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terça-feira, 14 de abril de 2026

Câncer de esôfago afeta até quatro vezes mais homens; especialista alerta para prevenção

Campanha Abril Azul Claro chama a atenção para essa doença silenciosa e de alta letalidade; mudança de hábitos ajuda na prevenção 


Apesar de, em muitos casos, ser prevenível, o câncer de esôfago continua com diagnóstico tardio e números preocupantes no Brasil, especialmente entre os homens, que concentram quase quatro vezes mais mortes que as mulheres. Neste mês, a campanha Abril Azul Claro chama a atenção para essa doença silenciosa e de alta letalidade. 

Dados levantados em 2026 pela SBCO (Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica) apontam que o país registrou 8.677 mortes por câncer de esôfago em 2024, com tendência de crescimento nos últimos anos. Desse total, 6.830 ocorreram entre homens e 1.847 entre mulheres, evidenciando uma disparidade significativa. 

O oncologista da Hapvida Jorge Abissamra explica que a disparidade tem razão comportamental. “Homens, em média, fumam mais, consomem mais álcool e procuram menos o sistema de saúde. Além disso, têm maior prevalência de hábitos alimentares inadequados e menor adesão ao tratamento de doenças como refluxo gastroesofágico. Essa combinação aumenta significativamente o risco ao longo da vida”, afirma. 

Entre os principais fatores de risco estão o consumo de álcool e o tabagismo, incluindo cigarro tradicional, eletrônico e narguilé. “O tabaco causa dano direto ao DNA das células do esôfago, promovendo mutações. Já o álcool atua como irritante crônico da mucosa e facilita a ação de substâncias carcinogênicas. Quando combinados, o efeito é multiplicador. O risco pode ser até 20 vezes maior”, destaca Abissamra. 

Outros fatores de relevância são a obesidade, o refluxo gastroesofágico crônico e a alimentação inadequada.

 

Diagnóstico precoce 

Um dos principais desafios no combate à doença é o diagnóstico precoce. Isso porque os sintomas costumam surgir de forma mais evidente em fases mais avançadas. 

“O principal sintoma é a dificuldade para engolir, que começa com alimentos sólidos e pode evoluir para líquidos. Outros sinais incluem perda de peso, dor ao engolir e sensação de alimento parado. O problema é que esses sintomas aparecem tardiamente. No início, a doença é silenciosa. Quando o paciente percebe algo relevante, o tumor geralmente já está avançado”, alerta o médico. 

Quando identificado precocemente, o câncer de esôfago apresenta melhores perspectivas de remissão. “Em fases iniciais, é possível realizar tratamento curativo com cirurgia ou até técnicas endoscópicas. Já nos estágios avançados, o tratamento é mais complexo e com menor chance de cura. Detectar cedo pode literalmente salvar vidas”, reforça. 

Diante desse cenário, a conscientização ganha papel central, sobretudo entre o público masculino. Mudanças de comportamento são fundamentais para reduzir o risco. “Parar de fumar, reduzir o consumo de álcool, controlar o peso, tratar o refluxo e manter uma alimentação equilibrada são medidas diretas e eficazes. Ao eliminar esses fatores, é possível reduzir drasticamente a chance de desenvolver a doença”, conclui Abissamra.

 

Vai viajar no feriado? Não esqueça do cuidado com as pernas

Percursos longos podem gerar desconforto e complicações vasculares. Veja seis recomendações para evitar problemas e curtir o lazer
Permanecer sentado por muito tempo em deslocamentos longos prejudica o bombeamento do sangue venoso para o coração.

  • A estagnação do sangue favorece a formação de coágulos internos, conhecidos como trombos.
  • O Ministério da Saúde e a SBACV recomendam parar para caminhar, realizar movimentos "sobe e desce" com os calcanhares, manter as pernas esticadas e não cruzar as pernas.
  • O uso de tecnologia de compressão graduada atua como um suporte mecânico externo para acelerar a velocidade do fluxo sanguíneo nas veias.


Com a proximidade dos feriados de 21 de abril e 1º de maio, milhares de brasileiros se preparam para encarar rodovias e aeroportos em busca de dias de descanso. No entanto, o planejamento deve incluir o cuidado com a saúde das pernas. De acordo com especialistas, o hábito de permanecer sentado por muito tempo, que é uma característica comum em deslocamentos de longa distância, prejudica o mecanismo natural de bombeamento do sangue venoso para o coração.
 

Essa estagnação ocorre quando o sistema circulatório perde o auxílio da musculatura para vencer a gravidade. Com o corpo estático, o processo falha e resulta em sintomas imediatos como pernas pesadas e edemas. Conforme dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) e do Ministério da Saúde, essa condição favorece a formação de coágulos internos, conhecidos como trombos, que trazem riscos severos à saúde sem a devida atenção preventiva.
 

