R$ 25 mil e R$ 50 mil por pessoa. 

O valor inclui passagens aéreas, hospedagem, alimentação, ingressos, transporte, seguro-viagem e despesas extras. 

Uma estimativa intermediária seria:

·         Passagens internacionais: R$ 6 mil a R$ 8 mil;

·         Hospedagem: R$ 5 mil a R$ 8 mil;

·         Alimentação: R$ 3,5 mil a R$ 5 mil;

·         Ingressos: R$ 2 mil a R$ 5 mil;

·         Transporte e deslocamentos: R$ 2,5 mil a R$ 4 mil;

·         Seguro, passeios e imprevistos: R$ 5 mil a R$ 7 mil. 

Para uma viagem sem grandes luxos, mas com margem para aumentos de preços e variação cambial, a recomendação é estabelecer uma meta de aproximadamente R$ 35 mil por pessoa.


 

Quanto guardar por mês?


De acordo com o contador, professor e especialista em finanças André Charone, autor do livro A Verdade Sobre o Dinheiro, a viagem deve ser tratada como um projeto financeiro de médio prazo.

 

“Quanto mais cedo o torcedor começar, menor será o impacto mensal sobre o orçamento. O erro seria deixar para organizar tudo na véspera e depender de empréstimos, parcelamentos ou do limite do cartão de crédito”, afirma.

 

Para acumular R$ 35 mil em aproximadamente quatro anos, seria necessário guardar entre R$ 750 e R$ 850 por mês, dependendo da data escolhida para concluir a reserva.

Quem estabelecer uma meta mais econômica, de R$ 25 mil, precisará reservar pouco mais de R$ 500 mensais. Já um orçamento de R$ 50 mil exigiria aportes superiores a R$ 1 mil por mês.

 

Charone recomenda que o dinheiro seja mantido separado da conta utilizada no dia a dia.

 

“Criar uma conta ou investimento específico ajuda a evitar que o valor seja utilizado para outras finalidades. Também é interessante programar transferências automáticas logo após o recebimento do salário”, explica.


 

Onde guardar o dinheiro?


Como a viagem possui uma data definida, a prioridade deve ser a segurança. Aplicações de renda fixa com baixo risco e liquidez podem ser mais adequadas do que investimentos sujeitos a fortes oscilações.

 

“O objetivo não é tentar multiplicar rapidamente o dinheiro. É garantir que ele esteja disponível quando chegar o momento de comprar as passagens, reservar os hotéis e adquirir os ingressos”, diz Charone.

 

O especialista também alerta que a reserva destinada à Copa não deve substituir a reserva de emergência.

 


Viagem por dois continentes pode superar R$ 50 mil


Quem pretende assistir a uma partida comemorativa na América do Sul e depois seguir para Europa ou Marrocos deverá preparar um orçamento maior.

 

Nesse cenário, considerando novas passagens, hospedagens e deslocamentos, o custo poderá ficar entre R$ 50 mil e R$ 70 mil por pessoa.

 

Para Charone, o principal aliado do torcedor ainda é o tempo. 

 

“Grandes objetivos financeiros são construídos por pequenas decisões repetidas durante vários meses. Quem começar agora poderá chegar a 2030 preocupado apenas com o desempenho da Seleção, e não com a fatura do cartão”, conclui.




André Charone - contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA). É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e centenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional. Seu mais recente trabalho é o livro "Empresário Sem Fronteiras: Importação e Exportação para pequenas empresas na prática", em que apresenta um guia realista para transformar negócios locais em marcas globais. A obra traz passo a passo estratégias de importação, exportação, precificação para mercados externos, regimes tributários corretos, além de dicas práticas de negociação e prevenção contra armadilhas no comércio internacional.
Disponível em versão física: https://loja.uiclap.com/titulo/ua111005/
digital: https://play.google.com/store/books/details?id=nAB5EQAAQBAJ&pli=1
Instagram: @andrecharone


LinkedIn, reuniões online e redes sociais: a primeira impressão nunca aconteceu tão cedo

 
Você entra em uma sala para uma entrevista de emprego, inicia uma reunião importante ou participa de uma videoconferência. Antes mesmo de dizer a primeira palavra, quem está do outro lado já começou a formar uma opinião sobre você. Competente, confiável, criativo, inseguro ou autoritário: essas percepções surgem em poucos segundos e podem influenciar desde oportunidades profissionais até a qualidade dos relacionamentos pessoais.

