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quinta-feira, 19 de março de 2026

Da madeira ilegal ao narcotráfico: como economias ilícitas impulsionaram 18 mil homicídios na Amazônia

Relatório mostra que, desde 2018, facções ligadas ao tráfico respondem por 56% das mortes associadas a fatores de risco na região

 

Nas últimas duas décadas, a violência nos municípios pequenos da Amazônia Legal tomou um rumo diferente do restante do país. Entre 1999 e 2023, a região acumulou 18.755 homicídios a mais do que teria registrado se tivesse seguido a mesma trajetória dos demais municípios de pequeno porte do Brasil, revelando um descolamento persistente e preocupante em relação ao padrão nacional. 

O dado é um dos principais resultados do relatório Da exploração ilegal de recursos naturais ao tráfico internacional de cocaína: padrões de violência na Amazônia brasileira, do projeto Amazônia 2030, que analisa a evolução dos homicídios e sua relação com diferentes atividades ilegais ao longo do tempo. 

No início dos anos 2000, os municípios com menos de 100 mil habitantes da Amazônia e do restante do Brasil apresentaram taxas semelhantes, cerca de 10 homicídios por 100 mil habitantes. A partir de 2005, porém, as trajetórias passaram a divergir. Em 2023, os municípios pequenos da Amazônia registraram 30 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto os demais municípios pequenos do país ficaram em torno de 20 por 100 mil. 

Ao estimar a contribuição de quatro fatores de risco: exploração ilegal de madeira; grilagem de terras; mineração ilegal de ouro; e presença de facções ligadas ao tráfico, o estudo calcula que 18.367 homicídios poderiam ter sido evitados entre 1999 e 2023 caso esses fatores não estivessem presentes.
 


Padrão de violência

O estudo mostra que até meados dos anos 2000, os homicídios estavam mais associados à exploração ilegal de madeira. Nos anos seguintes, cresceram os conflitos ligados à grilagem de terras e à mineração ilegal de ouro.

A partir da segunda metade da década de 2010, sobretudo após 2018, ocorre uma inflexão clara: a presença de facções criminosas ligadas ao tráfico de drogas passa a desempenhar papel central na dinâmica dos homicídios. 

Até 2017, apenas 29% das mortes associadas a fatores de risco estavam relacionadas à presença de facções criminosas. Entre 2018 e 2023, esse percentual sobe para 56%, indicando a crescente centralidade do tráfico na explicação da violência na região. 

No período mais recente, entre 2018 e 2023, a contribuição conjunta dos quatro fatores de risco explica cerca de 60% do excesso de homicídios, o equivalente a aproximadamente 5.500 mortes adicionais associadas a esses fatores.

O relatório também mostra que o acúmulo de riscos agrava o cenário. A partir de 2014, municípios expostos simultaneamente a três ou quatro fatores de risco registraram crescimentos mais intensos nas taxas de homicídio. Municípios com quatro fatores apresentaram, em média, aumento aproximado de 30 homicídios por 100 mil habitantes em relação aos municípios sem fatores de risco no período de referência.
 



Violência se interioriza e se torna mais complexa

Os dados indicam um processo de interiorização da violência. Municípios que, no início dos anos 2000, registravam níveis praticamente nulos de homicídios passaram a apresentar taxas elevadas nas décadas seguintes.

Além do aumento quantitativo, houve uma transformação qualitativa. A violência, antes predominantemente ligada a disputas locais por recursos naturais, passou a se integrar a redes do crime organizado, com disputas por rotas e controle territorial ligadas ao tráfico. 

O relatório conclui que o enfrentamento do problema exige estratégias mais integradas. Medidas tradicionais, como regularização fundiária e fiscalização ambiental, podem ser insuficientes diante da consolidação do crime organizado. A resposta, segundo o estudo, precisa articular governança territorial, políticas ambientais, segurança pública e controle de fronteiras em um contexto de dinâmica criminal mais complexa.

 


Amazônia 2030 é uma iniciativa conjunta do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e do Centro de Empreendedorismo da Amazônia, em parceria com a Climate Policy Initiative (CPI) e o Departamento de Economia da PUC-Rio, conduzida por pesquisadores brasileiros para desenvolver um plano de ações para a Amazônia. Seu objetivo é apontar caminhos para que a região dê um salto de desenvolvimento econômico e humano, mantendo a floresta em pé.



A era dos orquestradores: Como os agentes de IA estão reinventando o trabalho em tecnologia bancária e mudando o perfil dos profissionais de TI


O setor financeiro sempre esteve na linha de frente da transformação digital, mas a nova onda de Inteligência Artificial (IA) aponta para uma mudança ainda mais profunda: o deslocamento do foco do desenvolvimento de código-fonte para a orquestração tecnológica. Se nas últimas décadas os bancos investiram pesadamente em equipes capazes de desenvolver sistemas complexos, a próxima fase será marcada por profissionais que saibam coordenar soluções baseadas em agentes de IA. Essa mudança já começa a aparecer em bancos brasileiros, especialmente nos projetos de modernização de aplicações e migração de sistemas legados, onde a IA tem acelerado processos historicamente demorados.

