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sábado, 13 de setembro de 2025

Projeto Verão: como conquistar resultados com consistência

Treino, alimentação e descanso são os pilares para quem busca estar da melhor forma para a estação mais quente do ano 


Setembro marca a largada do chamado “Projeto Verão”. Academias ficam cada vez mais cheias, e muitos reforçam a rotina de treinos, em busca de estar da melhor forma para a estação mais quente do ano. A boa notícia: ainda dá tempo de conquistar resultados com consistência. O segredo, segundo especialistas, não está em fórmulas rápidas e milagres estéticos, mas em mudanças de hábitos consistentes que incluam treino, alimentação e descanso. 

A partir desses três pilares, trabalhados de forma regular, é possível chegar ao final do ano com resultados que vão além da estética, e que sejam fundamentados também na saúde e bem-estar, com efeitos no longo prazo.  

“O segredo é ajustar expectativas e pensar em evolução contínua, não em soluções mágicas e instantâneas”, explica o treinador da Smart Fit Lucas Florêncio. Na rotina de treinos, Florêncio recomenda combinar musculação e exercícios cardiovasculares, com frequência mínima de 4 a 5 vezes por semana. 

A musculação, segundo Florêncio, deve priorizar grandes grupos musculares, como peitoral, dorsais e membros inferiores, com movimentos multiarticulares, como agachamento, supino, levantamento terra, puxadas e remada. Já no cardio, a dica é alternar exercícios curtos de alta intensidade, entre duas a três vezes na semana, a trabalhos mais longos e moderados no restante. 

“É fundamental avaliar cada aluno e fazer os ajustes necessários de acordo com o nível de prática e condicionamentos específicos”, diz o treinador da Smart Fit. 

Na alimentação, apostar na progressão gradual também é um ponto central da recomendação de especialistas. A nutricionista da Smart Fit Nutri Aryane Emerick reforça que o caminho não está em dietas restritivas, mas na reorganização da rotina alimentar. O ideal é reduzir ultraprocessados, frituras, fast-food, álcool e açúcar, priorizando:

  • Proteínas magras: peixes, frango, carnes magras, feijão e outras leguminosas; 
  • Carboidratos complexos: arroz integral, batata-doce, mandioca; 
  • Gorduras boas: abacate, castanhas, azeite de oliva; 
  • Vitaminas e fibras: verduras, legumes e frutas. 

Aryane ainda reforça que cada objetivo pede um plano alimentar diferente. Quem busca ganhar massa, por exemplo, precisa de uma estratégia distinta de quem deseja reduzir gordura corporal.

Para quem quiser colocar em prática, o recado é claro: o “Projeto Verão” pode sim trazer resultados. É tempo de colocá-lo em prática, e, para ampliar a qualidade dos resultados, é importante manter o  foco em equilíbrio, disciplina e constância.

Planeje os treinos semanais do seu Projeto Verão com as dicas do treinador Lucas Florêncio. Confira abaixo e no link

Planilha – Treino Projeto Verão

Frequência: 5x/semana

Método: Push/Pull/Legs + Complementos metabólicos

Duração: 60–75 min por sessão


Segunda – Push (Peito, ombro, tríceps)

  1. Supino maquina reto articulado – 4x8–12
  2. Supino reto com halter – 3x8–10
  3. Desenvolvimento maquina aberto – 3x8
  4. Crucifixo máquina – 3x12–15
  5. Tríceps testa barra – 3x10–12
  6. HIIT esteira 12 min (30” forte/30” leve)


Terça – Pull (Costas, bíceps)

  1. Puxada maquina articulada – 4x 12 a 15
  2. Remada curvada supinada barra – 4x8–10
  3. Remada maquina articulada – 3x10–12
  4. Rosca direta barra – 3x8–10
  5. Rosca alternada halteres – 3x10–12
  6. Abdominal canivete - 5x15


Quarta – Pernas (Quadríceps + posterior + glúteos)