Para assegurar que o trajeto seja tão prazeroso quanto o destino e evitar que problemas vasculares interrompam o lazer, o Ministério da Saúde e especialistas da SBACV recomendam ações práticas:
 

  1. No carro, planeje paradas: a cada duas horas de estrada, estacione o veículo para caminhar por pelo menos cinco minutos. Esse intervalo reativa a circulação e evita o acúmulo de sangue nas extremidades.
     
  2. No avião e ônibus, evite a imobilidade: mesmo em espaços reduzidos, realize movimentos de "sobe e desce" com os calcanhares. Use o corredor para curtas caminhadas e visitas ao banheiro sempre que permitido para estimular o fluxo sanguíneo.
     
  3. Mantenha o corpo alinhado: procure manter as pernas o mais esticadas possível sob a poltrona à frente. Evite dobrar os joelhos em ângulos muito agudos, pois a dobra excessiva dificulta a passagem do sangue.
     
  4. Não cruze as pernas: essa posição comprime veias importantes atrás do joelho e funciona como um obstáculo extra para a circulação. Mantenha os dois pés apoiados no chão ou em um suporte.
     
  5. Atenção à hidratação: beba água regularmente para preservar a fluidez do sangue e evite o consumo excessivo de cafeína ou álcool, substâncias que contribuem para o inchaço.
     
  6. Use meias de compressão graduada: item indispensável para qualquer modalidade de viagem longa, a pressão controlada da meia atua como um suporte externo que auxilia o retorno venoso, previne a fadiga e o risco de trombose.


Meias de compressão 

A SIGVARIS GROUP, referência no tratamento de doenças circulatórias, desenvolve soluções médicas de alta qualidade que unem suporte técnico e bem-estar, oferece a linha Traveno, desenvolvida com tecnologia específica para longos deslocamentos. A meia aplica uma compressão graduada que começa no tornozelo e diminui em direção ao joelho, o que ajuda o sangue a circular melhor e evita inchaços e sensação de pernas pesadas.
 

Escute Suas Pernas 

Alinhada ao propósito de bem-estar, a SIGVARIS GROUP promove a campanha "Escute Suas Pernas", que orienta a população a não ignorar sintomas como dores, cansaço, sensação de peso, edemas, varizes, entre outros. 

Para saber mais sobre a campanha visite o site oficial sigvaris.com/escutesuaspernas e o perfil sigvarisgroup.brasil nas redes sociais.
  


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Do autoexame ao exame a dois: campanha transforma intimidade em ferramenta de detecção precoce do câncer

 

“Se você ama alguém, examine esse alguém” convida casais a compartilharem o cuidado com a saúde, transformando prevenção em um ato de amor 

www.quemamaexamina.com.br

 

Há décadas, o autoexame para detecção de câncer segue essencialmente o mesmo modelo: individual, clínico e, muitas vezes, negligenciado. Apesar da importância reconhecida pelos profissionais de saúde, a adesão permanece baixa, e grande parte da população não realiza autoexames de mama, testicular e de pele com a frequência recomendada. Ao mesmo tempo, são frequentes os relatos de sinais percebidos de forma espontânea no corpo do outro, como um caroço, uma pinta diferente ou uma alteração de pele, que acabam levando à busca por atendimento médico. 


Foi a partir desse cenário que surgiu a pergunta que inspira a nova campanha da CEPIA, organização focada em cidadania e direitos humanos: “E se a prevenção não precisasse ser um ato solitário?”. A iniciativa “Se você ama alguém, examine esse alguém”, criada em parceria com a agência VML, propõe ampliar o conceito de autoexame a partir de um comportamento que já existe: o de notar mudanças no corpo de quem está ao nosso lado. A campanha convida casais a compartilharem o cuidado com a saúde e a transformarem a intimidade em uma aliada na detecção precoce do câncer. 


Em vez de reforçar a prevenção como uma responsabilidade exclusiva de cada indivíduo, a campanha estimula parceiros a se examinarem mutuamente em busca de sinais precoces de câncer de mama, testicular e de pele. Sem substituir o autoexame, a proposta amplia as formas de cuidado, somando o olhar e o toque do outro como mais uma camada de atenção. Ao transformar essas descobertas ocasionais em um gesto intencional de cuidado compartilhado, a iniciativa ajuda a transformar momentos de intimidade em oportunidades recorrentes de prevenção – algo mais humano, mais natural e, potencialmente, mais eficaz. 


“O autoexame tem suas limitações. A gente não consegue examinar o próprio corpo de forma completa, nem perceber todos os sinais sozinho. Por isso, é extremamente importante contar com pessoas próximas que possam nos ajudar nesse processo.” Dra. Rochele Durgante,  médica dermatologista. 


