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quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Homens vivem até sete anos a menos que mulheres por falta de cuidados com a própria saúde

 Estudos apontam que 50% dos homens acima dos 40 anos nunca passaram por uma consulta com urologista

 

Mesmo com os avanços da saúde e acesso a informações, a saúde do homem ainda é marcada por silêncios e preconceitos. A ideia cultural de que o homem deve ser forte, invulnerável e resistente à dor faz com que muitos deixem de buscar atendimento médico, atrasem diagnósticos e convivam em silêncio com desconfortos que poderiam ser tratados.

Segundo o Ministério da Saúde, os homens vivem, em média, 7 anos a menos que as mulheres, muito em função da menor procura aos cuidados preventivos. Além disso, dados do IBGE revelam que 36% dos homens não realizam exames de rotina ao longo do ano, percentual quase duas vezes maior do que o das mulheres.

Principais tabus que afastam os homens do cuidado com a saúde:

  • Incontinência urinária e outros problemas urinários. Ainda tratados como sinal de fragilidade, mesmo sendo comuns em diferentes fases da vida, especialmente após cirurgias, esforços físicos intensos e doenças crônicas;
  • Exames preventivos, especialmente os relacionados à saúde urológica, como câncer de próstata, que ainda carregam tabus;
  • Disfunções sexuais, como disfunção erétil e ejaculação precoce, frequentemente associadas à perda de masculinidade;
  • Saúde mental, incluindo ansiedade, depressão e estresse, são temas ainda pouco discutidos por homens, apesar de impactarem diretamente a qualidade de vida;
  • Doenças crônicas silenciosas, como hipertensão, obesidade e diabetes, muitas vezes negligenciadas até apresentarem sinais graves.

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) aponta que 50% dos homens com mais de 40 anos nunca consultaram um urologista. Essa baixa procura por atendimento faz com que os sinais inicialmente simples evoluam para quadros mais complexos, afetando não apenas a saúde física, mas também o bem-estar emocional e a vida social. A SBU também revela que a incontinência urinária atinge cerca de 15% dos homens acima dos 40 anos, uma condição que impacta mais de 10 milhões de brasileiros. Esses números reforçam a importância de ampliar o diálogo sobre cuidados preventivos e incentivar o acompanhamento médico regular.

Nesse cenário, empresas que atuam com soluções de bem-estar têm desempenhado um papel fundamental na quebra desses tabus. A Bigfral, referência em cuidado e proteção, reforça a importância de olhar para a saúde masculina de forma integral, oferecendo não apenas tratamento, mas também acolhimento, informação e autonomia para que os homens busquem ajuda sem constrangimento. Entre essas soluções, a roupa íntima descartável Bigfral Moviment Unissex surge como uma aliada importante para quem convive com a incontinência urinária. Discreta, confortável e segura, ela permite que o homem mantenha sua rotina com confiança, reduzindo o impacto emocional da condição e ajudando a quebrar a barreira da vergonha ao proporcionar mais controle e tranquilidade no dia a dia.

Ao fortalecer informações confiáveis e promover produtos e soluções que apoiem o bem-estar masculino, iniciativas podem contribuir para uma mudança cultural essencial, entender que cuidar da saúde é um ato de responsabilidade, e não de fraqueza.

  

Bigfral


Estudo inédito revela que SP terá 340 mil médicos em uma década e número de profissionais sem especialização acende alerta

Demografia Médica do Estado de São Paulo apresenta raio X da Medicina e desigualdades regionais


A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), a Associação Paulista de Medicina (APM) e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) anunciam o estudo “Demografia Médica do Estado de São Paulo” 2026 (DMSP), um recorte estadual inédito e detalhado que traça as características, cenários e tendências da população de médicos nos 17 Departamentos Regionais de Saúde (DRS).

“A Demografia Médica de São Paulo surge com o propósito de fornecer evidências científicas para orientar políticas públicas. Com isso, busca aproximar os médicos das necessidades da população e dos serviços existentes, considerando as características sociais, econômicas e sanitárias singulares de cada região do estado”, explica o coordenador do estudo e docente do Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP, Prof. Dr. Mário Scheffer.



OFERTA E PROJEÇÃO DE MÉDICOS

Ao final de 2025, o estado de São Paulo contará com aproximadamente 197 mil médicos. O levantamento projeta um aumento expressivo da oferta nos próximos anos, quando o número de profissionais poderá ultrapassar 235 mil em 2030, chegando à marca de 340 mil profissionais ao final da década.