Esse fenômeno, conhecido como efeito da primeira impressão, ganhou ainda mais relevância em uma sociedade em que grande parte dos contatos começa por uma foto de perfil, um vídeo nas redes sociais ou uma reunião online. A imagem passou a anteceder a conversa e, muitas vezes, determina a disposição das pessoas em ouvir o que será dito.

Uma pesquisa conduzida pela especialista em comportamento humano Vanessa Van Edwards aponta que cerca de 40% das pessoas afirmam formar uma primeira impressão nos primeiros sete segundos de contato. Nesse curto intervalo, o cérebro interpreta sinais como postura, expressão facial, aparência e linguagem corporal para construir percepções sobre credibilidade, simpatia e até mesmo competência, e é justamente nesse contexto que o visagismo vem ganhando espaço.

Muito além da questão estética, o visagismo utiliza elementos como corte de cabelo, cores, linhas, volumes e proporções para alinhar a imagem à personalidade, aos objetivos e à mensagem que cada pessoa deseja transmitir. Para Robison Daniel Veiga Rodrigues, cabeleireiro e especialista em visagismo com mais de 25 anos de experiência, a aparência funciona como uma linguagem silenciosa, capaz de reforçar - ou contradizer - aquilo que a pessoa pretende comunicar. "Antes mesmo de alguém falar sobre sua experiência ou seus valores, o cérebro de quem observa já interpreta sinais visuais. Nesse aspecto, o visagismo não serve para criar personagens, mas para reduzir a distância entre quem a pessoa realmente é e aquilo que sua imagem comunica", explica Rodrigues.

Segundo o especialista, um dos erros mais comuns é seguir tendências de moda ou de beleza sem considerar se elas fazem sentido para a identidade de cada indivíduo. "Nem todo corte, cor ou estilo que está em alta vai fortalecer a imagem daquela pessoa. O mais importante é perguntar: essa aparência comunica exatamente o que eu quero transmitir? A imagem precisa estar alinhada ao propósito, e não apenas à tendência", afirma.

Esse alinhamento se torna ainda mais relevante em ambientes profissionais. Um advogado, um médico ou um executivo, por exemplo, podem precisar transmitir segurança e autoridade. Já profissionais da área criativa, empreendedores ou comunicadores frequentemente buscam demonstrar inovação, acessibilidade e autenticidade. Não existe um padrão universal, mas escolhas visuais que reforçam diferentes objetivos.

As primeiras impressões também influenciam situações do cotidiano, como entrevistas de emprego, apresentações, reuniões comerciais, palestras e processos de networking. Embora não definam completamente quem uma pessoa é, elas estabelecem um ponto de partida que pode facilitar - ou dificultar - a construção da confiança. "Quando existe coerência entre aparência, comportamento e discurso, a comunicação acontece de forma muito mais natural. Já quando a imagem transmite uma mensagem diferente daquela que a pessoa pretende passar, normalmente ela precisa investir muito mais tempo para desconstruir essa percepção inicial", destaca o visagista.

A transformação digital ampliou ainda mais esse desafio. Hoje, o primeiro contato nem sempre acontece presencialmente. Fotografias profissionais, perfis no LinkedIn, vídeos, redes sociais e reuniões virtuais passaram a funcionar como verdadeiros cartões de visita. Para Robison, isso fez com que o visagismo passasse a integrar a estratégia de posicionamento pessoal e profissional. "Nossa imagem já não está apenas no ambiente físico. Ela está nas redes sociais, nas videoconferências, nos conteúdos que publicamos e na forma como nos apresentamos digitalmente, e compreender o impacto da própria imagem significa entender como ela influencia conexões, oportunidades e relacionamentos”, conclui.