  1. Agachamento maquina articulada – 4x12-15
  2. Leg Press Horizontal – 3x10
  3. Stiff barra – 3x8–10
  4. Cadeira extensora – 3x12–15
  5. cadeira flexora
  6. Afundo bulgaro – 3x12 (cada perna)
  7. HIIT bike 12 min (30” forte/30” leve)


Quinta – Upper (Foco em peito + costas + abdômen)

  1. Supino maquina inclinado articulado – 4x8–10
  2. Remada curvada aberta com halter – 4x10
  3. Crucifixo reto com halter – 3x12
  4. Puxada maquina articulada - 3x12
  5. Elevação lateral halteres – 3x12–15
  6. Abdominal remador – 4x12
  7. Cardio moderado 20 min (esteira com inclinação)


Sexta – Lower (Foco glúteo + posterior + panturrilha)

  1. Levantamento terra – 4x6–8
  2. elevação pelvica maquina – 4x8–10
  3. Cadeira abdutora – 3x15
  4. Afundo maquina articulada – 3x12
  5. Gêmeos em pé – 4x20
  6. Abdominal obliquo solo – 3x12


Sábado/domingo: caminhada, mobilidade, alongamento.

 

Grupo Smart Fit

Penteados de primavera: Daniel Saphiro lista 5 tendências para arrasar em festas e casamentos

Daniel Saphiro
especialista e Redken Artist

O especialista e Redken Artist dá dicas de finalização para noivas, debutantes e convidadas que buscam traduzir a leveza e a renovação da estação em looks sofisticados e memoráveis

 

A primavera não é apenas uma estação: é um estado de espírito. Renovação, frescor e florescimento inspiram também os looks para festas, formaturas e casamentos. Para o hairstylist Daniel Saphiro, Redken Artist e consultor de imagem, o penteado escolhido vai muito além da estética – ele é a assinatura visual de uma história.

“Cada fio de cabelo é uma oportunidade de contar uma narrativa de estilo, confiança e, especialmente na primavera, de renovação. Uma noiva ou debutante contemporânea não segue tendências cegamente; ela as apropria, transformando-as em sua própria declaração de moda”, afirma Saphiro.

A seguir, o especialista compartilha as tendências de penteados para a temporada 2025 / 2026, explicando estilos, perfis de mulheres e dicas de acabamento.
 

Tendências de penteados para a primavera:
 

1. Coque desconstruído com textura

  • Por que apostar: antítese do formalismo, traz fios soltos e textura moderna, com elegância natural.
  • Para quem: mulheres minimalistas e urbanas.
  • Dica Redken: preparar os fios com One United para leveza e finalização com Pliable para textura controlada.

2. Trança camponesa romântica

  • Por que apostar: tranças mais soltas, com pequenas flores silvestres ou fitas de seda, remetendo a um conto de fadas moderno.
  • Para quem: mulheres boho e românticas.
  • Dica Redken: spray Strong Hold garante fixação duradoura sem pesar.

3. Rabo de cavalo baixo e polido

  • Por que apostar: minimalismo chic em estado puro, realçando o rosto e o vestido.
  • Para quem: mulheres clássicas e modernas.
  • Dica Redken: finalização com Strong Hold para brilho e disciplina impecáveis.

4. Cabelo solto com onda vintage

  • Por que apostar: glamour atemporal inspirado em Hollywood, com ondas largas e brilho saudável.
  • Para quem: mulheres clássicas e dramáticas.
  • Dica Redken: preparar com One United e finalizar com Pliable para movimento natural.

5. Pixie com acessórios

  • Por que apostar: ousadia em cortes curtos, valorizados por tiaras, grampos de pérolas ou fascinators minimalistas.
  • Para quem: fashionistas que gostam de quebrar padrões.
  • Dica Redken: acabamento com Strong Hold para fixação de acessórios e estilo marcante.