Esse crescimento acelerado fará com que a razão de médicos por habitantes suba de quatro por mil habitantes em 2025 para sete por mil em 2035. Apesar do aumento geral, a distribuição permanecerá desigual. Enquanto em 2025 a região de Ribeirão Preto dispõe de 5,2 médicos por mil habitantes, a de Registro tem 2,1.

“Ter acesso a dados tão importantes e confiáveis é fundamental para nortear nossas ações e seguir no caminho da qualidade, tomando decisões baseadas em informações concretas e objetivas, com condições de estabelecer uma política de saúde pública competente”, destaca o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Dr. Eleuses Vieira de Paiva.



ESPECIALISTAS X GENERALISTAS

O estudo aponta que 60% dos médicos em São Paulo (aproximadamente 117,7 mil) são especialistas, confirmando o papel do estado como centro formador e empregador. Ainda mais concentrados do que os médicos em geral, 57% dos especialistas estão na Grande São Paulo e outros 10% na região de Campinas.

Já o grupo de médicos generalistas (sem título de especialista) cresce em ritmo muito maior que o de especialistas. Atualmente, são cerca de 80 mil profissionais nessa condição, correspondendo a 40% do total, um salto significativo em comparação ao ano 2000, quando representavam menos de 25%.



EXPANSÃO E PRIVATIZAÇÃO DO ENSINO

O fenômeno do crescimento do número de médicos generalistas está relacionado, dentre outros fatores, à expansão do ensino privado e à insuficiência de vagas de Residência Médica (RM) para todos os egressos. Nos últimos dez anos, foram abertos 40 novos cursos de Medicina em São Paulo, totalizando 87 escolas médicas em 2025. A expansão consolidou a privatização do ensino: hoje, 92% do total de vagas são oferecidas por escolas médicas privadas, enquanto menos de 10% estão em instituições públicas.

Embora tenha havido descentralização, a Grande São Paulo ainda detém mais de 40% das vagas de graduação. A oferta de residência, apesar de ter aumentado, não acompanhou o mesmo ritmo e ainda atrai muitos candidatos de outros estados.

“A abertura indiscriminada de cursos de Medicina e o crescimento acelerado do número de médicos generalistas, uma vez que não há vagas de Residência Médica para todos, são uma grande preocupação da APM e de todo o movimento associativo”, afirma o presidente da Associação Paulista de Medicina, Antonio José Gonçalves.



MULHERES E JOVENS REDEFINEM A PROFISSÃO

O perfil dos médicos em São Paulo vem apresentando mudanças. As mulheres consolidaram-se como maioria e, em 2025, passaram a representar 52% do total de médicos. A tendência de feminização é contundente: a projeção é de que elas passem a representar 70% da população de médicos na próxima década.

Atualmente, as médicas predominam em 22 das 55 especialidades, sendo maioria expressiva (mais de 60%) em áreas como Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, e Medicina de Família e Comunidade. Além de mais feminina, a profissão rejuvenesceu: mais de um terço dos médicos no estado tem 35 anos ou menos.

“A feminização da medicina brasileira é uma conquista irreversível. Esse fato reflete o momento de transformação que vivemos, mas também impõe novos compromissos. Precisamos garantir que essa superioridade numérica venha acompanhada de equidade real em cargos de chefia, remuneração e condições de trabalho compatíveis com a realidade da mulher contemporânea”, analisa a diretora da FMUSP, Profa. Dra. Eloisa Bonfá.

CONCENTRAÇÃO NO SETOR PRIVADO: O CASO DOS CIRURGIÕES
Um dos destaques do levantamento é a análise sobre a atuação dos cirurgiões paulistas, que evidencia a forte atração exercida pelo setor privado, considerando que, no estado, 40% das pessoas têm planos de saúde.

Os dados revelam que a "dupla prática", quando o profissional atua simultaneamente nos setores público e privado, é a modalidade de trabalho de quase 70% desses especialistas. Já aqueles que atuam exclusivamente na rede privada somam 26%, enquanto menos de 7% se dedicam apenas à rede pública.

Para os pesquisadores, esse cenário reduz a disponibilidade de profissionais para a parcela da população que depende exclusivamente do SUS.

