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terça-feira, 7 de julho de 2026

Guia prático para escolher o melhor chocolate

O melhor chocolate

É aquele em que o cacau aparece como protagonista.

Geralmente tem:

· Maior percentual de cacau, como 60%, 70%, 80% ou mais.

· Lista de ingredientes curta (por exemplo: massa de cacau, manteiga de cacau, açúcar, às vezes baunilha ou emulsificante).

· Menos açúcar por porção.

· Sem gordura vegetal substituindo a manteiga de cacau em grande quantidade.

· Sabor mais intenso, o que naturalmente favorece uma porção menor.

“Esse tipo pode entrar na dieta como prazer planejado, especialmente em porções pequenas, como 10 a 20 gramas ao dia ou algumas vezes na semana, dependendo do objetivo, exames, compulsão, resistência à insulina, enxaqueca, refluxo, sono e rotina da pessoa”, diz.
 

O pior chocolate

É aquele em que o cacau quase não aparece.

Costuma ter:

· Açúcar como primeiro ingrediente.

· Gordura vegetal, gordura de palma, gordura interesterificada ou gordura hidrogenada.

· Muito recheio, wafer, caramelo, creme, confeitos ou cobertura sabor chocolate.

· Baixo teor de cacau.

· Lista longa de ingredientes.

· Alta densidade calórica com pouca saciedade.
 

“Esse tipo não precisa ser demonizado, mas deve ser entendido como doce/ultraprocessado, não como chocolate saudável. Então quanto mais cacau e menos açúcar, melhor tende a ser a qualidade nutricional. Mas isso não significa comer à vontade, o chocolate continua sendo calórico, pode ter gordura saturada, açúcar e, dependendo do tipo, pode atrapalhar mais do que ajudar”.
 

Para escolher melhor:

  1. Olhe o percentual de cacau.
  2. Veja se açúcar é o primeiro ingrediente.
  3. Prefira lista de ingredientes curta.
  4. Desconfie de cobertura sabor chocolate.
  5. Chocolate branco não é vilão, mas é outro produto: tem manteiga de cacau, leite e açúcar, mas não tem os mesmos compostos do cacau escuro.
  6. Para rotina, pense em porção: 1 a 2 quadradinhos, não a barra inteira.

“O problema geralmente não é o chocolate em si, mas o tipo, a quantidade, a frequência e o contexto da alimentação. O cacau tem compostos naturais que podem fazer bem para a circulação e para a saúde do coração, mas o benefício está no cacau e não no excesso de açúcar, gordura e calorias que muitos chocolates carregam”, afirma.


Dia Mundial do Chocolate: afinal, o doce é aliado ou vilão da pele? Especialista esclarece os principais mitos

 

Médica explica por que o cacau pode trazer benefícios para a pele e revela quando o consumo excessivo realmente favorece o surgimento de acne

 

No dia 7 de julho é celebrado o Dia Mundial do Chocolate, uma das sobremesas mais apreciadas do mundo. A data, que faz referência à chegada do chocolate à Europa, também reacende uma dúvida antiga entre quem gosta do doce: afinal, chocolate causa espinhas e envelhece a pele ou pode até trazer benefícios quando consumido da forma correta? 

Segundo a médica especialista em estética Dra. Fernanda Nichelle, a resposta depende muito mais da composição do chocolate do que do alimento em si. O verdadeiro protagonista é o cacau, rico em antioxidantes naturais que ajudam a combater os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento precoce da pele. 

“O chocolate não deve ser tratado como um vilão. Pelo contrário, quando falamos de chocolates com alta concentração de cacau, especialmente acima de 70%, estamos diante de um alimento rico em flavonoides e compostos antioxidantes que ajudam a proteger as células contra o estresse oxidativo e contribuem para uma pele mais saudável”, explica. 

A especialista destaca que o problema costuma estar nas versões com grande quantidade de açúcar e gordura, e não no cacau. “O excesso de açúcar favorece processos inflamatórios no organismo e pode estimular mecanismos que aumentam a oleosidade da pele em pessoas predispostas à acne. Já o excesso de gordura presente em alguns chocolates ultraprocessados também pode contribuir para esse quadro. Ou seja, não é o chocolate em si que provoca espinhas, mas sim o consumo exagerado de produtos com baixa qualidade nutricional”. 

Para quem não abre mão de um pedaço de chocolate, a médica afirma que o equilíbrio continua sendo o melhor caminho. “Em geral, cerca de 30 gramas por dia de chocolate amargo já permitem aproveitar seus benefícios sem excessos. Não existe necessidade de eliminar completamente o alimento da rotina para quem tem uma pele saudável”. 

