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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Queda de temperatura agrava dores de artrose e afeta principalmente pessoas acima dos 60 anos


Com a chegada do outono e a queda das temperaturas, muitas pessoas começam a perceber o aumento das dores nas articulações. O que poucos sabem é que esse desconforto pode estar relacionado à artrose, uma doença degenerativa das articulações que afeta milhões de brasileiros e tende a se intensificar nos meses mais frios do ano.

 

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 528 milhões de pessoas no mundo vivem com osteoartrite, forma mais comum da artrose. No Brasil, dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia indicam que aproximadamente 15 milhões de pessoas acima dos 60 anos sofrem com a doença.

 

A artrose ocorre quando há desgaste progressivo da cartilagem que reveste as articulações, especialmente nos joelhos, quadris, mãos e coluna. Esse desgaste provoca dor, rigidez e limitação de movimentos, sintomas que costumam se intensificar durante o outono e o inverno.

 

De acordo com o ortopedista Dr. Mateus Jerônimo, a mudança de temperatura pode aumentar a sensibilidade das articulações. “A queda da temperatura provoca contração muscular e alterações na pressão atmosférica, o que pode intensificar a dor em articulações já comprometidas pela artrose”, explica.

 

Além do fator climático, o envelhecimento é um dos principais fatores de risco. A doença é mais comum a partir dos 50 anos, com maior incidência acima dos 60, embora também possa afetar pessoas mais jovens, especialmente aquelas com histórico familiar, sobrepeso ou que realizam atividades de alto impacto.

 

Apesar de não ter cura definitiva, a artrose pode ser controlada quando diagnosticada precocemente. Hoje existem tratamentos modernos e menos invasivos que ajudam a reduzir a dor, preservar a mobilidade e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

 

“A recomendação é procurar avaliação médica ao surgirem dores persistentes nas articulações. Quanto mais cedo iniciarmos o tratamento, maiores são as chances de controlar a progressão da doença”, reforça o especialista.

 

Entre as orientações para os meses mais frios estão manter atividade física regular, evitar longos períodos de imobilidade, manter o peso adequado e buscar acompanhamento médico especializado.



SUS aprova incorporação de novas terapias para cânceres do sangue


Pacientes com doenças hematológicas passarão a contar com novas possibilidades de tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). Foram aprovadas nesta quarta-feira (6) a incorporação da lenalidomida como terapia de manutenção para pacientes com mieloma múltiplo submetidos ao transplante de células-tronco hematopoéticas e da combinação venetoclax + azacitidina para adultos com leucemia mieloide aguda (LMA) inelegíveis à quimioterapia intensiva. 

As aprovações representam um avanço importante no acesso a terapias inovadoras na hematologia pública brasileira e aproximam o país de protocolos terapêuticos já adotados em sistemas de saúde internacionais para essas indicações. As incorporações devem impactar diretamente a qualidade de vida, o controle da doença e a sobrevida de milhares de pacientes. 

Para Angelo Maiolino, diretor de Ações Sociais, Acesso e Equidade da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), a chegada da lenalidomida ao SUS é resultado de uma mobilização coletiva ao longo do processo de consulta pública. 

“Finalmente, a lenalidomida vai chegar aos nossos pacientes do SUS. Essa, sem dúvida nenhuma, foi uma vitória da ABHH, mas mais do que isso, uma vitória de toda a sociedade que participou ativamente do processo de consulta pública”, afirma. 

A terapia de manutenção com lenalidomida já integra protocolos internacionais e é utilizada em países como Estados Unidos e membros da União Europeia para pacientes com mieloma múltiplo após transplante. 

Já sobre a aprovação da combinação venetoclax + azacitidina para pacientes com LMA, o coordenador do Comitê de Leucemias Agudas da ABHH, Evandro Fagundes, destaca a construção conjunta da proposta.

“Foi uma vitória construída a muitas mãos para que possamos oferecer o melhor tratamento disponível para essa população de pacientes”, diz. 

A combinação também já é adotada internacionalmente para pacientes com leucemia mieloide aguda inelegíveis à quimioterapia intensiva e é considerada uma importante alternativa terapêutica para essa população. 

 


Como fica o útero após AMIU? Médica explica recuperação e cuidados após o procedimento

Cólicas, sangramento e retorno da menstruação estão entre as principais dúvidas de mulheres que passam pela aspiração uterina

 

Passar por uma perda gestacional ou precisar realizar um procedimento de esvaziamento uterino costuma ser um momento delicado e cercado de dúvidas. Entre os procedimentos indicados nesses casos está a AMIU, sigla para Aspiração Manual Intrauterina, método utilizado para retirada do conteúdo uterino em situações como abortamento espontâneo e retenção de restos ovulares.

Apesar de ser cada vez mais adotada em protocolos médicos, a técnica ainda gera insegurança entre pacientes, principalmente sobre a recuperação do corpo após sua realização.

Segundo a Dra. Larissa Cassiano, ginecologista e obstetra parceira da DKT South America, após a AMIU o útero inicia um processo natural de recuperação e contração, semelhante ao que acontece após um aborto espontâneo ou parto em fases iniciais da gestação.

“É comum sentir cólicas leves ou moderadas e apresentar sangramento por alguns dias após o procedimento. Esses sintomas fazem parte do processo de recuperação do útero e tendem a diminuir progressivamente”, explica.