O penteado como manifesto da primavera 

Segundo Daniel Saphiro, o penteado é um pilar da imagem em eventos especiais. Leves, naturais e orgânicos, os penteados de primavera refletem não só beleza, mas também autenticidade. Mais do que moda, são uma forma de expressão pessoal que conecta a mulher à estação da renovação. “Ele define a silhueta, emoldura o rosto e, sobretudo, comunica a personalidade. Quando incorpora a essência da primavera, deixa de ser apenas estética e se transforma em uma declaração emocional, que celebra o florescer de um novo ciclo”, explica o especialista.


HORÓSCOPO DE SETEMBRO: CONFIRA QUAIS SIGNOS TERÃO BOAS NOTÍCIAS NESTE MÊS

Simone, astróloga do iQuilibrio, comenta os impactos astrológicos do mês de setembro e dá dicas para aproveitar as energias


Setembro de 2025 chegou carregado de energias transformadoras! Com Saturno retornando para Peixes e dois eclipses poderosos marcando o mês, estamos vivendo um período de profundas revelações e mudanças necessárias. 

O Eclipse Lunar Total em Peixes (07/09) já sacudiu nossas emoções e trouxe à tona questões que precisavam ser resolvidas. Agora, todos os olhos se voltam para o grande momento do mês: o Eclipse Solar em Virgem (21/09), que promete abrir novos caminhos e oportunidades, especialmente para os virginianos. 

"Este é um mês em que o universo nos convida a olhar para dentro, resolver pendências e se preparar para um novo ciclo que está começando", explica a astróloga Simone, especialista do iQuilibrio. 

Confira as previsões para seu signo e descubra como aproveitar ao máximo as energias deste período:
 

ÁRIES

Amor: Eclipse Lunar trouxe movimentação. Casais devem falar abertamente sobre expectativas; solteiros podem ter encontros interessantes no trabalho, mas com calma.

Trabalho: A segunda metade do mês terá mudanças importantes. Mostre competência, atenção aos detalhes e cuide do equilíbrio.

Saúde: Esgotamento emocional pode aparecer. Priorize descanso, espiritualidade e bem-estar.
 


TOURO

Amor: Casais devem alinhar sonhos e planos. Solteiros podem conhecer pessoas novas, mantendo autenticidade.

Trabalho: Foco nas metas e organização. Eclipse Solar favorece a produtividade em trabalhos criativos.

Saúde: Conexão com a natureza ajuda no equilíbrio e no bem-estar.
 


GÊMEOS

Amor: Mergulhe nos sentimentos e avalie relações. Resolva pendências familiares antes de se abrir para o amor.

Trabalho: Mudanças inesperadas exigem atenção e planejamento. Reorganize finanças e estratégias.

Saúde: Ansiedade e cansaço mental pedem silêncio e atividades que acalmem a mente.
 


CÂNCER

Amor: Casais devem buscar reconexão e perdão. Solteiros podem encontrar amor em viagens e cursos.

Trabalho: Bom período para comunicação e ensino, com planejamento e foco.

Saúde: Mais sensibilidade exige cuidado com digestão e momentos de relaxamento.
 


LEÃO

Amor: Evite padrões antigos. Casais passam por testes; solteiros devem manter os pés no chão.

Trabalho: Mudanças e oportunidades profissionais estão próximas. Coragem e planejamento são essenciais.

Saúde: Equilibre responsabilidades e diversão para evitar estresse.
 


VIRGEM

Amor: Revisão de cobranças e dependências. Novos começos exigem maturidade.

Trabalho: Excelente para mudanças, promoções e novos projetos. Persistência é fundamental.

Saúde: Perfeccionismo pode prejudicar; busque equilíbrio e atividades ao ar livre.
 


LIBRA

Amor: A entrada do Sol renova energias. Casais precisam de paciência; solteiros, atenção aos detalhes.

Trabalho: Reorganize a rotina e documente transações financeiras.

Saúde: Energia baixa pede meditação, yoga ou caminhadas para reequilibrar.
 


ESCORPIÃO

Amor: Casais devem investir em reconexão; solteiros, evitem ilusões e joguinhos.

Trabalho: Menos impulsividade e mais responsabilidade. Organize finanças antes de emprestar.