Outro ponto pouco conhecido é que o cacau também vem conquistando espaço nos cosméticos. Máscaras faciais, hidratantes e produtos capilares utilizam seus extratos por causa das propriedades antioxidantes e hidratantes. “O cacau pode ser encontrado em diversos cosméticos por seu potencial antioxidante e pela capacidade de ajudar na hidratação da pele. Ele não substitui os tratamentos dermatológicos, mas pode ser um excelente aliado dentro de uma rotina de skincare bem orientada”, explica a Dra. Fernanda. 

Já o chocolate branco merece atenção especial. Segundo a médica, apesar do nome, ele praticamente não oferece os mesmos benefícios encontrados no chocolate tradicional. “O chocolate branco contém manteiga de cacau, mas não possui os sólidos do cacau, onde estão concentrados grande parte dos antioxidantes. Além disso, normalmente apresenta maior quantidade de açúcar e gordura, sendo uma opção nutricionalmente menos interessante para quem busca benefícios para a saúde e para a pele”. 

Para quem exagerou nas comemorações ou pretende aproveitar a data sem culpa, a recomendação é simples: manter uma alimentação equilibrada, reforçar a hidratação e seguir corretamente a rotina de cuidados com a pele. “Um dia de maior consumo não costuma trazer prejuízos importantes. O problema está no excesso mantido por vários dias. Depois da comemoração, basta retomar uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes, beber bastante água e manter a limpeza adequada da pele. O organismo naturalmente tende a recuperar esse equilíbrio”, finaliza a especialista.


Catarata, glaucoma e degeneração macular estão entre as condições mais comuns em idosos; especialista reforça importância do diagnóstico precoce

 
SNo Brasil, mais de 285 milhões de pessoas no mundo têm algum grau de deficiência visual, segundo a OMS; especialistas alertam que catarata, glaucoma e DMRI estão entre as principais causas de perda de visão em idosos e podem evoluir de forma silenciosa


No dia 10 de julho é celebrado o Dia da Saúde Ocular, uma data que reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acompanhamento regular da visão em todas as fases da vida, especialmente na terceira idade, quando o risco de doenças oculares aumenta significativamente.

Com o envelhecimento, alterações naturais do organismo podem impactar a saúde dos olhos, mas algumas condições exigem atenção redobrada por poderem evoluir de forma silenciosa e comprometer a visão de maneira irreversível se não tratadas a tempo.

Entre as principais doenças que afetam idosos estão a Catarata, o Glaucoma e a Degeneração macular relacionada à idade, todas capazes de comprometer significativamente a qualidade de vida quando não identificadas precocemente.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 285 milhões de pessoas no mundo vivem com algum grau de deficiência visual, sendo que entre 60% e 80% dos casos poderiam ser evitados ou tratados com diagnóstico e acompanhamento adequados.

No Brasil e em outros países, estudos apontam que essas três condições estão entre as principais causas de baixa visão e cegueira em idosos, com destaque para a Catarata como uma das doenças mais prevalentes e reversíveis quando tratada no momento adequado.

Segundo o geriatra Bruno Vial, da Said Rio, empresa referência em cuidados domiciliares, muitos desses problemas evoluem de forma gradual e podem ser confundidos com o envelhecimento natural da visão, o que reforça a importância da observação atenta de sinais iniciais.

“Dificuldade para enxergar de perto ou de longe, visão embaçada, sensibilidade à luz, perda de visão periférica ou necessidade constante de aumentar a iluminação para realizar atividades simples podem ser sinais de alerta. Quanto antes o diagnóstico for feito, maiores são as chances de preservar a visão e evitar complicações”, explica o médico.

A Catarata, por exemplo, costuma se manifestar de forma progressiva, causando visão nublada e dificuldade para realizar tarefas cotidianas. Já o Glaucoma é conhecido por sua evolução silenciosa, podendo levar à perda irreversível da visão se não tratado adequadamente. A Degeneração macular relacionada à idade afeta principalmente a visão central, dificultando atividades como leitura e reconhecimento de rostos.

O acompanhamento regular com oftalmologista é fundamental, especialmente para pessoas acima dos 60 anos. Além disso, consultas periódicas com equipes multidisciplinares, como as oferecidas pela Said Rio, contribuem para um cuidado mais amplo e integrado da saúde do idoso.

A empresa reforça ainda a importância de hábitos preventivos, como alimentação equilibrada, controle de doenças crônicas como diabetes e hipertensão, uso correto de óculos prescritos e realização de exames oftalmológicos de rotina. 

“O cuidado com a visão faz parte do cuidado com a autonomia do idoso. Enxergar bem impacta diretamente na segurança, na independência e na qualidade de vida”, conclui o especialista.