Viagem internacional ou destino nacional? O que avaliar antes de escolher o destino das férias

Educadora financeira explica quando uma viagem internacional continua valendo a pena, quais alternativas podem fazer mais sentido e como evitar que as férias se transformem em dívidas

 

O mês de julho é sinônimo de férias escolares para milhares de famílias brasileiras, um período tradicionalmente marcado por viagens, passeios e momentos de lazer. Mas, na hora de definir o destino, uma dúvida costuma surgir: vale mais a pena investir em uma viagem internacional ou aproveitar um destino dentro do Brasil? 

A escolha entre viajar para fora ou permanecer no país vai muito além do preço das passagens. Custos com hospedagem, alimentação, transporte, passeios e compras devem entrar na conta antes da decisão, além da capacidade financeira da família de absorver esse gasto sem comprometer outros objetivos. 

Segundo Daiane Alves, educadora financeira da Neon, o primeiro passo é avaliar o impacto da viagem no orçamento e entender qual opção faz mais sentido para o momento financeiro da família. "É natural que muitas pessoas fiquem receosas quando temos variações cambiais, por exemplo, mas o mais importante é não tomar decisões precipitadas". 

A especialista explica que, em muitos casos, optar por um destino nacional pode representar uma alternativa mais vantajosa. Além de reduzir a exposição ao câmbio, a escolha permite maior flexibilidade para encontrar promoções em passagens, hospedagem e passeios. "Trocar uma viagem internacional por um destino brasileiro não significa abrir mão das férias. Muitas vezes, essa decisão preserva a saúde financeira da família e ainda proporciona uma experiência igualmente satisfatória". 

Para quem já comprou passagens ou mantém a viagem ao exterior, Daiane recomenda atenção especial aos gastos no destino. Alimentação, transporte, compras e passeios também são afetados pela valorização da moeda e podem elevar significativamente o custo final da viagem. 

Entre as orientações da especialista estão: definir um teto de gastos antes do embarque, evitar compras por impulso, pesquisar atrações gratuitas e priorizar pagamentos à vista sempre que possível para reduzir o risco de voltar das férias com dívidas. 

Outra recomendação é não recorrer ao crédito apenas para viabilizar a viagem. "Parcelar uma viagem ou mesmo utilizar o cartão de crédito para pagar os consumos durante a viagem pode parecer uma solução prática e confortável no momento da compra, mas é importante lembrar que essas parcelas continuarão comprometendo o orçamento por muitos meses e nos casos de utilização no exterior ainda tem a cobrança de IOF e o risco de o dólar subir até o dia de fechamento da fatura, o que pode gerar uma surpresa desagradável. O ideal é que as férias terminem nas lembranças, e não na fatura do cartão ". 

Para quem decidiu adiar os planos internacionais, a educadora financeira ressalta que o período pode ser uma oportunidade para começar um planejamento mais estruturado. "Criar uma reserva específica para viagens permite acompanhar a evolução do objetivo e reduz a dependência das oscilações do câmbio. Quem se organiza com antecedência consegue aproveitar promoções, comprar moeda aos poucos e viajar com muito mais tranquilidade."


A dupla experiência no inverno patagônico em Caviahue e Copahu

Crédito: Turismo Neuquén


A poucos quilômetros de distância na cordilheira andina, duas vilas de montanha oferecem uma combinação que poucas regiões do mundo podem oferecer: em Caviahue, 22 quilômetros de pistas de esqui e bosques de araucárias centenárias cobertas de neve; em Copahue, águas termais surgidas das entranhas de um vulcão ativo que borbulham a céu aberto enquanto a temperatura cai a zero. Juntas, Caviahue e Copahue constroem uma proposta de inverno completa com adrenalina, natureza primitiva e descanso profundo, dentro do Parque Provincial Copahue, em Neuquén, Patagônia Argentina.