 

Essa transformação ocorre em um contexto de forte crescimento dos investimentos em tecnologia. Segundo um levantamento, os bancos brasileiros projetaram aumento de 61% nos investimentos em IA, analytics e Big Data, com mais de 80% das instituições já utilizando essa tecnologia em suas operações. Ao mesmo tempo, projetos conduzidos pela GFT indicam que a IA pode elevar a produtividade bancária em até 40% e automatizar mais de 60% das tarefas rotineiras, liberando profissionais para atividades mais estratégicas. Esse movimento reforça uma conclusão importante: o valor não está mais apenas em construir aplicações, mas sim na gestão inteligente das tecnologias disponíveis.

 

O uso da IA para modernização de sistemas legados é um dos principais motores dessa mudança. Bancos convivem há décadas com aplicações críticas construídas por múltiplas equipes ao longo do tempo, o que torna a reengenharia de arquitetura um desafio técnico e cultural. Ferramentas de IA têm permitido compreender sistemas antigos, reconstruir arquiteturas e migrar bases de dados com velocidade inédita. Em projetos recentes de modernização, tarefas que tradicionalmente levariam meses passaram a ser executadas em poucos dias, ilustrando como essa tecnologia está encurtando ciclos de desenvolvimento e reduzindo custos operacionais.

 

Esse impacto já aparece também em estudos globais sobre engenharia de software. Pesquisas indicam que desenvolvedores podem completar tarefas até duas vezes mais rápido com ferramentas de IA Generativa, especialmente em atividades como documentação, geração de código e refatoração. Em empresas de tecnologia, esse cenário já é realidade – parte significativa do código já é escrita por sistemas automatizados, tendência que tende a se espalhar para o setor financeiro.

 

O efeito mais visível dessa evolução é a mudança no perfil dos profissionais de tecnologia. Em vez de especialistas focados em sintaxe e implementação detalhada, cresce a necessidade de profissionais capazes de definir produtos, arquiteturas e integrações. Especialistas já falam em uma era de engenharia “AI-first”, na qual engenheiros se concentrarão em orientar agentes inteligentes com contexto e objetivos de negócios claros, em vez de escrever código manualmente. Na prática, isso significa uma evolução no papel dos desenvolvedores: em vez de se concentrarem apenas na escrita manual de código, esses profissionais passam a atuar cada vez mais na orquestração de soluções baseadas em IA.

 

O mesmo raciocínio vale para a gestão tecnológica dentro das instituições financeiras. Os líderes de tecnologia tendem a deixar de administrar apenas equipes humanas e passar a coordenar ambientes híbridos, compostos por pessoas e agentes de IA. Essa evolução já aparece nos debates estratégicos do setor bancário, no qual estudos apontam agentes autônomos como um dos principais pilares da próxima geração de serviços financeiros, ao lado de identidade digital e computação avançada. No futuro próximo, será comum que gestores monitorem a performance de agentes, ajustem parâmetros e avaliem resultados com o mesmo rigor aplicado hoje à gestão de equipes humanas.

 

Naturalmente, essa transição exigirá mais do que tecnologia. A experiência mostra que ganhos reais só aparecem quando processos e pessoas evoluem junto com as ferramentas. Organizações que apenas introduzem soluções de IA sem rever fluxos de trabalho tendem a obter resultados limitados, enquanto aquelas que redesenham processos conseguem ganhos expressivos de produtividade e qualidade. Esse é um lembrete importante em um momento em que o entusiasmo tecnológico pode levar a expectativas irreais sobre o papel dos agentes de IA.

 

Nos próximos três a cinco anos, a área de tecnologia dos bancos deverá se transformar em um ambiente essencialmente orientado por agentes. Equipes menores e mais especializadas irão coordenar ecossistemas tecnológicos complexos, com ciclos de desenvolvimento cada vez mais curtos e foco crescente no produto final. Nesse cenário, a vantagem competitiva não estará em quem escreve mais código, mas em quem consegue orquestrar melhor as tecnologias disponíveis – e transformar agentes de IA em resultados concretos de negócio.

  

Telesforo Caceres Junior - Business Director no Brasil da GFT Technologies



Ambev abre inscrições para o Programa de Estágio 2026 e busca formar a próxima gestão de líderes


Com inscrições abertas até 13 de abril, o programa oferece vagas em todo o Brasil, atuação em Business e Supply e projetos com impacto direto no negócio.

Divulgação Ambev

 

A Ambev anunciou a abertura das inscrições para o Programa de Estágio 2026 para estudantes de graduação que desejam iniciar a carreira em uma companhia de grandes marcas - como Guaraná, Beats e Budweiser. Com o mote “Potencialize seu futuro”, o programa busca atrair jovens talentos, que compartilhem da cultura da companhia, interessados em assumir grandes desafios e potencializar sua jornada profissional. 

