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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Investimento em ESG cai no Brasil e 26% dos executivos preveem redução

Dados acendem alerta sobre desaceleração da agenda ESG no ambiente corporativo brasileiro
 

A agenda ESG (Ambiental, Social e Governança) passa por um momento de desaceleração no ambiente corporativo brasileiro. Dados da pesquisa "Líderes de Negócios & ESG 2026", realizada pela Data-Makers, mostram que 26% dos executivos preveem reduzir os investimentos na área nos próximos 12 meses, enquanto 21% das empresas já cancelaram iniciativas relacionadas ao tema e outras 35% decidiram suspender temporariamente projetos em andamento. 

Para a Associação Brasileira de Infraestrutura da Qualidade (ABRIQ), os números representam um sinal de alerta. Embora 58% das organizações afirmem que manterão seus investimentos estáveis, o crescimento do ceticismo em torno do ESG pode comprometer avanços em eficiência, inovação, gestão de riscos e competitividade, justamente em um cenário no qual consumidores, investidores e mercados internacionais exigem cada vez mais transparência e responsabilidade corporativa. 

"Os dados mostram uma desaceleração preocupante. Quando bem estruturadas, as práticas ESG deixam de ser um centro de custo e passam a gerar valor para as empresas e para a sociedade. Elas reduzem riscos, fortalecem a governança, aumentam a eficiência operacional e contribuem para o desenvolvimento econômico e social", afirma Alexandre Xavier, vice-presidente de ESG da ABRIQ. 

Segundo a entidade, um dos fatores que contribui para a percepção equivocada sobre a agenda ESG é a ausência de processos estruturados capazes de transformar compromissos em resultados mensuráveis. Nesse contexto, as normas técnicas e os sistemas de gestão desempenham papel estratégico ao estabelecer critérios objetivos, metodologias reconhecidas internacionalmente e mecanismos de melhoria contínua. 

Normas como a ISO 14001 (gestão ambiental), a ISO 9001 (gestão da qualidade), a ISO 45001 (saúde e segurança ocupacional), a ISO 37001 (sistema de gestão antissuborno) e a ABNT NBR 16001 (responsabilidade social) permitem que as organizações implementem práticas consistentes, monitorem indicadores, avaliem o desempenho e demonstrem, de forma transparente e auditável, seus resultados nas dimensões ambiental, social e de governança. 

A adoção desses referenciais também pode promover ganhos econômicos concretos, como redução de desperdícios, maior eficiência dos processos, melhor gestão de riscos e aumento da produtividade, além de contribuir para a credibilidade das organizações e facilitar o acesso a mercados nacionais e internacionais. 

"ESG não deve ser tratado como uma tendência passageira ou uma ação de marketing. Quando incorporado à estratégia e apoiado por instrumentos técnicos, torna-se uma ferramenta de geração de valor e de fortalecimento da gestão. Interromper essa jornada pode representar um risco à competitividade em um momento no qual a sustentabilidade se consolida como requisito de mercado", destaca Xavier.
 

Infraestrutura da Qualidade 

Para a ABRIQ, a Infraestrutura da Qualidade, formada por normalização, metrologia, acreditação, avaliação da conformidade, regulamentação técnica e vigilância de mercado, oferece suporte para que as estratégias ESG avancem de compromissos institucionais para resultados verificáveis. Esses instrumentos contribuem para a rastreabilidade das ações, a avaliação de desempenho e a demonstração objetiva dos resultados alcançados. 

"O crescimento do número de empresas que reduzem ou suspendem iniciativas ESG deve servir como um alerta. O desafio não é abandonar essa agenda, mas aprimorar sua estruturação e sua integração à estratégia dos negócios. A Infraestrutura da Qualidade contribui para esse processo ao oferecer instrumentos que permitem estabelecer critérios, acompanhar o desempenho e demonstrar resultados de forma confiável", conclui o vice-presidente de ESG da ABRIQ.
 

Associação Brasileira de Infraestrutura da Qualidade - ABRIQ


Nove em cada dez cidades brasileiras já enfrentaram desastres climáticos nas últimas três décadas

Em relação aos óbitos, o Sudeste concentrou o maior  número relacionado a inundações, alagamentos,
enxurradas e deslizamentos
(
foto: Agência Brasil)

Estudo analisou quase 60 mil registros de inundações, secas, tempestades e deslizamentos entre 1991 e 2024. Eventos extremos causaram quase 5 mil mortes e custaram US$ 123 bilhões à economia do país

 

Cada vez mais frequentes e severos, os eventos climáticos extremos, como secas e inundações, têm causado impactos ambientais, econômicos e sociais significativos no Brasil, demandando políticas públicas específicas. Com o objetivo de transformar dados científicos em base para a formulação de ações de prevenção, adaptação e mitigação, um grupo de pesquisadores brasileiros analisou cerca de 60 mil registros de desastres desencadeados por excesso ou falta de chuva no país, entre 1991 e 2024.

