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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Frio aumenta a fome? Entenda o que acontece com o organismo no inverno

 

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 SolStock
Especialista do Senac EAD explica como a educação alimentar contribui para hábitos mais conscientes durante a estação

 

Com a chegada do inverno, é comum que pratos quentes, massas, doces e outras preparações mais calóricas ganhem espaço na rotina. As temperaturas mais baixas alteram o comportamento e o funcionamento do organismo, aumentando a sensação de fome e a busca por alimentos que proporcionam conforto. Apesar disso, é possível aproveitar os sabores típicos da estação sem abrir mão de uma alimentação equilibrada.
 

Além da necessidade do corpo de produzir mais energia para manter a temperatura corporal, fatores como a menor exposição à luz solar, a redução das atividades físicas e o maior tempo em ambientes fechados influenciam diretamente as escolhas alimentares durante o inverno. Nesse cenário, compreender esses processos é fundamental para evitar excessos e preservar a saúde. 

Segundo Tyelle Panatta Wiggers, professora do Senac EAD Santa Catarina, o aumento do consumo de alimentos no inverno é resultado da combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. "O organismo tende a estimular o apetite nessa época do ano, mas isso não significa que precisamos consumir grandes quantidades de alimentos calóricos. O mais importante é buscar equilíbrio e fazer escolhas conscientes, respeitando os sinais de fome e saciedade", explica. 

Entre as estratégias recomendadas pela especialista estão substituir saladas frias por preparações quentes, como legumes assados, sopas e caldos; incluir proteínas e alimentos ricos em fibras nas refeições para aumentar a saciedade; manter uma boa hidratação, mesmo com a diminuição da sensação de sede; e valorizar alimentos da estação, que costumam apresentar melhor qualidade nutricional e menor custo. 

Outro ponto importante é compreender a diferença entre a fome fisiológica e a vontade de comer motivada pelo frio ou por fatores emocionais. Enquanto a fome fisiológica surge de forma gradual e pode ser satisfeita por diferentes alimentos, a fome emocional costuma aparecer de maneira repentina e direcionada a alimentos específicos, geralmente ricos em açúcar e gordura. 

A especialista reforça ainda que pratos tradicionais do inverno não precisam ser excluídos da alimentação. "Uma alimentação saudável não é baseada em restrições, mas em equilíbrio. É perfeitamente possível consumir receitas típicas da estação quando elas fazem parte de uma refeição variada, com boas fontes de proteínas, legumes, verduras e porções adequadas", destaca. 

Outro cuidado essencial durante os meses mais frios é manter hábitos que favoreçam o funcionamento do sistema imunológico. Embora frutas, verduras, proteínas, oleaginosas e alimentos ricos em vitaminas e minerais sejam importantes para a saúde, Tyelle ressalta que nenhum alimento, isoladamente, é capaz de fortalecer a imunidade. "O que realmente faz diferença é a construção de um padrão alimentar saudável, aliado à hidratação, ao sono de qualidade, à prática de atividade física e ao controle do estresse", afirma. 

Nesse cenário, compreender a relação entre alimentação, comportamento e saúde é o primeiro passo para promover mudanças duradouras nos hábitos alimentares. Mais do que conhecer os nutrientes e os alimentos, o profissional precisa desenvolver competências para orientar diferentes públicos, respeitando aspectos culturais, emocionais e sociais que influenciam as escolhas alimentares. 

Para quem deseja transformar esse conhecimento em atuação profissional, a formação faz toda a diferença. O curso livre de Educação Alimentar e Nutricional do Senac EAD oferece uma visão ampla sobre comportamento alimentar, planejamento de refeições, segurança dos alimentos e estratégias de educação em saúde, preparando os estudantes para incentivar escolhas mais conscientes e contribuir para a promoção da saúde e da qualidade de vida em diferentes contextos. 



Senac EAD
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Como nascem os novos medicamentos: entenda as 4 fases que um remédio percorre antes de chegar às farmácias


Da bancada do laboratório até a prescrição médica, um novo medicamento pode levar mais de uma década para chegar à população. O caminho envolve anos de pesquisa, testes rigorosos e acompanhamento contínuo, desde os testes de desempenho da molécula e sua segurança nas etapas iniciais até o monitoramento dos pacientes quando o medicamento passa a ser comercializado, e, cada vez mais, uma rede de parceiros que trabalha para garantir que, uma vez aprovado, o tratamento chegue de fato a quem precisa. 

A curiosidade sobre como um remédio é desenvolvido cresceu nos últimos anos, especialmente após a pandemia, quando termos como "fase clínica" e "estudo em voluntários" passaram a fazer parte do cotidiano. Mas, afinal, o que acontece antes de um medicamento ser aprovado e como ele chega ao paciente?

O processo é dividido em etapas que começam ainda no laboratório e avançam para estudos em seres humanos. De acordo com dados amplamente referenciados na literatura farmacêutica, citados por instituições como a Unicamp e a Interfarma, a cada 10 mil moléculas testadas, apenas uma se torna medicamento, num processo que pode levar entre 10 e 15 anos até a comercialização [1, 2].


Tudo começa antes dos testes em humanos

Antes de qualquer aplicação em pacientes, os pesquisadores realizam estudos chamados pré-clínicos. Nessa fase, o objetivo é entender como a substância se comporta em células e modelos animais, além de avaliar possíveis efeitos tóxicos. Também é nesse momento que os cientistas definem formulações, dosagens e analisam se a molécula realmente possui potencial terapêutico. Apenas após essa etapa os estudos clínicos podem começar [3]. 

  • Fase 1: segurança em primeiro lugar - A primeira fase clínica marca o início dos testes em humanos. Geralmente, participam pequenos grupos de voluntários saudáveis. O foco principal é avaliar a segurança do medicamento, entender como o organismo absorve a substância e identificar possíveis efeitos colaterais. Também são definidos parâmetros de dose e tolerância [3].
  • Fase 2: o medicamento funciona? - Depois de comprovar segurança inicial, os estudos avançam para pacientes que possuem a condição que o medicamento pretende tratar. Nesta etapa, os pesquisadores analisam a eficácia do tratamento e continuam monitorando os riscos. O número de participantes aumenta e começam as comparações sobre resposta clínica, dose ideal e efeitos adversos [3].
  • Fase 3: comparação em larga escala - Considerada uma das etapas mais longas e caras do desenvolvimento farmacêutico, a fase 3 envolve centenas ou milhares de pacientes em diferentes centros de pesquisa. O objetivo é confirmar os resultados obtidos anteriormente, comparar o novo tratamento com terapias já existentes e reunir evidências robustas para submissão às agências regulatórias, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) [3, 4].
  • Fase 4: monitoramento continua mesmo após aprovação - Mesmo depois da aprovação e chegada do medicamento ao mercado, o monitoramento não termina. Nesta fase, também chamada de farmacovigilância, especialistas acompanham o comportamento do medicamento em larga escala, no mundo real, observando efeitos raros, reações adversas e até novas possibilidades de uso [3]. É nessa fase que ocorre o monitoramento contínuo dos pacientes e da segurança do tratamento em condições reais de utilização.