O Programa de Estágio tem o objetivo de formar a futura geração de líderes da companhia e oferece oportunidades de atuação em diferentes áreas do negócio. Na inscrição, o candidato pode escolher com qual frente de atuação mais se identifica: Business ou Supply. 

Entre os diferenciais da experiência, o programa conta com uma trilha de desenvolvimento personalizada, mentoria com lideranças e projetos com impacto real. Os estagiários também participam da League, liga de estagiários da companhia, presente em todas as regiões do país. A iniciativa, criada por estagiários para estagiários, promove conexão, desenvolvimento e acesso a experiências como competições de cases e conversas com vice-presidentes da companhia. 

De acordo com João Vitor Marinho, Diretor de People da Ambev, o programa busca estudantes com curiosidade, garra e disposição para assumir responsabilidades desde o início da carreira. “Acreditamos que talento se desenvolve na prática. Nosso Programa de Estágio é uma porta de entrada para quem quer potencializar seu futuro, assumir responsabilidades, contribuir com resultados concretos e ajudar a construir algumas das marcas mais amadas do país”, afirma. 

Ao longo da jornada, os estagiários são estimulados a aplicar ferramentas analíticas, inteligência artificial e soluções digitais em desafios reais do negócio, com foco em eficiência, inovação e geração de valor. 

“Essa edição do programa traduz a ambição de formar uma próxima geração altamente potente e ambidestra, fortalecendo nossa capacidade de inovação e execução no longo prazo. Quando investimos em desenvolvimento técnico e comportamental desde o início da carreira, ampliamos não só as possibilidades individuais dessas pessoas, mas a capacidade coletiva de inovar, crescer e gerar impacto em larga escala”, destaca Marinho. 

Em 2025, a Ambev também se destacou entre rankings de atratividade para jovens talentos, conquistando a 1ª posição entre as empresas dos sonhos do Movimento Empresa Júnior e a 4ª colocação na pesquisa da Cia de Talentos. Ao longo do ano, a Ambev também buscou fortalecer a presença nas universidades ao redor do Brasil com mais de 1000 iniciativas de conexão, incluindo feiras de carreira, palestras, workshops e rodas de conversa com estudantes de todo o país. 

As inscrições para o Programa de Estágio 2025 ficam abertas até 13 de Abril e podem ser realizadas pelo link.

 

Serviço: Programa de Estágio Ambev 2026

Número de vagas: 163

Unidades: Mundo Supply: 22; Mundo Business: 35

Inscrições: Até 13 de abril de 2026

Site: Link

 

R3 Viagens alerta: guerra no Oriente Médio e risco de greve no Brasil mudam a lógica das viagens corporativas em 2026

Agência reforça investimentos em inteligência artificial e BI com machine learning para apoiar empresas na revisão de políticas de viagem, rotas e compras antecipadas em um cenário de alta do combustível de aviação e instabilidade logística.

 

A R3 Viagens, agência especializada em viagens corporativas com sede em São Paulo, está alertando o mercado para os efeitos combinados da alta do combustível de aviação, do conflito no Oriente Médio e do risco de uma nova greve de caminhoneiros no Brasil sobre o custo e a segurança das viagens de negócios em 2026. Segundo a empresa, esse cenário já se traduz em aumento de tarifas, cancelamentos de rotas e maior instabilidade operacional em diversos continentes, o que torna urgente a revisão das políticas de viagens, do desenho de rotas e da estratégia de compras antecipadas com base em dados e gestão de risco estruturada.

Desde o início da escalada envolvendo o Irã, o querosene de aviação saiu de uma faixa em torno de US$ 85–90 por barril para patamares próximos de US$ 150–170, comprimindo margens e pressionando companhias aéreas a repassarem custos ao passageiro. Em mercados internacionais, companhias como Qantas, Thai Airways e Air India anunciaram aumentos de tarifas e sobretaxas de combustível em voos de longa distância, com acréscimos específicos em rotas para Europa e América do Norte. Ao mesmo tempo, empresas como SAS, Air New Zealand e outras vêm ajustando capacidade, cancelando milhares de voos e redesenhando trechos domésticos e internacionais para tentar equilibrar custo e demanda.

No eixo das rotas, o conflito levou à suspensão e redirecionamento de voos em diferentes países do Oriente Médio. Companhias que operavam para destinos como Tel Aviv, Beirute, Amã, Bagdá, Dubai, Doha e Abu Dhabi revisaram malhas, cortaram frequências ou suspenderam temporariamente operações, impactando conexões que antes eram estratégicas para ligações entre Europa, Ásia e África. Isso aumenta a relevância de hubs alternativos considerados mais estáveis, como Lisboa, Paris e Istambul, na construção de rotas corporativas que equilibrem tempo de viagem, custo e segurança operacional – exatamente o tipo de análise técnica que a R3 afirma estar fazendo diariamente para seus clientes.