A AMIU é realizada por meio de aspiração, com uso de uma cânula e aspirador manual para retirada do conteúdo uterino. Por não envolver raspagem, a técnica costuma provocar menor manipulação da cavidade uterina e tem sido recomendada pela Organização Mundial da Saúde em casos específicos de perdas gestacionais iniciais.

Nos primeiros dias após o procedimento, especialistas orientam alguns cuidados básicos, como evitar relações sexuais temporariamente, não utilizar absorventes internos ou coletores menstruais e respeitar o período de recuperação indicado pelo médico.

Além disso, é importante observar sinais de alerta. Febre, dor intensa, sangramento muito volumoso ou corrimento com odor forte devem ser avaliados rapidamente, pois podem indicar complicações ou infecção.

Outra dúvida frequente envolve a volta da menstruação. Segundo orientações do Ministério da Saúde, o ciclo menstrual costuma retornar entre quatro e oito semanas após a realização da AMIU, embora esse intervalo possa variar de acordo com fatores hormonais e individuais.

A fertilidade também pode retornar rapidamente. Por isso, mulheres que não desejam engravidar novamente logo após o procedimento devem conversar com o ginecologista sobre métodos contraceptivos adequados.

Para Dra. Larissa, informação clara faz diferença nesse processo. “Muitas pacientes chegam com medo de que o útero tenha sido prejudicado ou de que não consigam engravidar no futuro. Quando realizada corretamente e com acompanhamento adequado, a recuperação costuma acontecer de forma satisfatória”, afirma.

Falar sobre AMIU de forma acessível também ajuda a reduzir tabus e acolher mulheres que estão atravessando um momento sensível. Com orientação médica e acompanhamento adequado, o corpo tende a se recuperar gradualmente, respeitando o tempo físico e emocional de cada paciente.


DKT South America
DKT Salú, DKT Academy e Use Prudence


Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Celíaca (16/5)

Doença celíaca vai além dos sintomas intestinais e pode atrasar diagnóstico em adultos

Para cada caso diagnosticado, até outros sete podem permanecer sem identificação, segundo o PCDT da Doença Celíaca, atualizado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz
 

Um estudo publicado em 2025 na revista Clinical Gastroenterology and Hepatology, da Associação Americana de Gastroenterologia1, acendeu um alerta sobre a importância do diagnóstico e do acompanhamento adequados da doença celíaca. A pesquisa, realizada na França, analisou dados de mais de 27 mil pacientes hospitalizados com a condição ao longo de nove anos e observou maior risco de alguns cânceres digestivos e doenças inflamatórias intestinais em comparação com pessoas sem o diagnóstico, incluindo câncer de intestino delgado e linfoma não Hodgkin. Os achados não significam que todo paciente celíaco terá essas complicações, mas reforçam que a doença não deve ser tratada como uma simples intolerância alimentar. 

O Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Celíaca, lembrado no próximo dia 16 de maio, chama atenção para um ponto central: em adultos, a doença pode passar anos sem diagnóstico, especialmente quando não se manifesta apenas por sintomas digestivos clássicos, como diarreia, dor abdominal, distensão e perda de peso. Em muitos casos, o quadro aparece por sinais menos evidentes, como anemia persistente, fadiga, alterações ósseas, aftas recorrentes, infertilidade, alterações de pele ou sintomas neurológicos. 

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Doença Celíaca, atualizado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz2 por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), para cada pessoa que descobre ter doença celíaca por causa dos sintomas, outras três a sete podem conviver com a doença sem saber. O documento também aponta que, no Brasil, a prevalência estimada varia de 1 a cada 214 a 1 a cada 681 pessoas, a depender da região. 

A doença celíaca é uma condição crônica do intestino delgado causada por uma reação imunomediada ao glúten, proteína presente no trigo, centeio e cevada, em pessoas com predisposição genética. Apesar de ser frequentemente confundida com intolerância alimentar, trata-se de uma doença autoimune, que pode ter repercussões sistêmicas quando não diagnosticada e tratada corretamente. 

“Existe uma ideia muito difundida de que a doença celíaca sempre causa diarreia intensa ou perda de peso importante, mas isso não acontece em todos os casos. Em adultos, muitas vezes o quadro é mais silencioso ou aparece de forma indireta. Uma anemia que não melhora, uma osteoporose precoce ou sintomas digestivos persistentes, por exemplo, podem ser pistas importantes para investigação”, explica Dra. Karoline Garcia, gastroenterologista do Centro Especializado em Aparelho Digestivo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
 

Quando a doença não parece intestinal

A dificuldade no diagnóstico está relacionada justamente à variedade de manifestações possíveis. Além dos sintomas gastrointestinais, a doença celíaca pode estar associada a deficiências nutricionais, queda de cabelo, alterações no esmalte dentário, dores articulares, alterações hepáticas, cefaleia, neuropatias e manifestações dermatológicas, como a dermatite herpetiforme (bolhas com coceira e ardência), comumente presentes nos cotovelos, joelhos, nádegas e couro cabeludo). 

Essa apresentação mais ampla faz com que muitos pacientes passem por diferentes especialistas antes de chegar ao diagnóstico correto. Em alguns casos, os sintomas são atribuídos a quadros como síndrome do intestino irritável, intolerância à lactose, ansiedade, má alimentação ou deficiências nutricionais isoladas.

“É comum que o paciente normalize sintomas por anos ou receba tratamentos pontuais para cada manifestação, sem que a causa principal seja investigada. O alerta deve acender quando há sintomas persistentes, histórico familiar de doença celíaca ou presença de doenças autoimunes associadas”, afirma a especialista.
 