Saúde: Cuide do emocional e do contato espiritual.
 


SAGITÁRIO

Amor: Resolva assuntos familiares com diálogo. Solteiros mais introspectivos e observadores.

Trabalho: Urano pode atrasar projetos, mas Eclipse Solar traz oportunidades de reconhecimento.

Saúde: Cuidado com memórias que esgotam; retome hábitos saudáveis e descanso.
 


CAPRICÓRNIO

Amor: Conversas necessárias no relacionamento. Solteiros, deixem fluir sem criar expectativas irreais.

Trabalho: Bom período para quem iniciou carreira ou projetos recentes. Controle gastos.

Saúde: Mantenha uma rotina equilibrada para não sobrecarregar corpo e mente.
 


AQUÁRIO

Amor: Prefira reflexões sobre desejos afetivos. Comprometidos, evitem disputas; solteiros, menos disponíveis.

Trabalho: Ajustes na carreira e controle de impulsividade financeira.

Saúde: Evite compulsões e cuide das questões emocionais e espirituais.
 


PEIXES

Amor: Relacionamentos serão testados; diálogo e flexibilidade são essenciais. Solteiros, desapegue para abrir espaço.

Trabalho: Eclipses favorecem inícios e encerramentos de projetos. Planeje com clareza.

Saúde: Energia pisciana forte exige atenção à saúde mental e espiritual.

 


iQuilibrio
www.iQuilibrio.com.br


Lua Minguante em Virgem começa 14/09: como os óleos essenciais podem ajudar no recolhimento e na expansão

No próximo 14 de setembro, a Lua entra em sua fase Minguante, período conhecido pela energia de introspecção, fechamento de ciclos e recolhimento. É um momento ideal para desacelerar, revisar atitudes e preparar o terreno para um novo início.

Segundo Daiana Petry, aromaterapeuta, perfumista botânica, naturóloga e especialista em neurociência, os óleos essenciais podem ser aliados poderosos nesse processo, trazendo equilíbrio emocional e clareza mental.

Lavanda: introspecção e relaxamento profundo

Na Lua Minguante, o corpo e a mente pedem calma. O óleo essencial de lavanda é ideal para induzir um estado de relaxamento profundo, auxiliando na liberação de tensões acumuladas e facilitando momentos de meditação, autocuidado e recolhimento energético.
 

Como usar:

  • Colocar 2 a 3 gotas em um difusor de ambiente;
  • Diluir 3 gotas em 10ml de óleo vegetal de jojoba para massagem relaxante nos ombros e pescoço.

“O aroma da lavanda ajuda a desligar a mente do excesso de estímulos e abre espaço para o silêncio interior tão necessário nesta fase lunar”, explica Daiana.
 

Signo de Virgem: Grapefruit traz leveza, entusiasmo e expansão

Além da Lua Minguante, setembro também é marcado pela energia do signo de Virgem (23 de agosto a 22 de setembro), que muitas vezes traz consigo a tendência à autocrítica e ao perfeccionismo. Para equilibrar esse cenário, Daiana recomenda o uso do óleo essencial de grapefruit, que proporciona entusiasmo, leveza e bom humor.

“O grapefruit dá um ‘chega pra lá’ na cobrança e no peso nos ombros, que costumam vir da sobrecarga e da crítica excessiva. Ele estimula a criatividade e favorece a comunicação e a expansão, pontos essenciais para prosperar neste período”, comenta a especialista.
 

Como usar:

  • Colocar 3 gotas em um difusor durante atividades criativas ou reuniões;
  • Diluir 4 gotas do óleo essencial em 10ml de óleo vegetal de jojoba e aplicar nos pulsos como perfume natural energizante;
  • Inalar diretamente no frasco em momentos de tensão ou bloqueio mental.


Energia do momento: recolhimento e movimento

Enquanto a lavanda ajuda a mergulhar no recolhimento proposto pela Lua Minguante, o grapefruit equilibra a energia virginiana, trazendo leveza e motivação para seguir adiante. Juntos, eles oferecem suporte para quem busca se reconectar consigo mesmo e, ao mesmo tempo, se abrir a novas oportunidades de crescimento.  