No Brasil, além do impacto indireto da alta do combustível de aviação nas tarifas domésticas e internacionais, a retomada da pauta de uma possível nova greve de caminhoneiros reacende o risco de desabastecimento e gargalos logísticos, como os vividos em 2018, quando uma paralisação de vários dias afetou o fornecimento de combustíveis e insumos em todo o país. Para a R3, essa combinação de pressão de custos no ar e potencial instabilidade em terra torna inviável manter modelos de gestão de viagens baseados apenas na compra pontual de passagens e em decisões isoladas por área ou por viajante.

Para o CEO da R3 Viagens, Roberto Ruiz Júnior, o tema deixou de ser apenas operacional e passou a ser estratégico.

“As viagens corporativas são uma das maiores despesas que uma empresa consegue de fato controlar. Quando somamos conflito geopolítico, volatilidade do combustível e risco logístico interno, como uma eventual greve de caminhoneiros, a diferença entre ter ou não uma política de viagens bem estruturada é literalmente a diferença entre proteger margem ou perder dinheiro mês após mês.”

“Na R3, nosso compromisso é transformar esse cenário de incerteza em governança: dados em tempo real, rotas tecnicamente avaliadas e decisões baseadas em risco, e não em improviso”, complementa Ruiz Júnior.

 

Análise técnica: combustível, rotas e comportamento de compra

A R3 Viagens estrutura sua leitura técnica em três eixos centrais: combustível, malha/rotas e comportamento de compra.

No eixo combustível, a equipe acompanha a evolução do custo do querosene de aviação e modela cenários de impacto sobre o budget de viagens. Isso inclui simular, por exemplo, quanto um aumento de 10% a 20% no custo do combustível pode significar em crescimento de despesa anual em diferentes carteiras de rotas (domésticas, regionais e intercontinentais) e que ajustes de política são necessários para absorver esse impacto sem comprometer resultados.

No eixo de malha e rotas, a R3 analisa:

·         a exposição de cada itinerário a regiões de conflito ou a espaços aéreos sujeitos a restrições;

·         a dependência de hubs altamente sensíveis a eventos geopolíticos ou instabilidades locais;

·         a existência de hubs alternativos com maior estabilidade e oferta de voos em caso de reacomodação.

A partir dessa leitura, a agência tem recomendado, por exemplo, priorizar conexões em hubs consolidados e vistos como mais estáveis, mesmo que isso acrescente uma pequena parcela no tempo total de viagem, em vez de optar por atalhos que passem por regiões mais tensas ou com malha sujeita a cortes e cancelamentos. Em muitos casos, a rota “mais barata e direta” no curto prazo se mostra mais arriscada e potencialmente mais cara no longo prazo, quando se consideram remarcações, perdas de conexão e impactos para a agenda do executivo.

No comportamento de compra, a R3 utiliza dados históricos das próprias empresas para mapear:

·         qual é a antecedência média de emissão por perfil de viajante e centro de custo;

·         onde estão os maiores desvios em relação à política (emissão em cima da hora, upgrades sem autorização, reservas em canais fora do programa);

·         quanto se poderia economizar ao migrar para uma janela alvo de compra, especialmente em rotas internacionais de alta demanda.

Com esses insumos, a agência consegue demonstrar, com números, o potencial de economia ao antecipar emissões em determinados corredores (por exemplo, Brasil–Europa ou Brasil–Estados Unidos) de uma média de 15–20 dias para um patamar de 60–90 dias, além de orientar quais rotas devem ter acordos específicos com fornecedores e quais precisam de regras de maior flexibilidade.

 

IA, BI com machine learning e R3 Insights: tecnologia como base da decisão

Para sustentar esse nível de detalhamento, a R3 Viagens vem investindo de forma consistente em inteligência artificial e Business Intelligence próprios. O BI da empresa integra dados de reservas, bilhetes, reembolsos, remarcações, políticas internas, centros de custo e indicadores ESG em uma única camada analítica, sobre a qual são aplicados modelos de machine learning.

Esses modelos são usados para:

·         identificar padrões de gasto e de comportamento de compra por área, cargo, rota e período;

·         apontar riscos de não conformidade com a política de viagens antes que eles se tornem recorrentes;

·         prever tendências de aumento de custo em determinados trechos com base em histórico, sazonalidade e comportamento recente;

·         sugerir ajustes de política e de acordos com fornecedores com base em dados reais de utilização.

Um dos principais produtos dessa camada tecnológica é o R3 Insights, plataforma proprietária desenhada para transformar dados de BI em recomendações práticas para gestores de viagens. A ferramenta consolida, em relatórios automatizados, os principais indicadores de cada cliente – como economia gerada, oportunidades perdidas por compras tardias, rotas mais críticas, nível de aderência por área, emissões de CO e possíveis frentes de renegociação – e traduz tudo isso em linguagem executiva.

Esses relatórios são enviados com frequência definida em conjunto com o cliente (por exemplo, quinzenal ou mensal), diretamente por e-mail e também por WhatsApp, permitindo que CFOs, gestores de compras, RH e liderança tenham visibilidade clara do programa de viagens sem precisar acessar dashboards complexos todos os dias.

