Pesquisar no Blog

quinta-feira, 15 de maio de 2025

Empreendedorismo sênior cresce no Brasil e mostra força da longevidade na economia

Experiência, resiliência e novos recomeços: profissionais com mais de 55 anos estão transformando o cenário empresarial brasileiro

 

O avanço da longevidade e a transformação das relações de trabalho vêm impulsionando um movimento silencioso, mas cada vez mais relevante: o crescimento do empreendedorismo sênior no Brasil. Segundo dados do Sebrae, os empreendedores com mais de 55 anos já representam mais de 10% do total de donos de negócios no país — um reflexo direto do envelhecimento da população e da busca por autonomia financeira, realização pessoal e novos desafios após décadas no mercado de trabalho.

O especialista em Primazia da Gestão e Comportamento Humano, Orlando Pavani Júnior, afirma que esse grupo de profissionais é um ativo valioso, com grande potencial para impactar positivamente o ecossistema empreendedor. “O Empreendedorismo Sênior (55+) é um movimento que ganha cada vez mais importância e relevância no meio corporativo, uma vez que trata-se de uma massa de profissionais com muita experiência prática e, se cuidar da abertura mental necessária para adaptar-se às mudanças que o século XXI impõe, torna-se quase imbatível”, afirma.

Esse novo perfil de empreendedor combina um repertório técnico robusto, acumulado ao longo da vida profissional, com o desejo de manter-se ativo, útil e financeiramente independente. Ainda assim, Pavani destaca que o principal desafio não é técnico, e sim comportamental. “Embora tenham experiência diferenciada, muitos ainda estão escravizados a práticas do século passado, pouco habituados – e às vezes até contrários – às realidades e tendências emergentes, como inteligência artificial, inovação, modelos de governança alternativos e o uso intensivo da tecnologia”, explica.

Outro ponto relevante é o que motiva esses profissionais a empreender. Ao contrário do que muitos imaginam, a maioria não se lança por necessidade financeira imediata. “Em minha experiência, quase todos os 55+ têm uma vontade enrustida de empreender. O que pesa é o medo de fracassar ou a falta de disposição para começar tudo de novo. Para quem foi CLT a vida inteira, empreender é um recomeço”, analisa o especialista.

A formação acadêmica e o conhecimento acumulado são diferenciais importantes, mas Pavani alerta que eles não são suficientes por si só. “A experiência é o principal ativo intangível desses profissionais. Mas, se o sênior não estiver resolvido do ponto de vista comportamental – o que, infelizmente, é raro –, dificilmente terá sucesso. Quem está disposto a se adaptar e evoluir pessoalmente, consegue excelentes resultados em pouco tempo”, pontua.

Do ponto de vista das políticas públicas, Pavani é crítico quanto ao foco exclusivo em capacitações técnicas. Para ele, falta uma abordagem mais humanista. “O profissional sênior dedicou a vida à técnica, mas negligenciou o próprio desenvolvimento como ser humano. Isso o torna, muitas vezes, tecnicamente brilhante, mas comportamentalmente tóxico. Não vejo nenhuma política pública que trate esse aspecto. Precisamos oferecer caminhos para que eles se tornem não apenas bons empreendedores, mas pessoas melhores, com relações mais saudáveis”, defende.

A crescente presença de empreendedores seniores também tem impactos relevantes na economia nacional. Segundo especialistas, essa geração pode ser essencial para gerar empregos, impulsionar negócios de nicho e movimentar cadeias produtivas, principalmente em setores ligados à saúde, bem-estar e serviços especializados. Trata-se de um movimento que não só desafia estigmas ligados à idade, como também contribui para o fortalecimento da economia em uma sociedade cada vez mais envelhecida.

“Existem ainda poucas iniciativas pró Empreendedorismo Sênior, mesmo com esse grupo sendo cada vez mais abundante. Aproveitar mais e melhor esses profissionais é uma questão de saúde pública e precisa ser tratada como prioridade. A classe política precisa olhar para esse tema com seriedade, repensando inclusive o papel da aposentadoria como única alternativa”, finaliza Pavani.