A campanha é apresentada por meio de uma série de filmes com casais reais, que mostram momentos de conexão, carinho e toque sendo ressignificados como oportunidades de cuidado. Em uma abordagem intimista, sensível e com apuro estético, os filmes convidam o público a enxergar gestos cotidianos de carinho como possíveis pontos de partida para identificar alterações. Ao evidenciar situações em que um parceiro percebe algo diferente no outro, os filmes reforçam o racional de que a intimidade já é, muitas vezes, o lugar onde sinais aparecem primeiro. 


Além da comunicação emocional, a iniciativa oferece orientação prática: um hub digital exclusivo reúne tutoriais explicando como observar sinais de alerta no corpo do parceiro ou parceira, orientações de médicos especialistas, conteúdos educativos e informações sobre a importância da detecção precoce. A proposta é facilitar o acesso à informação qualificada, reforçando que o exame a dois não substitui o autoexame nem o acompanhamento médico, mas funciona como um complemento que potencializa a prevenção e pode antecipar a busca por atendimento profissional. 


Um dos elementos visuais marcantes do projeto é uma tipografia exclusiva, criada a partir do movimento das mãos pelo corpo. Essa fonte exclusiva foi aplicada em posters, outdoors, mobiliário urbano e peças digitais, conectando conceito, linguagem visual e mensagem central da campanha, e simbolizando graficamente esse gesto de cuidado que já acontece na vida real.  


Ao revisitar um método de prevenção que há décadas permanece praticamente o mesmo, “Se você ama alguém, examine esse alguém” propõe uma nova perspectiva sobre um comportamento que já existe, baseada em conexão, confiança e responsabilidade compartilhada. Mais do que uma campanha de comunicação, a iniciativa se coloca como um convite à comunidade médica, às entidades de saúde pública e à população para adotarem uma forma de prevenção que amplia – e não desloca – o autoexame, aproximando-o da maneira como as pessoas de fato vivem, se relacionam e cuidam umas das outras. 


Consulta pública para incorporação de Alhemo® (concizumabe) no SUS para pacientes com hemofilia B com inibidores está aberta

 

  • O uso profilático de Alhemo® (concizumabe) demonstrou reduzir em 86% os episódios de sangramento1
  • Alhemo® (concizumabe) representa um passo importante no cuidado da hemofilia ao reduzir a necessidade de infusões intravenosas frequentes1
  • A possível inclusão de Alhemo® (concizumabe) no SUS pode ampliar o acesso a uma terapia inovadora para pacientes com o tratamento
  • A consulta pública de Alhemo® marca um avanço importante para a equidade do cuidado em hemofilia ao expandir o acesso à profilaxia para Hemofilia B com inibidor, oferecendo opções além das já disponíveis para o tratamento da hemofilia A

 

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) abriu consulta pública para avaliar a incorporação de Alhemo® (concizumabe) ao Sistema Único de Saúde (SUS) como tratamento para pessoas com hemofilia B com inibidores. No Brasil, o tratamento da hemofilia é oferecido exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que torna o processo de avaliação e eventual incorporação de novas tecnologias ainda mais relevante para garantir acesso equitativo a terapias inovadoras em todo o território nacional. Nesse contexto, a consulta pública de Alhemo® marca um avanço na equidade do cuidado em hemofilia, ao colocar em pauta a ampliação do acesso à profilaxia para pessoas com hemofilia B com inibidores, ampliando a disponibilidade de opções de tratamento para além daquelas já estabelecidas para a hemofilia A. 

A hemofilia é uma doença genética rara caracterizada pela deficiência de fatores de coagulação. Tanto no tipo A quanto no B, os pacientes podem apresentar sangramentos espontâneos ou prolongados. 

Um dos principais desafios clínicos da hemofilia é o desenvolvimento de inibidores, anticorpos que neutralizam os fatores de coagulação utilizados no tratamento convencional, dificultando o controle dos sangramentos e tornando a condução da doença mais complexa. 

Diferentemente das terapias tradicionais, que substituem as proteínas de coagulação ausentes, como o fator VIII ou o fator IX, o Alhemo® atua em uma etapa inicial da coagulação por um mecanismo alternativo. Isso proporciona ao medicamento a sua eficácia mesmo em pacientes que desenvolveram inibidores, ampliando, dessa maneira, as possibilidades de controle da doença.1 

O medicamento é administrado por meio de caneta pré-preenchida de uso diário, representando uma inovação na experiência terapêutica para pacientes com 12 anos ou mais que vivem com hemofilia A ou B com inibidores.2 

Nos resultados do estudo clínico EXPLORER71, foi demonstrada uma redução significativa dos episódios de sangramento tratados, com redução de 86% no número anual de sangramentos nos pacientes que utilizaram o medicamento diariamente em comparação ao grupo sem profilaxia (tratamento sob demanda). Além disso, entre os pacientes que receberam a medicação de forma preventiva, 63,6% não apresentaram episódios de sangramento nas primeiras 24 semanas. No estudo, não foram observados eventos tromboembólicos, reforçando o perfil de segurança favorável do medicamento.1  

“A hemofilia impõe desafios diários a milhares de brasileiros e suas famílias. Inovações terapêuticas como essa ampliam as possibilidades de controle da doença, reduzem o risco de sangramentos e contribuem para uma rotina mais estável e previsível. Nosso compromisso é apoiar soluções que promovam mais qualidade de vida, autonomia e bem-estar para as cerca de 14 mil pessoas que vivem com algum tipo de hemofilia no país”, destaca Priscilla Mattar, vice-presidente médica da Novo Nordisk no Brasil.