Após a aprovação regulatória, um novo desafio surge: garantir acesso à população, que o tratamento chegue, de fato, aos pacientes. É nesse contexto que entram os Programas de Suporte ao Paciente (PSPs), que ajudam a conectar a inovação terapêutica à prática clínica, facilitando o acesso ao diagnóstico e ao tratamento. "Os Programas de Suporte ao Paciente representam a etapa de entrada de uma nova terapia no mercado, sem perder de vista a segurança e a eficácia neste momento", explica Victor Gadelha, Superintendente de Pesquisa Clínica e Soluções de Dados da Dasa, líder em medicina diagnóstica no país. 

Na prática, o acesso ao exame através do programa de suporte, como um teste genético por exemplo, torna-se decisivo para melhor a assertividade terapêutica e, dessa forma, reduzir o tempo até o início do tratamento mais adequado para condição do paciente. O resultado é a redução da jornada de cuidado, promovendo, em diversos casos, melhora do desfecho clínico. 

Desde 2020, mais de 86 mil pacientes passaram por exames diagnósticos viabilizados por esses programas. A Dasa participa ativamente nesse contexto, em parceria com mais de 30 indústrias farmacêuticas, atua em mais 70 programas de suporte - concentradas especialmente em oncologia, neurologia e doenças raras, que juntas representam 77% das iniciativas. "Essa colaboração com a indústria farmacêutica, acima de tudo, tem o propósito de colocar o paciente no centro, encurtando sua jornada de cuidado", reforça Gadelha. 

A operação por trás desse acesso exige precisão e alcance nacional. Com mais de 800 unidades e mais de 40 marcas de medicina diagnóstica no país, a capilaridade da Dasa permite que pessoas em regiões distantes também tenham acesso ao diagnóstico necessário para avançar na jornada de cuidado. "Nosso papel é viabilizar com eficiência e qualidade toda a etapa diagnóstica, com gestão de ponta a ponta, inclusive nas regiões mais afastadas", destaca Andresa Forte, gerente de Operações em Pesquisa e Solução de Dados da Dasa.

 

Pesquisa clínica na Dasa

Além de participar dos PSPs, a Dasa conduz estudos clínicos por meio do CPClin — Centro de Pesquisas Clínicas com mais de duas décadas de atuação. Atualmente, o centro possui estudos abertos para recrutamento em diferentes áreas terapêuticas, como neurologia, cardiologia, endocrinologia e reumatologia, incluindo condições como esclerose múltipla, encefalite autoimune, doença de Alzheimer em estágio inicial, Parkinson, obesidade, lúpus eritematoso sistêmico e doenças cardiovasculares. 

" Um dos principais desafios da pesquisa clínica é o recrutamento de pacientes. Às vezes, acessamos mil pessoas para conseguir apenas uma, devido aos muitos critérios e variáveis", explica Gadelha. Para os pacientes (especialmente aqueles com doenças raras ou em tratamento pelo SUS), participar de uma pesquisa clínica significa ter acesso a uma medicação ainda não lançada no mercado, que muitas vezes pode ser a única opção de tratamento para a patologia. 

A participação é totalmente voluntária, sem nenhum custo — inclusive com suporte para transporte e alimentação quando necessário. Interessados podem se inscrever pelo site lp.cpclin.com.br/cpclin ou pelo e-mail voluntario.pesquisa@dasa.com.br. [5, 6]

 

Referências

[1] UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Pesquisadores avaliam metodologia inédita capaz de acelerar descoberta de novos fármacos. Jornal da Unicamp, Campinas, 2 mar. 2023. Disponível em: https://unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2023/03/02/pesquisadores-avaliam-metodologia-inedita-capaz-de-acelerar-descoberta-de. Acesso em: 25 mai. 2026.

[2] INTERFARMA – ASSOCIAÇÃO DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA DE PESQUISA. Interfarma celebra 35 anos de contribuição à inovação no Brasil. Panorama Farmacêutico, 2025. Disponível em: https://panoramafarmaceutico.com.br/interfarma-celebra-35-anos-de-contribuicao-a-inovacao-no-brasil. Acesso em: 25 mai. 2026.

[3] INSTITUTO QUALIDADE EM SAÚDE. Medicamento exige até 12 anos para ser desenvolvido e R$ 10 bilhões de investimento. ICTQ, 2020. Disponível em: https://ictq.com.br/farmacia-clinica/2202-medicamento-exige-ate-12-anos-para-ser-desenvolvido-e-r-10-bilhoes-de-investimento. Acesso em: 25 mai. 2026.

[4] AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Anvisa: Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília: Anvisa, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br. Acesso em: 25 mai. 2026.


Pesquisa com médicos aponta que maior oferta de medicamentos GLP-1 amplia acesso e reforça importância da compra em farmácias

Levantamento da Febrafar com mais de mil médicos aponta que 65% dos pacientes interrompem o tratamento por questões financeiras e que redução de preços pode ampliar significativamente a adesão

 

A expectativa de ampliação da oferta de medicamentos agonistas do receptor de GLP-1 no Brasil, impulsionada pela entrada de novas opções terapêuticas e pela tendência de redução dos preços, deve facilitar o acesso de milhares de pacientes aos tratamentos para diabetes tipo 2 e obesidade. Ao mesmo tempo, especialistas alertam que esse novo cenário exige atenção redobrada para que a compra seja realizada exclusivamente em farmácias regularizadas e mediante prescrição médica. 

Pesquisa nacional realizada pelo Instituto IFEPEC com 1.067 médicos de todo o país mostra que o custo ainda é a principal barreira para o tratamento. Segundo os profissionais entrevistados, atualmente apenas 28% dos pacientes aptos conseguem arcar com o medicamento. Em uma simulação apresentada durante o levantamento, os médicos estimaram que uma redução de 35% nos preços elevaria esse percentual para 45%, ampliando significativamente o acesso. 

O estudo também revela que 65% dos pacientes interrompem ou não conseguem manter o tratamento por questões financeiras, evidenciando uma demanda reprimida que tende a ser atendida à medida que novas alternativas chegarem ao mercado. 