O cenário aponta para uma mudança de paradigma: longe de se aposentarem da vida produtiva, os seniores estão assumindo o protagonismo em uma nova fase da carreira — com maturidade, coragem e disposição para inovar.



Orlando Pavani - reconhecido antologista dos Referenciais de Exemplaridade da Primazia da Gestão (REPG) e um especialista em Inteligência Comportamental e Cultura Organizacional. Como idealizador do Método Olho de Tigre de Desenvolvimento Humano, Pavani dedica sua carreira a ajudar pessoas a atingirem sua plenitude, promovendo o empreendedorismo protagonista, e a apoiar empresas na busca pela excelência em sua gestão. Essa visão norteia sua trajetória de mais de três décadas como consultor, mentor e educador. Atualmente, Pavani é Diretor Presidente da HOLDING PAVANI, que administra a Gauss Consulting Group e a Olho de Tigre. Além disso, é Consultor Certificado CMC® pelo IBCO/ICMCI e detém outras certificações internacionais em áreas como Business Process Management (CBPP®), Metodologias Ágeis (HCMBOK® to AGILE) e coaching. Pavani também ocupou cargos de destaque, incluindo a presidência do IBCO (2017-2020), consolidando-se como uma referência no cenário da consultoria organizacional no Brasil. Com sólida formação acadêmica, Pavani possui duas titulações de mestrado – uma em Administração Integrada pela Universidade São Francisco e outra em Administração e Desenvolvimento Empresarial pela FACECA –, além de pós-graduações em Economia Empresarial e Medicina Comportamental. Ele complementa sua expertise com certificações em áreas como neurociência aplicada, coaching e Programação Neurolinguística (PNL). Sua trajetória multifacetada é marcada pela busca contínua por conhecimento e pela vontade de transformar vidas e organizações por meio de métodos inovadores e uma visão humanista da gestão.


Dia Nacional do Apadrinhamento Afetivo reforça o poder dos vínculos emocionais

Freepik


Comemorado em 15 de maio, data marca a importância da ação para crianças acolhidas; ONG Ficar de Bem lança nova turma para interessados em participar do programa

 

Em meio às rotinas de estudos e cuidados diários, há crianças e adolescentes que vivem em acolhimento institucional, aguardando por conexões afetivas que possam trazer novas experiências e referências. Neste 15 de maio, Dia Nacional do Apadrinhamento Afetivo, a ONG Ficar de Bem destaca a importância dessas conexões e anuncia a abertura de inscrições para uma nova turma do Projeto Fênix, em São Bernardo do Campo.

Criado em 2016, o Projeto Fênix promove o apadrinhamento afetivo de crianças e adolescentes de 6 a 18 anos que estão sob a proteção do Estado. Atualmente, 20 jovens aguardam por padrinhos ou madrinhas dispostos a compartilhar momentos, oferecer apoio emocional e contribuir para o fortalecimento de vínculos comunitários.

“O apadrinhamento afetivo é uma forma de proporcionar experiências significativas e positivas para essas crianças e adolescentes, ampliando suas referências e fortalecendo sua autoestima”, explica Ariane Bravin, psicóloga e coordenadora de projetos da ONG Ficar de Bem. Segundo ela, a procura por apadrinhamento no Grande ABC cresceu 40% no início de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

A formação dos padrinhos e madrinhas inclui entrevistas individuais, visitas domiciliares e oficinas sobre desenvolvimento infantojuvenil, construção de vínculos afetivos e expectativas realistas sobre a convivência. Também é realizada uma palestra com uma defensora pública para esclarecer direitos e deveres envolvidos no processo. As crianças e adolescentes participam de oficinas preparatórias que explicam o que é o apadrinhamento afetivo, diferenciando-o da adoção.

