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terça-feira, 17 de março de 2026

Março Lilás: corrimento e sangramento podem ser sinais de alerta para infecções silenciosa

 

Campanha de prevenção ao câncer de colo do útero reforça a importância de observar sintomas ginecológicos e buscar diagnóstico precoce

 

O mês de março é marcado pela campanha Março Lilás, dedicada à conscientização sobre a prevenção do câncer de colo do útero e outras doenças ginecológicas. A iniciativa chama atenção para sintomas que muitas vezes são ignorados pelas mulheres, como corrimento anormal, sangramento fora do período menstrual e dor pélvica, que podem indicar infecções ou alterações mais graves no trato reprodutivo.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de colo do útero é o terceiro tipo mais incidente entre as mulheres no Brasil, com estimativa de cerca de 17 mil novos casos por ano. A principal causa da doença é a infecção persistente pelo HPV, responsável por mais de 99% dos casos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em muitos casos, a infecção é silenciosa nos estágios iniciais, o que torna o acompanhamento ginecológico fundamental.

Segundo o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, alterações no corrimento e sangramentos fora do período menstrual devem sempre ser investigados. “Muitas mulheres acreditam que corrimento e pequenos sangramentos são normais, mas esses sintomas podem indicar infecções ginecológicas, inflamações ou até lesões no colo do útero que precisam de avaliação médica”, explica.

Dados do Ministério da Saúde mostram que cerca de 80% das mulheres sexualmente ativas terão contato com o HPV em algum momento da vida, embora a maioria elimine o vírus espontaneamente. No entanto, quando a infecção persiste, pode evoluir para lesões precursoras do câncer. “O problema é que essas alterações iniciais quase sempre não causam dor, o que faz com que muitas mulheres só procurem ajuda quando o quadro já está mais avançado”, alerta o especialista.

Além do HPV, infecções ginecológicas como candidíase, vaginose bacteriana e tricomoníase também podem provocar corrimento com odor, coceira e desconforto. “Quando não tratadas corretamente, essas infecções podem se tornar recorrentes e aumentar o risco de complicações”, afirma Dr. Carlos.

A prevenção passa por exames periódicos, como o Papanicolau, vacinação contra o HPV, uso de preservativo e atenção aos sinais do corpo. “O exame preventivo é simples, rápido e pode salvar vidas. Ele permite identificar alterações antes que se tornem doenças graves”, reforça o médico.

Para o especialista, campanhas como o Março Lilás têm papel essencial na mudança de comportamento da população feminina. “Falar sobre infecções silenciosas é falar sobre autocuidado. Corrimento e sangramento fora do comum não devem ser normalizados. Quanto mais cedo a mulher busca orientação, maiores são as chances de tratamento eficaz e de preservação da saúde”, finaliza Dr. Carlos.



Carnot® Laboratórios

 

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