 

Caviahue: a Vila da Neve da Patagônia

Conhecida como o "Pueblo Nieve" da Patagônia, Caviahue está localizada a 1.650 metros de altitude na cordilheira do norte da província de Neuquén, dentro de uma área natural protegida. Seu centro de ski conta com 13 meios de elevação, 22 pistas em 325 hectares de superfície esquiável, e uma característica que a distingue das grandes estações: a pista começa a poucos passos do centro da vila, permitindo que os hóspedes cheguem caminhando a partir da maioria dos alojamentos.

 

A temporada de inverno vai do final junho a início de outubro, com julho e agosto sendo os meses de melhores condições de neve. A alta altitude do destino, situado em plena alta cordilheira, garante nevadas abundantes e consistentes ao longo da temporada. O entorno natural é igualmente extraordinário: bosques pré-históricos de araucárias, o lago Caviahue (um dos nove lagos ácidos do mundo), e um horizonte dominado pela silhueta do vulcão Copahue, ainda ativo, completam a paisagem.

 

Atividades disponíveis no inverno:

  • Esqui e snowboard em 22 pistas para todos os níveis
  • Passeios com raquetes de neve entre bosques de araucárias milenárias
  • Excursões de moto de neve com visitas a atrações naturais e termais
  • Trenós puxados por cães
  • Travessias à Laguna del Chancho em veículos especiais com esteiras, substituem as rodas tradicionais por sistemas de lagartas (esteiras), distribuindo o peso do veículo para evitar atolamentos em terrenos extremos.  

Copahue: Termas na Neve

A apenas 17km de Caviahue, a vila de Copahue guarda um dos segredos mais bem guardados da Patagônia: no inverno, quando a neve cobre completamente o vilarejo e o acesso só é possível em veículos com esteiras, as águas termais continuam brotando do solo a temperaturas elevadas, criando um contraste de tirar o fôlego. Mergulhar nas Termas de Copahue enquanto a paisagem ao redor está coberta de branco e as fumarolas do vulcão pintam o ar com vapores etéreos é uma experiência que só acontece, com essa combinação, em pouquíssimos lugares do planeta. 

 

O produto "Termas na Neve" está consolidado como um dos mais originais da cordilheira neuquina. O Ente Provincial de Termas oferece imersões na Laguna del Chancho, cujas lamas emergem rodeadas de manto branco, massagens com óleos, máscaras de algas e banhos noturnos sob as estrelas. A gastronomia local completa a proposta de bem-estar. 

 

Experiências de bem-estar disponíveis:

  • Banhos termais mineromedicinais ao ar livre no coração do inverno
  • Imersão na Laguna del Chancho com lamas vulcânicas
  • Massagens terapêuticas e máscaras de algas
  • Banhos noturnos sob o céu estrelado da cordilheira

 

Curiosidades sobre a região


O único lago ácido da Patagônia. O Lago Caviahue é um dos nove lagos ácidos do mundo, com águas cristalinas e frias que mudam de tonalidade conforme a luz do dia e o ângulo de visão. No inverno, cercado de gelo e neve, o lago compõe uma das paisagens mais singulares da Argentina.


Araucárias: fósseis vivos na neve. As florestas de araucárias que cercam Caviahue são compostas por árvores que remontam à era dos dinossauros, algumas com mais de 1.000 anos. São um dos poucos lugares do mundo onde é possível esquiar ou caminhar com raquetes entre exemplares desse patrimônio natural vivo.


Termas que competem com Islândia e Japão. O presidente do Ente Provincial de Termas de Neuquén compara a experiência de Copahue no inverno com destinos termais icônicos do Hemisfério Norte: água quente a céu aberto, fumarolas vulcânicas e neve ao redor. A diferença é que Copahue fica a apenas quatro horas da cidade de Neuquén.


Reconhecimento da ONU Turismo. Em 2025, Caviahue-Copahue recebeu reconhecimento especial da Organização Mundial do Turismo (ONU Turismo) por meio do concurso Best Tourism Villages, distinção que reconhece vilarejos de baixa densidade demográfica como exemplos de turismo rural sustentável. O destino foi destacado, entre outros fatores, pelo compromisso de seus habitantes com a preservação ambiental.