SOBRE A DEMOGRAFIA MÉDICA
A publicação “Demografia Médica do Estado de São Paulo” (DMSP) é um recorte estadual da pesquisa nacional “Demografia Médica no Brasil”, realizada há 15 anos pelo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). A pesquisa tem o propósito de traçar características, cenários e tendências da população de médicos no estado, além de apresentar dados referentes aos 17 Departamentos Regionais de Saúde (DRS).

O trabalho é apoiado pelo Programa de Pesquisa em Políticas Públicas (PPPP) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e contou com a parceria da Associação Paulista de Medicina (APM) e da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP).

ACESSE A ÍNTEGRA DO ESTUDO.

 


Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - FMUSP

 

Por que estar “magro” pode não significar estar saudável

Divulgação
Herbalife
A importância da composição corporal


A composição corporal oferece um retrato muito mais preciso do estado de saúde do que o índice de massa corporal (IMC), que apenas relaciona peso e altura sem distinguir entre massa de gordura, massa muscular ou sua distribuição. Uma pessoa pode ter um IMC dentro da faixa considerada normal e, ainda assim, apresentar um percentual elevado de gordura corporal ou visceral. Esse tipo de gordura, especialmente a visceral, é metabolicamente ativa e se associa à resistência à insulina, à inflamação crônica e a maior risco cardiovascular, mesmo na ausência de sobrepeso. 

Dessa forma, essa distribuição de gordura pode dar origem ao chamado “obeso metabolicamente com peso normal” (MONW), no qual o indivíduo apresenta alterações metabólicas semelhantes às da obesidade, apesar de ter IMC dentro da faixa saudável; portanto, embora alguém pareça magro, seu metabolismo pode estar em risco. 

O aumento da gordura visceral “costuma estar relacionado ao consumo excessivo de alimentos e produtos ricos em açúcares e gorduras, que favorecem esse tipo de depósito mesmo quando o peso total parece normal, além da falta de atividade física regular, que é um fator de risco importante para o desenvolvimento dessa condição”, explica a médica endocrinologista Cecilia Solís-Rosas García. 

De acordo com publicações do European Heart Journal e do Journal of Cachexia, Sarcopenia and Muscle, pessoas classificadas com “peso normal” pelo IMC podem ter um percentual de gordura elevado em relação à baixa massa muscular — o que aumenta os riscos de doenças metabólicas, como problemas cardíacos, diabetes e hipertensão, associados ao efeito inflamatório da gordura. Por sua vez, a redução da massa muscular eleva a probabilidade de quedas, fraturas de quadril, incapacidade funcional e mortalidade precoce.
 

Como enfrentar o problema?

É fundamental avaliar a composição corporal — isto é, a proporção entre massa de gordura e massa muscular — e não se basear apenas no IMC como ferramenta diagnóstica ou de acompanhamento. Também é importante promover mudanças no estilo de vida:

• Adotar uma alimentação equilibrada, com alimentos nutritivos, e garantir ingestão adequada de proteínas, cálcio, vitaminas e minerais.

• Praticar atividade física regularmente (150 a 300 minutos semanais), independentemente do número na balança.

• Controlar o estresse.

• Priorizar de 7 a 9 horas de sono de qualidade.

• Fazer o monitoramento periódico da composição corporal, por exemplo, utilizando uma balança de bioimpedância, com acompanhamento de um profissional de saúde.



Herbalife


Diabesidade: o elo perigoso entre obesidade e diabetes tipo 2

Diabesidade — a coexistência das duas doenças metabólicas, que se retroalimentam silenciosamente e aumentam o risco de complicações cardiovasculares, hepáticas e renais

 

O aumento dos casos de diabetes tipo 2 no mundo está diretamente ligado ao avanço da obesidade. De acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF), 80% das pessoas com diabetes tipo 2 estão acima do peso. E, segundo o cirurgião do aparelho digestivo Dr. Rodrigo Barbosa, esse dado revela algo essencial: o diabetes não é apenas uma doença do pâncreas, mas de todo o metabolismo. “O excesso de gordura visceral — aquela que se acumula na região abdominal — interfere diretamente na ação da insulina. Ela provoca inflamação e resistência nos receptores celulares, impedindo que o hormônio atue de forma eficiente”, explica.
 

A gordura que adoece por dentro

Diferente da gordura subcutânea, que fica logo abaixo da pele, a gordura visceral se aloja entre os órgãos internos e libera substâncias inflamatórias conhecidas como citocinas, que alteram a função do fígado e do pâncreas.
O resultado é um círculo vicioso: quanto mais gordura, maior a resistência à insulina — e quanto maior a resistência, mais o corpo acumula gordura.