JULHO AMARELO: ESPECIALISTA ESCLARECE OS PRINCIPAIS MITOS E VERDADES SOBRE AS HEPATITES E EXPLICA QUAIS PODEM SER PREVENIDAS POR VACINA

 

O infectologista Dr. Bil Randerson Bassett, da Nina Saúde, aborda as principais dúvidas sobre as hepatites virais, explica como prevenir cada tipo da doença e destaca a importância da vacinação para frear o avanço das infecções  

 

As hepatites virais continuam sendo um importante desafio de saúde pública e ainda são cercadas por dúvidas que podem comprometer a prevenção e o diagnóstico precoce. Muitas pessoas acreditam que toda hepatite possui vacina, que a doença sempre provoca pele e olhos amarelados ou que só é necessário se preocupar quando surgem sintomas. Neste Julho Amarelo, campanha nacional de conscientização sobre as hepatites virais, o infectologista Dr. Bil Randerson Bassetti, da Nina Saúde, esclarece os principais mitos e verdades sobre o tema e reforça que informação, vacinação e diagnóstico precoce são as principais estratégias para reduzir novos casos e evitar complicações. 

Entre todas as formas de prevenção, a vacinação ocupa um papel central. Atualmente, as hepatites A e B podem ser prevenidas por meio da imunização, considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir a circulação dos vírus e evitar complicações como cirrose e câncer de fígado. Já para as hepatites C, D e E, a prevenção depende de outras estratégias, como cuidados com a exposição ao vírus, diagnóstico precoce e acompanhamento médico. Além das vacinas disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a rede privada também oferece alternativas que ampliam as possibilidades de imunização conforme a idade, o histórico vacinal e as necessidades de cada paciente. Entre elas está a vacina combinada contra as hepatites A e B, que pode facilitar a atualização da carteira vacinal quando houver indicação médica, reforçando a importância de uma avaliação individualizada. 

As hepatites virais também preocupam porque, muitas vezes, evoluem de forma silenciosa durante anos. Com isso, o diagnóstico costuma acontecer apenas quando já existem danos importantes ao fígado. Não por acaso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu como meta eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030, reduzindo em 90% as novas infecções por hepatites B e C e em 65% a mortalidade relacionada às doenças. Segundo Bil Randerson Bassetti, ainda existe muito desconhecimento sobre as diferenças entre os tipos de hepatite, especialmente quando o assunto é prevenção. "Muitas pessoas acreditam que hepatite é uma única doença ou imaginam que todas podem ser prevenidas da mesma forma. Na realidade, cada vírus possui características próprias e conhecer essas diferenças é fundamental para adotar as medidas corretas de prevenção, incluindo a vacinação quando ela está disponível", explica. 

Abaixo, Bill lista os principais mitos e verdades sobre o assunto e auxilia na melhor forma de prevenção da doença: a vacinação.

 

Toda hepatite pode ser prevenida por vacina?

Mito. Atualmente, apenas as hepatites A e B possuem vacinas aprovadas. A hepatite C ainda não conta com imunizante e sua prevenção depende de medidas como não compartilhar objetos perfurocortantes, utilizar preservativos em situações de risco e realizar a testagem quando houver indicação médica.

 

A vacinação contra hepatites é igual no SUS e na rede privada?

Verdade, mas existem diferenças na oferta. A vacina contra hepatite B disponível no SUS é a mesma utilizada na rede privada e oferece alta proteção contra a doença. Já a vacina contra hepatite A integra o calendário infantil do SUS e também é disponibilizada para grupos específicos. Na rede privada, além das vacinas individuais, também existe a vacina combinada contra as hepatites A e B, ampliando as possibilidades de imunização conforme a idade, o histórico vacinal e a recomendação médica. 

Para o profissional da Nina Saúde, a imunização é um dos caminhos mais importantes para reduzir a incidência das hepatites virais e evitar complicações associadas às doenças. Segundo o especialista, facilitar o acesso também é uma estratégia importante para aumentar a cobertura vacinal. “A possibilidade de receber vacinas em casa, por exemplo, tem contribuído para reduzir o adiamento da imunização por falta de tempo ou dificuldade de deslocamento”, destaca.

 

Só crianças precisam se vacinar contra hepatites?

Mito. Embora a vacinação faça parte do calendário infantil, adolescentes e adultos que não receberam todas as doses recomendadas também podem precisar atualizar a proteção. Revisar a carteira de vacinação é importante em qualquer fase da vida e a necessidade de imunização deve ser avaliada por um profissional de saúde.

 

Pele e olhos amarelados são sempre os primeiros sintomas da hepatite?