Para o presidente da Febrafar, Edison Tamascia, esse movimento representa uma oportunidade importante para democratizar o acesso aos medicamentos, mas também reforça a necessidade de conscientização da população sobre a compra segura. "A redução dos preços representa um avanço importante para que mais pessoas tenham acesso a tratamentos que vêm demonstrando benefícios relevantes para pacientes com diabetes tipo 2, obesidade e outras condições cardiometabólicas. No entanto, esse avanço precisa ocorrer com responsabilidade, sempre com acompanhamento médico e aquisição em farmácias regularizadas." 

O crescimento da procura pelos GLP-1 já é percebido nos consultórios. A pesquisa aponta que 33% dos pacientes iniciam a consulta perguntando sobre esses medicamentos, enquanto outros 18% já chegam solicitando diretamente a prescrição. Além disso, em média, 7% dos pacientes afirmam já ter utilizado GLP-1 sem orientação médica antes da primeira consulta. 

Segundo Tamascia, esses dados mostram que o interesse crescente da população deve ser acompanhado de informação e cuidados para evitar riscos relacionados ao uso inadequado ou à aquisição em canais informais. "Os medicamentos GLP-1 exigem avaliação clínica individualizada, acompanhamento durante o tratamento e armazenamento adequado. Quando o paciente compra em uma farmácia regular, ele tem a garantia de que o produto percorreu toda a cadeia legal de distribuição, foi armazenado corretamente e atende às exigências da vigilância sanitária. Essa é uma segurança fundamental para qualquer tratamento." 

Outro ponto levantado pela pesquisa é que os médicos demonstram otimismo em relação à chegada de novas opções terapêuticas, desde que essas apresentem qualidade, segurança e eficácia comprovadas. Ao mesmo tempo, boa parte dos entrevistados afirma que a decisão de prescrever dependerá da confiança no fabricante e das evidências clínicas disponíveis. 

Para o presidente da Febrafar, esse cenário reforça ainda mais o papel das farmácias como elo entre indústria, prescritores e pacientes. "A farmácia é muito mais do que um ponto de venda. É o ambiente onde o paciente recebe orientação, tem acesso a medicamentos provenientes de canais oficiais e encontra profissionais capacitados para contribuir com o uso correto da terapia. À medida que esse mercado cresce, esse papel ganha ainda mais relevância." 

A expectativa do setor é que a ampliação da concorrência contribua para reduzir barreiras econômicas e ampliar o acesso aos tratamentos. Entretanto, especialistas ressaltam que essa evolução deve ocorrer sempre aliando inovação, segurança, orientação profissional e aquisição dos medicamentos em estabelecimentos regularizados, garantindo que os benefícios dessa nova fase do mercado sejam efetivamente convertidos em melhores resultados para a saúde da população. 

A pesquisa na íntegra está disponível de forma gratuita no site da Febrafar.

 

Febrafar - Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias


Medicina de precisão reduz sequelas e amplia qualidade de vida no tratamento dos cânceres urológicos

 
Durante o XI Simpósio Internacional de Uro-Oncologia da Oncologia D'Or, especialistas apresentaram os avanços que estão redefinindo o cuidado, com destaque para cirurgia robótica, radioterapia de alta precisão e terapias personalizadas

 

Os avanços da medicina de precisão estão transformando o tratamento dos cânceres urológicos (tumores que atingem órgãos como próstata, bexiga, rins, testículos e pênis). Se antes o principal objetivo era controlar a doença e aumentar a sobrevida, hoje a prioridade também é preservar a qualidade de vida dos pacientes durante e após o tratamento, reduzindo impactos e efeitos colaterais, e permitindo que eles mantenham sua autonomia e retomem suas atividades mais rapidamente.

A mudança ocorre em um cenário de alta incidência desses tumores. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 91 mil novos casos de câncer de próstata e de bexiga em 2026.

Cirurgia robótica, radioterapia de alta precisão, terapias-alvo, imunoterapia e métodos diagnósticos cada vez mais sofisticados estão tornando possível oferecer um cuidado mais personalizado e menos invasivo. Esses avanços estiveram entre os principais temas debatidos no XI Simpósio Internacional de Uro-Oncologia da Oncologia D'Or, realizado este mês em Brasília.

XI Simpósio Internacional de Uro-Oncologia Oncologia D'Or
realizado em Brasília neste mês 
Divulgação

"Hoje, celebramos a cura com preservação da qualidade de vida. Esse passou a ser um dos objetivos da uro-oncologia moderna", afirma o radio-oncologista Allisson Borges, diretor executivo de Radioterapia da Oncologia D'Or e diretor-geral do Hospital DF Star.

Segundo o especialista, essa mudança é resultado da combinação entre novas tecnologias, tratamentos mais precisos e uma abordagem multidisciplinar.

"A cirurgia robótica nos permite realizar procedimentos menos invasivos, com menores taxas de complicações, como sangramentos, impotência sexual e incontinência urinária, além de excelentes resultados oncológicos. Mas essa transformação vai muito além da cirurgia. Hoje também contamos com imunoterapias, terapias-alvo e outras estratégias sistêmicas capazes de aumentar a eficácia do tratamento e reduzir os efeitos adversos, poupando tecidos saudáveis e proporcionando mais qualidade de vida aos pacientes."

A radioterapia também evoluiu muito no tratamento de cânceres urológicos. Antigamente, a falta de precisão dos aparelhos aumentava o risco de efeitos adversos ao atingir tecidos saudáveis. “Atualmente, os equipamentos possuem tecnologias como a Radioterapia Guiada por Imagem (IGRT), a Radioterapia Volumétrica Modulada em Arco (VMAT) e sistemas de monitorização do alvo, como o Clarity, que monitoriza o movimento da próstata, aumentando muito a precisão do tratamento. Hoje, conseguimos distribuir a dose de radiação de maneira mais segura, com menor irradiação nos tecidos sadios, possibilitando a execução de tratamentos chamados de radiocirurgia”, explica.

A personalização do tratamento começa antes mesmo da definição da terapia. Exames de imagem mais sofisticados, biópsias guiadas, análise de marcadores moleculares, testes genéticos e o uso crescente do PET-CT permitem compreender melhor as características de cada tumor e definir a estratégia terapêutica mais adequada para cada paciente.

"O uso de ressonâncias específicas para esses tumores, a evolução das biópsias de próstata, o acesso à anatomia patológica de ponta, com avaliação de marcadores moleculares e da assinatura genética do câncer, além da crescente utilização do PET-CT, têm sido fundamentais para indicar o tratamento certo para o paciente certo, no momento certo", destaca.