“É por isso que tratar a obesidade é tratar também o diabetes. Essas duas doenças têm a mesma origem metabólica”, reforça Dr. Rodrigo.
 

A cirurgia bariátrica como tratamento metabólico

Nos últimos anos, a cirurgia bariátrica deixou de ser vista apenas como uma solução estética e passou a ser reconhecida pela comunidade médica internacional como tratamento metabólico — especialmente em casos de diabetes tipo 2 associado à obesidade.

Ao reduzir o tamanho do estômago e modificar o trânsito intestinal, a cirurgia estimula uma mudança hormonal importante: há melhora imediata na produção e na ação da insulina, além de aumento nos níveis de GLP-1, hormônio que ajuda a controlar o apetite e o açúcar no sangue.

“Em muitos casos, o paciente deixa de precisar de medicação para o diabetes poucos dias após a cirurgia — antes mesmo de perder peso. Isso mostra que o impacto é hormonal e metabólico, não apenas mecânico”, destaca o especialista.
 

Resultados que mudam a história do diabetes

Estudos internacionais apontam que até 80% dos pacientes com diabetes tipo 2 entram em remissão após a cirurgia bariátrica, especialmente quando o procedimento é realizado nas fases iniciais da doença.

Além de reduzir a glicemia, a cirurgia traz benefícios que vão muito além do controle do açúcar: melhora do colesterol, normalização da pressão arterial, aumento da fertilidade e redução significativa do risco cardiovascular.

  


Dr Rodrigo Barbosa - Cirurgião Digestivo sub-especializado em Cirurgia Bariátrica e Coloproctologia do corpo clínico dos hospitais Sírio Libanês e Nove de Julho. CEO do Instituto Medicina em Foco e coordenador do Canal ‘Medicina em Foco’ no Youtube Link


Saúde nas festas de fim de ano: quando procurar a emergência

Excessos alimentares, quedas e acidentes domésticos podem exigir avaliação imediata

 

Com a chegada das festas de fim de ano, cresce o número de atendimentos emergenciais ligados a acidentes domésticos, quedas e excessos alimentares. Entre viagens, confraternizações e atividades físicas improvisadas, situações que envolvem trauma ou dor abdominal tornam-se mais frequentes, e entender quando procurar um exame de imagem pode evitar complicações sérias. 

Segundo especialistas em radiologia, exames como tomografia, ultrassonografia e ressonância magnética são fundamentais para identificar lesões que nem sempre são visíveis de imediato, mas que podem evoluir rapidamente se não forem diagnosticadas.
 

Traumas: quando o exame de imagem é indispensável

Quedas durante brincadeiras, escorregões à beira da piscina ou pequenos acidentes domésticos podem parecer inofensivos no momento, mas merecem atenção quando surgem sinais como:

  • dor intensa ou persistente;
  • dificuldade para se movimentar;
  • inchaço localizado;
  • sensação de pressão no peito ou abdômen;
  • perda momentânea de consciência após impacto.

Nesses casos, a tomografia computadorizada é o exame mais indicado, por sua capacidade de identificar fraturas, sangramentos internos e lesões em órgãos com rapidez e precisão. 

“Quando a tomografia é feita com contraste, verifique se o hospital e/ou clínica usam o Transfer-Fill multipaciente e o Patient-Set, um extensor por paciente com válvula antirrefluxo. Estes produtos são os únicos que possuem segurança viral e bacteriana, nos exames de imagem, que são realizados em injetoras de contrastes", explica a especialista Marcela Padilha, enfermeira PhD - Pesquisadora e Suporte Clínico da ALKO do Brasil.

 

Desconforto abdominal: quando é preciso investigar

As festas também são marcadas por mudanças alimentares, refeições mais pesadas, maior consumo de álcool e doces, o que pode desencadear quadros de desconforto, náuseas e dor abdominal.

No entanto, é importante diferenciar sintomas passageiros de sinais de alerta:

  • dor abdominal intensa ou que piora com o tempo;
  • febre persistente;
  • vômitos frequentes;
  • sensação de estufamento acompanhada de dor aguda;
  • dor irradiada para costas ou ombros.

Esses sintomas podem indicar condições como apendicite, pancreatite, cálculos biliares ou gastroenterite aguda.