“Com o R3 Insights, o objetivo não é apenas mostrar gráficos, mas orientar decisões”, explica Wilson Silva, diretor de Marketing e Tecnologia da R3 Viagens.

“Em um ambiente em que o preço do querosene muda em dias e malhas aéreas são redesenhadas em semanas, o gestor que não enxerga dados em tempo real está sempre reagindo tarde demais.”

“Por isso, conectamos nosso BI de viagens a indicadores de custo, performance e ESG, para que o cliente visualize, em um único painel, o impacto de cada rota, de cada política e de cada decisão de compra antecipada. A tecnologia é o que permite transformar risco em estratégia e volatilidade em vantagem competitiva”, afirma Silva.

 

Recado ao mercado: 2026 exige política, dados e rota bem desenhada

Com foco em empresas de médio e grande porte e times que viajam com frequência, a R3 Viagens defende que 2026 é um ano em que geopolítica, combustível, logística e demanda reprimida se combinam de forma inédita, tornando insustentável a gestão de viagens baseada apenas em compras pontuais e decisões descentralizadas.

“A mensagem que estamos levando aos clientes é objetiva: este é o momento de revisar políticas de viagens, alinhar governança com finanças e RH, redesenhar rotas estratégicas e colocar dados de verdade no centro da decisão”, resume Roberto Ruiz Júnior. “Empresas que fizerem isso agora vão atravessar o período de turbulência com mais segurança, previsibilidade e vantagem competitiva em relação à concorrência.”

 

R3 Viagens
https://r3viagens.com.br/


Outono no Litoral Norte de São Paulo: vivencie a região com mais tranquilidade

Vitor Gomes de Araújo


Começo da baixa temporada traz temperaturas amenas, menos chuvas, finais de tarde cinematográficos e experiências para todos os gostos na região.


Os feriados de abril surgem como uma oportunidade perfeita para quem deseja fazer uma pausa na rotina e aproveitar alguns dias de descanso perto da capital paulista. No Litoral Norte de São Paulo, Região Turística que integra Bertioga, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba, o período marca o início da baixa temporada e revela um cenário especialmente convidativo para quem busca tranquilidade, clima agradável e experiências autênticas em meio à natureza.

Tradicionalmente muito procurada durante o verão, quando as praias atraem visitantes em busca do clássico turismo de sol e mar, a região ganha um ritmo diferente com a chegada do outono. As temperaturas mais amenas, a redução das chuvas e os finais de tarde especialmente bonitos criam um ambiente ideal para explorar as paisagens do Litoral Norte com mais calma.

Mais do que suas centenas de praias paradisíacas, o Circuito Litoral Norte se destaca por oferecer experiências diversificadas ao longo de todo o ano. Ecoturismo, turismo de aventura, gastronomia caiçara, turismo náutico e vivências culturais são apenas algumas das possibilidades que podem ser aproveitadas durante os feriados prolongados de Páscoa e Tiradentes.

Além disso, viajar para o Litoral Norte na baixa temporada pode transformar a experiência de viagem em algo ainda mais especial. Com menor fluxo de turistas, os visitantes encontram praias mais tranquilas, trilhas com menos movimento e atrações com maior disponibilidade, o que contribui para uma viagem mais relaxante.

Outro atrativo importante é o custo-benefício. Durante esse período, muitos hotéis, restaurantes e atrações turísticas oferecem tarifas mais acessíveis em comparação à alta temporada. Para quem planeja uma escapada de alguns dias, isso pode significar mais tempo de viagem ou a possibilidade de incluir novos passeios no roteiro.


Litoral no outono?

O clima também é um aliado. Abril marca o início do outono e as temperaturas mais frescas e os dias agradáveis da estação favorecem atividades ao ar livre, como trilhas ecológicas em meio à Mata Atlântica, passeios de bicicleta, remadas de caiaque, mergulho, observação da fauna e até experiências de aventura, como rapel em cenários naturais. O pôr do sol no litoral, mais frequente em dias de céu limpo deste período, se torna um espetáculo à parte.

Outro diferencial da baixa temporada é a possibilidade de uma conexão mais próxima com a cultura local. Com menos movimento turístico, visitantes encontram mais oportunidades de interagir com comunidades caiçaras e conhecer tradições, gastronomia e modos de vida preservados ao longo das gerações.

Nesse contexto, ganham destaque as experiências de Turismo de Base Comunitária, que valorizam a cultura local e proporcionam visitas a comunidades inseridas em áreas preservadas da Mata Atlântica, promovendo um turismo mais sustentável e enriquecedor.

A maior flexibilidade também faz parte da experiência. Com menor demanda em comparação ao verão, é mais fácil organizar passeios, escolher restaurantes e explorar atrativos sem grandes filas ou necessidade de reservas com muita antecedência.