Mito. A icterícia é um dos sinais mais conhecidos da doença, mas nem sempre está presente. As hepatites B e C, por exemplo, podem permanecer assintomáticas durante anos, fazendo com que muitas pessoas descubram a infecção apenas em exames de rotina ou quando já existem complicações no fígado.

 

É possível ter hepatite sem apresentar sintomas?

Verdade. Grande parte das infecções, especialmente as hepatites B e C, pode evoluir de forma silenciosa por muitos anos.

 

Quem toma a vacina contra hepatite B também fica protegido contra hepatite D?

Verdade. O vírus da hepatite D depende da presença do vírus da hepatite B para infectar o organismo. Por isso, ao se vacinar contra a hepatite B, a pessoa também previne a infecção pela hepatite D.

 

Compartilhar copos, pratos e talheres transmite hepatite B e C?

Mito. Esses vírus não são transmitidos pelo compartilhamento de utensílios domésticos. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com sangue e outros fluidos corporais contaminados.

 

A hepatite C tem tratamento?

Verdade. Atualmente, existem medicamentos capazes de eliminar o vírus na maioria dos pacientes, principalmente quando o diagnóstico é realizado precocemente.
 

Nina Saúde

 

Estudo da FMUSP revela que gestantes e puérperas têm quase duas vezes mais risco de sofrer violência psicológica no Brasil

Baixa escolaridade e renda familiar reduzida foram fatores associados ao aumento de casos 

 

O período da gravidez e os meses que sucedem o parto aumentam consideravelmente o risco de as mulheres sofrerem violência psicológica cometida por seus parceiros ou ex-parceiros. É o que evidencia um estudo conduzido por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). 

A pesquisa, publicada no periódico científico Journal of Interpersonal Violence, revelou:

  • Risco dobrado – Mulheres grávidas ou no período de até 18 meses após o parto possuem quase o dobro de probabilidade (94% a mais) de sofrer violência psicológica quando comparadas às mulheres que não têm filhos.
     
  • Mães de crianças mais velhas – Mulheres com filhos com mais de 18 meses também apresentam um risco elevado, com 60% mais chances de sofrer esse tipo de abuso em relação às que não têm filhos.
     
  • Violência física e sexual – O estudo constatou que a gravidez e o pós-parto não alteram significativamente as taxas de violência física ou sexual em comparação com o período fora da maternidade, indicando que o comportamento abusivo do parceiro se concentra em agressões emocionais e verbais nessa transição de vida.
     
  • Mapeamento geral – Na população feminina geral avaliada, a taxa de violência psicológica foi de 7,9%, enquanto a violência física ou sexual atingiu 3.6%.


Metodologia 

O estudo utilizou dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao todo, foram analisadas as respostas de 26.006 mulheres de 18 a 49 anos de todas as regiões do país. 

A pesquisa dividiu as participantes em três grupos de acordo com o histórico reprodutivo: mulheres que nunca tiveram filhos (nulíparas), grávidas ou mães de bebês com menos de 18 meses (pós-parto recente), e mulheres com filhos mais velhos (mais de 18 meses de vida).

 

Impactos na saúde 

Muitas vezes invisível, a violência psicológica medida no estudo inclui comportamentos recorrentes dos parceiros, tais como: xingar, gritar ou insultar; humilhar ou ridicularizar a mulher na frente de outras pessoas; ameaçar machucar a vítima ou alguém importante para ela; destruir objetos pessoais propositadamente; e usar redes sociais ou o celular para ameaçar ou expor imagens sem consentimento. 

Segundo o primeiro autor do estudo, o pesquisador da FMUSP Alexandre Faisal Cury, a violência psicológica não deve ser subestimada, pois pode causar consequências graves e de longo prazo. "A violência durante a gestação afeta não só a saúde mental da mãe – estando associada à depressão pós-parto e até à ideação suicida –, mas também prejudica o desenvolvimento do feto, podendo gerar partos prematuros e problemas emocionais futuros para a criança", destaca o pesquisador.

 

Fatores de vulnerabilidade 

Além do período da maternidade, o estudo apontou que fatores sociais aumentam a vulnerabilidade das mulheres aos abusos. Baixa escolaridade (ensino fundamental incompleto ou completo) e renda familiar reduzida (até meio salário mínimo por pessoa) foram fortemente associadas ao aumento de casos de violência psicológica, física e sexual. 

"Nossos resultados mostram que é crucial abordar a violência por parceiro íntimo como um problema de saúde pública, especialmente entre populações vulneráveis", ressalta o Dr. Alexandre Faisal Cury.

 

Próximos passos e recomendações 

Diante do cenário mapeado, o estudo reforça a necessidade de criar e fortalecer estratégias de prevenção focadas especialmente no período perinatal (pré-natal e pediatria). 