Nessas situações, o ultrassom abdominal costuma ser o primeiro exame a ser solicitado, especialmente para avaliar fígado, vesícula e vias biliares. Já a tomografia é usada quando há suspeita de inflamação mais avançada, perfuração ou sangramento.
 

Diagnóstico precoce evita complicações

De acordo com médicos radiologistas, o diagnóstico por imagem têm papel central no atendimento emergencial das festas de fim de ano, especialmente porque muitos sintomas iniciais podem ser inespecíficos. 

“A dor pode parecer simples, mas o exame de imagem é o que confirma a gravidade do caso. Em situações de trauma ou dor abdominal intensa, ele pode literalmente mudar o rumo do tratamento e evitar complicações maiores”.
 

O que fazer diante de um trauma ou dor abdominal?

  1. Observe os sintomas: intensidade, duração e evolução.
  2. Evite automedicação: analgésicos podem mascarar sinais importantes.
  3. Procure atendimento médico rápido: principalmente se houver dor forte, febre ou histórico de trauma.
  4. Siga a recomendação do especialista: cada exame tem função específica, e só o médico pode definir o melhor caminho.

Cuidados simples que fazem diferença

  • Evite excessos alimentares e consumo abusivo de álcool.
  • Hidrate-se bem, especialmente no calor.
  • Cuidado com atividades improvisadas, brincadeiras em escadas, trampolins ou piscinas.
  • Use calçados adequados para evitar escorregões.

  

Bronzeado saudável não existe 

Médicos alertam sobre riscos da exposição solar e sobre a importância da proteção solar eficaz  

Infelizmente … aquele bronze dourado e saudável não existe! Esse, que é o desejo de muitas pessoas, pode representar um real perigo para a saúde da pele.  

“Classificamos os tipos de pele de I a VI, de acordo com a capacidade de resposta à radiação ultravioleta (UV), sendo chamado fototipo I aquele que sempre se queima e nunca se bronzeia, até o VI, pele negra, totalmente pigmentada, com grande resistência à radiação UV. A pigmentação constitutiva - cor natural da pele - é definida geneticamente. A cor facultativa - bronzeado - é induzida pela exposição solar e é reversível quando cessa a exposição”, explica a dermatologista Dra. Ana Paula Fucci, Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

 O chamado "bronzeado dourado" é observado nas peles mais claras e para ocorrer, ocasiona danos no DNA das células.  “As  consequências serão vistas anos mais tarde, em forma de fotoenvelhecimento, manchas ou lesões cutâneas malignas.O ideal é respeitar seu tipo de pele e sua sensibilidade ao sol. Nunca queimar a ponto de “descascar”. Importante: evite se expor ao sol entre 10 e 16h”, detalha a dermatologista.  

Dra. Ana Paula alerta ainda sobre os riscos de bronzeamento artificial, através das câmaras de bronzeamento: “esse é ainda mais prejudicial para a pele do que a exposição ao sol. A radiação é entregue de forma concentrada e direta, sem nenhum tipo de filtro ou proteção”.  

 A médica ressalta que filtro solar não é uma permissão para a exposição ao sol. “Ele é um grande aliado, desde que sejam seguidas as orientações de horário, evitar exposição exagerada e usar complementos como bonés, óculos etc”, reforça Dra. Ana Paula Fucci.  

 

Proteção solar eficaz 

A rotina de proteção solar é muito importante em qualquer época do ano, sobretudo agora no verão.  “Não deixe para aplicar o filtro quando chegar na praia ou piscina, por exemplo. O ideal é aplicá-lo cerca de 20 minutos antes de se expor ao sol, para dar tempo de ser absorvido e começar a agir. Também devemos reaplicar o filtro solar a cada 2 horas ou após se molhar ou suar muito”, destaca Dr. Franklin Veríssimo, Especialista e pós-graduado em Laser, Cosmiatria e Procedimentos pelo Hospital Albert Einstein-SP. 



Dr. Franklin destaca três aspectos importantes para uma proteção solar eficaz:


1- 
“Use filtro com FPS 30 ou maior;  e para as crianças ou pessoas que possuem pele mais sensível, FPS de no mínimo 50;


2- Use proteção adicional ao filtro solar, como chapéus, viseiras, óculos escuros. Recomendo evitar a exposição solar entre 10 e 16h;


3.  Use roupas leves, claras e chapéu e óculos de proteção UV, principalmente se for praticar caminhadas e atividades físicas ao ar livre.  Quem costuma ficar muito tempo no sol tem que redobrar os cuidados e investir em roupas com proteção ultravioleta”, conclui o médico.  