Com o apoio da organização alemã Kindernothilfe (KNH), que financia projetos voltados à infância vulnerável, o Projeto Fênix já passou por dois ciclos de atuação, sendo o atual com previsão até 2026. Ao longo dos anos, dezenas de padrinhos e madrinhas foram capacitados, criando relações que se mantêm além da estrutura institucional.

Para se tornar padrinho ou madrinha, é necessário ter mais de 25 anos, residir em São Bernardo do Campo, ter pelo menos 14 anos de diferença em relação ao afilhado, não estar inscrito no cadastro de adoção e não atuar como técnico ou educador no acolhimento. A situação financeira não é critério eliminatório; o foco está na estabilidade emocional e na capacidade de oferecer um ambiente seguro e acolhedor.

As inscrições para a nova turma do Projeto Fênix estão abertas até o final de junho. Interessados podem participar de reuniões informativas, presenciais ou online, para conhecer melhor a proposta antes de se inscreverem.

Mais informações estão disponíveis no site www.ficardebem.org.br ou pelo WhatsApp (11) 99862-4355.

 

 

Sobre Ficar de Bem
A ONG Ficar de Bem é uma organização não governamental, sem fins lucrativos e sem vínculos políticos ou religiosos, que há 36 anos defende os direitos e oferece apoio integral a crianças, adolescentes e suas famílias, além de idosos, mulheres e pessoas em situação de rua, vítimas de violência física, psicológica, sexual e negligência. Fundada em 1988 como CRAMI – Centro Regional de Atenção aos Maus Tratos na Infância do ABCD – pelo pediatra Emílio Jaldin Calderon, a instituição atualmente é presidida pelo empresário Evenson Robles Dotto e conta com núcleos de atuação em Santo André, São Bernardo do Campo e Diadema. Com 18 serviços voltados para prevenção, acolhimento e suporte social, além de coordenar o Bom Prato na região do ABC, a ONG mantém parcerias com o poder público - Prefeitura de Santo André, de São Bernardo e Diadema - que possibilitam a ampliação e sistematização do atendimento, rompendo ciclos de violência e promovendo relações de cuidado e respeito. Reconhecida por sua transparência e eficiência, a Ficar de Bem possui certificações e prêmios e é declarada Utilidade Pública em níveis municipal, estadual e federal, atuando conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), reafirmando seu compromisso com uma sociedade justa e igualitária. Além disso, a instituição está pelo terceiro ano consecutivo na lista das 100 melhores ONGs do Brasil.

 

Vigiar e punir, com transparência e responsabilidade

 

Uma pesquisa nacional publicada em abril trouxe à tona uma constatação alarmante, mas já percebida por qualquer cidadão que transita pelas grandes cidades do país: a violência e o crime são hoje a principal fonte de aflição do brasileiro. Segundo o levantamento da Quaest, 29% da população manifestam preocupação com o tema –um aumento de três pontos percentuais em relação à pesquisa realizada em janeiro. 

A falta de segurança voltou a ganhar um papel central no debate público e vem moldando políticas, comportamentos e decisões governamentais. Assim, não surpreende que o Estado busque alternativas tecnológicas para responder aos desafios impostos pela criminalidade urbana. Entre essas alternativas, destaca-se o uso crescente de câmeras com tecnologia de reconhecimento facial. 

Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador e Belo Horizonte têm ampliado o uso dessa ferramenta, que promete agilidade, precisão e capacidade de resposta mais rápida às ocorrências. Essas câmeras, geralmente instaladas em pontos estratégicos, como estações de metrô, centros comerciais, vias movimentadas e entradas de grandes eventos, são conectadas a bancos de dados das forças de segurança pública, permitindo a identificação em tempo real de pessoas procuradas pela Justiça ou envolvidas em investigações criminais. Trata-se de uma inovação que, sob a ótica da eficiência, possui um apelo evidente: é uma forma de modernizar o combate ao crime, de antecipar ações policiais e de ampliar o alcance do olhar estatal em espaços urbanos cada vez mais complexos e dinâmicos. 