 

Consulta pública 

A avaliação da CONITEC considera as evidências de eficácia e segurança do tratamento para a população. Assim, a consulta pública é uma etapa fundamental do processo de incorporação de tecnologias no SUS, garantindo transparência e participação social nas decisões relacionadas ao acesso a tratamentos inovadores. 

“A consulta pública é um momento essencial para que pacientes, profissionais de saúde, associações e toda a sociedade civil contribuam com suas experiências e perspectivas. A participação ativa nesse processo fortalece decisões mais transparentes, técnicas e alinhadas às necessidades reais das pessoas que convivem com a hemofilia no Brasil” finaliza Leonardo Bia, vice-presidente de assuntos corporativos e sustentabilidade da Novo Nordisk no Brasil. 

Para participar, os interessados devem acessar o portal da CONITEC até 27 de abril e registrar sua contribuição. Consulta Pública nº 23/2026.

 

Sobre o estudo EXPLORER71

O EXPLORER71 é um ensaio clínico que estabeleceu a eficácia e segurança do Alhemo® para pacientes adultos e pediátricos com 12 anos ou mais que vivem com hemofilia A ou B com inibidores. No EXPLORER7, 52 homens foram aleatoriamente designados na proporção de 1:2 para não receber profilaxia (braço 1, n=19) ou profilaxia com Alhemo® (braço 2, n=33), e 81 homens foram designados não aleatoriamente para receber profilaxia com Alhemo® (braços 3 e 4)1. A dose inicial de Alhemo® foi de 1 mg por quilograma de peso corporal, seguida de 0,2 mg por quilograma diariamente, e potencialmente individualizada com base na concentração plasmática de concizumabe-mtci, medida na semana 4. A análise primária foi realizada quando todos os pacientes nos braços 1 e 2 completaram pelo menos 24 ou 32 semanas, respectivamente, e comparou o número de episódios hemorrágicos espontâneos e traumáticos tratados, medido como ABR, entre os braços um e dois. Desfechos secundários de apoio, como a porcentagem de pacientes sem episódios hemorrágicos, foram relatados apenas como resultados descritivos.

 

Sobre a injeção de Alhemo® (concizumabe-mtci)

Alhemo® é um antagonista do inibidor da via do fator tecidual (TFPI), uma proteína no corpo que ajuda a impedir a coagulação sanguínea. Ao inibir o TFPI, Alhemo® melhora a produção do fator Xa (FXa) durante a fase inicial da coagulação, levando à melhora da geração de trombina e formação de coágulos em pacientes com hemofilia A ou B com inibidores. O efeito de Alhemo® não é influenciado pela presença de anticorpos inibidores do FVIII ou FIX, e Alhemo® não induz ou aumenta o desenvolvimento de inibidores diretos ao FVIII ou FIX. Alhemo® é aprovado como profilaxia diária para prevenir ou reduzir a frequência de episódios hemorrágicos em adultos e pacientes pediátricos com 12 anos ou mais com hemofilia A ou B com inibidores nos EUA.

 

Novo Nordisk
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Referências:

  1. Matsushita et al. Phase 3 Trial of Concizumab in Hemophilia with Inhibitors. The New England Journal of Medicine, v. 389, n. 9, p. 783-794, 31 ago. 2023. DOI: 10.1056/NEJMoa2216455.
  2. Bula de Alhemo® (concizumabe), aprovada pela ANVISA em 14/04/2025. Última atualização em: 14/05/2025 Alhemo (concizumabe): novo registro — Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa.
  3. Passo a passo completo | Como contribuir na consulta pública de concizumabe para o tratamento de hemofilia B com inibidores: Tratamento para hemofilia B com inibidores no SUS
  4. Tratamento da hemofilia B com inibidores Consulta Pública avalia disponibilização de concizumabe no SUS: Consulta Pública nº 23/2026 - Concizumabe para tratamento profilático de longa duração contra sangramentos em pacientes com hemofilia B moderada a grave com inibidores com idade a partir de 12 anos - CP nº 23/2026 - Consultas Públicas Conitec/SECTICS - Brasil Participativo


Einstein adota robô SkyWalker® para elevar precisão técnica em cirurgias ortopédicas 

Nova tecnologia permite planejamento 3D personalizado e guia robótico para ressecções ósseas com precisão submilimétrica em cirurgias de joelho e quadril

 

Com o objetivo de trazer um novo patamar de precisão e personalização para as cirurgias ortopédicas, o Einstein Hospital Israelita acaba de incorporar o SkyWalker® Robotic Platform. A tecnologia, desenvolvida pela MicroPort Orthopedics, se destaca pelo fluxo de trabalho que une planejamento virtual detalhado com execução cirúrgica guiada por robô.