Daiana Petry @daianagpetry - Aromaterapeuta, perfumista botânica, naturóloga e especialista em neurociência. Professora dos cursos de formação em aromaterapia, perfumaria botânica e psicoaromaterapia. Autora dos livros: Psicoaromaterapia, Cosméticos sólidos e Maquiagem ecoessencial. Fundadora da Harmonie Aromaterapia.
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Psiquiatra do CEUB: prevenção do suicídio começa em casa e pede apoio profissional

Para professor de Medicina do CEUB, a prevenção começa em casa, com apoio das famílias e capacitação adequada de profissionais de saúde


Com o tema "Se precisar, peça ajuda", a campanha Setembro Amarelo de 2025 reforça a urgência de abordar o suicídio como um grave problema de saúde pública. Os números são alarmantes: mais pessoas tiram a própria vida anualmente do que a soma de vítimas de HIV, malária, câncer de mama, guerras e homicídios. Globalmente, a cada 45 segundos, uma vida é perdida; no Brasil, são, em média, 38 óbitos por dia, conforme dados da OMS. Para Lucas Benevides, psiquiatra e professor de Medicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB), a prevenção começa com um olhar atento para diferenciar a tristeza passageira de um sofrimento mental persistente. 

Embora as campanhas de conscientização sejam vitais para reduzir o estigma da saúde mental, o reconhecimento dos sinais de alerta é primordial, sinaliza o especialista. Mudanças de humor repentinas, isolamento social, verbalização do desejo de morrer e comportamento impulsivo são indicativos importantes. Em paralelo, Benevides observa um aumento significativo de pessoas que se sentem à vontade para buscar ajuda e compartilhar abertamente suas experiências, o que é um avanço. 

"A tristeza geralmente tem um gatilho específico e tende a melhorar com o tempo ou com mudanças nas circunstâncias, enquanto o sofrimento mental pode persistir e afetar a qualidade de vida de maneira mais abrangente", explica o docente do CEUB. Ele enfatiza que conversas abertas e sem julgamentos são o melhor caminho para auxiliar quem enfrenta desafios emocionais. "O suporte emocional e o encaminhamento para ajuda profissional muitas vezes começam por meio de familiares e amigos", acrescenta. 

O primeiro passo para tratar problemas desordens mentais envolve uma avaliação profissional detalhada para determinar o plano de tratamento mais adequado, que pode incluir psicoterapia, medicação antidepressiva ou estabilizadores de humor. "Terapia e medicação frequentemente funcionam melhor em conjunto, proporcionando estratégias de enfrentamento e correção de desequilíbrios químicos", considera o especialista. 

Já nos casos de autoextermínio, a terapia de luto, grupos de apoio e aconselhamento familiar são recursos indicados para lidar com as complexidades e sensibilidades dessas situações. "Devemos sempre multiplicar essas iniciativas e fornecer ajuda e compreensão a quem precisa. O Estado também precisa aprimorar seu papel, garantindo financiamento adequado para a saúde mental e legislação que apoie o tratamento e a prevenção", reivindica Benevides.
 

Peça ajuda

O Centro Universitário de Brasília (CEUB) oferece suporte à saúde mental com serviços de psiquiatria e psicologia acessíveis à comunidade. A atendimento é oferecido pelo Centro de Atendimento à Comunidade (CAC), com consultas no valor de R$ 40 que acontecem no Setor Comercial Sul, em Brasília. Já para o atendimento psicológico, a Clínica Escola de Psicologia do CEUB atende crianças, adolescentes, adultos, casais e famílias, com sessões semanais e mesma taxa por sessão. Os agendamentos podem ser feitos por telefone (61) 3966-1660 ou presencialmente.
 