“O outono transforma a forma de viver o Litoral Norte de São Paulo. Os feriados de abril são uma oportunidade perfeita para quem busca uma experiência mais completa, com clima agradável, menos movimento e mais proximidade com a nossa cultura local. Esse período permite ao turista explorar com mais calma as cinco cidades do Circuito, valorizando não só as praias, mas toda a diversidade de experiências que a região oferece. Além disso, a baixa temporada tem um enorme potencial para fortalecer o turismo de forma mais equilibrada e sustentável, distribuir melhor o fluxo de visitantes, gerar oportunidades para o comércio local e ampliar o tempo de permanência dos turistas na região”, afirma o presidente do Circuito Litoral Norte, Toninho Colucci.

 

Planeje sua viagem

O Circuito Litoral Norte disponibiliza um mapa de acessos completo para facilitar o planejamento da viagem em circuitolitoralnorte.tur.br/pagina/2/mapa-de-acesso. Para descobrir as principais experiências da região durante o ano inteiro, acesse circuitolitoralnorte.tur.br/experiencias. Prestadores de serviços e passeios podem ser encontrados no guia geral de fornecedores: circuitolitoralnorte.tur.br/guiageral



Governo entrega só 12% das obras de educação e expõe gargalos nas licitações

Com bilhões previstos, obras da educação avançam pouco e deixam questionamentos sobre eficiência das contratações
 

O ritmo de entrega das obras de infraestrutura educacional no Brasil aparenta estar em descompasso. Segundo dados compilados por painéis oficiais do governo federal, dos 6.227 projetos apenas 722 (12%) saíram do papel e receberam aporte financeiro do Novo PAC, que prevê até R$ 15 bilhões para serem aplicados em infraestrutura na área educacional. 

Assim como o número de obras executadas é expressivamente baixo, o investimento também surpreendeu pelo uso. Cerca de R$ 1,2 bilhão foi aplicado, expondo outro problema – as entregas feitas até agora são retomadas de obras antigas ou reforma de projetos já existem. Apenas uma partiu de um planejamento inédito. 

Para Vitor Barretta, especialista em direito de licitações e professor de Direito Administrativo, é um “reflexo claro de falhas estruturais no planejamento e na governança das contratações públicas de todos os entes envolvidos, que comprometem não apenas o ritmo de execução, mas a própria efetividade das políticas públicas voltadas à educação”. 

Além disso, muitas obras ainda estão em etapas iniciais: mais de 500 projetos seguem em fase de licitação e centenas sequer saíram do papel, o que reforça a necessidade de aprimoramento técnico por parte de estados e municípios, responsáveis pela execução.

O impacto é direto na população. A lentidão nas obras contribui para o déficit de vagas, especialmente na educação infantil, onde a demanda por creches segue elevada em todo o país.

“Obras paradas ou não iniciadas significam, na prática, menos vagas em creches e escolas, ampliando o déficit educacional e afetando diretamente crianças e famílias em situação de maior vulnerabilidade, que são as que mais dependem da atuação do Estado”, enfatiza Vitor Barreta, que aponta também que “o dado evidencia que não se trata de um problema pontual, mas sistêmico. Obras públicas exigem planejamento técnico consistente, estruturação adequada das contratações e, principalmente, previsibilidade na liberação de recursos financeiros ao longo de toda a execução contratual — o que, ao que tudo indica, não tem ocorrido de forma eficiente”

Por fim, Barretta ressalta que o cenário reforça a necessidade de aprimoramento institucional. “É fundamental fortalecer o planejamento das contratações, a capacidade técnica dos entes responsáveis pela execução e, sobretudo, a responsabilidade na alocação e liberação dos recursos. Sem isso, políticas públicas continuam sendo anunciadas, mas não se concretizam na ponta, onde realmente fazem diferença”.

 

Fonte: Vitor Barretta - Vitor Barretta, advogado, especialista em licitações e professor de Direito Administrativo.


12 dicas para conseguir o visto e trabalhar no exterior

Com mais países abrindo as portas para o trabalho remoto, planejamento e informação são essenciais para evitar erros na solicitação do visto 


Se antes trabalhar remotamente enquanto vivia em outro país era uma exceção, atualmente o modelo passou a integrar a realidade de milhões de profissionais. Em 2025, cerca de 40 milhões de pessoas já viviam como nômades digitais, segundo o Global Digital Nomad Report. O modelo, antes restrito a poucos perfis, tornou-se uma alternativa concreta para trabalhadores qualificados que buscam mobilidade geográfica sem abrir mão da carreira. 

Dados de plataformas especializadas ajudam a dimensionar esse movimento. Um levantamento da Pumble indica que cidadãos dos Estados Unidos representam cerca de 44% dos nômades digitais cadastrados. Em seguida aparecem países como Reino Unido, Canadá, Alemanha, França, Brasil, Austrália, Holanda e Espanha, de acordo com a plataforma Nomad List. 

No Brasil, o interesse pelo estilo de vida também cresce. O termo “nômade digital” apresentou aumento de aproximadamente 41% nas buscas entre janeiro e junho de 2025, conforme dados do Google Trends. 