O estudo concluiu que 91,5% dos 5.570 municípios relataram no período pelo menos um desastre relacionado a quatro tipos de eventos: inundação (categoria que também englobou alagamento e enxurrada), deslizamento de terra, tempestade ou seca. No total, o Nordeste aparece com o maior número de cidades afetadas (1.765), seguido pelo Sudeste (1.405), Sul (1.152), Norte (433) e Centro-Oeste (342). Outro dado que chama a atenção é a sobreposição de riscos: 1.814 cidades brasileiras enfrentaram três dos problemas elencados, e outras 270 sofreram com todos os quatro tipos de desastres no período analisado.

Entre os impactos, os pesquisadores mapearam, por exemplo, mortes e perdas econômicas. Em relação aos óbitos, o Sudeste concentrou o maior número relacionado a inundações, alagamentos, enxurradas e deslizamentos; enquanto o Sul liderou em tempestades e o Nordeste, em secas. A inundação é quando o leito de um rio transborda. Considera-se alagamento os casos em que o sistema de drenagem não suporta o volume de água; a enxurrada se refere a uma grande quantidade de chuva em pouco tempo.

De acordo com os achados, os 59.658 desastres naturais analisados foram responsáveis por, pelo menos, 4.774 mortes e 3.031 desaparecidos, com mais de 129,79 milhões de pessoas afetadas. Estima-se que os prejuízos econômicos tenham sido superiores a US$ 123,89 bilhões.

Ao analisar os prejuízos por região (incluindo danos materiais diretos e consequências indiretas que afetam a economia e a capacidade de recuperação local), as inundações, alagamentos e enxurradas tiveram maior impacto no Sul, enquanto deslizamentos de terra e secas afetaram mais o Nordeste e as tempestades, o Sudeste.

Estão incluídos nesse contexto casos como o de São Sebastião – cidade do litoral norte de São Paulo que ficou parcialmente isolada no carnaval de 2023 após chuvas de volume recorde que provocaram ao menos 60 mortes, além de perdas de infraestrutura e danos materiais – e da tragédia climática de maio de 2024 no Rio Grande do Sul, que devastou o Estado, com tempestades que afetaram 2,3 milhões de moradores, de 471 municípios, e provocaram mais de 180 mortes.

Realizado por cientistas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o estudo foi publicado na edição de abril da Environmental Research Letters, revista que busca chamar a atenção de formuladores de políticas públicas e da comunidade científica para temas socioambientais.

“Quisemos sair da mística de que o desastre é algo sobrenatural, que as causas vêm de forças desproporcionais. Há exceções que os modelos climáticos não conseguem prever, mas, para a maioria dos eventos, órgãos nacionais como o Cemaden emitem alertas e o poder público é informado do que pode vir a acontecer. O problema é a negligência, a falta de estrutura e até ausência de atuação”, afirma o pesquisador do Cemaden Elton Vicente Escobar Silva, primeiro autor do estudo, que é parte de seu pós-doutorado.

Na avaliação do pesquisador, esses eventos extremos devem ser classificados como desastres “socionaturais” ou socioambientais, já que sua ocorrência e seus impactos podem ser influenciados pela ação humana. “Há um agravante antropogênico, não só com as mudanças climáticas, mas também com falhas de gestão pública.”

Silva destaca que nos últimos anos o Brasil avançou na geração de dados que permitem compreender melhor esses desastres. Enfrenta, porém, problemas de registro e de estrutura institucional para acompanhamento desses registros.


Entraves

Os pesquisadores alertam que os impactos reais tendem a ser maiores do que as estatísticas permitem quantificar. Isso porque, para chegar aos resultados, foram utilizados dados do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD) e do Atlas Digital de Desastres no Brasil. Ambas as plataformas são de acesso público e estão sob a responsabilidade da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).

Esses registros são autodeclarados pelos municípios e servem, entre outros objetivos, para buscar recursos do governo federal quando as administrações locais e estaduais não têm capacidade de lidar e responder aos eventos adversos que afetaram aquela localidade. Ou seja, muitos casos podem ter resultado em perdas ou fatalidades não registradas porque as próprias administrações locais não conseguiram gerenciar a situação ou fazer as notificações necessárias desses impactos.

Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) estima que cerca de 1.660 cidades no país não têm Defesa Civil organizada. Além disso, um estudo publicado no ano passado mostrou que as defesas civis precisam investir em profissionalização e recurso próprio para enfrentar riscos climáticos (leia mais em: agencia.fapesp.br/55168).

À Agência FAPESP, Silva ressalta que a abordagem da coleta de dados das plataformas não é feita com olhar “multirrisco”, ou seja, deixa de considerar os eventos de maneira simultânea e olha apenas para fatores isolados. Se houve, por exemplo, um deslizamento de terra que foi provocado por uma inundação, apenas um desses eventos é notificado, em vez de ambos. Outro ponto é a imprecisão no registro das causas de mortes nos desastres, que nem sempre são corretamente relacionadas aos eventos extremos que resultaram naquele óbito.