As principais vantagens da plataforma residem na capacidade de unir um planejamento pré-operatório personalizado com uma execução robótica de alta precisão.  O sistema utiliza imagens de tomografia computadorizada para criar um modelo 3D interativo da articulação, permitindo que o cirurgião analise a anatomia única do paciente e defina em detalhes o tamanho, o posicionamento e o alinhamento ideais do implante antes do procedimento.  

Durante a cirurgia, essa etapa de planejamento é traduzida em ação por um braço robótico que atua como um guia, posicionando o bloco de corte com exatidão submilimétrica para garantir máxima fidelidade ao que foi planejado. Além disso, a plataforma oferece feedback em tempo real com a função de "balanceamento de lacunas", que possibilita ao cirurgião avaliar e ajustar o equilíbrio dos ligamentos, visando a uma articulação mais estável e com movimento natural. 

"A capacidade de planejar a cirurgia em um modelo 3D e executá-la com o auxílio robótico nos dá um controle sem precedentes", explica o Dr. Sérgio Araújo, diretor da Rede Cirúrgica do Einstein. "A precisão nas ressecções ósseas e no alinhamento dos componentes é fundamental para a longevidade do implante e para uma recuperação mais funcional do paciente. É a materialização da medicina auxiliada por dados aplicada ao centro cirúrgico."  

Ressalte-se que as artroplastias robóticas já eram realizadas no Einstein para o tratamento de condições articulares, porém a introdução da plataforma  SkyWalker®, nas unidades Morumbi e Goiânia, representa importante avanço nas opções de tratamento da ortopedia do Einstein.  

O Dr. Mário Lenza, gerente médico da Ortopedia do Einstein, ressalta que a incorporação da plataforma expande de forma relevante o escopo das cirurgias articulares que podem ser realizadas com suporte robótico. “Essa precisão adicional nos permite planejar e executar procedimentos com ainda mais acurácia, o que impacta diretamente na qualidade de vida do paciente no pós-operatório e nos resultados clínicos.” 

A iniciativa reforça o posicionamento do Einstein na fronteira da inovação com a implementação das plataformas cirúrgicas mais avançadas. "O SkyWalker® foi projetado para ser uma extensão das habilidades do cirurgião. A plataforma oferece um feedback em tempo real e a garantia de que o plano cirúrgico seja seguido à risca, transformando a arte do balanceamento articular em uma ciência de dados precisa", Pamela Techima, diretora de operações Comerciais da MicroPort Orthopedics.  

Essa tecnologia se soma ao robusto programa de cirurgia robótica da organização, que já acumula mais de 16 mil procedimentos realizados e mais de mil profissionais capacitados em 18 anos de atuação, consolidando o Einstein como a principal referência em medicina de ponta na América Latina.

A gripe chegou mais cedo: veja por que é preciso antecipar os cuidados com a saúde e o que fazer para se proteger

Autoridades confirmaram a circulação precoce do vírus Influenza A, fenômeno que já sobrecarrega unidades de pronto-atendimento, com tendência de aumento 

 

O cenário epidemiológico brasileiro acendeu um alerta vermelho antes mesmo do início oficial do inverno, conforme o recente comunicado emitido pela Fiocruz e pelo Ministério da Saúde. As autoridades confirmaram a circulação precoce do vírus Influenza A, fenômeno que já sobrecarrega as unidades de pronto-atendimento em diversas regiões do país e apresenta uma tendência de aumento no longo prazo em quase todo o território nacional. Atualmente, 20 estados brasileiros já registram um número significativo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), o que exige uma mudança imediata na postura da população em relação à prevenção.

 

Primeiramente, a atenção deve ser imediata devido a possibilidade de complicações para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme lembra a Dra. Maria Cecília Maiorano, coordenadora da pós-graduação em Pneumologia da Afya Educação Médica São Paulo. “O vírus não está apenas circulando, mas causando complicações graves em todo país, o que exige um olhar atento aos primeiros sintomas”, afirma a especialista.

 

Em segundo lugar, existe um risco de saturação do sistema de saúde: o aumento na procura por prontos-socorros antes do período sazonal habitual (outono/inverno) pode gerar filas e dificultar o atendimento rápido. “Outro ponto importantíssimo é a vacinação estratégica. Embora o calendário siga a sazonalidade, a circulação precoce justifica a busca imediata pela imunização. A vacinação contra influenza deve, sim, ser realizada o quanto antes, principalmente para os grupos de risco", afirma a Dra. Maria Cecília.

