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Após aumento autorizado, especialistas destacam
estratégias para reduzir o impacto no orçamento e manter o uso contínuo
Os
medicamentos já estão mais caros após o reajuste anual autorizado pela Câmara
de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que entrou em vigor em 1º de
abril. Com os novos preços nas farmácias, o impacto no orçamento das famílias
já começa a ser sentido, especialmente entre pacientes que dependem de
tratamentos contínuos.
Para
2026, a CMED definiu tetos de reajuste diferentes conforme o nível de
concorrência de cada medicamento. Remédios com maior concorrência puderam ter
aumento de até 3,81%. Já os medicamentos com concorrência intermediária tiveram
teto de 2,47%, enquanto aqueles com menor concorrência puderam chegar a 1,13%.
Na
prática, o aumento médio aplicado ficou em torno de 2,2%, abaixo da inflação
projetada, mas ainda relevante para milhões de brasileiros. Como o reajuste funciona
como um teto regulatório, as indústrias tiveram autonomia para definir se e
como repassariam os aumentos, de acordo com suas estratégias comerciais e o
ambiente competitivo.
Diante
desse cenário, cresce a busca por alternativas que ajudem a reduzir custos sem
comprometer a adesão aos tratamentos, um ponto de atenção para especialistas,
que alertam para os riscos da interrupção ou do uso irregular de medicamentos
por motivos financeiros.
O
impacto ocorre em um momento de forte expansão do setor farmacêutico. O varejo
no Brasil movimenta mais de R$ 240 bilhões por ano e registrou crescimento de
cerca de 10% em 2025, segundo dados da IQVIA em parceria com a Abrafarma¹. Ao
mesmo tempo, o comportamento do consumidor reforça a sensibilidade ao preço: mais
de 75% dos brasileiros escolhem onde comprar medicamentos com base no custo².
Segundo
Wilson Oliveira, vice-presidente do Grupo EP e líder geral da Pixel Saúde, o
reajuste anual reforça a necessidade de ampliar o acesso a alternativas que
ajudem na continuidade dos tratamentos. “O aumento dos medicamentos pressiona
principalmente pacientes com doenças crônicas, que têm gastos recorrentes e,
muitas vezes, elevados. Sem alternativas, parte dessas pessoas acaba
interrompendo ou espaçando o uso, o que pode trazer consequências graves para a
saúde”, afirma.
Os
Programas de Benefício em Medicamentos (PBM) ganham ainda mais relevância como
alternativa para aliviar o impacto no bolso, especialmente após a entrada em
vigor dos novos preços. Esses programas conectam indústrias farmacêuticas,
farmácias e empresas para oferecer descontos diretos ao consumidor no momento
da compra e vêm ganhando espaço em meio à transformação do varejo farmacêutico,
cada vez mais orientado a serviços e soluções de acesso à saúde.
De
acordo com Wilson Oliveira, o modelo ainda é pouco conhecido por grande parte
da população, mas pode representar uma economia significativa. “Muitas pessoas
não sabem que podem ter acesso a descontos relevantes em medicamentos por meio
de programas estruturados. Dependendo do tipo de remédio e das parcerias
envolvidas, a economia pode ser bastante expressiva, o que faz diferença direta
na continuidade do tratamento”, explica.
Plataformas
como a epharma, pioneira em PBM no Brasil, operam esse tipo de solução,
permitindo que usuários tenham acesso a uma ampla rede de farmácias
credenciadas e condições diferenciadas de compra. Além de reduzir custos, o
modelo contribui para maior previsibilidade dos gastos com saúde, especialmente
para pacientes de uso contínuo.
Diante
do reajuste já em vigor, especialistas recomendam que o consumidor adote uma
postura mais ativa na gestão dos gastos com medicamentos. Comparar preços,
verificar a disponibilidade de genéricos e buscar programas de desconto estão
entre as principais estratégias para reduzir o impacto no orçamento.
“O
acesso à saúde passa também pela capacidade de manter o tratamento ao longo do
tempo. Iniciativas que ampliam o acesso financeiro aos medicamentos têm um
papel fundamental nesse cenário”, completa o executivo.
Com
os novos preços já aplicados desde abril, a tendência é que soluções voltadas à
economia e ao acesso ganhem ainda mais relevância no país, tanto para
consumidores quanto para empresas que buscam apoiar a saúde de seus
colaboradores.
Grupo EP
Referências
¹De ponto de venda a hub de serviços: a nova fase do varejo farmacêutico. Dados divulgados pela Abrafarma e IQVA e reproduzido pelo site E-commerce Brasil. Disponível em Link
²Pesquisa Sobre o
Comportamento do Consumidor de Farmácia no Brasil – Edição 2021. Instituto
Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa (IFEPEC). Disponível em Link
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