A plataforma S2iD tem dados disponíveis somente a partir de 2013, com ampliação da base ao longo dos anos. O número de cidades que relatam desastres cresceu de 29% em 2013 para 88% dos municípios em 2024. Isso leva a lacunas na relação entre o aumento dos registros de desastres naturais e fatores climáticos.

Em relação às estimativas monetárias das perdas econômicas, quando a pesquisa foi finalizada os sistemas traziam informações até 2024 (com dados do ano anterior, atualizados levando em consideração a inflação).

Por meio da assessoria de comunicação, a Sedec informou à Agência FAPESP que está desenvolvendo novas versões do S2iD, com lançamento previsto para este ano, e do Atlas Digital de Desastres. Elas permitirão o registro de eventos sob abordagem multirrisco e a atualização contínua das informações após o reconhecimento federal.

“Para superar limitações históricas, como a falta de detalhamento em danos humanos e a subnotificação municipal, a nova plataforma possibilitará a desagregação de dados por gênero e faixa etária, enquanto a Sedec fortalece a capilaridade do sistema por meio de capacitações técnicas e educação a distância para gestores locais. Essa reestruturação busca reduzir as assimetrias entre as defesas civis estaduais e municipais, consolidando o S2iD como uma ferramenta de planejamento e formulação de políticas públicas”, informou a secretaria, que contou com um de seus integrantes, Lucas Mikosz, como um dos autores do artigo.


Prevenção

Para o sociólogo Victor Marchezini, pesquisador do Cemaden e coautor do artigo, é preciso investir em estratégias que permitam reduzir as perdas, e não somente recuperar os prejuízos.

“Esse estudo faz uma análise longitudinal dos impactos dos desastres no Brasil, sendo importante para demonstrar que eles são derivados de uma crise crônica, não algo pontual. Precisamos parar de naturalizar os prejuízos econômicos. Até quando vamos investir dinheiro somente em resposta aos desastres e reconstrução, sem pensar nos mecanismos para reduzir as perdas?”, questiona Marchezini, que coordena o projeto Capacidades Organizacionais de Preparação para Eventos Extremos (COPE), financiado pela FAPESP.

A Fundação apoiou a pesquisa por meio de bolsas a Silva (21/11435-4 e 24/02748-7), além do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão em Neuromatemática (NeuroMat) e de outros dois projetos (20/09215-3 e 23/13453-5).

“Buscamos fazer com que a ciência contribua para a formulação de políticas públicas. É um esforço para que os resultados cheguem à sociedade”, conclui Silva. Em seu doutorado, ele combinou diferentes tipos de modelos matemáticos para criar uma metodologia capaz de fornecer informações geográficas para identificar locais com maior risco de inundações em cidades, inclusive provocadas por chuvas extremas (leia mais em: agencia.fapesp.br/41143).

O artigo Water-related disasters in Brazil: an assessment from 1991 to 2024 pode ser lido em iopscience.iop.org/article/10.1088/1748-9326/ae5991.

 

Luciana Constantino

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/nove-em-cada-dez-cidades-brasileiras-ja-enfrentaram-desastres-climaticos-nas-ultimas-tres-decadas/58646

 

O dinheiro que sua empresa perde quando ignora uma reclamação

Muitos empresários acompanham diariamente indicadores como faturamento, margem e fluxo de caixa, mas ignoram um dos sinais mais importantes da saúde do negócio: a reclamação do cliente, que pode revelar falhas operacionais, reduzir riscos jurídicos e evitar perdas financeiras

 

A loja acabou de abrir. Um fornecedor avisa que vai atrasar uma entrega importante. Um funcionário liga dizendo que não poderá trabalhar. O telefone toca porque um cliente quer renegociar um prazo. No meio dessa correria, chega uma mensagem no celular: um consumidor reclama que o produto chegou às suas mãos com defeito. A reação é quase automática: "Depois eu respondo." Afinal, existem assuntos mais urgentes. Será?

Faz parte do dia a dia de qualquer empresário, não importa o tamanho, acompanhar o faturamento, controlar o estoque, negociar centavos com fornecedores e conhecer de cor o fluxo de caixa. Mas nada de dedicar dez minutos por dia para analisar as reclamações dos clientes. Quando se fala em indicadores de gestão, quase sempre pensamos em vendas, margem de lucro, inadimplência, produtividade ou fluxo de caixa. Todos eles são fundamentais.

Mas existe uma diferença importante: esses indicadores mostram o que já aconteceu. A reclamação do cliente faz exatamente o contrário. Ela costuma ser o primeiro sinal de que alguma coisa deixou de funcionar como deveria. É por isso que empresas mais maduras não tratam a reclamação apenas como um problema de atendimento. Elas a enxergam como um indicador de gestão.

Imagine um restaurante que começa a receber reclamações frequentes sobre demora no atendimento. A solução mais simples seria cobrar mais agilidade da equipe. Mas será que o problema está mesmo no garçom? A cozinha pode não acompanhar mais o movimento da casa. O número de funcionários pode ter deixado de ser suficiente. Ou o tempo prometido ao cliente simplesmente já não é compatível com a operação. A reclamação não aponta apenas um erro. Ela ajuda a encontrar a causa dele.