 

 

Fontes:

1) Dra. Ana Paula Fucci - Dermatologista formada em Medicina pela Universidade Federal Fluminense(UFF). Residência em Clinica Médica na UFF e Dermatologia na UFRJ. Título de especialista em Dermatologia (RQE: 19876). Membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e Academia Européia de Dermatologia (EADV).

 

2) Dr. Franklin Verissimo - CRM-CE 10920 - Especialista e pós-graduado em Laser, Cosmiatria e Procedimentos pelo Hospital Albert Einstein-SP. Formação em Medicina Estética. Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Ceará-CE. Especialista e pós-graduado em Laser, Cosmiatria e Procedimentos pela Universidade Estadual do Ceará-CE. Especialista e pós-graduado em Medicina RM Estética pelo Instituto BWS-SP.



Hipertensão Arterial Pulmonar: 6 pontos essenciais para entender a doença em destaque na novela “Três Graças”

 

Banco de imagens

Trama televisiva reacende debate sobre diagnóstico precoce e mostra como tecnologia, dados e atenção aos sintomas podem salvar vidas

 

Com sintomas iniciais que passam despercebidos e podem ser confundidos com cansaço ou estresse, a Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) é uma doença rara e grave que ainda apresenta alto índice de subdiagnóstico no Brasil. A condição voltou ao debate público após ganhar espaço na novela ‘Três Graças’, da TV Globo, por meio da personagem Lígia, interpretada por Dira Paes, que enfrenta os desafios da doença ao longo da trama. 

Para ajudar a população a reconhecer a HAP mais cedo e entender os avanços no cuidado, o médico e líder de transformação tecnológica da Neuralmed, empresa de saúde que oferece soluções que tornam o mercado de saúde mais eficiente e sustentável, Dr. Guilherme Crespo, explica os seis pontos essenciais que todos devem saber:
 

1. A doença é rara, grave e silenciosa

A Hipertensão Arterial Pulmonar provoca aumento da pressão nos vasos que levam sangue do coração aos pulmões. É progressiva, potencialmente fatal e costuma ser confundida com outras doenças respiratórias. “A HAP avança de forma silenciosa e exige investigação cuidadosa. Quanto mais cedo identificada, maiores as chances de controlar a progressão e preservar a qualidade de vida”, explica o Dr. Guilherme Crespo.
 

2. Sintomas iniciais confundem e atrasam o diagnóstico

Os primeiros sinais, como cansaço, dificuldade para respirar, inchaço nas pernas e tonturas, são frequentemente atribuídos ao estresse ou ao sedentarismo. Segundo o especialista, “o grande desafio é que os sintomas parecem comuns. Isso faz com que muitos pacientes procurem ajuda quando a doença já está em estágio avançado”.
 

3. Diagnosticar cedo muda o curso da doença

A confirmação do diagnóstico depende de exames como ecocardiograma, tomografia e cateterismo cardíaco. A rapidez nesse processo faz diferença direta no desfecho clínico. “É uma condição que exige insistência em investigação e cuidados na ausência de melhora clínica a despeito dos tratamentos propostos. O diagnóstico se torna tardio quando o paciente 'aceita', passa a conviver com os sintomas e muda seus hábitos e rotinas ao invés de continuar a investigação dos sintomas que persistem”, afirma Crespo.
 

4. Tecnologia e IA estão ajudando a identificar casos mais cedo

Ferramentas digitais como algoritmos para leitura de exames de imagem, triagem inteligente e integração de dados clínicos já ajudam médicos a suspeitar da doença de forma mais rápida. “Soluções de IA conseguem identificar padrões que o olho humano não percebe de imediato. Falamos sobre ferramentas que podem encontrar o paciente certo, na hora certa, e chamá-lo de volta para a linha de cuidado, o que é fator-chave para o tratamento mais eficaz”, destaca o médico.
 

5. Dados integrados aceleram o caminho do paciente até o especialista

Quando exames, histórico clínico e sintomas são reunidos em um único sistema, o rastreio fica mais preciso. “A integração de dados reduz erros, evita queixas repetidas sem solução e ajuda a detectar trajetórias clínicas típicas da HAP”, explica Crespo.
 