Biópsia, exames e diagnóstico preciso

O diagnóstico da doença celíaca não deve se basear apenas nos sintomas ou na melhora após a retirada do glúten. A investigação costuma começar pela avaliação clínica e por exames sorológicos, feitos por meio de coleta de sangue, que pesquisam anticorpos relacionados à doença e ajudam a definir os próximos passos. 

Entre eles está a dosagem de Imunoglobulina A (IgA), um tipo de anticorpo importante para interpretar corretamente os resultados dos testes usados na investigação da condição. Em casos indicados, a confirmação pode envolver endoscopia digestiva alta com biópsia do duodeno, região inicial do intestino delgado. 

A biópsia permite avaliar alterações características na mucosa intestinal, como inflamação e atrofia das vilosidades, estruturas responsáveis pela absorção de nutrientes. A precisão desse processo depende não apenas da realização do exame, mas também da indicação correta, da coleta adequada de amostras e da análise anatomopatológica integrada ao quadro clínico e aos exames laboratoriais. 

“Em casos atípicos ou de maior dificuldade diagnóstica, a biópsia bem indicada e bem interpretada ajuda a evitar dois problemas: deixar de diagnosticar quem tem a doença e, ao mesmo tempo, rotular como celíaco um paciente que pode ter outra condição. Isso é importante porque o tratamento exige uma mudança alimentar permanente e rigorosa”, explica. 

Um ponto importante é que a investigação deve ser feita antes da retirada do glúten da dieta. A exclusão por conta própria pode alterar resultados de exames e dificultar a confirmação diagnóstica. 

“Retirar o glúten sem orientação médica pode até aliviar sintomas em algumas pessoas, mas também pode mascarar o quadro. Quando há suspeita, o ideal é procurar avaliação especializada para conduzir a investigação de forma adequada”, reforça a gastroenterologista.
 

Alta complexidade na investigação de casos difíceis

Embora muitos pacientes tenham boa evolução após o diagnóstico e a retirada rigorosa do glúten, alguns casos exigem avaliação mais especializada, principalmente quando há sintomas persistentes, manifestações fora do intestino, dúvida diagnóstica ou suspeita de complicações. É nesse contexto que a doença celíaca deixa de ser apenas uma questão alimentar e passa a envolver uma linha de cuidado multidisciplinar. 

Em instituições de alta complexidade, a abordagem de casos gastrointestinais mais desafiadores pode integrar gastroenterologia, endoscopia, anatomia patológica, nutrição e, quando necessário, outras especialidades. Essa articulação contribui para diferenciar a doença celíaca de outras condições digestivas, confirmar o diagnóstico com maior precisão, orientar o tratamento e acompanhar a resposta clínica ao longo do tempo. 

“Essas complicações são menos frequentes, mas mostram por que a doença celíaca não deve ser tratada como uma simples intolerância alimentar. Em alguns pacientes, especialmente aqueles com diagnóstico tardio, sintomas persistentes ou sinais de má absorção, é necessário um acompanhamento mais próximo e uma avaliação integrada”, afirma.
 

Tratamento exige dieta rigorosa e acompanhamento

O tratamento da doença celíaca é baseado na exclusão permanente do glúten da alimentação. Isso inclui evitar alimentos que contenham trigo, centeio e cevada, além de atenção ao risco de contaminação cruzada no preparo dos alimentos. Mesmo pequenas quantidades podem desencadear inflamação intestinal em pessoas com a doença. 

O acompanhamento médico e nutricional é essencial para monitorar a resposta ao tratamento, corrigir deficiências nutricionais e orientar uma dieta segura e equilibrada. Quando tratada corretamente, a doença tende a ter boa evolução, com melhora dos sintomas e recuperação progressiva da mucosa intestinal.

Por outro lado, a ausência de diagnóstico ou a manutenção do consumo de glúten pode aumentar o risco de complicações, como desnutrição, osteoporose, infertilidade, alterações hepáticas e, em situações menos frequentes, doenças digestivas mais graves. 

“Não se trata de uma escolha alimentar ou de uma dieta da moda. Para quem tem doença celíaca, a retirada do glúten é um tratamento. Por isso, o diagnóstico correto é tão importante: ele evita restrições desnecessárias em quem não tem a doença e garante cuidado adequado para quem realmente precisa”, conclui a gastroenterologista.

 

Hospital Alemão Oswaldo Cruz


Brasil ganha primeiro genérico para doença rara que pode afetar até 50 mil pessoas

Medicamento aprovado pela Anvisa deve ampliar acesso pelo SUS ao tratamento da púrpura trombocitopênica imune (PTI), condição que pode causar sangramentos graves 

 

O Brasil acaba de ganhar uma nova alternativa de tratamento para uma doença rara que pode afetar entre 8 mil e 50 mil pessoas no país: a púrpura trombocitopênica imune (PTI). A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o primeiro medicamento genérico indicado para a condição, abrindo caminho para ampliar o acesso dos pacientes à terapia — especialmente no Sistema Único de Saúde (SUS). 

A PTI é uma doença autoimune em que o próprio organismo passa a destruir as plaquetas, células responsáveis pela coagulação do sangue. A redução dessas células pode provocar sangramentos espontâneos, hematomas e, em casos mais graves, hemorragias internas, exigindo acompanhamento médico contínuo. 

O novo medicamento, disponibilizado no Brasil pelo laboratório farmacêutico Natcofarma, já foi aprovado pela Anvisa e chega ao mercado agora. A expectativa é de impacto direto no sistema público: atualmente, cerca de 94% da demanda por essa terapia no país está concentrada no SUS. 