O mesmo acontece em uma loja de material de construção que passa a receber críticas pelos atrasos nas entregas. A primeira impressão é responsabilizar a transportadora. Uma análise mais cuidadosa, porém, pode revelar que os pedidos estão sendo prometidos antes mesmo de a mercadoria estar separada no estoque. O problema nunca foi apenas a entrega. Foi o processo. Essa mudança de perspectiva faz toda a diferença.

Empresas que analisam reclamações apenas para resolver um caso específico continuam apagando incêndios. Empresas que procuram identificar padrões usam essas informações para melhorar processos, corrigir falhas e evitar que o mesmo problema volte a acontecer. Na prática, o cliente está entregando uma informação valiosa sem que a empresa precise contratar consultorias, investir em pesquisas ou implantar sistemas complexos de avaliação. Ele está dizendo, gratuitamente, onde o negócio pode melhorar.

É justamente nesse ponto que o Código de Defesa do Consumidor deixa de ser visto apenas como uma obrigação legal e passa a fazer sentido como ferramenta de gestão. O CDC estabelece princípios como boa-fé, transparência, informação adequada e solução dos problemas apresentados pelo consumidor. Muitos empresários enxergam essas regras apenas como exigências legais. Mas elas também funcionam como um roteiro para construir relações comerciais mais sólidas e reduzir riscos para o próprio negócio.

Uma reclamação ignorada pode evoluir para uma manifestação no Procon, uma avaliação negativa na internet, uma denúncia em plataformas públicas ou até uma ação judicial. Em muitos casos, o custo financeiro e o desgaste para a imagem da empresa poderiam ter sido evitados com uma resposta rápida e uma solução adequada logo no primeiro contato. Não por acaso, o Sebrae destaca que manter um cliente costuma custar menos do que conquistar um novo.

Sob essa perspectiva, cada reclamação bem analisada representa muito mais do que a oportunidade de resolver um problema. Ela ajuda a preservar relacionamentos, fortalecer a reputação da empresa e evitar perdas futuras.

Existe ainda um aspecto que poucos empresários costumam observar. O faturamento informa quanto a empresa vendeu. O fluxo de caixa revela quanto entrou e quanto saiu. A margem mostra o resultado da operação. Mas nenhum desses indicadores responde, sozinho, a uma pergunta fundamental: por que um cliente decidiu procurar o concorrente? Muitas vezes, a resposta está justamente na reclamação. Ela revela aquilo que os números ainda não conseguem mostrar.

Nenhuma empresa cresce porque nunca comete erros. Ela cresce porque consegue identificá-los antes que comprometam os resultados. Por isso, da próxima vez que surgir uma reclamação no seu negócio, vale fazer um exercício simples. Em vez de pensar apenas em como responder ao cliente, pergunte: o que essa reclamação está tentando mostrar sobre a minha empresa? Pode ser um fornecedor que deixou de entregar a mesma qualidade. Um processo que já não acompanha o crescimento da empresa. Uma equipe que precisa de treinamento. Uma comunicação que criou expectativas além do que o negócio consegue cumprir. Ou um problema que ainda não apareceu no faturamento, mas que, se não for corrigido, certamente aparecerá.

Toda empresa acompanha indicadores financeiros. As empresas mais competitivas acompanham também os indicadores de comportamento dos seus clientes. E talvez nenhum deles seja tão valioso quanto a reclamação. Ela chega antes do prejuízo. Aponta onde o dinheiro pode começar a escapar. E oferece à empresa a oportunidade de corrigir o rumo antes que o problema se transforme em perda de clientes, queda nas vendas ou um conflito baseado no Código de Defesa do Consumidor. Porque toda reclamação tem um custo. Ignorá-la custa muito mais.

 

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio


Angela Crespo - Jornalista e consultora especializada em consumo e comunicação com clientes

Fonte: https://dcomercio.com.br/publicacao/s/o-dinheiro-que-sua-empresa-perde-quando-ignora-uma-reclamacao


Mais de 90% dos brasileiros não estão preparados para a transmissão de bens e heranças

 Sem planejamento sucessório, famílias de diferentes classes sociais têm risco de perder patrimônio. O seguro de vida se destaca como uma ferramenta estratégica, oferecendo eficiência e excelente custo-benefício para estruturar o planejamento sucessório  

 

A falta de preparo para a transmissão de bens e heranças é uma realidade no Brasil. Segundo o Datafolha, 93% dos brasileiros não estão preparados para a transmissão de bens e herança, o que evidencia a baixa cultura de organização patrimonial no país. As consequências financeiras podem ser significativas, já que os gastos com taxas, impostos e despesas legais para o processo de inventário podem custar entre 10% a 20% do valor total do patrimônio. Diante desse cenário, o seguro de vida surge como uma ferramenta eficiente e barata para estruturar o planejamento sucessório. 