Na Europa, Espanha e Portugal despontam como os destinos mais atrativos para brasileiros interessados em adotar o nomadismo digital. Um levantamento da consultoria internacional HAYMAN-WOODWARD, que analisou critérios como exigência de renda mínima, prazos de aprovação e benefícios fiscais em mais de dez países europeus, apontou os dois países como as opções mais equilibradas para esse perfil de profissional.

“O nomadismo digital já se consolida como um componente relevante do trabalho em escala global. Nesse contexto, Espanha e Portugal se destacam para brasileiros por combinarem proximidade cultural e linguística, boa qualidade de vida, custos ainda competitivos em relação a outros destinos europeus e marcos regulatórios que oferecem caminhos claros para residência de longo prazo e eventual cidadania”, afirma o especialista em mobilidade global e CEO da HAYMAN-WOODWARD, Leonardo Freitas.

Na Espanha, o visto de nômade digital — conhecido como Teletrabajo Internacional — exige renda mínima de €2.368 por mês (aproximadamente R$ 15.073). O processo costuma levar cerca de 30 dias, e o visto permite residência por até cinco anos. Um diferencial relevante para brasileiros é a possibilidade de solicitar a cidadania espanhola após dois anos de residência legal contínua.

Já Portugal exige renda mensal mínima de €3.480 para o visto D8, que concede residência temporária com possibilidade de permanência definitiva após cinco anos.  


12 dicas para solicitar o visto e trabalhar de qualquer lugar do mundo

Antes de iniciar o processo, é fundamental entender que cada país estabelece critérios próprios para a concessão do visto de nômade digital. Apesar das diferenças, há exigências comuns, como comprovação de renda, vínculo profissional internacional e seguro de saúde. Planejamento e organização fazem toda a diferença para evitar atrasos, indeferimentos e gastos desnecessários durante a solicitação. 

A seguir, confira algumas orientações importantes para quem deseja solicitar o visto de nômade digital:

  1. Entenda os requisitos básicos de cada localidade: embora variem de país para país, os principais critérios incluem a comprovação de trabalho remoto (contrato ou clientes estrangeiros); renda mínima mensal comprovada; seguro de saúde internacional e certidão de antecedentes criminais e prova de acomodação ou intenção de residência.
  2. Comprove renda estável: esta é a exigência mais importante porque os governos precisam garantir que você conseguirá se sustentar no país sem depender de assistência social ou do mercado de trabalho local. A comprovação é feita por meio de extratos bancários, contratos de prestação de serviço ou declaração de empregadores. A exigência varia entre € 700 (Portugal - visto D7) e € 4.500 (Estônia) mensais. Na Espanha, o valor é de € 2.368 a € 2.760 por mês, dependendo da base utilizada pelo consulado. 
  3. Tenha vínculo profissional internacional: é necessário comprovar trabalho remoto para empresas ou clientes fora do país de destino. Na Espanha, o trabalhador por conta própria poderá trabalhar para empresas do país contanto que o trabalho não ultrapasse 20% do total de sua atividade laboral.
  4. Qualificação profissional: é importante possuir um diploma de graduação ou pós-graduação de uma universidade credenciada, ou ter pelo menos três anos de experiência de trabalho na área.
  5. Seguro de saúde internacional: todos os países exigem cobertura médica válida durante toda a permanência. Este é um dos requisitos mais rigorosos e sem exceções.
  6. Antecedentes criminais limpos: apresentar certidão negativa dos últimos 5 anos, traduzida e juramentada.
  7. Planeje os custos: na Espanha, o valor da taxa é de € 89,96 para o primeiro pedido e €95,27 para a renovação. Considere também custos com tradução juramentada (€25 a €60 por página), apostilamento de documentos (R$ 70 a R$ 120 por item) e possível assessoria jurídica (a partir de €500).
  8. Documentação completa: reúna contratos de trabalho ou prestação de serviço, extratos bancários recentes (geralmente dos últimos 3 meses), declarações de imposto de renda e comprovante de acomodação no país.
  9. Verifique os prazos de processamento e as janelas de aplicação: os prazos de análise variam significativamente entre os países e podem sofrer atrasos em períodos de alta demanda. Alguns vistos permitem solicitação apenas a partir do país de origem, enquanto outros aceitam pedidos já em território estrangeiro. Entender essas regras ajuda a planejar a mudança com mais segurança e evita contratempos.
  10. Entenda as vantagens fiscais: na Espanha, o regime fiscal de impatriados pode resultar em tributação de 24% sobre renda de origem espanhola, com isenção sobre ganhos no exterior. Na Croácia, há isenção de imposto de renda sobre a renda de trabalho remoto.
  11. Considere a livre circulação na Europa: a maioria dos vistos permite circular livremente pelo Espaço Schengen durante o período de validade, possibilitando explorar diferentes países europeus.
  12. Planeje a renovação e cidadania: na Itália, após cinco anos de residência com o visto de nômade digital, é possível solicitar a residência permanente e, depois de mais cinco anos, dar entrada no processo de cidadania italiana.