A chegada do genérico deve representar uma redução mínima de 35% no custo em relação ao medicamento de referência, ampliando o acesso e contribuindo para reduzir episódios de desabastecimento. 

Embora o foco principal seja o atendimento ao sistema público, o medicamento também poderá ser utilizado no setor privado, incluindo hospitais e operadoras de saúde. 

“A chegada do primeiro genérico no Brasil para esta patologia representa um avanço importante para ampliar o acesso ao tratamento de pacientes com PTI, mantendo os mesmos padrões de qualidade, segurança e eficácia do medicamento de referência”, afirma Eduardo Rocha, CEO da Natcofarma Brasil.

Tratamento e diagnóstico ainda são desafios

Hoje, a terapia é utilizada principalmente em pacientes que não respondem aos tratamentos iniciais, como corticoides e imunoglobulina. Nesses casos, a alternativa medicamentosa é fundamental para controlar a doença e evitar complicações. 

Em muitos casos, a PTI pode ser silenciosa ou apresentar sintomas pouco específicos, o que contribui para atrasos no diagnóstico. Entre os sinais mais comuns estão manchas roxas na pele, sangramentos nas gengivas e no nariz, além de fadiga. 

A introdução do genérico reforça uma estratégia consolidada no sistema de saúde brasileiro: ampliar o acesso a medicamentos mantendo padrões rigorosos de qualidade, segurança e eficácia. A aprovação do produto segue os critérios técnicos exigidos pela Anvisa, que incluem a comprovação de equivalência terapêutica em relação ao medicamento de referência. 

A resolução de registro do medicamento foi publicada no Diário Oficial da União (Resolução-RE nº 493, de 6 de fevereiro de 2026), disponível para consulta pública. 

Além da oferta do medicamento, a Natcofarma Brasil também pretende ampliar iniciativas voltadas ao diagnóstico precoce, suporte ao tratamento e à disseminação de conhecimento sobre a doença. Entre as ações previstas estão atividades de educação médica continuada, direcionadas a hematologistas e farmacêuticos, além de parcerias com instituições e associações de pacientes. 

A empresa também mantém iniciativas em conjunto com a ONG PTI Brasil, com o objetivo de apoiar a conscientização sobre a doença e contribuir para o fortalecimento do cuidado aos pacientes. 

A expectativa é que a nova opção contribua para fortalecer o tratamento de doenças hematológicas no país, especialmente em um cenário de crescente demanda por terapias de uso contínuo e alto custo.

 

Natcofarma Brasil


Casos de endometriose crescem 10% no mundo

Especialista da Inspirali esclarece principais dúvidas sobre o tema


Receio de todas as mulheres, a endometriose é uma doença crônica que pode causar muitos transtornos. Mundialmente, o número de casos prevalentes da doença subiu 10% entre 1990 e 2021, segundo estudo publicado na Frontiers in Endocrinology. São mais de 20 milhões de mulheres em idade reprodutiva convivendo com a doença. Já no Brasil, um estudo publicado no periódico nacional einstein (SP) em 2025 investigou a prevalência de endometriose utilizando dados do Sistema Único de Saúde (SUS). O estudo avaliou quase 1,5 mil pacientes em nível ambulatorial no Brasil e constatou que a prevalência de endometriose em mulheres em idade reprodutiva na atenção primária foi de 6,4%.

A boa notícia, segundo o Dr. Ricardo Cobucci, médico ginecologista e professor da UnP / Inspirali, ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil, é que a conduta de diagnóstico mudou, e não é mais necessário a realização de uma cirurgia para biópsia.

A convite da Inspirali, o Dr Cobucci respondeu às principais dúvidas das mulheres sobre o tema. Confira:


  1. O que é endometriose?

R: A endometriose é uma doença inflamatória e crônica, dependente do hormônio estrogênio. O útero é revestido internamente por um tecido chamado endométrio (que engrossa para receber o embrião e descama na forma de menstruação quando não há gravidez). Na endometriose, células semelhantes a esse tecido endometrial crescem fora do útero. Elas podem se instalar nos ovários, tubas uterinas, peritônio (membrana que reveste a pelve), intestinos, bexiga e, em casos mais raros, até em órgãos distantes como os pulmões.


  1. Com quantos anos ela costuma aparecer?

R: A doença pode começar a se desenvolver logo nas primeiras menstruações da adolescente (menarca). No entanto, como as queixas de cólicas fortes muitas vezes são normalizadas socialmente de forma equivocada, o diagnóstico costuma ocorrer mais tarde, estima-se atraso de 6 a 10 anos no diagnóstico, geralmente levando a confirmação entre os 25 e 35 anos. Infelizmente, a média de atraso entre o início dos sintomas e o diagnóstico correto no mundo ainda compromete qualidade de vida de mulheres com endometriose.


  1. Quais os principais sintomas?

R: Os sintomas variam muito de mulher para mulher, mas a tríade clássica costuma envolver dor e infertilidade. Os principais são:

  • Dismenorreia: Cólicas menstruais intensas e incapacitantes, que não melhoram com analgésicos comuns.
  • Dispareunia de profundidade: Dor no fundo da vagina durante ou após as relações sexuais com penetração.
  • Dor pélvica crônica: Dor na região do baixo ventre mesmo fora do período menstrual.
  • Alterações intestinais e urinárias: Dor para evacuar ou urinar, sangramento nas fezes ou na urina, e inchaço abdominal, especialmente durante o fluxo menstrual.
  • Dificuldade para engravidar.