Além de não incidir Imposto de Renda sobre o valor recebido pelos beneficiários, o seguro oferece liquidez imediata, permitindo que a família tenha recursos para arcar com despesas do processo sem precisar vender bens ou gerar dívidas. Segundo José Luiz Florippes, diretor de vendas da Omint Seguros, o valor previsto em apólice, o chamado capital segurado, pode ser utilizado justamente para cobrir esses custos. “Ao contratar o seguro, a cobertura de morte, que é a que se aplica neste caso, pode prever um valor suficiente para cobrir as despesas da sucessão e evitar complicações financeiras”, afirma.

 

Sucessão Legítima e Testamentária 

Hoje, o Código Civil brasileiro prevê duas formas de sucessão: a legítima e a testamentária. Na sucessão legítima, a partilha dos bens segue a ordem determinada por lei, contemplando apenas os herdeiros necessários, descendentes ou ascendentes, como filhos, cônjuge ou pais, respectivamente. Já na sucessão testamentária, o titular pode escolher livremente o destino de até 50% do seu patrimônio, respeitando a metade obrigatória que deve ser destinada aos herdeiros legais. 

“Independentemente do tipo de sucessão, toda transferência de patrimônio no Brasil exige a abertura de um inventário, processo que formaliza a passagem dos bens. Esse procedimento pode ser judicial, quando há testamento e/ou disputa entre herdeiros, ou extrajudicial, realizado em cartório”, explica o executivo. 

Em ambos os casos, há custos relevantes com honorários advocatícios, taxas cartorárias e o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), que deve ganhar ainda mais protagonismo nos próximos anos, com a reforma tributária em curso. A expectativa é de que o ITCMD tenha um aumento de até quatro vezes, o que tende a impactar não apenas grandes fortunas, mas também famílias de classe média que buscam garantir uma transição mais tranquila dos bens.

 

E se os herdeiros não derem entrada no inventário? 

Quando os herdeiros não dão entrada no inventário dentro do prazo legal, que é de 60 dias após o falecimento, começam a incidir multas e juros sobre o ITCMD, além de a família ficar impossibilitada de vender ou transferir qualquer bem do falecido. Em muitos casos, a falta de recursos para arcar com as custas do processo leva a uma situação de impasse patrimonial, em que imóveis e outros bens acabam sendo levados a leilão para quitação das dívidas. 

Esse é um problema mais comum do que se imagina e não se trata de um tema restrito às famílias mais ricas, conforme analisa Florippes. “Muitas famílias da classe C enfrentam dificuldades para regularizar a sucessão por falta de liquidez imediata. O seguro de vida pode ser justamente o recurso que viabiliza o processo e evita a perda de bens”, explica.

 

Educação patrimonial ainda é um desafio entre os brasileiros 

No Brasil, o tema herança ainda é cercado de tabus, o que leva muitas famílias a adiarem conversas essenciais sobre o destino do patrimônio. Essa falta de preparo pode resultar em dificuldades práticas e altos custos durante o processo de sucessão, sobretudo quando não há recursos como o seguro de vida. Não à toa, a pesquisa “A relação dos brasileiros com dinheiro”, da Nexus, revela que 55% das pessoas das classes A, B e C não possuem nenhum tipo de planejamento financeiro, um dado que reforça a urgência de ampliar a educação patrimonial no país. 

“É natural que muitas pessoas evitem falar sobre herança, mas planejar é um ato de cuidado com a família. Quando o tema é tratado com antecedência e responsabilidade, é possível garantir tranquilidade financeira para os herdeiros e preservar o patrimônio que foi constituído ao longo de toda uma vida”, afirma Florippes. 

Com diferentes formatos, coberturas e prazos, o seguro de vida pode ainda ser adaptado às necessidades de cada pessoa e perfil patrimonial. É ainda uma opção para o atual momento de mudanças significativas na tributação.

  

Omint Seguros

 

Abertura de pequenos negócios cresce 12% no primeiro semestre deste ano

Microempreendedores individuais continuam sendo a principal porta de entrada para o ambiente de negócios do país, representando mais de 75% dos registros

 

O ritmo de empreendedorismo formal no Brasil segue acelerado em 2026. De acordo com dados do DataSebrae, extraídos do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da Receita Federal, com atualização até 25 de junho de 2026, o país registrou a abertura de 2,9 milhões de pequenos negócios, entre microempreendedores individuais (MEIs) e micro e pequenas empresas (MPEs), no primeiro semestre deste ano. O resultado é quase 12% maior do que a quantidade de pequenos negócios abertos no mesmo período em 2025 (2,6 milhões).  

“O crescimento da abertura de novos pequenos negócios consolida a força do empreendedorismo como motor da economia nacional e aponta para um ano de forte dinamismo no setor produtivo. Os números mostram que o brasileiro enxerga na atividade uma alternativa viável de geração de renda, desenvolvimento econômico e inovação”, afirma o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares.  

O levantamento apontou que os MEIs são a principal forma de entrada para o empreendedorismo formal. Do total de empresas abertas no primeiro semestre deste ano, cerca de 2,25 milhões foram de MEIs, o que equivale a mais de 75% do total.  