 

A médica destaca duas práticas fundamentais para o cuidado da população nestes momento. “É fundamental lembrar dos cuidados aprendidos durante a pandemia para conter a transmissão do vírus no dia a dia. A prática da etiqueta respiratória, que consiste em cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, aliada à higienização frequente das mãos, forma a primeira linha de defesa contra o contágio. Em casos de sintomas gripais, o uso de máscara torna-se indispensável, sobretudo em ambientes fechados ou ao procurar atendimento em serviços de saúde, visando proteger as demais pessoas ao redor.”


A especialista ainda explica que ao apresentar sinais de mal-estar, o indivíduo deve evitar o contato direto com outras pessoas, com atenção redobrada aos mais vulneráveis. “O objetivo dessas medidas integradas é reduzir a pressão sobre os sistemas de saúde e garantir que o pico de casos, que habitualmente ocorreria apenas nos meses mais frios, seja mitigado pela conscientização precoce da sociedade”, encerra. 



Afya
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Sabia que a sua hipertensão pode estar relacionada com fator hormonal?


A hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, é uma das condições crônicas mais comuns no Brasil, mas parte dos casos tem origem hormonal e permanece sem diagnóstico. O aldosteronismo primário, também chamado de hiperaldosteronismo primário (HAP) ou síndrome de Conn, ocorre quando as glândulas suprarrenais produzem aldosterona em níveis acima do adequado. Esse hormônio regula sódio, potássio e o volume de líquidos no organismo; quando há excesso, ocorre retenção de sódio, perda de potássio e aumento sustentado da pressão arterial.

 

Apesar da relevância, essa causa de hipertensão ainda não faz parte da triagem inicial em grande parte dos atendimentos médicos. “O aldosteronismo primário é uma causa tratável de hipertensão e ainda é subdiagnosticado. Muitos pacientes convivem com a pressão alta por longos períodos sem investigar a possibilidade de um distúrbio hormonal associado”, afirma a Dra. Marilia Bortolotto Felippe Trentin, endocrinologista membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP).

 

Além da hipertensão de difícil controle, sintomas como cefaleia, alterações de visão, fadiga, câimbras e sintomas relacionados à redução do potássio podem acontecer. Adultos na faixa etária entre 30 e 50 anos são os mais propensos a desenvolver aldosteronismo primário.

 

“Quando a hipertensão é resistente ou há redução do potássio sem causa aparente, o HAP deve ser considerado. Embora a triagem ainda não faça parte da rotina, ela deveria ser incorporada aos protocolos”, ressalta a médica.

 

Ela ainda explica que, embora o exame de sangue em jejum seja o exame de rotina para diagnosticar aldosteronismo primário, a variação natural dos hormônios ao longo do dia pode interferir na precisão dos resultados - e entender essa variação é fundamental para reduzir falsos negativos e direcionar corretamente o tratamento.

 

“Com o diagnóstico estabelecido, o tratamento varia de acordo com a origem do excesso de aldosterona. Na hiperplasia bilateral, que acomete as duas glândulas suprarrenais, a abordagem é clínica, com uso de medicamentos que bloqueiam a ação da aldosterona. Já quando há um nódulo produtor em apenas uma das glândulas, a cirurgia pode normalizar a pressão arterial”, detalha Dra. Marília. 




SBEM-SP - Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo
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É possível desenvolver adenomiose e endometriose ao mesmo tempo?

Especialista explica as diferenças entre miomas, adenomiose e endometriose e destaca que a normalização das dores menstruais intensas é um tabu a ser combatido 

 

O inchaço abdominal recorrente, muitas vezes tratado como algo pontual ou alimentar, pode esconder condições ginecológicas importantes que impactam diretamente a saúde e a qualidade de vida da mulher. Miomas, adenomiose e endometriose estão entre as principais causas e, embora distintas, podem coexistir e apresentar sintomas semelhantes, o que dificulta o diagnóstico.

Para o ginecologista e diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Endometriose, Dr. Marcos Tcherniakovsky, o principal desafio ainda é cultural. “Muitas mulheres convivem com dor por anos e normalizam cólicas intensas, o que atrasa o diagnóstico e o início do tratamento. Dor incapacitante não é normal e precisa ser investigada”, afirma.

Segundo o especialista, é possível que uma mesma paciente desenvolva mais de uma dessas condições ao mesmo tempo, mas o diagnóstico precoce faz toda a diferença no controle dos sintomas e na qualidade de vida. “Apesar de diferentes, miomas, adenomiose e endometriose têm tratamento eficaz, especialmente quando identificados cedo”, destaca.