  1. É possível ter endometriose sem apresentar sintomas?

R: Sim, perfeitamente possível. A intensidade da dor não é necessariamente proporcional à quantidade ou tamanho das lesões. Algumas mulheres possuem endometriose em grau avançado e não sentem dor alguma, descobrindo a doença apenas por acaso durante uma cirurgia por outro motivo, ou quando começam a investigar as causas de uma dificuldade para engravidar.


  1. Como é feito o diagnóstico da doença?

R: Historicamente, o diagnóstico definitivo exigia uma cirurgia (videolaparoscopia) com biópsia dos possíveis focos. Hoje, a conduta mudou. O diagnóstico começa com a suspeita clínica (ouvir atentamente a história da paciente) seguida por exames de imagem altamente especializados, como:

  • Ultrassom Transvaginal com preparo intestinal: Feito por um profissional focado em endometriose, é excelente para mapear lesões profundas no intestino e ovários.
  • Ressonância Magnética da Pelve: Ajuda a visualizar as lesões de forma ampla.
  • Nota: A cirurgia hoje é reservada para o tratamento ou para casos em que a imagem não é conclusiva.

  1. Quais os principais riscos que a doença traz para a saúde da mulher?

R: Além da queda severa na qualidade de vida devido à dor crônica (que pode levar a quadros de ansiedade e depressão), o avanço da doença pode causar aderências pélvicas graves. Essas aderências colam os órgãos uns nos outros, podendo gerar obstrução intestinal, perda da função dos rins (se acometer os ureteres) e danos ovarianos.

A infertilidade também pode ser considerado um risco para a saúde, além de estudos que apontam associação com doenças cardiovasculares nas portadoras de endometriose.


  1. É possível conviver com endometriose?

R: Sim, com certeza. Embora seja uma doença crônica, com o acompanhamento médico adequado, acolhimento psicológico e ajustes no estilo de vida (dieta anti-inflamatória e exercícios físicos regulares), a grande maioria das pacientes consegue controlar a inflamação, viver sem dores e ter uma rotina completamente normal e produtiva.


  1. Endometriose tem tratamento? Como funciona?

R: O tratamento é altamente individualizado e baseia-se em três pilares, dependendo do desejo reprodutivo e da gravidade dos sintomas:

  • Tratamento clínico: Uso de analgésicos e medicamentos hormonais (como pílulas anticoncepcionais contínuas, DIU hormonal ou progestagênios) para bloquear a menstruação, estabilizar os hormônios e frear a inflamação.
  • Tratamento cirúrgico: Através da videolaparoscopia ou cirurgia robótica, onde o objetivo é a excisão (retirada completa) de todos os focos da doença.
  • Abordagem multidisciplinar: Fisioterapia pélvica para dores na relação sexual, nutrição focada na desinflamação e suporte psicológico.

  1. Endometriose tem cura?

R: Não há cura definitiva médica no momento. É uma condição crônica que requer gerenciamento a longo prazo. No entanto, é plenamente controlável. Após a menopausa, com a queda da produção de estrogênio pelos ovários, a esmagadora maioria das pacientes relata o fim dos sintomas.


  1. É possível prevenir a doença? De que forma?

R: Não há como prevenir o surgimento inicial da doença (prevenção primária), pois envolve fatores genéticos e imunológicos. Porém, existe a prevenção secundária. Em pacientes com forte histórico familiar ou que apresentam cólicas severas desde a adolescência, o bloqueio da menstruação através de métodos hormonais pode evitar que a doença, se já iniciada, progrida para estágios graves (endometriose profunda).


  1. A doença pode causar infertilidade?

R: Sim. Estima-se que cerca de 30% a 50% das mulheres com endometriose enfrentem alguma dificuldade para engravidar. Isso ocorre porque a inflamação crônica na pelve altera a qualidade dos óvulos e dos espermatozoides, dificulta a implantação do embrião e, em casos mais severos, causa aderências que bloqueiam fisicamente as tubas uterinas. Contudo, muitas mulheres com endometriose engravidam naturalmente, e para aquelas que têm dificuldade, a Fertilização in Vitro (FIV) e/ou a cirurgia por videolaparoscopia apresentam excelentes taxas de sucesso se indicadas corretamente por profissional médico.


  1. É uma doença hereditária?

R: Sim. Há uma forte predisposição genética associada. Mulheres que têm parentes de primeiro grau (mãe ou irmãs) com endometriose possuem um risco de 7 a 10 vezes maior de desenvolver a condição em comparação à população em geral.


  1. É verdade que mulheres com endometriose têm maior risco de infarto e/ou AVC?

R: Sim. Um estudo gigantesco e muito recente, apresentado em setembro de 2024 no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC), trouxe dados importantes sobre isso. Liderado pela pesquisadora dinamarquesa Eva Havers-Borgesen, do Rigshospitalet Copenhagen University Hospital, o estudo avaliou mais de 300.000 mulheres na Dinamarca.

Os resultados demonstraram que mulheres diagnosticadas com endometriose têm um risco 20% maior de sofrer um AVC e 35% maior de ter um infarto do miocárdio em comparação com mulheres sem a doença. Esse risco é provavelmente atribuído ao estado de inflamação sistêmica crônica que a doença provoca nos vasos sanguíneos. Hoje, recomenda-se que mulheres com endometriose tenham um acompanhamento cardiológico preventivo.


