Campanha de prevenção ao câncer de colo do útero reforça a importância de observar sintomas ginecológicos e buscar diagnóstico precoce
O mês de março é
marcado pela campanha Março Lilás, dedicada à conscientização sobre a prevenção
do câncer de colo do útero e outras doenças ginecológicas. A iniciativa chama
atenção para sintomas que muitas vezes são ignorados pelas mulheres, como
corrimento anormal, sangramento fora do período menstrual e dor pélvica, que
podem indicar infecções ou alterações mais graves no trato reprodutivo.
De acordo com o
Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de colo do útero é o terceiro
tipo mais incidente entre as mulheres no Brasil, com estimativa de cerca de 17
mil novos casos por ano. A principal causa da doença é a infecção persistente
pelo HPV, responsável por mais de 99% dos casos, segundo dados da Organização
Mundial da Saúde (OMS). Em muitos casos, a infecção é silenciosa nos estágios
iniciais, o que torna o acompanhamento ginecológico fundamental.
Segundo o Dr.
Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, alterações
no corrimento e sangramentos fora do período menstrual devem sempre ser
investigados. “Muitas mulheres acreditam que corrimento e pequenos sangramentos
são normais, mas esses sintomas podem indicar infecções ginecológicas,
inflamações ou até lesões no colo do útero que precisam de avaliação médica”,
explica.
Dados do Ministério
da Saúde mostram que cerca de 80% das mulheres sexualmente ativas terão contato
com o HPV em algum momento da vida, embora a maioria elimine o vírus
espontaneamente. No entanto, quando a infecção persiste, pode evoluir para
lesões precursoras do câncer. “O problema é que essas alterações iniciais quase
sempre não causam dor, o que faz com que muitas mulheres só procurem ajuda
quando o quadro já está mais avançado”, alerta o especialista.
Além do HPV,
infecções ginecológicas como candidíase, vaginose bacteriana e tricomoníase
também podem provocar corrimento com odor, coceira e desconforto. “Quando não
tratadas corretamente, essas infecções podem se tornar recorrentes e aumentar o
risco de complicações”, afirma Dr. Carlos.
A prevenção passa
por exames periódicos, como o Papanicolau, vacinação contra o HPV, uso de
preservativo e atenção aos sinais do corpo. “O exame preventivo é simples,
rápido e pode salvar vidas. Ele permite identificar alterações antes que se
tornem doenças graves”, reforça o médico.
Para o
especialista, campanhas como o Março Lilás têm papel essencial na mudança de
comportamento da população feminina. “Falar sobre infecções silenciosas é falar
sobre autocuidado. Corrimento e sangramento fora do comum não devem ser
normalizados. Quanto mais cedo a mulher busca orientação, maiores são as
chances de tratamento eficaz e de preservação da saúde”, finaliza Dr. Carlos.
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