6. A novela amplia a conscientização e incentiva a busca por atendimento

A abordagem do tema em Três Graças tem impacto direto na informação da população. “Quando a ficção traz uma doença rara para o centro da narrativa, ela educa. Muitas pessoas passam a reconhecer sintomas e buscar avaliação médica e isso salva vidas”, afirma o especialista.

  

NeuralMed

 

Saúde nas festas de fim de ano: quando procurar a emergência

Excessos alimentares, quedas e acidentes domésticos podem exigir avaliação imediata

 

Com a chegada das festas de fim de ano, cresce o número de atendimentos emergenciais ligados a acidentes domésticos, quedas e excessos alimentares. Entre viagens, confraternizações e atividades físicas improvisadas, situações que envolvem trauma ou dor abdominal tornam-se mais frequentes, e entender quando procurar um exame de imagem pode evitar complicações sérias. 

Segundo especialistas em radiologia, exames como tomografia, ultrassonografia e ressonância magnética são fundamentais para identificar lesões que nem sempre são visíveis de imediato, mas que podem evoluir rapidamente se não forem diagnosticadas.
 

Traumas: quando o exame de imagem é indispensável

Quedas durante brincadeiras, escorregões à beira da piscina ou pequenos acidentes domésticos podem parecer inofensivos no momento, mas merecem atenção quando surgem sinais como:

  • dor intensa ou persistente;
  • dificuldade para se movimentar;
  • inchaço localizado;
  • sensação de pressão no peito ou abdômen;
  • perda momentânea de consciência após impacto.

Nesses casos, a tomografia computadorizada é o exame mais indicado, por sua capacidade de identificar fraturas, sangramentos internos e lesões em órgãos com rapidez e precisão. 

“Quando a tomografia é feita com contraste, verifique se o hospital e/ou clínica usam o Transfer-Fill multipaciente e o Patient-Set, um extensor por paciente com válvula antirrefluxo. Estes produtos são os únicos que possuem segurança viral e bacteriana, nos exames de imagem, que são realizados em injetoras de contrastes", explica a especialista Marcela Padilha, enfermeira PhD - Pesquisadora e Suporte Clínico da ALKO do Brasil.

 

Desconforto abdominal: quando é preciso investigar

As festas também são marcadas por mudanças alimentares, refeições mais pesadas, maior consumo de álcool e doces, o que pode desencadear quadros de desconforto, náuseas e dor abdominal.

No entanto, é importante diferenciar sintomas passageiros de sinais de alerta:

  • dor abdominal intensa ou que piora com o tempo;
  • febre persistente;
  • vômitos frequentes;
  • sensação de estufamento acompanhada de dor aguda;
  • dor irradiada para costas ou ombros.

Esses sintomas podem indicar condições como apendicite, pancreatite, cálculos biliares ou gastroenterite aguda.

Nessas situações, o ultrassom abdominal costuma ser o primeiro exame a ser solicitado, especialmente para avaliar fígado, vesícula e vias biliares. Já a tomografia é usada quando há suspeita de inflamação mais avançada, perfuração ou sangramento.
 

Diagnóstico precoce evita complicações

De acordo com médicos radiologistas, o diagnóstico por imagem têm papel central no atendimento emergencial das festas de fim de ano, especialmente porque muitos sintomas iniciais podem ser inespecíficos. 

“A dor pode parecer simples, mas o exame de imagem é o que confirma a gravidade do caso. Em situações de trauma ou dor abdominal intensa, ele pode literalmente mudar o rumo do tratamento e evitar complicações maiores”.
 

O que fazer diante de um trauma ou dor abdominal?

  1. Observe os sintomas: intensidade, duração e evolução.
  2. Evite automedicação: analgésicos podem mascarar sinais importantes.
  3. Procure atendimento médico rápido: principalmente se houver dor forte, febre ou histórico de trauma.
  4. Siga a recomendação do especialista: cada exame tem função específica, e só o médico pode definir o melhor caminho.


Cuidados simples que fazem diferença

  • Evite excessos alimentares e consumo abusivo de álcool.
  • Hidrate-se bem, especialmente no calor.
  • Cuidado com atividades improvisadas, brincadeiras em escadas, trampolins ou piscinas.
  • Use calçados adequados para evitar escorregões.