Um vulcão ativo como pano de fundo. O vulcão Copahue está ativo, e isso não é um detalhe secundário. As fumarolas e a atividade geotérmica são precisamente o que alimenta as termas e cria a paisagem surreal de vapor sobre a neve.


Neve com vista para dentro do vilarejo. No inverno, Copahue fica completamente coberta de neve, os telhados das casas mal aparecem.

 

Informações Práticas

Melhor época de inverno: julho e agosto (pico da neve); temporada de junho a outubro.

Como chegar: A forma mais prática é voar a partir de Buenos Aires, com conexão para Neuquén Capital (NQN) ou para o Aeroporto de Chapelco (CPC), em San Martín de los Andes. A partir de Neuquén Capital, o trajeto terrestre até o destino é de aproximadamente 360 km, por rodovias totalmente pavimentadas (RN 22, RN 40, RP 21 e RP 26).

Acesso a Copahue no inverno: obrigatoriamente por veículo com esteiras (oferecido por agências locais a partir de Caviahue). 

Estadia recomendada: mínimo de 3 dias para combinar atividades na neve e termas.

Alojamento: ampla gama em Caviahue, de pousadas familiares a hotéis. Reserva antecipada recomendada para fins de semana e feriados de inverno.

Mais informações: turismo.neuquen.gob.ar


Neuquén Tur

O vasto distrito de Neuquén, localizado na Patagônia argentina, com uma extensão territorial de 94.078 km², possui a maior superfície de neve do país e é permeado por majestosas montanhas, vulcões ativos e inativos, termas medicinais, lagos imponentes, bosques, vinhedos, entre outros inúmeros espetáculos que a farta natureza local oferece. A província é um prato cheio para amantes de esportes radicais e natureza, mas também de gastronomia, turismo rural, bem-estar, viagem a dois ou em família. Sua capital homônima, fundada em 1904 e com atualmente aproximadamente 300 mil habitantes, é a cidade mais povoada da Patagônia e um importante centro econômico e cultural. Outras atrações importantes da província incluem San Martin de los Andes, Chapelco, Vila Angostura, Vila Traful, Rota dos Sete Lagos, Caviahue, Lago Hermoso.

 

Interamerican Network

 

Tarifaço chinês chega ao Brasil e frigoríficos já sentem o impacto

Embarques brasileiros já comprometem praticamente toda a cota anual de carne bovina, enquanto empresas reduzem operações e buscam novos mercados.



O chamado “tarifaço chinês” já começa a produzir efeitos concretos no Brasil. Frigoríficos estão reduzindo abates, suspendendo embarques e concedendo férias coletivas diante do risco de ultrapassarem a cota estabelecida pela China para a carne bovina brasileira.

 

Para o professor universitário e mestre em Negócios Internacionais André Charone, o problema vai além da tarifa.

 

“O maior risco não está apenas no imposto cobrado pela China, mas na dependência brasileira de um único comprador. Quando quase metade das exportações de um produto está concentrada em um país, qualquer mudança nas regras comerciais pode afetar frigoríficos, pecuaristas, trabalhadores e cidades inteiras”, explica.

 

A China fixou para o Brasil uma cota anual de aproximadamente 1,106 milhão de toneladas. Dentro desse limite, a carne brasileira permanece sujeita à tarifa normal de importação. Acima dele, passa a incidir uma sobretaxa adicional de 55 pontos percentuais, elevando a tributação total para cerca de 67%.

 

Na prática, essa cobrança pode tornar comercialmente inviáveis os embarques que excederem a cota.


 

Brasil já ultrapassou o limite?


Os embarques realizados pelo Brasil até junho já alcançaram um volume equivalente ou muito próximo da cota disponível para todo o ano de 2026. Por isso, frigoríficos e analistas consideram que o limite está praticamente esgotado.