Envelhecimento e problemas no ombro: entenda o que acontece

Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC) orienta sobre sintomas, tratamentos e cuidados com lesões articulares mais comuns com o avanço da idade

 

Pentear o cabelo, alcançar um objeto no armário ou até vestir uma camiseta. Movimentos simples, que fazem parte da rotina, podem começar a causar dor e dificuldade com o passar dos anos. Isso acontece porque o envelhecimento também afeta as estruturas do ombro, especialmente o manguito rotador, conjunto de músculos e tendões responsável pelos movimentos e pela estabilidade da articulação. Com o tempo, essa região sofre um desgaste natural e fica mais vulnerável a lesões, mesmo sem grandes esforços ou traumas. 

Um estudo finlandês, com imagens do ombro, publicado neste ano, aponta que alterações no manguito rotador estão presentes na quase totalidade das pessoas acima dos 40 anos. 

Os sintomas costumam surgir aos poucos e, muitas vezes, são ignorados no início por parecerem apenas um desconforto comum da idade. Dor persistente no ombro, dificuldade para levantar o braço, perda de força e incômodo ao dormir ou realizar tarefas simples do dia a dia estão entre os principais sinais de alerta. “É comum que pacientes associem essas dores apenas à idade e demorem para buscar ajuda. Mas, dependendo do grau da lesão, a limitação pode impactar bastante a qualidade de vida e a independência da pessoa”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo, Dr. Eduardo Malavolta. 

Em muitos casos, o tratamento inicial é conservador, principalmente quando a lesão é identificada precocemente. Fisioterapia, fortalecimento muscular e acompanhamento especializado costumam ajudar no controle da dor e na recuperação dos movimentos, além de auxiliar na recuperação funcional do ombro. 

Nos quadros mais avançados, quando há perda importante da função do ombro ou ruptura significativa dos tendões, a cirurgia pode ser indicada para restaurar os movimentos e aliviar os sintomas. “Em geral, é necessário um período de cerca de seis semanas de imobilização, com uso de tipoia, seguido por fisioterapia prolongada, normalmente por pelo menos quatro meses. A recuperação completa pode levar cerca de seis meses, exigindo dedicação do paciente ao processo de reabilitação”, fala. 

Já nos casos de lesões muito graves, em que o reparo do manguito rotador não é suficiente, o especialista explica que podem, eventualmente, ser necessárias transferências musculares - quando muda um músculo da sua função original para fazer a função do manguito rotador, e, eventualmente, artroplastias, que são as próteses do ombro. 

“Embora o desgaste do ombro esteja relacionado ao envelhecimento natural do corpo, manter a musculatura fortalecida e procurar acompanhamento médico diante de sintomas persistentes pode fazer diferença na evolução do quadro e na recuperação do paciente”, conclui.



Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo - SBCOC


Cardiologista alerta: colesterol alto segue por trás da maioria dos infartos


O colesterol elevado continua sendo um dos maiores vilões da saúde cardiovascular, e o principal responsável por casos de infarto agudo do miocárdio. Ele não apresenta sintomas claros, ou seja, o acúmulo de gordura nas artérias pode crescer por anos sem que o paciente perceba, resultando em um evento grave, de forma súbita.

 

O que é o colesterol e por que ele preocupa?  

O colesterol não é um inimigo por natureza. Trata-se de uma gordura essencial para produzir hormônios, vitamina D e manter as células funcionando. O problema é o desequilíbrio no famoso LDL (o "colesterol ruim"). Quando está alto, ele se deposita nas paredes das artérias, levando à formação das Aterosclerose, que são as placas de gordura que, com o tempo, podem entupir o fluxo sanguíneo. 

Se esse entupimento ocorre nas artérias que levam sangue ao coração (as coronárias), o resultado é o infarto. Infelizmente, para muitas pessoas, o primeiro sinal de alerta já é o próprio infarto.

 

O que faz o seu colesterol subir? 

Embora a genética tenha um papel importante, o estilo de vida é o grande influenciador. Os principais fatores de risco são:

  • Dieta rica em gorduras saturadas e produtos ultraprocessados;
  • Falta de atividade física (sedentarismo);
  • Tabagismo e consumo excessivo de álcool;
  • Presença de outras doenças, como diabetes e hipertensão.


A boa notícia: você tem o controle nas mãos

 

A prevenção é extremamente eficaz e pode salvar vidas. O controle dos níveis de gordura no sangue passa por três pilares fundamentais: mudança de hábitos; acompanhamento médico e check-up regular. Cuidar do colesterol é, acima de tudo, cuidar do coração. E a prevenção continua sendo o caminho mais seguro para evitar complicações e garantir mais qualidade de vida ao longo dos anos.

 

Dr. Ricardo Ferreira Silva - graduado em medicina pela Universidade de Uberaba (MG), fez residência em Cardiologia pelo Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, em 2011, e se especializou em Estimulação Cardíaca Artificial e Arritmia Clínica no Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese de São Paulo, em 2014 - título reconhecido pelo Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial. Além de ter especialização em eletrofisiologia clínica e invasiva no Hospital do Coração de São Paulo e concluído seu Doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), em 2018. Já em 2017, Dr. Ricardo fundou o Centro Cardiológico em sua cidade natal, Uberaba, para levar o que havia de mais moderno em tratamento de arritmia cardíaca para o interior do estado. Em pouco tempo, com a evolução do serviço e a necessidade de facilitar o acesso aos pacientes de outras localidades do país, expandiu para São Paulo. Hoje, está presente também dentro de hospitais como Beneficência Portuguesa, Samaritano e São Camilo – em São Paulo.