 

Conhecimento é chave para diagnóstico correto e acolhimento de pacientes com TDAH

Apesar da crescente popularidade do tema nas redes sociais, ainda há muitos aspectos pouco conhecidos sobre o transtorno

 

O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) é um dos temas mais comentados atualmente quando se fala em saúde mental. De acordo com a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), entre 5% e 8% da população mundial tem TDAH. Além disso, estima-se que 70% das crianças com o transtorno apresentam outra condição associada, como ansiedade e dificuldades de aprendizagem, e pelo menos 10% convivem com três ou mais dessas comorbidades1. 

O aumento das discussões sobre o tema na internet ajudou a ampliar a visibilidade do transtorno nos últimos anos. O TDAH tem sido destaque em milhares de vídeos curtos nas redes sociais, como Instagram e TikTok, que detalham sintomas e situações cotidianas que podem estar relacionadas à condição2. 

“Hoje, há uma maior visibilidade para o transtorno, mas, quando consideramos que muitos dos sintomas podem ser causados por outros motivos, como ansiedade, insônia e stress, esse destaque pode trazer mais preocupações do que respostas, especialmente em crianças e adolescentes”, explicou o psiquiatra Daniel Vasques, médico consultor da Libbs. 

O crescente interesse pelo TDAH também fez com que queixas e suspeitas aumentassem dentro dos consultórios3. Mas Vasques ressalta que isso não significa que os casos estejam aumentando, e sim que o diagnóstico está sendo feito com mais frequência e precisão. “Estamos avançando na desconstrução de rótulos que antes impediam muitas pessoas com TDAH de receber diagnóstico e tratamento adequado. Hoje, esse público encontra mais acolhimento e visibilidade tanto nos serviços de saúde quanto nos ambientes educacionais.” 

Apesar da popularidade, ainda há muitos aspectos pouco conhecidos sobre o transtorno. O TDAH é um distúrbio do neurodesenvolvimento1, o que significa que está ligado a alterações no funcionamento e na maturação do cérebro. Essas alterações interferem na capacidade de atenção, no controle dos impulsos e na regulação emocional, podendo impactar a vida escolar, social e familiar4. 

“Muitos pais chegam ao consultório atentos à ideia de que o TDAH é sinônimo de inquietação e impulsividade, mas o transtorno é muito mais complexo que isso. Existem aspectos menos comentados, como fatores biológicos, genéticos e até ambientais que interferem na forma como ele se manifesta. Conhecer essas nuances ajuda a identificar o problema com mais precisão e evita rótulos equivocados”, afirma o especialista. 

O primeiro desafio para o diagnóstico do TDAH é a identificação dos sintomas, que se dividem de acordo com os três tipos de manifestação do transtorno: predominantemente desatento (exemplo: falta de atenção a detalhes, cometer erros por descuido e não terminar tarefas), predominantemente hiperativo-impulsivo (exemplo: agitar pés e mãos, remexer-se constantemente e não conseguir esperar sua vez), e combinado, quando há sintomas simultâneos de desatenção e hiperatividade-impulsividade4. 

No entanto, para chegar ao diagnóstico, os sintomas precisam estar presentes por tempo prolongado e em mais de um ambiente, como em casa e no trabalho ou na escola4. “Todo mundo pode se distrair ou ficar agitado em situações de estresse. O que preocupa é quando a desatenção, a hiperatividade ou a impulsividade são intensas, persistentes e trazem prejuízo nas atividades diárias”, acrescenta Vasques. 

Por isso, entender o TDAH em suas diferentes dimensões, explica Vasques, é essencial para oferecer o suporte adequado a quem convive com o transtorno: “O cuidado com o TDAH não é sobre corrigir comportamentos, mas sobre criar um ambiente acolhedor e estruturado, que favoreça o bem-estar do paciente”.

 

Referências

1. Ministério da Saúde. Entre 5% e 8% da população mundial apresenta Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade [Internet]. 2022. [acesso em 27 nov 2025]. Disponível em: Link  

2. Yeung A, Ng E, Abi-Jaoude E. TikTok and Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder: A Cross-Sectional Study of Social Media Content Quality. Can J Psychiatry. 2022;67(12):899-906. 

3. Abdelnour E, Jansen MO, Gold JA. ADHD Diagnostic Trends: Increased Recognition or Overdiagnosis? Mo Med. 2022;119(5):467-473. 

4. Magnus W, Anilkumar AC, Shaban K. Attention Deficit Hyperactivity Disorder. In: StatPearls [Internet]. 2023. [acesso em 27 nov 2025]. Disponível em: Link 

 

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