Em seguida, aparecem as microempresas (MEs), com 534 mil aberturas (18%). Juntas, as duas categorias somam quase 93% de toda a atividade empreendedora iniciada neste ano. As empresas de pequeno porte (EPP) e outros formatos de empreendimentos completam o restante das aberturas registradas.  

 

Segmentos e regiões  

A análise por setor de atividade econômica revela uma forte concentração no setor de Serviços, com 1,9 milhão de novas empresas abertas no período (64,4% do total). Em segundo lugar ficou o Comércio, com 600 mil novos empreendimentos.

 

Confira a abertura por segmento: 

 

1.    Serviços: 1.930.688 

2.    Comércio: 600.428 

3.    Indústria: 229.405 

4.    Construção: 199.681 

5.    Agropecuária: 38.406  

A Região Sudeste mantém a liderança no volume total de novas empresas (1,5 milhão), puxada principalmente pelo estado de São Paulo, responsável por 890 mil aberturas de empresas.  

“Esses dados são um reflexo do esforço contínuo de simplificação de processos e desburocratização para a abertura de novos CNPJs no Brasil. Isso permite que a formalização ocorra de maneira cada vez mais rápida e segura para o empreendedor de pequeno porte”, avalia o presidente do Sebrae.  

Confira os dados por região: 

 

1.    Sudeste: 1.508.598 

2.    Sul: 561.289 

3.    Nordeste: 474.678 

4.    Centro-Oeste: 296.159 

5.    Norte: 157.802  

Entre as atividades mais procuradas para a abertura de empresas está a de malote e de entrega (195 mil CNPJs), seguido de transporte rodoviário de carga (185 mil), atividades de publicidade (160 mil) e cabeleireiros (136 mil).


CIC Sul abre inscrições para cursos gratuitos de qualificação profissional em julho


O Centro de Integração da Cidadania (CIC) Sul, em parceria com o Fundo Social de São Paulo, abre, a partir do dia 13 de julho, as inscrições para três cursos gratuitos de qualificação profissional: Concertos e Ajustes, Moda e Práticas Sustentáveis e Introdução à Automaquiagem.

As oportunidades são destinadas a pessoas a partir de 16 anos e têm como objetivo ampliar a qualificação profissional, incentivar a geração de renda e promover o desenvolvimento sustentável da comunidade.

As aulas terão início no dia 20 de julho. O curso de Consertos e Ajustes será realizado das 8h às 12h, o de Introdução à Automaquiagem também das 8h às 12h, e o de Moda e Práticas Sustentáveis ocorrerá das 13h às 17h. Ao todo, serão disponibilizadas 13 vagas por curso.

As inscrições poderão ser realizadas presencialmente na unidade, mediante apresentação de RG, CPF e comprovante de residência, ou pelo site do Fundo Social. Para mais informações, ligue para os telefones (11) 5514-0182 / (11) 5514-5369.


Serviço

Inscrições para Cursos Gratuitos
Inscrições: a partir de 13 de julho de 2026
Horário: das 9h às 16h
Endereço: Rua José Manoel Camisa Nova, 100 – Jardim São Luís – São Paulo


Recife dobra reservas de turistas estrangeiros no primeiro semestre de 2026, aponta Civitatis

Praia de Carneiros, cartão-postal de Pernambuco que atrai viajantes do mundo inteiro

Com dois Globos de Ouro no cinema e um Grammy Latino na música, Recife e Olinda vivem um momento cultural único, e reflexo é visto nos números: destino viu alta de 126% nas reservas internacionais no 1º semestre de 2026


 

Recife vive seu melhor momento no turismo internacional. No primeiro semestre de 2026, a capital pernambucana registrou um crescimento de 126% nas reservas feitas por turistas estrangeiros, na comparação com o mesmo período de 2025. Os dados são da Civitatis, plataforma de reservas de atividades presente em mais de 160 países no mundo. 

O avanço reflete a combinação de maior conectividade aérea, o apelo da cultura vibrante e das praias do litoral pernambucano e a consolidação de Porto de Galinhas como um dos destinos de bate-volta mais reconhecidos internacionalmente.

Mas não entram neste cenário apenas aspectos logísticos. O resultado coincide também com um momento cultural inédito para a região: em menos de um ano, Recife e Olinda protagonizaram dois fenômenos globais: o filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, vencedor de dois Globos de Ouro, e o álbum Dominguinho, gravado no Sítio Histórico de Olinda por João Gomes, Mestrinho e Jota.pê, projeto que foi vencedor do Grammy Latino 2025.

“Recife é um destino que tem tudo: praia, cultura, gastronomia e uma oferta de passeios muito rica. O crescimento expressivo que vemos em 2026 é fruto do amadurecimento do produto turístico e de uma visibilidade crescente da cidade no exterior”, afirma Alexandre Oliveira, Country Manager da Civitatis Brasil.


Argentina lidera, Europa triplica: quem são os viajantes que chegam a Recife?