Para Allisson Borges, essa evolução representa uma das maiores transformações da uro-oncologia nas últimas décadas. O cuidado deixa de ser centrado apenas no controle da doença e passa a considerar também os impactos do tratamento na vida do paciente, preservando funções importantes, reduzindo complicações e tornando as decisões terapêuticas cada vez mais individualizadas.

Essa mudança de paradigma foi um dos eixos centrais do XI Simpósio Internacional de Uro-Oncologia da Oncologia D'Or, da Rede D’Or, que reuniu especialistas brasileiros e internacionais para discutir como a incorporação de novas tecnologias, da medicina personalizada e da atuação multidisciplinar está redefinindo o cuidado aos pacientes com tumores urológicos. O encontro foi coordenado pelos doutores Miguel Srougi, Allisson Borges e Bruno Carvalho Oliveira.


TDAH ou cérebro exausto? Ansiedade, excesso de telas e falta de sono podem provocar sintomas semelhantes

Professora do CEUB explica por que distração, procrastinação e esquecimentos não bastam para diagnosticar o transtorno e alerta sobre avanço do autodiagnóstico


Dificuldade de concentração, procrastinação, esquecimentos, irritabilidade e sensação de mente acelerada são frequentemente associados ao Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Porém, esses sinais também podem estar relacionados à ansiedade, privação de sono, estresse crônico, burnout e excesso de estímulos digitais. No Dia Mundial de Conscientização sobre o TDAH, 13 de julho, a neuropsicóloga e professora de Psicologia do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Michelle Andrade, faz um alerta: sintomas isolados não definem o transtorno.

"A principal diferença está na frequência, intensidade, persistência e no impacto que esses comportamentos provocam na vida da pessoa. Todos podem se distrair, esquecer compromissos ou procrastinar em algum momento. No TDAH, porém, esses sinais são persistentes, acompanham o indivíduo há muitos anos e comprometem seu desempenho acadêmico, profissional, social, familiar ou emocional", explica. 

Um dos desafios do diagnóstico é o fato de diferentes condições produzirem manifestações muito parecidas. Ansiedade, depressão, transtornos do sono, burnout, estresse crônico, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e até algumas condições médicas podem comprometer atenção, memória, organização e controle emocional. Por isso, a investigação precisa ir além de listas de sintomas. 

Michelle explica que o histórico do paciente, a idade de início das dificuldades, os diferentes contextos em que elas aparecem e os prejuízos provocados fazem parte da avaliação clínica. "A pergunta não deve ser apenas 'a pessoa se distrai?', mas 'por que ela se distrai, desde quando isso acontece e em quais situações?'. É nesse momento que a avaliação deixa de ser um checklist e passa a ser investigação clínica consistente", afirma.

 

Excesso de telas também altera a atenção

Outro fator é o impacto do ambiente digital sobre o funcionamento do cérebro. Redes sociais, vídeos curtos e jogos oferecem recompensas rápidas e estímulos constantes, enquanto atividades como estudar, ler textos longos ou organizar tarefas exigem atenção sustentada e resultados menos imediatos. "O ambiente digital pode imitar ou potencializar sintomas semelhantes aos do TDAH, principalmente quando se somam à falta de sono, ansiedade ou excesso de estímulos. Nem todo cérebro distraído é um cérebro com TDAH. Muitas vezes, é um cérebro cansado, hiperestimulado ou emocionalmente sobrecarregado", destaca a especialista.
 

Redes sociais ampliam o risco de autodiagnóstico

Embora reconheça o papel das redes sociais na divulgação de informações sobre saúde mental, a neuropsicóloga do CEUB alerta que conteúdos simplificados podem induzir interpretações equivocadas: "O problema não é falar sobre TDAH nas redes. A psicoeducação é importante e ajuda muitas pessoas. O risco está na simplificação excessiva. Informação de qualidade amplia o conhecimento; informação superficial amplia a confusão. E o algoritmo, infelizmente, não faz diagnóstico".
 

Por que muitos adultos só descobrem o transtorno depois de anos?

Apesar de ser um transtorno do neurodesenvolvimento, o TDAH pode permanecer sem diagnóstico até a idade adulta. Isso ocorre, principalmente, entre pessoas com bom desempenho intelectual, ambientes estruturados ou estratégias que compensaram as dificuldades ao longo da vida. Com o aumento das responsabilidades, entretanto, essas estratégias podem deixar de funcionar e os sintomas tornam-se mais evidentes. "Muitas vezes, o adulto chega ao consultório afirmando que consegue cumprir suas responsabilidades, mas às custas de um desgaste muito grande".
 

Diagnóstico correto evita tratamentos inadequados

A avaliação neuropsicológica auxilia na investigação de funções como atenção, memória operacional, planejamento, organização e controle inibitório, além de contribuir para o diagnóstico diferencial e a identificação de possíveis comorbidades. Ainda assim, a professora ressalta que nenhum teste isolado é suficiente para confirmar ou descartar o transtorno. "Um bom diagnóstico não serve para rotular a pessoa. Ele permite compreender a origem das dificuldades, orientar o tratamento adequado, reduzir prejuízos e promover uma melhor qualidade de vida", conclui.


Com 61% de ociosidade em salas cirúrgicas, Brasil deixa de realizar 2 milhões de procedimentos mensais

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Análise da Planisa detalha o impacto financeiro e clínico dessa problemática

 

No ecossistema da saúde, a sustentabilidade financeira e a excelência clínica travam uma batalha diária por equilíbrio. Dentro da estrutura de um hospital geral, nenhum ambiente materializa esse desafio de forma tão intensa e dramática quanto o Bloco Cirúrgico. Conhecido tradicionalmente como a linha de frente do salvamento de vidas, o Centro Cirúrgico (CC) assume o papel de "coração econômico" da instituição. Sob a perspectiva de volume, as admissões cirúrgicas respondem por 60% das admissões hospitalares; sob a ótica financeira, no entanto, elas consomem ou direcionam mais de 40% de todos os custos com internações. Destes 40%, o centro cirúrgico sozinho responde a aproximadamente 15% de todo o custo hospitalar. 

Esse peso financeiro confere ao setor uma responsabilidade central na saúde financeira do negócio hospitalar: qualquer oscilação em sua produtividade impacta imediatamente na última linha do resultado econômico da instituição. O grande paradoxo reside no fato de que a mesma alta complexidade tecnológica e de recursos humanos que gera margem e prestígio institucional atua como um biombo que esconde "custos invisíveis" e desperdícios crônicos. Em cenários de inflação médica ascendente e transição de modelos de remuneração (do fee-for-service para modelos baseados em valor), a ineficiência no centro cirúrgico deixou de ser um problema puramente administrativo para se tornar uma ameaça à própria viabilidade da assistência ao paciente. 