Os pesquisadores recomendam que as equipes de saúde que atendem grávidas e puérperas recebam treinamento adequado para identificar os sinais sutis do abuso psicológico e oferecer o acolhimento e suporte necessários antes que a violência escale para agressões físicas. 

"A alta prevalência de violência psicológica por parceiro íntimo entre mulheres em idade reprodutiva sugere a necessidade de triagem rotineira em serviços de saúde e de intervenções que atendam às necessidades de populações diversas, incluindo mulheres de baixa renda e indígenas", finaliza o pesquisador da FMUSP. 

O estudo completo está disponível no Journal of Interpersonal Violence (clique aqui)*.

  

Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - FMUSP


Pesquisa TENA mostra que banho e higiene íntima lideram desafios enfrentados por cuidadores


 

    
Segundo pesquisa TENA, cuidadores acumulam mais de
 seis responsabilidades na rotina de cuidado com idosos.
                                                      DIVULGAÇÃO
                                                             TENA

Levantamento encomendado pela marca TENA mostra que banho (49%) e higiene íntima (46%) lideram a lista das atividades mais desafiadoras para cuidadores; especialista orienta como adaptar a rotina no inverno.

 

Com a chegada do inverno, atividades básicas da rotina de cuidado de idosos podem se tornar ainda mais desafiadoras. De acordo com a pesquisa “TENA: Hábitos & Atitudes dos Cuidadores”, o banho (49%) e a higiene íntima (46%) lideram entre os momentos mais difíceis do cuidado, seguidos por locomoção (43%) e troca de produtos para incontinência urinária (37%). Nesse sentido, a marca TENA, número 1 mundial em produtos para incontinência urinária em adultos e parte da Essity, líder global em higiene e saúde, reforça a importância de manter os cuidados com o bem-estar mesmo nos dias mais frios. 

O levantamento, realizada pela MindMiners e divulgado em 2026, revela que o desgaste entre os cuidadores não está relacionado apenas ao tempo dedicado à função, mas também à intensidade física exigida por tarefas essenciais do dia a dia. Além do banho e da higiene íntima, atividades como auxiliar o acompanhamento em consultas médicas (36%), alimentação (31%) e administração de medicamentos (28%) fazem parte de uma rotina multifuncional, que pode envolver mais de seis responsabilidades diferentes simultâneas. 

Segundo a enfermeira Patrícia Fera, doutora em Ciências da Saúde – Urologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e enfermeira consultora de TENA, o período de temperaturas mais baixas exige atenção especial para que o desconforto causado pelo frio não comprometa hábitos importantes de higiene e saúde. 

“O inverno pode trazer desafios adicionais para quem cuida e para quem recebe os cuidados. Muitas vezes, o frio gera resistência ao banho ou torna alguns procedimentos mais demorados e complexos, especialmente quando há limitações de mobilidade. Por isso, é importante planejar a rotina, preparar o ambiente adequadamente e garantir que a higiene seja realizada de forma segura e confortável”, explica. 

A pesquisa também mostra que a troca de produtos para incontinência urinária é uma atividade frequente ao longo do dia. Entre os entrevistados, 51% afirmam realizar as trocas principalmente após o banho, enquanto 50% realizam antes de dormir e 45% ao acordar. Entre os cuidadores, profissionais ou familiares, 41% relatam que as trocas acontecem quando ocorre evacuação ou quando a pessoa cuidada demonstra desconforto. 

Segundo o estudo, o cuidado com a incontinência demanda tempo significativo na rotina dos cuidadores. Em 25% dos casos, uma troca completa leva menos de 10 minutos. Já para 27% dos entrevistados, o procedimento dura entre 11 e 30 minutos. Considerando que a maioria realiza ao menos três trocas por dia, a atividade pode ocupar cerca de uma hora e meia diária, exigindo planejamento, esforço físico e disponibilidade emocional. 

“O momento da troca exige atenção à higiene, ao conforto e à condição da pele. Quando realizado corretamente, contribui para a prevenção de irritações e lesões cutâneas, além de promover mais dignidade e bem-estar para a pessoa cuidada. Por isso, a orientação adequada faz diferença tanto para familiares quanto para cuidadores profissionais”, afirma a enfermeira. 

Ainda de acordo com a pesquisa, seis em cada dez cuidadores brasileiros não possuem formação específica para exercer a função. Nesse contexto, o acesso a informações confiáveis pode contribuir para tornar a rotina mais segura e eficiente. 