SERVIÇO

CEUB oferece atendimentos de psiquiatria e psicologia à comunidade
Local: Edifício União - SCS Quadra 01- 12º andar
Horário de Funcionamento: Segunda a Sexta das 8h às 18h
Informações e marcação de consultas: (61) 3966-1660
Valor da consulta: R$40, com pagamento em dinheiro, cartão de crédito ou débito.


Por que falar de setembro amarelo nas organizações?

Todos os anos, ao chegar setembro, vemos uma série de ações, palestras sobre a prevenção de suicídios, mas é preciso entender que setembro amarelo é todo dia! Falar sobre doenças mentais, assim como, a morte e o processo de morrer é um tabu para muitas pessoas, principalmente quando esta morte é autoprovocada. 

Sabe-se que existe uma relação direta entre o suicídio e as doenças mentais, principalmente as não diagnosticadas e não tratadas adequadamente, e no mundo contemporâneo, onde todos são cobrados por uma alta taxa de produtividade, cada vez menos as pessoas se permitem parar para cuidar de sua saúde física e mental. 

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o suicídio aparece como um problema de saúde pública, principalmente entre jovens de 15 a 29 anos, superando a mortalidade causada por guerras ou homicídios. Trata-se, portanto, de um fenômeno complexo e multifacetado, que afeta indivíduos dos mais diferentes grupos e níveis socioeconômicos. 

Diante desse panorama, é possível estabelecer de forma estreita a relação da faixa etária citada com a fase de inserção no mundo organizacional e do trabalho. O trabalho, assim como o não-trabalho (desemprego), podem ser fontes de várias doenças mentais, tais como depressão, ansiedade, estresse, burnout e pensamentos suicidas, por outro lado, um bom ambiente de trabalho e bons relacionamentos interpessoais, promovem uma boa autoestima, resiliência e favorecem o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Portanto, é necessário compreender a importância e o significado do trabalho para o indivíduo, assim como os impactos dele em suas vivências. 

Vale destacar que o trabalho faz parte da identidade do trabalhador e somando-se a isso temos o contexto pandêmico, onde torna-se necessário olhar para as políticas e práticas de recursos humanos, devido às grandes mudanças organizacionais, com trabalhos remotos e/ou híbridos, que invadiram as casas dos trabalhadores, mesmo muitos não estando preparados para tal mudança, resultando em conflitos entre a família e o trabalho, sobrecarga, quebra dos vínculos, dificuldades com a administração do tempo entre outras consequências. Houve um desajuste na forma de trabalhar, que fez com que algumas pessoas trabalhassem sem parar e outras ficassem sem saber o que fazer, pois precisavam de um acompanhamento mais próximo da liderança, e nesses casos a produtividade baixou. 

Anteriormente a pandemia, assuntos relacionados ao sujeito-trabalho e o desenvolvimento de ferramentas e ações para proteger trabalhadores que atuavam frente a riscos laborais, já eram discutidos com as equipes de gestão de pessoas, a fim de minimizar afastamentos e acidentes de trabalho, assim como adoecimento psíquico ocasionado pelo mesmo, sendo, em 2019, determinado pela OMS a priorização de notificações de doenças relacionadas ao trabalho. Tais fatos tornam ainda mais fundamental tal discussão no contexto atual. 

Desta forma, é urgente, que as empresas revejam seus programas de recursos humanos e gestão de pessoas, visando ampliar as discussões sobre saúde mental, diversidade, qualidade de vida e promoção de saúde, para assim mitigar os problemas causados pela pandemia e mudanças organizacionais, buscando melhorias no trato da saúde mental do trabalhador, diminuindo os riscos de desenvolvimento de doenças mentais, tais como depressão, ansiedade, estresse, as quais em conjunto com outros fatores externos, podem levar à ideações suicidas e ao suicídio. 

Para tanto, é extremamente importante que as empresas tenham profissionais, em seus departamentos de recursos humanos, habilitados a fazer uma análise da saúde mental do trabalhador, avaliando a personalidade, inteligência emocional, resiliência no trabalho, depressão, através de ferramentas como testes psicológicos, escalas e inventários com embasamento científico e validados para o Brasil. 