Ao analisar o desempenho macro dos blocos cirúrgicos no Brasil com suporte nos dados consolidados do Boletim de Indicadores Planisa (1), constata-se uma métrica alarmante: uma taxa média de ociosidade que atinge 61%. Isso significa que, na maior parte do tempo disponível operacional, a estrutura física mais cara do hospital permanece vazia ou subutilizada. 

Para contextualizar a gravidade da situação, a Planisa observou a evolução histórica do indicador de número de cirurgias por sala por dia: em 2019, registravam-se 2,6 procedimentos/sala/dia e, após seis anos, em 2025, permanecem os mesmos 2,6 procedimentos/sala/dia. 

A retração na produtividade registrada no último ano para a média de 2,6 cirurgias diárias por sala acende um sinal de alerta máximo para os executivos da saúde. Este declínio torna-se ainda mais grave quando associado ao fato de que o custo da hora do centro cirúrgico sofreu um incremento superior a 50% no mesmo ciclo histórico (2019-2025). Ou, em termos práticos: manter uma sala cirúrgica aberta está significativamente mais caro, mas estamos realizando o mesmo volume de procedimentos dentro dela. 

“Como preconizava o guru da administração moderna, Peter Drucker: ‘A eficiência não é fazer as coisas mais rápido, mas fazer as coisas certas’. Trazer a filosofia de Drucker para o ambiente perioperatório exige que gestores e lideranças médicas abandonem o empirismo e passem a governar o centro cirúrgico com base em dados de alta acurácia, transformando a variabilidade descontrolada em previsibilidade operacional”, fala o diretor de Serviços da Planisa, Marcelo Carnielo.

 

A tradução monetária do tempo desperdiçado 

Para retirar o conceito de ociosidade do campo abstrato e inseri-lo na realidade orçamentária, a análise da Planisa detalha a estrutura de custos médios de uma única sala de cirurgia em hospitais avaliados: 

  • Custo Fixo Mensal de Operação (por Sala): R$ 202.377 (1)
  • Custo Direto da Ociosidade Mensal (por Sala): R$ 123.652 (1) 

“Quando expandimos essa ótica micro para a escala macroeconômica brasileira — considerando o censo de 25.293 (7) salas cirúrgicas ativas no país em 2024, excluindo salas cirúrgicas de pequenos procedimentos ambulatoriais, o impacto se mostra devastador: o custo acumulado da ociosidade nos blocos operatórios drena R$ 3,1 bilhões anuais do sistema de saúde. Esse montante bilionário se traduz no represamento de cirurgias eletivas, o que agrava o quadro clínico de milhares de pacientes nas filas de espera. Otimizar a atual ociosidade de 61% dessas salas permitiria injetar um potencial de 1,97 milhões por mês de novos procedimentos ao sistema”, explica Carnielo.

 

Custos invisíveis 

A ineficiência de um centro cirúrgico raramente se limita às barreiras físicas de suas salas; ela funciona como um epicentro que reverbera disfunções para os setores que estão antes e depois do ato cirúrgico (efeitos upstream e downstream). Dois exemplos clássicos de desperdício são gerados por comportamento médico defensivo e falha de planejamento que envolvem os leitos de Terapia Intensiva e a reserva de hemoderivados. 

De forma sistemática, as equipes cirúrgicas solicitam vagas de UTI no período pré-operatório como salvaguarda de segurança. No entanto, os indicadores revelam que 25,6% dos leitos de UTI reservados antecipadamente não chegam a ser utilizados pelo paciente, pois este apresenta evolução estável que permite o encaminhamento direto à enfermaria (2). Considerando que o custo de uma única diária de UTI adulto gira em torno de R$ 2.692 (1), manter um quarto de alta complexidade bloqueado sem necessidade real gera um prejuízo financeiro severo e impede a internação de pacientes críticos vindos do pronto-socorro, por exemplo. 

O comportamento preventivo repete-se na solicitação de bolsas de sangue. As equipes cirúrgicas demandam reservas em 5,0% dos casos, mas o uso real e efetivo ocorre em escassos 1,1% do total de procedimentos (2). Embora as bolsas não utilizadas retornem ao banco de sangue se mantidas sob refrigeração adequada, o processo de tipagem, transporte, testes de compatibilidade e bloqueio temporário gera custos invisíveis expressivos. Cada bolsa de sangue processada representa um custo estimado de R$ 431 (1) para a instituição, inflacionando o desperdício de processos.

 

O roteiro estratégico para a mudança cultural 

O diretor de Serviços da Planisa pontua que a jornada para a consolidação de um centro cirúrgico de alta performance exige resiliência das lideranças e a implementação de um ciclo estruturado de melhoria contínua baseado em quatro passos executivos fundamentais: analisar dados atuais; definir metas claras; priorizar iniciativas de alto impacto; monitorar e ajustar rotas. 

“A excelência operacional nasce do ponto de convergência entre a precisão milimétrica dos algoritmos preditivos e a coordenação relacional das equipes assistenciais. A implantação de ferramentas consagradas, como o uso sistemático e obrigatório do checklist de cirurgia segura da Organização Mundial da Saúde (OMS), melhora de forma documentada a consciência situacional da equipe, minimizando erros e mitigando atrasos de fluxo”, fala Carnielo. 

Ele ressalta ainda que, ao estruturar comitês formais de governança perioperatória e implementar políticas como os protocolos ERAS (Enhanced Recovery After Surgery), os hospitais rompem com a lógica do desperdício oculto. “O resultado desta transformação transcende a otimização de custos e a recuperação de margens financeiras: trata-se da construção de um sistema de saúde mais seguro, sustentável, eficiente e focado em seu propósito maior: salvar vidas com o máximo de dignidade e o menor desperdício de recursos”, conclui.

 

Referências Bibliográficas

 (1) Planisa. Indicadores por classificação – BIP Hospitais Ano 2025. Boletim Indicadores Planisa: Unidades hospitalares – indicadores econômicos e de produtividade. São Paulo: Planisa; 2025. (2) Anestech. Observatório Anestesia de Valor 2024 / 2026. Florianópolis: Anestech; 2026.