Para apoiar familiares e profissionais, TENA disponibiliza gratuitamente o conteúdo “Cuidado & Conforto com TENA”, que reúne pílulas de conhecimento sobre temas como higiene, troca de produtos para incontinência urinária adulta, prevenção de lesões de pele, conforto, mobilidade e acolhimento no dia a dia do cuidado. O material está disponível em videoaulas curtas com orientações de profissionais que facilitam a rotina de cuidados.

 

Essity

Dia Mundial do Vôlei: conheça o vôlei adaptado, modalidade que une saúde, movimento e qualidade de vida após os 45 anos

Com regras adaptadas e foco na inclusão, modalidade vem ganhando espaço no Brasil e se consolidando como aliada do envelhecimento ativo

 

Celebrado em 7 de julho, o Dia Mundial do Vôlei destaca uma das modalidades esportivas mais populares do país. Além das quadras tradicionais, uma versão adaptada do esporte vem ganhando cada vez mais adeptos entre pessoas acima dos 45 anos. Segundo a Confederação Brasileira de Vôlei Adaptado (CBVA), a modalidade já reúne mais de 20 mil atletas em todo o país e tem ampliado sua presença em diferentes regiões brasileiras.

 

O vôlei adaptado preserva boa parte dos fundamentos do vôlei tradicional, como passes, recepção, posicionamento em quadra e trabalho em equipe, mas conta com adaptações específicas para tornar a prática mais segura, acessível e inclusiva para pessoas com diferentes níveis de condicionamento físico e eventuais limitações de mobilidade.

 

Entre as principais adaptações estão regras que reduzem o impacto físico e tornam o jogo mais acessível. Em vez de bater na bola como no vôlei convencional, os jogadores podem lançá-la. Também há restrições para movimentos de maior impacto, como saltos e saques acima da linha dos ombros. Em algumas situações, a recepção pode ser feita com as duas mãos antes do passe.

 

A educadora física Kátia Siquara, idealizadora do Projeto Viva Vôlei, iniciativa apoiada pela MedSênior em Vitória (ES), explica que a modalidade foi pensada para ampliar o acesso ao esporte e incentivar a prática regular de atividade física em diferentes fases da vida.

 

“O vôlei adaptado preserva a essência do esporte, mas com adaptações que tornam a prática mais segura e acessível para pessoas acima dos 45 anos. Hoje, o Projeto Viva Vôlei reúne atletas entre 45 e 80 anos e mostra, todos os dias, que nunca é tarde para se movimentar, fazer novas amizades e descobrir novas possibilidades de viver com mais saúde e autonomia”, afirma Kátia.

 

A expansão da modalidade também pode ser observada na sua capilaridade. Em 2009, a CBVA atuava em apenas oito municípios; em 2025, esse número chegou a 300 cidades, consolidando o vôlei adaptado como uma importante ferramenta de promoção do envelhecimento ativo.

 

O Espírito Santo também vem ganhando destaque nesse cenário. Na edição de 2025 da Superliga Melhor Idade, campeonato nacional organizado pela CBVA, participaram 933 atletas e 31 equipes de diferentes estados. Representando o Projeto Viva Vôlei, 35 atletas disputaram o torneio, distribuídas em quatro equipes femininas nas categorias 45+, 58+, 68+ e 75+.

 

A conquista reforçou a força do projeto no cenário nacional: a equipe da categoria 75+ conquistou a medalha de ouro e garantiu ao Espírito Santo um título inédito na competição.

 

“Cada medalha representa muito mais do que um resultado esportivo. Ela confirma que estamos no caminho certo ao oferecer um projeto que transforma vidas por meio do esporte. Eu costumo dizer que entrei para ajudar os participantes do projeto, mas, no fim das contas, sou eu quem mais aprende com eles todos os dias. O maior prêmio é vê-los recuperando a autoestima, criando novos vínculos e descobrindo que ainda podem competir, se divertir e viver plenamente”, destaca Kátia.

 

Atividade física e socialização são aliadas do envelhecimento saudável

 

Mais do que uma modalidade esportiva, o vôlei adaptado desempenha um papel importante na promoção da saúde, da autonomia e da qualidade de vida durante o envelhecimento.

 

De acordo com o Dr. Roni Mukamal, geriatra e superintendente de Medicina Preventiva da MedSênior, a prática regular de atividade física exerce papel central na manutenção da independência e da funcionalidade ao longo da vida.

 

“A prática regular de atividade física é uma das ferramentas mais importantes para promover um envelhecimento saudável. Ela ajuda a preservar força, mobilidade, equilíbrio e independência, além de contribuir para a prevenção de doenças crônicas”, explica o geriatra.

 

Além dos ganhos físicos, o especialista destaca que modalidades coletivas oferecem benefícios importantes para a saúde emocional e para a convivência social.

