Para além da estética, canetas auxiliam no ganho de mobilidade e combate a sobrecarga das articulações
A
crescente popularização das canetas emagrecedoras tem aberto caminho para o uso
da tecnologia para tratamentos disruptivos. Fundada em Brasília, a Rede CADE,
primeira rede de franquias clínicas médicas especializada em dor, tem utilizado
tecnologia para o tratamento a longo prazo da dor crônica nos pacientes. A
proposta é que, em conjunto com terapias eletromagnéticas e fisioterapia
voltadas ao alívio da dor local, os pacientes com sobrepeso tenham
acompanhamento de endocrinologista para emagrecimento, o que reduz a sobrecarga
de locais como lombar, joelho e quadril.
Segundo
o Conselho Federal de Farmácia, o uso de canetas emagrecedoras cresceu em 88%
no Brasil em 2025. Dr. Lúcio Gusmão, médico ortopedista e fundador da Rede
CADE, conta que o desenvolvimento do protocolo surgiu a partir de conversas
multidisciplinares. Além das especialidades já mencionadas, nutricionista,
psicólogo, fisioterapeuta e nutrólogo atuam de maneira combinada.
“O
objetivo é não é só promover a perda de peso, queremos aumentar o ganho de
massa muscular e melhorar da qualidade de vida. Por isso, atuamos em diversas
frentes de maneira simultânea, pois a adesão ao tratamento da dor crônica pode
encontrar resistência em alguns casos, principalmente quando há expectativa do
paciente por resultados rápidos sem mudança nos hábitos. Para esses resultados
de longo prazo, com mudanças na alimentação e na mentalidade, que nossos
profissionais atuam para motivar o paciente a colaborar com o tratamento para
além do consultório”, conta Dr. Lúcio.
Dados
do Ministério da Saúde de 2023 revelaram que quase 37% dos brasileiros acima de
50 anos sofrem de dores crônicas. Atualmente, o Ministério também estima que
cerca de 62,6% dos brasileiros estejam com sobrepeso.
“Estamos
envelhecendo como sociedade, com menos nascimentos e uma proporção maior de
pessoas acima dos 40 anos. A partir dessa faixa etária, há uma tendência
natural de perda de massa muscular, o que pode evoluir para um quadro de
sarcopenia, perda progressiva de músculos que impacta a autonomia
principalmente em idosos. Por isso, para além do emagrecimento e do alívio da
dor, o Mounjaro deve ser usado como estímulo para mudanças no estilo de vida a
longo prazo”, ressalta Dr. Lúcio Gusmão.
De
acordo com o profissional, a concentração de tecido adiposo libera mediadores
inflamatórios, chamados citocinas, que contribuem para a sensibilização da dor.
Os fins estéticos são consequência da aplicação de Mounjaro nesse caso e não o
objetivo primário.
“É
importante ressaltar que nem todo paciente com sobrepeso é elegível para esse
tipo de tratamento. A indicação é sempre individualizada, levando em conta
critérios como presença de comorbidades, impacto funcional da dor, tratamentos
prévios e a composição corporal do paciente”, conta Dr. Lúcio.
Acompanhamento contínuo e terapias ampliam eficácia do tratamento
Na
prática, o protocolo adotado pela Rede CADE vai além da prescrição
medicamentosa e se apoia em um acompanhamento contínuo e estruturado do
paciente. As consultas são realizadas de forma periódica, inicialmente
semanais, para monitoramento da composição corporal, evolução da dor e resposta
ao tratamento, com ajustes progressivos ao longo do processo.
Paralelamente,
o controle da dor é feito por meio de uma combinação de terapias que incluem
desde tecnologias como ondas de choque, laser e campos eletromagnéticos até
procedimentos minimamente invasivos. Entre eles estão infiltrações guiadas por
ultrassom em articulações e estruturas da coluna, além de técnicas como
mesoterapia e dry needling.
“A
redução da dor permite maior mobilidade, o que facilita a movimentação ativa e
o emagrecimento. Cria-se um ciclo positivo no tratamento. À medida que o
paciente perde peso e melhora a dor, é possível reduzir gradualmente o uso de
analgésicos, com ganho funcional e mais qualidade de vida”, finaliza o médico.

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