De acordo com os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS), colocados pela Organização das Nações Unidas (ONU), é de suma importância, garantir saúde e bem-estar, promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida (profissional), proporcionar igualdade de gênero, oferecer trabalho decente e digno, reduzindo as desigualdades sociais através de ambientes pacíficos e inclusivos para o desenvolvimento sustentável, colaborando para o acesso à justiça para todos, a partir de instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis. 

As relações de trabalho são de grande importância quando se fala em saúde mental, visto que o trabalhador passa a maior parte de sua vida permeado por tais contatos, o que favorece a compreensão da saúde para além da relação saúde-doença, mas como a qualidade de vida e bem-estar social, e assim a promoção de políticas organizacionais que favoreçam a prevenção e o estímulo ao cuidado, afastando naturalmente, o indivíduo do adoecimento e colocando-o num espaço de autoconhecimento e realização. Em contrapartida, o preconceito e a falta de abertura para discussões e acolhimento do sofrimento do trabalhador podem favorecer o desajuste emocional e fortalecer a ideação suicida. 

Vale salientar que o suicídio é um fenômeno multifacetado e que o trabalho não desempenha, por si só, o fator desencadeador do ato, mas pode favorecer o adoecimento do indivíduo. Desta forma, é de suma importância que as empresas proporcionem espaços para discussões sobre os temas de saúde mental, garantindo ambientes e condições de trabalho saudáveis e seguros, atuando com responsabilidade social e relacionamentos interpessoais humanizados, e através de campanhas de educação contínua, elaborando novas formas de identificar e potencializar saberes, transformando habilidades e potencialidades em possibilidades de enfrentamento ao sofrimento psíquico, uma vez que, de acordo com a OMS, os esforços de prevenção ao suicídio necessitam da coordenação e colaboração de diversos setores da sociedade (saúde, educação, trabalho, justiça, direito, defesa, negócios, política e mídia), de forma integrada e coesa, pois todos estes fatores causam impacto na questão do suicídio.


 

Erica Hokama e Juliana Talamonti Paixão - psicólogas parceiras da Vetor Editora, empresa do grupo Giunti Psychometrics

 

Você sabe como é o xamanismo?


Muitos mitos são criados sobre a prática do xamanismo, mas é importante destacar a forma como a Larissa Rios ajuda na conexão entre humanos e o universo que nos rodeia. O xamanismo não é uma religião. O termo, geralmente, é utilizado para designar as práticas etnomédicas, animistas e metafísicas.

O xamanismo está diretamente relacionado com o conjunto de rituais ancestrais e objetivam estabelecer uma conexão com o mundo espiritual através dos elementos da natureza. Os rituais xamânicos normalmente acontecem com músicas e danças.

Segundo Larissa Rios, diferente do que acontece na maioria das religiões, o xamanismo é uma filosofia de vida que se concentra na conexão com o mundo espiritual em que todos os seres têm igual espaço e importância - incluindo os pets, que integram hoje as famílias multiespécies e nos estimulam a interação com a espiritualidade.

“O xamanismo resgata nossa ancestralidade e tudo o que nos conecta como seres viventes no planeta, independentemente da forma, raça, cor, crença e origem. Não é uma doutrina que te prende, mas algo que te liberta para viver a natureza da sua espiritualidade e traz resultados na melhoria da qualidade de vida de quem pratica”, explica Larissa Rios.

Com certeza, o leitor já deve ter ouvido o ditado popular: “Ninguém é uma ilha”. Para o xamanismo essa frase tem total sentido. Todas as espécies e seres viventes se comunicam e essa interação gera uma conexão.

“Estamos todos conectados e isso repercute fortemente em nosso dia a dia. É de grande importância aprimorar as conexões entre as espécies. No trabalho que desenvolvo, coleciono depoimentos de pessoas que melhoraram em vários aspectos da vida depois que entenderam a importância da interação livre com os demais seres. Compreenderam que, como filhos da mesma mãe natureza, todos pertencemos ao mesmo ecossistema”, finalizou Larissa Rios.