 

“Quando a atividade física está associada ao convívio em grupo, os benefícios se ampliam. Além dos ganhos funcionais, práticas coletivas ajudam a fortalecer vínculos sociais, reduzem o isolamento, estimulam a cognição e promovem mais bem-estar e qualidade de vida durante o envelhecimento”, afirma. 

 

Atividade física e socialização são aliadas do envelhecimento saudável 

Mais do que uma modalidade esportiva, o vôlei adaptado desempenha um papel importante na promoção da saúde, da autonomia e da qualidade de vida durante o envelhecimento.

 

De acordo com o Dr. Roni Mukamal, geriatra e superintendente de Medicina Preventiva da MedSênior, a prática regular de atividade física exerce papel central na manutenção da independência e da funcionalidade ao longo da vida.

 

“A prática regular de atividade física é uma das ferramentas mais importantes para promover um envelhecimento saudável. Ela ajuda a preservar força, mobilidade, equilíbrio e independência, além de contribuir para a prevenção de doenças crônicas”, explica o geriatra.

 

Além dos ganhos físicos, o especialista destaca que modalidades coletivas oferecem benefícios importantes para a saúde emocional e para a convivência social.

 

“Quando a atividade física está associada ao convívio em grupo, os benefícios se ampliam. Além dos ganhos funcionais, práticas coletivas ajudam a fortalecer vínculos sociais, reduzem o isolamento, estimulam a cognição e promovem mais bem-estar e qualidade de vida durante o envelhecimento”, afirma.

 


MedSênior
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Tecnologia aumenta detecção precoce de câncer de fígado

Pesquisa publicada no Journal of Medical Economics mostra que uso do algoritmo GAAD elevou a identificação precoce do carcinoma hepatocelular de 55% para 72% em comparação ao ultrassom isolado

 

Um estudo* publicado recentemente no Journal of Medical Economics avaliou a eficácia clínica e o custo-efetividade do algoritmo GAAD, solução desenvolvida pela Roche Diagnóstica para apoiar o rastreamento do carcinoma hepatocelular (HCC), a forma mais comum de câncer de fígado. Os resultados indicam que o uso do algoritmo pode ampliar a detecção precoce da doença e contribuir para estratégias mais eficientes de vigilância em pacientes de alto risco.

Na análise, baseada em modelagem com dados clínicos e inputs de vida real da Itália, o uso do GAAD foi associado a um aumento potencial da detecção precoce do carcinoma hepatocelular para 72%, em comparação com 55% observados com o uso isolado do ultrassom. Esses achados sugerem um ganho relevante na identificação da doença em estágios iniciais, com potencial impacto positivo nos desfechos clínicos. O estudo também identificou uma taxa de apenas 0,6% de falsos negativos, reforçando a robustez da estratégia isolada no apoio ao diagnóstico. 

O GAAD é um algoritmo diagnóstico que combina quatro variáveis (sexo, idade e os biomarcadores sanguíneos AFP e PIVKA-II) para gerar um escore de risco que auxilia médicos na identificação de pacientes com maior probabilidade de desenvolver carcinoma hepatocelular. A solução pode ser integrada aos fluxos de trabalho laboratoriais por meio de plataformas digitais, permitindo que os resultados sejam gerados automaticamente a partir de dados laboratoriais e clínicos já disponíveis, apoiando decisões médicas mais rápidas e informadas. 

“Um dos principais desafios do câncer de fígado é que ele pode evoluir de forma silenciosa e, em muitos casos, o ultrassom isolado pode ter limitações para identificar tumores muito pequenos ou tumores presentes em fígados já comprometidos pela cirrose. A chegada do algoritmo poderia representar uma ferramenta complementar, funcionando como uma espécie de ‘segunda opinião’ digital. De forma geral, o diagnóstico precoce seria um fator determinante para ampliar as chances de tratamento e melhorar o prognóstico dos pacientes. Para o paciente, a identificação da doença em estágios mais iniciais significa mais possibilidades terapêuticas, como cirurgia ou transplante, em vez de abordagens focadas apenas no controle da doença”, explica Carolina Pimentel, Hepatologista e Professora da Pós-graduação em Gastroenterologia da Afya Educação Médica São Paulo.

 

Estratégia custo-efetiva para sistemas de saúde 

Além do ganho clínico, o estudo também avaliou o impacto econômico da tecnologia. Os resultados demonstraram que o uso do GAAD Score, em comparação à abordagem convencional baseada em ultrassonografia e alfafetoproteína, configura um cenário de custo-efetividade dominante. 