A ultrapassagem, no entanto, ainda pode não aparecer integralmente nos dados oficiais chineses.

 

Isso acontece porque o Brasil registra a exportação no momento em que a carga deixa o país, enquanto a China contabiliza a mercadoria quando ela chega e é desembaraçada em seus portos. Como o transporte marítimo pode durar cerca de 40 dias, existe uma defasagem entre os dois registros.

 

Assim, a situação mais precisa é: o Brasil ainda pode não aparecer oficialmente acima da cota chinesa, mas os embarques já realizados e as cargas em trânsito comprometem praticamente todo o limite anual.

 

Novos carregamentos correm o risco de chegar à China depois do preenchimento da cota e serem atingidos pela tarifa adicional.


 

Frigoríficos já reduzem operações


Diante da incerteza, empresas do setor começaram a reduzir a produção, rever escalas e suspender temporariamente parte dos embarques.

 

A medida também pode atingir os pecuaristas. Com menos espaço para exportar, os frigoríficos tendem a diminuir a compra de animais, pressionando o preço da arroba e reduzindo a renda dos produtores.

 

Parte da carne que deixaria de ser enviada à China poderá ser direcionada ao mercado brasileiro. Isso pode aumentar a oferta interna e contribuir para uma redução de preços, mas não significa que o consumidor encontrará imediatamente carne mais barata nos supermercados.

 

“Entre o preço pago ao produtor e o valor encontrado na prateleira existem custos com transporte, energia, processamento, armazenamento, impostos e distribuição. A pressão de queda pode aparecer primeiro no campo e demorar a chegar ao consumidor”, afirma Charone.


 

Dependência da China amplia o problema


Em 2025, o Brasil exportou aproximadamente 1,7 milhão de toneladas de carne bovina para a China. A cota estabelecida para 2026 é, portanto, cerca de 35% inferior ao volume comercializado no ano anterior.

 

Apesar do apelido de “tarifaço chinês”, a medida não foi criada exclusivamente contra o Brasil. A China também estabeleceu limites para países como Austrália, Argentina, Uruguai, Nova Zelândia e Estados Unidos, sob a justificativa de proteger seus próprios pecuaristas.

 

O Brasil, contudo, é um dos países mais afetados porque a China recebe quase metade das exportações brasileiras de carne bovina.

 

“Relações comerciais não são relações de amizade. Os países defendem seus próprios interesses econômicos. Mesmo sendo uma parceira estratégica do Brasil, a China adotará medidas protecionistas sempre que considerar necessário proteger sua produção interna”, avalia o especialista.


 

Não existe substituto imediato


O Brasil pode ampliar as vendas para Estados Unidos, Europa, Oriente Médio e outros países asiáticos. Nenhum desses mercados, porém, possui isoladamente a mesma capacidade de compra da China.

 

A abertura de novos destinos também exige negociações sanitárias, habilitação de frigoríficos, adaptação dos produtos, contratos e estrutura logística.

Para André Charone, o episódio deixa uma lição importante para o comércio exterior brasileiro.

 

“Diversificar mercados precisa ser uma estratégia permanente. Uma empresa pode bater recordes de vendas e, ainda assim, estar em uma situação perigosa quando depende de um único cliente. A mesma lógica vale para um país.”

 

O tarifaço não encerra o comércio de carne entre Brasil e China. Mas o esgotamento da cota ainda no primeiro semestre mostra como a dependência de um grande comprador pode transformar rapidamente recordes de exportação em risco para toda a cadeia produtiva. 

 



André Charone - contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA). É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e centenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional. Seu mais recente trabalho é o livro "Empresário Sem Fronteiras: Importação e Exportação para pequenas empresas na prática", em que apresenta um guia realista para transformar negócios locais em marcas globais. A obra traz passo a passo estratégias de importação, exportação, precificação para mercados externos, regimes tributários corretos, além de dicas práticas de negociação e prevenção contra armadilhas no comércio internacional.
Disponível em versão física: https://loja.uiclap.com/titulo/ua111005/
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