Hipertensão precoce: a doença silenciosa que ameaça a saúde dos jovens

Especialista destaca a importância da aferição regular da pressão arterial e da adoção de hábitos saudáveis para prevenir riscos em faixas etárias mais novas

 

Com a chegada do Dia Mundial da Hipertensão, em 17 de maio, um alerta crucial é emitido por especialistas da saúde: a hipertensão arterial, tradicionalmente associada a pessoas mais velhas, tem apresentado um crescimento preocupante em faixas etárias jovens. Este cenário é um reflexo de mudanças significativas no estilo de vida, e reforça a necessidade de diagnóstico e cuidado precoce, como ressalta Elaine Avelar, docente de Enfermagem e coordenadora da Pós-graduação em Enfermagem em Pediatria e Neonatologia do Centro Universitário Módulo. 

Essa preocupante realidade é reforçada por dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), que indica que 30% da população brasileira pode ser considerada hipertensa, com 5% desse total sendo crianças e adolescentes. Elaine explica que diversos fatores têm contribuído para essa tendência. "O sedentarismo, o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, a obesidade, o aumento do estresse e da sobrecarga emocional, além da privação do sono e do uso excessivo de telas, são alguns dos principais contribuintes. Soma-se a isso o consumo precoce de álcool, tabaco, energéticos e outras substâncias estimulantes", detalha. 

Os determinantes sociais, como a baixa adesão às ações preventivas, desigualdades socioeconômicas e menor acesso à educação em saúde, também desempenham um papel relevante. O grande problema da hipertensão precoce é sua evolução silenciosa. Quanto mais cedo ela se instala, maior o tempo de agressão aos vasos sanguíneos e órgãos-alvo, elevando o risco futuro de infarto, AVC, insuficiência cardíaca e doença renal crônica ainda em idade produtiva. 

Nesse contexto, a enfermagem exerce um papel fundamental na prevenção e no diagnóstico precoce. "O enfermeiro participa ativamente da identificação de fatores de risco, realiza a aferição correta da pressão arterial e atua no monitoramento contínuo e encaminhamento precoce, quando necessário", afirma a especialista. Além disso, a função de educação em saúde é essencial, ajudando os jovens a compreenderem as consequências graves da hipertensão a longo prazo. 

Para engajar essa população, a profissional destaca a importância de estratégias mais dinâmicas e acessíveis, com linguagem clara, acolhimento e escuta ativa. "Ações educativas em escolas, universidades e unidades de saúde podem aproximar os jovens do cuidado preventivo, incentivando mudanças graduais no estilo de vida, como a prática de atividade física, alimentação equilibrada, controle do estresse e redução do consumo de álcool, cigarro e ultraprocessados." 

"A hipertensão arterial não é uma doença exclusiva dos idosos e pode atingir pessoas cada vez mais jovens, muitas vezes de forma silenciosa. Por isso, aferir a pressão arterial regularmente deve ser entendido como um cuidado básico e preventivo, mesmo na ausência de sintomas", enfatiza Elaine Avelar. "Cuidar da pressão arterial é cuidar da qualidade de vida, do futuro e da saúde do coração." 


Centro Universitário Módulo
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Levantamento sobre hemofilia revela ‘acesso a tratamentos inovadores’ como principal necessidade não atendida entre pacientes, cuidadores e profissionais de saúde

Como parte do movimento “Seis Razões para Transformar a Hemofilia”, realizada pela Sanofi, o levantamento visou mapear, junto a quem convive com a doença, quais as principais prioridades para transformar a jornada

 

A biofarmacêutica Sanofi lançou o movimento Seis Razões para Transformar a Hemofilia com o propósito de promover conversas sustentadas, ampliar a voz dos pacientes e educar a população sobre a hemofilia. Como ponto de partida, a iniciativa conduziu um levantamento para identificar quais as reais necessidades da comunidade que convive com a condição, engajando pacientes, cuidadores e profissionais da saúde. A necessidade mais votada pelos 547 participantes foi acesso a tratamentos inovadores (75% das respostas), seguida de diagnóstico mais rápido e preciso (74%) e maior investimento em pesquisa (67%). Os resultados reforçam a necessidade de avanços que possam impactar diretamente a qualidade de vida das pessoas que vivem com a doença.

Após a definição das seis razões, a biofarmacêutica pretende, junto a parceiros e diversos outros stakeholders, transformar as necessidades apontadas pelos participantes em compromisso de saúde pública.

A hemofilia é uma doença rara, genética e hereditária que afeta a coagulação do sangue1, causando sangramentos espontâneos ou após traumas. No Brasil, mais de 13 mil pessoas vivem com a condição2, segundo dados do Ministério da Saúde, colocando o país na quarta posição no ranking de prevalência global da doença. Assim como grande parte das doenças raras, o levantamento mostra que o diagnóstico precoce e acesso a tratamento são os principais desafios enfrentados pelos pacientes de hemofilia.

Em relação a diagnóstico, diferentemente de outras condições raras, os casos graves de hemofilia geralmente são diagnosticados no primeiro ano de vida. O desafio está nas formas leves da doença, que podem não apresentar sintomas aparentes até a idade adulta, dificultando o diagnóstico precoce3.