TDAH ou cérebro exausto? Ansiedade, excesso de telas e falta de sono podem provocar sintomas semelhantes

Professora do CEUB explica por que distração, procrastinação e esquecimentos não bastam para diagnosticar o transtorno e alerta sobre avanço do autodiagnóstico


Dificuldade de concentração, procrastinação, esquecimentos, irritabilidade e sensação de mente acelerada são frequentemente associados ao Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Porém, esses sinais também podem estar relacionados à ansiedade, privação de sono, estresse crônico, burnout e excesso de estímulos digitais. No Dia Mundial de Conscientização sobre o TDAH, 13 de julho, a neuropsicóloga e professora de Psicologia do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Michelle Andrade, faz um alerta: sintomas isolados não definem o transtorno.

"A principal diferença está na frequência, intensidade, persistência e no impacto que esses comportamentos provocam na vida da pessoa. Todos podem se distrair, esquecer compromissos ou procrastinar em algum momento. No TDAH, porém, esses sinais são persistentes, acompanham o indivíduo há muitos anos e comprometem seu desempenho acadêmico, profissional, social, familiar ou emocional", explica. 

Um dos desafios do diagnóstico é o fato de diferentes condições produzirem manifestações muito parecidas. Ansiedade, depressão, transtornos do sono, burnout, estresse crônico, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e até algumas condições médicas podem comprometer atenção, memória, organização e controle emocional. Por isso, a investigação precisa ir além de listas de sintomas. 

Michelle explica que o histórico do paciente, a idade de início das dificuldades, os diferentes contextos em que elas aparecem e os prejuízos provocados fazem parte da avaliação clínica. "A pergunta não deve ser apenas 'a pessoa se distrai?', mas 'por que ela se distrai, desde quando isso acontece e em quais situações?'. É nesse momento que a avaliação deixa de ser um checklist e passa a ser investigação clínica consistente", afirma.

 

Excesso de telas também altera a atenção

Outro fator é o impacto do ambiente digital sobre o funcionamento do cérebro. Redes sociais, vídeos curtos e jogos oferecem recompensas rápidas e estímulos constantes, enquanto atividades como estudar, ler textos longos ou organizar tarefas exigem atenção sustentada e resultados menos imediatos. "O ambiente digital pode imitar ou potencializar sintomas semelhantes aos do TDAH, principalmente quando se somam à falta de sono, ansiedade ou excesso de estímulos. Nem todo cérebro distraído é um cérebro com TDAH. Muitas vezes, é um cérebro cansado, hiperestimulado ou emocionalmente sobrecarregado", destaca a especialista.
 

Redes sociais ampliam o risco de autodiagnóstico

Embora reconheça o papel das redes sociais na divulgação de informações sobre saúde mental, a neuropsicóloga do CEUB alerta que conteúdos simplificados podem induzir interpretações equivocadas: "O problema não é falar sobre TDAH nas redes. A psicoeducação é importante e ajuda muitas pessoas. O risco está na simplificação excessiva. Informação de qualidade amplia o conhecimento; informação superficial amplia a confusão. E o algoritmo, infelizmente, não faz diagnóstico".
 

Por que muitos adultos só descobrem o transtorno depois de anos?

Apesar de ser um transtorno do neurodesenvolvimento, o TDAH pode permanecer sem diagnóstico até a idade adulta. Isso ocorre, principalmente, entre pessoas com bom desempenho intelectual, ambientes estruturados ou estratégias que compensaram as dificuldades ao longo da vida. Com o aumento das responsabilidades, entretanto, essas estratégias podem deixar de funcionar e os sintomas tornam-se mais evidentes. "Muitas vezes, o adulto chega ao consultório afirmando que consegue cumprir suas responsabilidades, mas às custas de um desgaste muito grande".
 

Diagnóstico correto evita tratamentos inadequados

A avaliação neuropsicológica auxilia na investigação de funções como atenção, memória operacional, planejamento, organização e controle inibitório, além de contribuir para o diagnóstico diferencial e a identificação de possíveis comorbidades. Ainda assim, a professora ressalta que nenhum teste isolado é suficiente para confirmar ou descartar o transtorno. "Um bom diagnóstico não serve para rotular a pessoa. Ele permite compreender a origem das dificuldades, orientar o tratamento adequado, reduzir prejuízos e promover uma melhor qualidade de vida", conclui.


Shopping Campo Limpo recebe campanha de vacinação contra o sarampo

Ação acontece de 14 a 16 de julho, das 10h às 16h, em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde

 

O Shopping Campo Limpo, localizado na zona sul, recebe entre os dias 14 e 16 de julho, uma importante ação de saúde pública voltada à vacinação contra o sarampo, em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde. A campanha acontece das 10h às 16h, no Piso 2, no portão de acesso à Estação do Metrô, com atendimento gratuito e aberto ao público.

A iniciativa busca facilitar o acesso da população à imunização, principal forma de prevenção contra o sarampo. A vacinação é indicada para pessoas a partir de 6 meses de idade até 59 anos. 

O sarampo é uma doença viral aguda, potencialmente grave e de alta transmissão. O contágio ocorre por secreções respiratórias ao tossir, espirrar ou falar, além da dispersão de aerossóis em ambientes fechados. Por isso, a vacinação é considerada a medida mais eficaz para prevenir, controlar e eliminar a circulação da doença.

“Trazer a campanha de vacinação para dentro do shopping é uma forma de facilitar o acesso da população aos serviços básicos de saúde e reforçar a importância da prevenção”, ressalta Natália Ferreira, gerente de marketing do Shopping Campo Limpo.

Para participar, basta comparecer ao ponto de vacinação com um documento de identificação com foto e a carteira de vacinação. Menores de 18 anos devem estar acompanhados por um responsável legal. A vacina é segura, eficaz e fundamental para reduzir o impacto da doença na população.


Serviço

Campanha de Vacinação contra o Sarampo no Shopping Campo Limpo
Data:
14, 15 e 16 de julho
Horário: 10h às 16h
Local: Piso 2, portão de acesso à Estação do Metrô
Participação: gratuita
Documentos: documento com foto e carteira de vacinação
Público: crianças a partir de 6 meses, adolescentes, jovens e adultos até 59 anos; trabalhadores da saúde de qualquer idade
Endereço: Estrada do Campo Limpo, nº 459 – Vila Prel – São Paulo/SP
Site: www.shoppingcampolimpo.com.br

 

Respirar melhor pode ajudar a controlar a ansiedade? Especialistas explicam o impacto da respiração no bem-estar

Da concentração ao controle do estresse, a forma como respiramos influencia diferentes aspectos da saúde física e emocional. Entenda por que a respiração nasal e algumas técnicas simples podem contribuir para mais equilíbrio no dia a dia  

Respiramos cerca de 20 mil vezes por dia sem sequer perceber. Mas o que parece um ato automático tem impacto direto sobre o funcionamento do organismo, a capacidade de concentração, a comunicação e até a forma como lidamos com situações de estresse. 