O desempenho ocorre em um contexto de forte expansão do turismo em Pernambuco. Segundo dados da Embratur divulgados em junho de 2026, o estado registrou 72.842 chegadas de turistas internacionais entre janeiro e maio deste ano, mais que o dobro do mesmo período de 2025, com alta de 103,6%. O resultado coloca Pernambuco como o segundo estado com maior crescimento percentual no país.

Uma das mudanças mais notáveis em 2026 é a ascensão da Argentina como principal mercado emissor para Recife. Se em 2025 o Uruguai liderava as reservas pela Civitatis, neste primeiro semestre os argentinos assumiram a posição de liderança, com um crescimento de 442% em relação ao mesmo período do ano anterior. No semestre, a Argentina respondeu por mais de 51% de todas as reservas internacionais feitas para Recife na plataforma.

Outro dado revelador é a explosão europeia: a soma de reservas de países da Europa em Recife, em especial de Espanha, Portugal, Itália e França, mais do que triplicou, com alta de 279% na comparação com o 1º semestre de 2025.

“A liderança argentina reflete tanto o aumento de voos diretos quanto o interesse crescente por destinos que combinam praia e cultura. Já a expansão europeia sinaliza que Recife está entrando no radar de viajantes de longa distância, o que é um passo importante para a maturação do destino no cenário global”, analisa Alexandre Oliveira.

A expansão da malha aérea sustenta esse movimento: em julho de 2025, a JetSmart inaugurou voo direto entre Recife e Buenos Aires (4 frequências semanais), e no verão a Flybondi reforçou a conexão com voos sazonais de Córdoba e Rosário para Recife. No lado europeu, a Iberia estreou em dezembro de 2025 a rota direta Recife–Madri, com três voos semanais.


Ranking: quais são os 10 países que mais reservaram atividades em Recife no 1º semestre de 2026?

  1. Argentina
  2. Uruguai
  3. Paraguai
  4. Espanha
  5. Portugal
  6. Chile
  7. Itália
  8. França
  9. México
  10. Reino Unido


O que os turistas estrangeiros buscam em Recife?

O padrão de consumo revela um viajante que quer aproveitar ao máximo o destino: os passeios mais reservados combinam o charme histórico e cultural do Marco Zero com as praias paradisíacas do litoral sul. A excursão para Porto de Galinhas é o atração de bate-volta mais realizada, enquanto o tour pelo centro histórico de Recife e por Olinda lidera as reservas no destino.


Olinda, vizinha de Recife e lar de igrejas e coloridos casarões históricos

A oferta de atividades ao ar livre, como catamarãs e passeios de barco pela costa pernambucana, também cresce em popularidade entre os visitantes internacionais, reforçando o perfil de Recife como portal de acesso a um litoral de alto apelo visual e turístico. Um exemplo é a excursão para praia de Carneiros, onde você pode optar por fazer um passeio de Catamarã.

 

Ranking dos passeios mais reservados em Recife 

  1. City tour por Recife e Olinda
  2. Excursão a Porto de Galinhas
  3. Excursão à Praia dos Carneiros
  4. Excursão a Maragogi saindo de Recife
  5. Excursão a Olinda e ao Instituto Ricardo Brennand


Recife e Olinda na tela e no palco: cultura como motor do desejo de viajar 

O crescimento do interesse por Recife e Olinda não se explica apenas pela praia e pela conectividade aérea: há um fenômeno cultural em curso. O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, rodado em quase 50 locações do centro histórico do Recife, venceu dois Globos de Ouro em janeiro de 2026, além de ter movido um país inteiro na torcida pelo prêmio também no Oscar.

A premiação transformou ruas, pontes e cinemas da cidade em destinos de peregrinação, e o “efeito Agente Secreto” é concreto: o Cinema São Luiz, cenário central do filme, registrou superlotação constante desde o lançamento, e estabelecimentos históricos do Centro como o Chá Mate Brasília viraram ponto turístico por aparecerem na trama.

No campo musical, o álbum Dominguinho, gravado no Sítio Histórico de Olinda por João Gomes, Mestrinho e Jota.pê, venceu o Grammy Latino 2025 de Melhor Álbum de Raízes em Língua Portuguesa e levou a turnê europeia a cidades como Paris, Madrid e Amsterdam em 2026. As ladeiras coloridas e os casarões históricos de Olinda, cenário do audiovisual, entraram no imaginário de quem ainda não conhecia o Nordeste.

Recife se beneficia ainda de um fator estrutural: a capacidade de oferecer uma experiência turística completa em poucos dias. Com o centro histórico, Olinda e Porto de Galinhas a menos de uma hora de distância, a capital pernambucana é um hub natural para roteiros curtos de alto impacto.

“Recife tem uma vantagem competitiva clara: é uma cidade que funciona ao mesmo tempo como destino principal e como base de exploração do litoral pernambucano e até de praias de estados vizinhos, como Maragogi. Essa combinação de profundidade cultural e beleza natural é muito valorizada pelo viajante internacional”, conclui Alexandre Oliveira.


Você sabe onde descartar seu ar-condicionado velho?