Na prática, isso significa que a estratégia possibilitou ganhos em anos de vida ajustados pela qualidade (QALY) na ordem de 4%, ao mesmo tempo em que gerou uma redução de custos de aproximadamente 100 euros (cerca de R$596,30) por paciente. 

Esses resultados reforçam o potencial da solução para ampliar a eficiência dos sistemas de saúde, combinando melhores desfechos clínicos com otimização de recursos. 

A análise utilizou um modelo de micro-simulação para comparar diferentes estratégias de vigilância em pacientes com cirrose compensada, incluindo ultrassom isolado, ultrassom combinado a biomarcadores e o algoritmo GAAD. Os achados apontam que a incorporação do algoritmo isoladamente – ou em conjunto com a ultrassonografia – pode melhorar desfechos clínicos ao mesmo tempo em que otimiza a utilização de recursos nos sistemas de saúde.

“A publicação reforça o papel das soluções digitais no avanço da medicina diagnóstica. Ao integrar ciência, dados e tecnologia, ferramentas baseadas em algoritmos clínicos têm potencial para ampliar a precisão do rastreamento, apoiar a tomada de decisão médica e gerar ganhos de eficiência para hospitais e sistemas de saúde”, complementa Carlos Martins, CEO da Roche Diagnóstica. 

Nesse contexto, iniciativas que combinam biomarcadores, análise de dados e plataformas digitais representam uma nova fronteira na detecção precoce de doenças complexas, como o câncer de fígado, contribuindo para melhores desfechos para pacientes e maior sustentabilidade para os sistemas de saúde. 

*O estudo completo está disponível aqui, em inglês.

 

Roche Diagnóstica
www.roche.com
www.roche.com.br


Estudo reforça impacto da vacina contra o HPV na redução de mortes por câncer de colo do útero

O Ministério da Saúde recomenda a vacinação contra o
 HPV para meninas e meninos de 9 a 14 anos
Freepik

Pesquisa realizada na Inglaterra aponta efeitos da imunização na mortalidade pela doença; oncologista explica a importância da prevenção
 

Nenhuma mulher entre 20 e 24 anos morreu em decorrência do câncer de colo do útero na Inglaterra entre 2020 e 2024. O dado faz parte de um estudo publicado na revista científica The Lancet e, segundo os pesquisadores, está associado à ampla cobertura da vacinação contra o HPV iniciada no país ainda na adolescência. 

A descoberta chama a atenção diante do cenário brasileiro. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), mais de 19 mil novos casos de câncer de colo do útero devem ser registrados por ano no país entre 2026 e 2028. A doença é o terceiro tipo de tumor mais incidente entre as mulheres brasileiras, quando desconsiderados os casos de câncer de pele não melanoma. 

Para o oncologista Diocésio Andrade, a pesquisa traz evidências importantes sobre os efeitos da imunização contra o HPV na prevenção do câncer. 

“Estamos começando a observar um impacto que vai além da redução das infecções pelo HPV e chega à mortalidade pelo câncer. É um resultado muito relevante para a oncologia porque mostra, na prática, que a prevenção iniciada precocemente pode mudar o cenário da doença ao longo dos anos”, afirma. 

A infecção persistente por tipos de alto risco do HPV está associada à maioria dos casos de câncer de colo do útero. A vacinação atua contra o vírus antes que ele possa desencadear alterações celulares e, posteriormente, evoluir para a doença. 

No Brasil, a imunização é recomendada pelo Ministério da Saúde para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Em Ribeirão Preto, jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam a vacina também podem participar da estratégia de resgate, prorrogada até 31 de dezembro. A aplicação é gratuita e está disponível na rede pública de saúde. 

Segundo Diocésio, a vacinação de meninos e meninas é fundamental porque o HPV também pode causar outros tipos de câncer. 

“Ainda existe a percepção de que a vacina contra o HPV está relacionada apenas à prevenção do câncer de colo do útero, mas o vírus também está associado a tumores de pênis, ânus e orofaringe. Por isso, a imunização de meninos e meninas tem um papel importante tanto na proteção individual quanto na redução da circulação do vírus”, explica o oncologista. 

Mesmo com os benefícios proporcionados pela vacina, o acompanhamento ginecológico e a realização dos exames preventivos permanecem fundamentais. A medida reduz o risco de infecção pelos principais tipos de HPV associados ao câncer, enquanto o rastreamento permite identificar alterações antes da evolução da doença. 

“Imunização e acompanhamento periódico são estratégias complementares. Enquanto uma atua na prevenção da infecção, os exames permitem identificar alterações precocemente, quando as possibilidades de tratamento e cura são maiores. Essas medidas reforçam a importância de uma prevenção consistente contra o câncer de colo do útero”, conclui Andrade.


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