Cada vez mais estudada por especialistas de diferentes áreas da saúde, a respiração vem ganhando espaço como uma ferramenta complementar para promover bem-estar e auxiliar no gerenciamento da ansiedade. Embora não substitua tratamentos médicos ou psicológicos quando necessários, a adoção de técnicas respiratórias simples pode ajudar a reduzir tensões e favorecer uma sensação maior de equilíbrio físico e emocional. 

Segundo a fonoaudióloga Christiane Nicodemo, mestre em Fonoaudiologia e especialista em comunicação e audição, a respiração exerce influência muito maior do que a maioria das pessoas imagina. "A respiração está diretamente relacionada à produção da voz, à comunicação e ao funcionamento adequado das estruturas da face. Quando ela ocorre de forma inadequada, especialmente pela boca, pode haver fadiga, alterações musculares e ósseas que impactam não apenas a fala, mas também o bem-estar geral", explica.

 

O papel da respiração nasal 

Embora muitas pessoas alternem entre respirar pelo nariz e pela boca sem perceber, especialistas destacam que a respiração nasal deve ser priorizada sempre que possível. Isso porque o nariz exerce funções importantes para a saúde respiratória, atuando como um filtro natural capaz de aquecer, umidificar e purificar o ar antes que ele chegue aos pulmões. 

"A respiração nasal é fundamental porque prepara o ar que será inspirado pelo organismo. Quando esse processo não acontece adequadamente, o corpo pode sofrer uma série de adaptações que afetam desde a qualidade da respiração até a comunicação", afirma Christiane. 

Além dos benefícios físicos, estudos também sugerem que exercícios respiratórios podem contribuir para o relaxamento e para uma maior percepção corporal, fatores que ajudam a lidar melhor com momentos de tensão.

 

Uma ferramenta para desacelerar 

A relação entre respiração e bem-estar não é apenas teórica. O Hospital Paulista desenvolveu um Programa de Respiração e Concentração voltado aos colaboradores da instituição, com o objetivo de oferecer estratégias simples para o enfrentamento do estresse cotidiano. A adoção da técnica junto ao grupo teve como facilitadora da pratica a própria fonoaudióloga Christiane Nicodemo e seu por meio de encontros semanais com foco em exercícios respiratórios e práticas de concentração. 

Segundo os relatos dos participantes, a experiência favoreceu momentos de relaxamento, maior consciência corporal e uma percepção mais positiva diante de situações desafiadoras do dia a dia. "Observamos que muitos participantes passaram a utilizar as técnicas aprendidas em momentos de estresse e ansiedade. Os relatos apontavam para uma sensação de alívio e maior capacidade de lidar com situações difíceis após alguns minutos de prática", destaca a especialista. 

Ela reforça que pequenas mudanças de hábito costumam produzir efeitos significativos quando praticadas de forma regular. "A respiração é uma ferramenta que carregamos conosco o tempo todo. Aprender a utilizá-la de forma consciente pode contribuir para mais equilíbrio, autocuidado e qualidade de vida".

 

O que acontece no organismo? 

Do ponto de vista fisiológico, a respiração está intimamente ligada ao funcionamento do sistema nervoso autônomo, responsável por regular funções involuntárias do organismo, como frequência cardíaca, pressão arterial e resposta ao estresse. 

Segundo o otorrinolaringologista Dr. Lucas Padial, especialista em distúrbios do sono, técnicas respiratórias lentas e controladas podem estimular mecanismos associados ao relaxamento e à redução do estado de alerta excessivo. "A respiração lenta e consciente ajuda a modular a atividade do sistema nervoso autônomo, favorecendo uma resposta fisiológica mais compatível com estados de relaxamento. Por isso, muitas pessoas percebem redução da tensão muscular, desaceleração dos pensamentos e sensação de maior tranquilidade após alguns minutos de prática." 

O especialista ressalta, porém, que os exercícios respiratórios devem ser encarados como ferramentas complementares de promoção da saúde. "Eles não substituem tratamentos médicos ou psicológicos quando existe um transtorno de ansiedade diagnosticado, mas podem contribuir para o controle dos sintomas e para a melhora do bem-estar geral quando incorporados à rotina."

 

Uma técnica simples para o dia a dia 

Entre as práticas mais acessíveis está a chamada respiração consciente. Esta, aliás, foi a técnica utilizada no grupo do Hospital Paulista que teve como facilitadora a fonoaudióloga Christiane Nicodemo. A orientação é simples:

  • sentar-se confortavelmente com a coluna ereta;
  • manter os pés apoiados no chão;
  • respirar pelo nariz de forma lenta e silenciosa;
  • priorizar a expansão do abdômen durante a inspiração;
  • direcionar a atenção para o ar entrando e saindo dos pulmões.

Caso outros pensamentos surjam, a recomendação é apenas retomar o foco na respiração, sem julgamentos.

Inicialmente, poucos minutos por dia já podem ser suficientes para desenvolver maior consciência respiratória.


Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Qual atividade física protege as artérias? Especialista alerta para os riscos do treino sem orientação

Quase metade dos brasileiros não pratica atividade física suficiente, mas a escolha errada do exercício também preocupa especialistas. Entenda quais atividades protegem a saúde vascular e quais podem agravar varizes e riscos de trombose


O brasileiro já assimilou a ideia de que o exercício físico é sinônimo de saúde. Nas redes sociais e nos consultórios, a recomendação para se movimentar se repete. No entanto, para o sistema vascular, a equação não é tão simples. A execução inadequada de um movimento ou a escolha de uma atividade de alto impacto repetitivo pode transformar o que seria um remédio em um perigo silencioso para veias e artérias.

O problema é que o corpo pede movimento, mas exige orientação. Dados do Ministério da Saúde indicam que 47,5% da população adulta brasileira não se movimenta o suficiente, um índice que cresce entre mulheres e idosos. Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), esse comportamento sedentário está diretamente relacionado ao aumento de casos de insuficiência venosa crônica e ao surgimento precoce de varizes.

A saída, segundo a Dra. Haila Almeida, médica cirurgiã vascular e fundadora do Instituto Alphaveins,clínica referência em medicina vascular de alta performance, está em um músculo muitas vezes subestimado: a panturrilha. Conhecida como o “coração periférico”, a região é a responsável por bombear o sangue de volta ao coração, uma tarefa que as veias não conseguem realizar sozinhas. “Cada contração comprime as veias profundas e empurra o fluxo venoso. Fortalecer essa região é uma questão funcional, e não apenas estética”, explica a médica.