Descarte correto traz benefícios para o meio ambiente 

Especialista da Gree explica por que aparelhos de ar-condicionado e eletrodomésticos não devem ser descartados no lixo comum e apresenta alternativas para destinação ambientalmente adequada

Quem nunca se deparou com um eletrodoméstico antigo ocupando espaço em casa? Seja um ar-condicionado que deixou de funcionar, uma televisão substituída por um modelo mais moderno ou um micro-ondas encostado na área de serviço, o destino desses equipamentos ainda gera dúvidas para muitos consumidores. 

O que pouca gente sabe é que eletroeletrônicos não devem ser descartados junto ao lixo doméstico. Além de conterem materiais recicláveis, muitos desses produtos possuem componentes e substâncias que exigem tratamento adequado para evitar impactos ambientais. 

Segundo Romenig Magalhães, supervisor de P&D da Gree, uma das maiores fabricantes mundiais de ar-condicionado, o descarte incorreto pode comprometer o reaproveitamento de matérias-primas e dificultar a destinação ambientalmente adequada dos equipamentos. 

“Quando um eletroeletrônico é descartado de forma inadequada, materiais que poderiam retornar à cadeia produtiva acabam sendo desperdiçados. Além disso, determinados componentes exigem tratamento específico para garantir segurança ambiental durante o processo de reciclagem”, explica.

 

O desafio do lixo eletrônico 

Dados de organizações internacionais mostram que a geração de resíduos eletrônicos cresce em ritmo acelerado em todo o mundo. Com a renovação constante de aparelhos e a evolução tecnológica, cada vez mais equipamentos chegam ao fim de sua vida útil. 

No caso dos aparelhos de ar-condicionado, a atenção deve ser ainda maior. Além de metais, plásticos e componentes eletrônicos, esses equipamentos possuem fluidos refrigerantes que, se liberados incorretamente na atmosfera, podem contribuir para o efeito estufa. Por isso, a desinstalação e a desmontagem adequada devem ser feitas por profissionais qualificados e empresas especializadas. 

“Um ar-condicionado envolve diferentes materiais e componentes químicos. Por isso, o descarte precisa seguir processos específicos para garantir o correto reaproveitamento dos materiais, o recolhimento seguro dos fluidos e a destinação adequada dos resíduos”, afirma Magalhães.

 

Como descartar corretamente? 

A boa notícia é que as principais fabricantes de eletroeletrônicos mantêm programas de logística reversa em conformidade com a legislação nacional justamente para facilitar esse processo. Por isso, antes de descartar um equipamento, a recomendação é que o consumidor consulte os canais oficiais da Gree para verificar quais são as opções disponíveis em sua região. 

No caso da Gree, a multinacional mantém, em parceria com a Circular Brain, o programa Descarte Inteligente, uma solução gratuita disponível em todo o Brasil. A plataforma orienta o descarte ambientalmente adequado de eletroeletrônicos e permite localizar pontos de entrega voluntária (PEVs) para equipamentos menores. Já produtos com mais de 30 quilos, como muitos modelos de ar-condicionado, podem contar com coleta domiciliar gratuita, dependendo da localidade. 

“A logística reversa tem justamente o objetivo de criar uma ponte entre o consumidor e a destinação correta dos equipamentos. Quanto mais simples for esse processo, maior tende a ser a adesão da população”, afirma Romenig Magalhães, supervisor de Pesquisa e Desenvolvimento da Gree no Brasil. 

Segundo o especialista, o mais importante é evitar que aparelhos sejam abandonados em calçadas, terrenos ou descartados junto ao lixo comum. “Independentemente da marca, vale a pena verificar quais programas de recolhimento estão disponíveis. Hoje existem alternativas que permitem dar um destino ambientalmente adequado a praticamente qualquer eletroeletrônico”, conclui.

 

O consumidor tem papel fundamental 

Embora a estrutura de coleta e reciclagem venha avançando nos últimos anos, especialistas apontam que a conscientização da população ainda é um dos principais desafios. “Muitas vezes o consumidor quer descartar corretamente, mas não sabe por onde começar. Por isso, iniciativas de orientação e programas de logística reversa são fundamentais para ampliar a participação da sociedade nesse processo”, afirma Magalhães. 

Para o especialista, o descarte responsável deve ser encarado como uma extensão do consumo consciente. “Escolher produtos mais eficientes e com menor impacto ambiental durante o uso é importante, mas também precisamos pensar no que acontece quando eles chegam ao fim da vida útil. O descarte adequado é uma etapa essencial para reduzir impactos ambientais e fortalecer a economia circular”, conclui.

 

Como descartar eletroeletrônicos corretamente 

Não descarte equipamentos no lixo comum;

Contrate um técnico qualificado para realizar a desinstalação segura antes do descarte, evitando vazamento de fluidos;

Procure pontos de entrega voluntária (PEVs) para eletroeletrônicos de pequeno porte;

Verifique se o fabricante possui programa de logística reversa;

Equipamentos grandes podem ter coleta domiciliar gratuita;

Sempre priorize canais oficiais de descarte;

Aparelhos antigos podem ser reciclados mesmo que não funcionem mais.

 

Gree Electric Appliances


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