Movimento que redefine o futuro do trabalho

O nomadismo digital deixou de ser tendência emergente e passou a integrar o mercado de trabalho global. Com países disputando talentos por meio de políticas migratórias mais flexíveis, profissionais qualificados ganharam mais liberdade para decidir onde viver e trabalhar. 

“O que se observa é uma ampliação significativa do acesso à mobilidade internacional. Esse cenário já não se restringe a executivos ou investidores e passa a incluir profissionais qualificados de diferentes áreas, que hoje conseguem decidir onde viver sem comprometer sua trajetória profissional. No caso dos brasileiros, esse contexto abre uma oportunidade concreta”, finaliza Leonardo Freitas. 





HAYMAN-WOODWARD
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Contas laranja potenciais crescem mais de 60% em dois anos no Brasil, aponta estudo da Serasa Experian

• Análise da datatech indicou que mais de 2,6 milhões de indivíduos ou contas bancárias apresentaram indícios de atuação como “perfis laranja” em 2025;

• Apenas 3,2% desses perfis foram detectados pelas instituições.

 

Em um cenário de transações cada vez mais rápidas e alta circulação de recursos em canais digitais, o Brasil registrou avanço no uso de contas intermediárias em golpes, os chamados potenciais perfis laranja. Em 2025, mais de 2,6 milhões de indivíduos ou contas bancárias apresentavam indícios de atuação nesse tipo de fraude, em que criminosos utilizam contas para receber e repassar valores ilícitos, geralmente provenientes de golpes e, com frequência, em transações instantâneas. O volume representa crescimento de 62% em comparação com 2023. Os achados são do estudo mais recente sobre o tema, realizado pela Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, líder em soluções de autenticação e prevenção à fraude.

 

O Diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude, Leandro Bartolassi, explica que no universo das fraudes, “laranja” é o CPF usado para encobrir o verdadeiro beneficiário do golpe. “Essa utilização pode ocorrer sem o conhecimento do titular, a partir de dados vazados e abertura indevida de contas, ou com algum grau de participação, quando a pessoa empresta conta e informações bancárias. Em golpes com transferências via Pix, essas contas atuam como intermediárias, dificultando a rastreabilidade do dinheiro até o destino final”.

 

Além do aumento observado em dois anos, o estudo aponta um gargalo operacional relevante para o ecossistema financeiro: apesar do volume expressivo de perfis com indícios de uso como “laranjas” em 2025, apenas 3,2% foram efetivamente detectado. A maior parte permaneceu fora do radar em função do cenário associado, principalmente, à ausência de monitoramento consistente e do uso limitado de tecnologias de autenticação, além da própria complexidade do comportamento, que nem sempre aparece nos meios tradicionais de verificação de identidade.

 

“O uso de contas laranja é um dos mecanismos que mais ‘dá aparência de normalidade’ a uma fraude, porque cria uma camada intermediária antes do beneficiário final, o golpista. Em 2025, os dados mostraram que enfrentar esse tipo de crime exige uma combinação de inteligência analítica, validação de identidade e monitoramento comportamental durante toda a jornada, do onboarding às transações”, afirma Bartolassi. “Quando a identificação acontece cedo, as instituições conseguem reduzir perdas e também limitar a reutilização dessas contas em repasses via Pix e em outras modalidades”, completa o executivo da datatech.


 

Baixo uso de conta e escala do Pix ampliaram o espaço para contas intermediárias em 2025


O levantamento referente a 2025 mostrou que potenciais perfis laranja com baixo uso de serviços financeiros foram 9 vezes mais arriscados do que aqueles com alta frequência. A explicação passa pelo comportamento do correntista: segundo Bartolassi, ao acessar menos o aplicativo, esse público tende a ter menor familiaridade com funcionalidades e alertas e, consequentemente, mais dificuldade para perceber sinais de atividade suspeita, o que amplia o tempo de exposição a movimentações indevidas.

 

Esse cenário ganha ainda mais relevância com a consolidação do Pix no cotidiano do brasileiro. Em 2024, o sistema movimentou R$ 26 trilhões, segundo o Banco Central. Já no recorte do estudo da Serasa Experian, em 2025, as transações atribuídas a potenciais laranjas corresponderam a 2% do total — o equivalente a aproximadamente 1,2 bilhão de operações. “Essa combinação reforça como volume, velocidade e contas intermediárias seguem sendo um vetor crítico para golpes e dificultam a rastreabilidade dos recursos”, completa o Diretor da Serasa Experian.

 


Como a Serasa Experian identificou “características de potencial laranja”

 

O estudo considerou sinais e padrões associados ao uso indevido de contas como intermediárias em fraudes, a partir de variáveis como perfil de relacionamento com instituições financeiras, hábitos de consumo do CPF em diferentes segmentos, vínculos e consistências cadastrais, entre outros elementos. Por se tratar de inteligência proprietária, os critérios são consolidados em modelos analíticos que apoiam a prevenção à fraude sem expor detalhes que possam orientar tentativas de evasão.

 

Experian
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