Os miomas uterinos, tumores benignos que atingem até 80% das mulheres ao longo da vida, podem causar aumento abdominal, sangramento intenso e dor, embora, em muitos casos, sejam assintomáticos. Já a adenomiose ocorre quando o tecido do endométrio se infiltra no músculo do útero, levando a menstruação volumosa e dolorosa. A endometriose, por sua vez, é caracterizada pela presença desse tecido fora do útero, podendo atingir órgãos pélvicos e causar dor crônica, infertilidade e sintomas intestinais e urinários.

Outro termo que tem ganhado popularidade entre pacientes é o “endo belly”, associado ao inchaço abdominal típico da endometriose. “Esse quadro está ligado à inflamação e pode variar ao longo do ciclo menstrual. Quando recorrente, é um sinal de alerta que merece avaliação especializada”, explica o médico.

Dados apontam que até 80% das mulheres podem desenvolver miomas ao longo da vida, enquanto a endometriose e a adenomiose afetam cerca de 1 em cada 10 mulheres em idade reprodutiva, muitas ainda sem diagnóstico. “A mensagem principal é clara: sintomas persistentes como dor pélvica, cólicas intensas e inchaço não devem ser ignorados”, reforça Dr. Marcos. 



Dr. Marcos Tcherniakovsky – Ginecologista e Obstetra – Especialista em Endometriose e Vídeo-endoscopia Ginecológica (Histeroscopia e Laparoscopia). É Diretor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Endometriose. Médico Responsável pelo Setor de Vídeo-endoscopia Ginecológica e Endometriose da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC. Membro da comissão de especialidades na área de Endometriose pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Médico Responsável da Clínica Ginelife. Instagram: dr.marcostcher



Abril azul e Autismo: avanço no diagnóstico amplia debate sobre direitos e acesso a tratamento no Brasil

No mês de conscientização do autismo, especialistas explicam a condição e destacam os principais direitos das pessoas autistas no país 

 

O aumento dos diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem colocado o tema no centro das discussões entre famílias, educadores e profissionais de saúde. Dados recentes do Centers for Disease Control and Prevention(CDC) indicam que 1 em cada 31 crianças é diagnosticada com o transtorno, enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima cerca de 70 milhões de pessoas com TEA no mundo, sendo aproximadamente 2 milhões no Brasil. Outro levantamento, desta vez do GetNinjas, aponta que, entre janeiro e fevereiro de 2026, a busca por suporte pedagógico especializado cresceu 41%, impulsionada por demandas relacionadas ao autismo e outros transtornos do neurodesenvolvimento.

Apesar dos avanços na conscientização, ainda há desafios importantes no acesso ao diagnóstico precoce, tratamento adequado e inclusão social. Dr. Rodrigo Eustáquio, médico e professor da pós-graduação em Psiquiatria da Afya Vitória, explica que o TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta principalmente a comunicação, a interação social e o comportamento, podendo envolver rigidez cognitiva e padrões repetitivos. Ele ressalta que o diagnóstico não deve ser visto como um rótulo. “O diagnóstico deve ser entendido como uma porta de entrada para o cuidado, para a construção de um plano terapêutico e para o acesso a direitos fundamentais, como saúde, educação e inclusão”, afirma.

O especialista também destaca que o autismo “não é uma doença, mas uma característica da pessoa”, e que não há um padrão único, já que cada indivíduo apresenta diferentes níveis de suporte, habilidades e desafios. Nesse contexto, ele alerta para a importância de evitar comparações e combater estigmas, lembrando que dificuldades de interação social não significam falta de interesse, mas sim barreiras que precisam ser compreendidas e trabalhadas.

Dr. Rodrigo também chama atenção para aspectos como a sensibilidade sensorial, comum em pessoas com TEA, que pode impactar a adaptação a ambientes com excesso de estímulos, como barulho, luz ou determinadas texturas. Segundo ele, essas características devem ser respeitadas e consideradas no processo de inclusão. “Intervenções precoces ajudam a desenvolver habilidades, melhorar a comunicação e promover autonomia”, explica o profissional, destacando que o foco deve estar no desenvolvimento progressivo da independência, com respeito às individualidades.

Na saúde mental, o tratamento do TEA deve ser individualizado, considerando idade, nível de suporte e principais desafios de cada pessoa. Segundo a Dra. Mariana Ramos, professora de psicologia da Afya Centro Universitário Itaperuna, as principais abordagens são a Análise do Comportamento Aplicada (ABA); terapias de comunicação, incluindo fonoaudiologia e o uso de sistemas como o PECS, e, em adolescentes e adultos, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). A professora enfatiza que a escolha das estratégias deve respeitar a singularidade de cada indivíduo.“Não é o paciente que se adapta à ferramenta, mas a ferramenta que deve ser ajustada às necessidades da pessoa”, destaca.