Como apoiar os jovens a ingressar no ensino superior

Desenvolver projetos que simulem o ambiente do ensino superior podem ajudar nessa transição
 

O ingresso no ensino superior é marcado por intensas transformações pessoais. Nesse momento, é comum que os estudantes enfrentem sentimentos de ansiedade, insegurança, solidão e frustração. Isso porque, além das mudanças típicas da juventude, eles precisam lidar com decisões importantes, como organizar melhor o tempo e responder a novas formas de cobrança, habilidades que, muitas vezes, ainda estão em desenvolvimento. 

Esses desafios podem impactar negativamente a experiência universitária e, em casos extremos, levar até à desistência. Segundo a 15ª edição do Mapa do Ensino Superior no Brasil 2025, elaborado pelo Instituto Semesp, a taxa de evasão, ou seja, o abandono dos estudos antes da finalização de um ciclo educacional, tem sido maior do que a de conclusão. 

O dado reflete um problema estrutural: muitos jovens chegam à universidade sem o preparo emocional e prático necessário para lidar com essa nova realidade. Além dos desafios acadêmicos, surgem questões como o distanciamento familiar, a necessidade de conciliar estudo e trabalho, dúvidas sobre a escolha do curso e até mesmo a dificuldade de criar vínculos. Por isso, é essencial investir em uma transição mais consciente e estruturada.
 

Do ensino médio ao ingresso no ensino superior 

O impacto dessa mudança está diretamente ligado às diferenças significativas entre os dois níveis de aprendizagem. No ensino médio, a rotina costuma ser mais estruturada e acompanhada de perto por professores, coordenadores e famílias, tendo como foco o vestibular e o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). 

Já no ensino superior, o estudante se depara com uma lógica diferente: o ponto central é o mercado de trabalho e o desenvolvimento de competências específicas. O ambiente acadêmico exige mais autonomia, organização e iniciativa. Cabe a cada um gerenciar seu tempo, buscar ajuda, cumprir prazos e tomar decisões de forma independente.
 

Como preparar os estudantes? 

Apesar das dificuldades, há formas eficazes de preparar os jovens para essa transição. As escolas podem desenvolver projetos que simulem o ambiente universitário, como oficinas de planejamento e visitas, rodas de conversa sobre saúde emocional e experiências acadêmicas, além de encontros com ex-estudantes que compartilhem estratégias e vivências. É importante também proporcionar atividades que estimulem o protagonismo e a autogestão. 

Nesse processo, o desenvolvimento de habilidades socioemocionais é fundamental: autonomia, tolerância à frustração, flexibilidade, capacidade de superação, organização, pensamento crítico, comunicação, resiliência e autoconhecimento. Essas competências devem ser trabalhadas ainda no ensino médio, por meio de projetos interdisciplinares, trabalhos em grupo e atividades que envolvam tomada de decisão e resolução de problemas, tudo isso em um ambiente que valorize a escuta e a aprendizagem com os erros.
 

O apoio da família 

A escuta ativa, o acolhimento das dúvidas sem julgamento e o incentivo à autonomia em casa ajudam a fortalecer a autoconfiança dos estudantes. Encontrar o equilíbrio entre apoio e liberdade é essencial para que eles se sintam seguros para enfrentar os novos desafios e, ao mesmo tempo, desenvolvam a criatividade na hora de explorar novos caminhos profissionais. 

Em suma, o ingresso no ensino superior é uma jornada de descobertas, que pode ser feita com leveza e segurança quando há um trabalho conjunto entre todas as esferas que cercam o estudante. O cuidado, seja na escuta, no apoio emocional ou na preparação prática, é o que transforma essa mudança em uma oportunidade real de crescimento.



Alexandra Xavier do Carmo Costa - orientadora e psicóloga educacional dos anos finais e Ensino Médio da unidade de Muriaé (MG) da Rede de Colégios Santa Marcelina, instituição que alia tradição à uma proposta educacional sociointeracionista e alinhada às principais tendências do mercado de educação.


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