O tratamento padrão é feito através da reposição do fator de coagulação ausente no organismo, o que define o tipo de hemofilia (A ou B), e está integralmente disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar de ser eficaz e representar uma evolução importante no cuidado com a hemofilia, a reposição de fator pode impor um regime intensivo de cuidados com aplicações intravenosas, podendo chegar em até 150 aplicações por ano4. Essa frequência elevada é o principal desafio na adesão ao tratamento, junto com a via administração intravenosa, uma vez que isso sobrecarrega a rotina dos pacientes e reduz significantemente sua autonomia5.

 

Avanços no tratamento de hemofilia

Em março de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), aprovou Qfitlia® (fitusirana sódica), para tratar pacientes com hemofilia A ou B com ou sem inibidores do fator VIII ou IX. O tratamento é considerado inovador por utilizar o mecanismo de RNA de interferência para promover o reequilíbrio homeostático, o que permite maior comodidade posológica, oferecendo proteção duradoura e segura, com apenas seis injeções subcutâneas ao ano (78% dos pacientes)6. Além disso, a nova terapia não exige refrigeração por um período de até 3 meses6, garantindo maior liberdade aos pacientes e seus familiares.

 

Outros dados da campanha “Seis Razões para Transformar” 

No cenário de uma doença rara, muitos pacientes e cuidadores seguem tendo suas vidas pautadas pela doença. Diante disso, o movimento foi criado para ouvir e entender quais são as principais necessidades não atendidas que motivam cada paciente na busca por uma vida com mais liberdade e qualidade. Ao todo, foram listadas dez razões – mapeadas em sessões realizadas pela companhia nos últimos dois anos entre médicos e pacientes – para que os pacientes, cuidadores, familiares e profissionais da saúde votassem nas seis prioridades para o avanço dos cuidados com a hemofilia no Brasil.

 

As 6 principais razões apontadas pela comunidade de hemofilia são:

 

1. Maior acesso a tratamentos inovadores (75%)

2. Diagnóstico mais rápido e preciso (74%)

3. Maior investimento em pesquisa (67%)

4. Maior suporte para cuidadores e famílias (65%)

5. Mais facilidade na aplicação dos medicamentos (62%)

6. Educação médica contínua (60%)



Sobre QFITLIA® (fitusirana sódica)

Qfitlia® (fitusirana sódica) é uma terapia de redução de antitrombina com caneta pré- preenchida de 50 mg e frasco-ampola de 20mg7. Qfitlia® (fitusirana sódica) previne sangramentos e ajuda a reequilibrar a hemostasia, reduzindo a AT (antitrombina), uma proteína anticoagulante, para promover a geração de trombina6. Qfitlia® (fitusirana sódica) é um RNA de interferência que utiliza a tecnologia GalNAc da Alnylam Pharmaceutical Inc4. Foi

aprovada no Brasil em março de 2026 e inaugura um novo capítulo no cuidado da doençacom a promoção de uma melhor qualidade de vida para quem convive com essa condição.

 

 

Sanofi - empresa biofarmacêutica impulsionada por P&D e inteligência artificial, comprometida em melhorar a vida das pessoas e criar crescimento atraente. Aplicamos nossa profunda compreensão do sistema imunológico para inventar medicamentos e vacinas que tratam e protegem milhões de pessoas em todo o mundo, com um pipeline inovador que pode beneficiar milhões mais. Nossa equipe é guiada por um propósito: buscamos os milagres da ciência para melhorar a vida das pessoas; isso nos inspira a impulsionar o progresso e gerar impacto positivo para nossos colaboradores e as comunidades que atendemos, abordando os desafios mais urgentes de saúde, ambientais e sociais do nosso tempo. Presente no Brasil há mais de 100 anos, a Sanofi reafirma seu compromisso de longo prazo com o país, continuando a investir e crescer com medicamentos biofarmacêuticos inovadores e vacinas para os brasileiros.

 

Referências

1. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual. Hemofilia. Disponível em:

https://bvsms.saude.gov.br/hemofilia/#:~:text=A%20hemofilia%20%C3%A9%20um%20dist%C3%BArbio,a%C3%A7%C3%A3o%20para%20estancar%20o%20sangramento. Acesso em

23 mar. 2026.

 

2. Ministério da Saúde. Hemofilia e a luta diária para não se machucar. Disponível em:

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/abril/hemofilia-e-a-luta-diaria-para-nao-se-machucar . Acesso em 23 mar. 2026

 

3. SANOFI. Hemofilia: uma jornada de conhecimento sobre sintomas e tratamentos. 2022.

Disponível em: https://www.sanoficonecta.com.br/campanha/entenda-hemofilia-. Acesso em

26 de março de 2026.

 

4. Ministério da Saúde. Protocolo de uso de fatores de coagulação para a profilaxia primária em caso de hemofilia grave. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/protocolos/20220408_portalportariaconjuntano62022_profilaxiaprimaria_hemofiliagrave.pdf Acesso em 23 mar. 2026

 

5. Oliveira, L. C.1, et al. 2025, Outubro. Esquemas de profilaxia em hemofilia A e B sem inibidores no Brasil baseado em um painel Delphi. Apresentação oral. HEMO 2025, São Paulo, Brasil.


6. QFITLIA (fitusirana sódica): uso subcutâneo. Suzano (SP). Sanofi Medley Farmacêutica Ltda.,

2026. Bula de remédio. Disponível em: https://sm.far.br/arn . Acesso em 27 mar. 26


7. SANOFI. Qfitlia approved as the first therapy in the US to treat hemophilia A or B with or without inhibitors. Março, 2025. Disponível em: https://www.sanofi.com/en/media-room/press-releases/2025/2025-03-28-20-07-38-3051637 . Acesso em 23 mar. 2026



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