A especialista também reforça a importância da inclusão escolar com suporte adequado e da participação ativa da família no processo terapêutico. “Quando a escola e a família compreendem o autismo e participam ativamente, os ganhos são mais consistentes e refletem diretamente na qualidade de vida”, afirma. Segundo ela, o tratamento não se restringe ao consultório, mas acontece no cotidiano, o que exige alinhamento entre profissionais, familiares e educadores. 

Do ponto de vista jurídico, embora o Brasil tenha avançado na criação de leis de proteção, o principal desafio ainda está na aplicação prática desses direitos. Dra. Bruna Santos, advogada e professora do curso de Direito da Afya Centro Universitário Itaperuna, ressalta que é fundamental que as pessoas com autismo e suas famílias tenham acesso à informação e compreendam, de forma clara, quais são seus direitos e como exigi-los no dia a dia. 

“Não há inclusão real sem o conhecimento dos próprios direitos. Mais do que garantir acesso à escola, terapias ou mediadores, é fundamental que a pessoa autista se sinta pertencente e ativamente inserida na sociedade. Isso significa participar de todas as vivências, como interações sociais, brincadeiras e momentos coletivos, e não apenas estar presente de forma passiva. Sem esse senso de pertencimento e participação efetiva, a inclusão perde seu sentido”, explica a especialista.

Principais direitos da pessoa com autismo no Brasil, segundo a especialista:

 

1. Diagnóstico precoce e atendimento multiprofissional

A pessoa com autismo tem direito ao diagnóstico precoce e ao acompanhamento por uma equipe de saúde completa pelo sistema público, favorecendo intervenções mais eficazes.

2. Inclusão escolar sem custo adicional

Deve estudar em escola regular, com adaptações e apoio necessários, sendo proibida qualquer cobrança extra por esses recursos.

3. Direito ao trabalho e inclusão profissional

A lei garante não só o acesso ao emprego, mas também inclusão real no ambiente de trabalho, com respeito, igualdade, adaptações e oportunidades de desenvolvimento.

4. Atendimento prioritário

Tem direito à prioridade em filas e atendimentos em serviços públicos e privados, reduzindo o tempo de espera.

5. Acompanhante especializado

Quando necessário, pode contar com um profissional de apoio, como mediador escolar, para auxiliar na aprendizagem e interação.

6. Proteção contra discriminação e acessibilidade

É protegida contra qualquer forma de preconceito e tem direito a acessibilidade e participação plena na sociedade.

7. Direito ao transporte

Tem acesso a transporte com condições adequadas, podendo incluir gratuidade ou descontos, além de benefícios como isenção de impostos na compra de veículos.

 



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Policlínica de Posse conscientiza sobre câncer colorretal

 

Diagnóstico precoce é essencial no combate ao câncer colorretal, o tipo que mais mata no mundo 

 

O câncer colorretal é um dos tipos de tumor mais incidentes no mundo e no Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, trata-se do segundo câncer que mais causa mortes globalmente. No país, dados do Instituto Nacional de Câncer apontam que a doença também ocupa posição de destaque entre as principais causas de óbito por câncer.   

Diante desse cenário, a equipe médica de gastroenterologia da Policlínica Estadual da Região Nordeste II – Posse, unidade do Governo de Goiás administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (IMED), reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.  

O câncer colorretal afeta o cólon e o reto, partes do intestino grosso responsáveis pela absorção de água e sais minerais, além da formação das fezes. Na maioria dos casos, a doença se desenvolve a partir de pólipos, lesões inicialmente benignas, que podem evoluir para tumores malignos ao longo do tempo. Quando identificados precocemente, esses pólipos podem ser removidos, evitando o desenvolvimento do câncer.  


Diagnóstico precoce   

Segundo a gastroenterologista da unidade, Jéssica Caren, a atenção aos sinais de alerta é fundamental. “É essencial valorizar o rastreamento e ficar atento a sintomas como presença de sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, dor abdominal persistente, perda de peso sem causa aparente e anemia. Esses sinais precisam ser investigados”, destaca.  

A médica também ressalta que mudanças no estilo de vida contribuem para a prevenção da doença. “Manter uma alimentação rica em fibras, praticar atividade física regularmente e evitar o consumo excessivo de álcool e tabaco são medidas importantes. Além disso, o rastreamento precoce é fundamental”, explica.  

De acordo com o Ministério da Saúde, o rastreamento do câncer colorretal é, em geral, indicado a partir dos 50 anos de idade. No entanto, a Jéssica alerta: “pessoas com fatores de risco, como histórico familiar da doença, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool e dieta rica em alimentos ultraprocessados, devem iniciar a investigação mais precocemente”. A detecção precoce é decisiva para o sucesso do tratamento, aumentando significativamente as chances de cura e reforçando a importância do acompanhamento médico regular aliado à adoção de hábitos de vida saudáveis. 


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