 

O que funciona e o que gera risco

Entre as atividades mais indicadas para a saúde vascular estão os exercícios de baixo impacto, como caminhada, natação, hidroginástica e ciclismo leve. A água, em especial, exerce uma pressão hidrostática que funciona como uma drenagem natural que alivia o peso nas pernas. A musculação também entra na lista de aliadas, desde que bem orientada e com respeito aos limites do corpo.

O problema surge com os exageros. “Saltos sucessivos e a musculação com carga excessiva podem fragilizar as paredes venosas, elevar a pressão intra-abdominal e criar um ambiente perigoso para a formação de coágulos. A hidratação inadequada é outro fator crítico. Com a reposição hídrica insuficiente, o sangue se torna mais viscoso, a circulação fica lenta e o risco de trombose aumenta, especialmente em pessoas com predisposição”, afirma a especialista.

 

Sinais de alerta

De acordo com a Dra Haila, dores na panturrilha que surgem durante a corrida e somem no repouso, inchaço persistente em apenas uma perna, sensação de queimação ou o aparecimento súbito de veias dilatadas são alertas que não podem ser ignorados. “Nesses casos, insistir no treino é um risco. A recomendação é que o melhor esporte não é o mais intenso, mas aquele que o praticante consegue manter com prazer, regularidade e, acima de tudo, sem lesões”, finaliza a cirurgiã vascular. 



Dra. Haila Almeida - Médica cirurgiã vascular com atuação focada em tratamentos de vasinhos e varizes por meio da tecnologia a laser. É fundadora e líder do Instituto Alphaveins, clínica reconhecida por seu padrão de excelência em medicina vascular de alta performance. Com sólida formação e vivência prática, alia conhecimento técnico, gestão estratégica e experiência humana para ir além do tratamento, promovendo também o autocuidado, longevidade e autoestima, com foco em resultados reais, segurança e uma experiência verdadeiramente memorável. Empresária e mentora de outros profissionais da área da saúde, conduz uma abordagem inovadora na formação de médicos empreendedores, apoiando o desenvolvimento de carreiras conceituadas, éticas e bem-posicionadas.
https://www.instagram.com/hailaalmeidaa/


Instituto Alphaveins
www.alphaveins.com.br
https://www.instagram.com/alphaveins/

 

Nomofobia: 60% dos brasileiros ficam ansiosos longe do celular, aponta estudo

Problema caracteriza-se pelo medo irracional ou ansiedade extrema de ficar sem o aparelho; Brasil tem índice de uso excessivo de tela acima de outros países da América Latina

 
Um estudo realizado pela Nomophobia.com, plataforma que explora a relação entre tecnologia e a vida cotidiana, aponta que 60% dos brasileiros relatam sentir ansiedade quando estão longe dos celulares. Esse comportamento está associado à condição chamada de nomofobia, caracterizada pelo medo irracional ou pela ansiedade extrema de ficar sem o aparelho. Ainda segundo o levantamento, 87% se consideram dependentes dos smartphones para atividades diárias.
 
A pesquisa ouviu 3.094 latino-americanos em seis países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru), sendo 758 brasileiros. De acordo com os resultados, o uso de celulares no Brasil vem aumentando constantemente: 71% dos entrevistados informaram ter um aparelho e 27% disseram possuir dois.
 
Entre os participantes brasileiros, 12% acreditam sofrer de nomofobia, o maior índice entre os países latinos pesquisados. Argentina, Colômbia e México apresentaram percentuais de 6% cada. No Chile, o índice foi de 8%, enquanto, no Peru, ficou em 9%.
 
Além disso, 79% dos brasileiros reconheceram o uso excessivo do telefone. O percentual é superior aos números levantados no México (63%), Argentina (62%) e Peru (57%), por
exemplo. Esse comportamento causou problemas pessoais e/ou profissionais para 35% e perda do emprego para 13%.
 
No País, o uso ocorre até mesmo em situações inusitadas, como durante eventos religiosos (20%), trajetos de bicicleta (11%) e relações sexuais (4%). Outros dados do estudo mostram que 76% olham o telefone logo ao acordar e 80% fazem isso como a última atividade antes de dormir.


 
Consequências psicológicas e físicas
 
Segundo Mariana Soto, psicóloga do Hospital Saúde Premium, especializado em saúde mental, localizado em Capela do Alto (SP), a nomofobia é um transtorno da sociedade virtual e digital contemporânea, causado pelos avanços tecnológicos. A condição é considerada um dos principais novos transtornos do século XXI. Criado em 2008, o termo vem do inglês no-mobile-phone phobia (fobia de ficar sem celular, em tradução livre).
 
A psicóloga informa que o problema não está relacionado apenas à angústia provocada pela desconexão, mas também à urgência em checar e responder mensagens ou garantir que tudo esteja sob controle. Segundo ela, a questão não é o tempo de tela, mas sim o desconforto gerado pela impossibilidade de acessar o aparelho.
 
O principal indício, explica a profissional, aparece quando situações como ficar sem bateria, perder sinal ou esquecer o celular geram desespero fora do normal. Esse sentimento pode vir acompanhado de sofrimento, irritação, ansiedade e dificuldade para cumprir tarefas cotidianas simples. “Aos poucos, o aparelho deixa de ser só uma ferramenta e começa a funcionar como uma espécie de segurança emocional”, destaca.

De acordo com a psicóloga do Hospital Saúde mental, a nomofobia pode causar crises de ansiedade, depressão, isolamento social, insônia, falta de concentração e baixa produtividade. Há, também, consequências físicas, como taquicardia, sudorese, tremores, tensão muscular, desconforto nos olhos, além de dores de cabeça, de estômago, no pulso e no pescoço.



Atendimento especializado é fundamental
 
A profissional recomenda a busca por atendimento especializado logo ao surgirem os primeiros sinais. Conforme ela, a atenção da família, amigos e outras pessoas próximas é fundamental nesses casos, pois esses grupos podem notar sintomas que nem mesmo quem sofre de dependência digital extrema percebe.

Com o auxílio de psicólogo e, quando necessário, de psiquiatra, a pessoa consegue compreender melhor o próprio comportamento, além de construir uma relação mais saudável e equilibrada com a tecnologia. “A ideia não é cortar a tecnologia da vida, mas perceber quando essa relação começa a controlar demais o comportamento e as emoções”, pontua Mariana.


Hospital Saúde Premium 
hospitalsaudepremium.com.br
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Telefone: (15) 3500-6059 | WhatsApp: (15) 98146-3449 / (15) 98185-4404.


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