Há, com efeito, resultados promissores. Na Bahia, por exemplo, um dos estados que mais investiram na vigilância por câmeras, o uso dessa tecnologia resultou, desde 2019, na prisão de quase 2.000 foragidos. Autoridades e especialistas em segurança pública apontam que a presença das câmeras pode inibir a prática de delitos, além de permitir que a atuação policial se torne mais precisa, evitando deslocamentos desnecessários e aumentando a eficácia das operações. A promessa de uma cidade mais segura, vigiada por olhos eletrônicos que jamais piscam, parece, à primeira vista, a resposta ideal para uma sociedade, compreensivelmente, ansiosa por segurança. 

No entanto, os riscos associados ao reconhecimento facial não podem ser ignorados nem relativizados. Diversos estudos conduzidos por instituições independentes e especialistas em direito digital e tecnologia têm apontado falhas importantes nesses sistemas, especialmente relacionadas à ocorrência de falsos positivos. Os algoritmos, por mais avançados que sejam, não estão imunes a erros, e esses erros não são distribuídos de maneira aleatória. 

Pessoas negras e indivíduos de áreas periféricas têm sido, de maneira desproporcional, alvos de identificações equivocadas, o que revela um viés nos dados utilizados para o treinamento dessas inteligências artificiais. Em outras palavras, a tecnologia, em vez de neutralizar desigualdades históricas, pode acabar por reforçá-las, institucionalizando práticas discriminatórias sob o manto da eficiência técnica. 

Outro aspecto preocupante é o vácuo legal em que se encontra o uso dessa tecnologia. A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) estabelece diretrizes para o tratamento de dados sensíveis — como imagens e características biométricas —, mas não entra no mérito do uso das tecnologias de vigilância como medida de segurança pública. Na prática, isso significa que não há regras claras sobre armazenamento das imagens, prazos de retenção, auditorias independentes ou mecanismos de responsabilização em caso de uso abusivo. Já passa da hora, portanto, de o Congresso Nacional formular, debater e aprovar um marco legal específico sobre o tema. 

O poder público tem o dever de buscar soluções inovadoras para os problemas complexos que afligem a sociedade, como é o caso da violência urbana. No entanto, esse dever deve vir acompanhado de responsabilidade, cautela e profundo respeito aos direitos individuais. O reconhecimento facial pode, sim, contribuir para o enfrentamento da criminalidade, desde que seja utilizado com absoluta transparência em seus objetivos, com proteção rigorosa das imagens gravadas e com garantias efetivas de que não haverá reprodução de preconceitos raciais, sociais ou de gênero em suas identificações. 

A segurança pública não pode ser construída à custa da cidadania. É possível — e necessário — compatibilizar tecnologia e democracia, eficiência e direitos humanos, inovação e justiça. O sucesso do combate ao crime no Brasil dependerá, em grande medida, da nossa capacidade de equilibrar esses princípios em benefício de todos. 

 

Dimas Ramalho - conselheiro-corregedor do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.

 

Falta pouco para o fim do prazo do IR: empresários devem ficar atentos

De acordo com dados da Receita Federal, cerca de 13 milhões de brasileiros entregaram a declaração fora do prazo em 2024



Em meio à rotina intensa dos empreendedores, é comum que muitos deixem a declaração do Imposto de Renda para a última hora, ou até mesmo ignorem essa obrigação. De acordo com dados da Receita Federal, cerca de 13 milhões de brasileiros entregaram a declaração fora do prazo em 2024, o que resultou em multas que variam de R$ 165,74 a até 20% do imposto devido. 

 

Para empresários e profissionais liberais, esse número representa não apenas uma falta de planejamento, mas também uma falha grave de gestão pessoal e financeira.

 

Mais do que uma obrigação legal, a declaração do Imposto de Renda é um instrumento de organização. Ela permite visualizar o fluxo de rendimentos, identificar erros, corrigir gastos desnecessários e até planejar investimentos. 

 

No entanto, o especialista em mentoria empresarial, André Minucci faz um alerta direto: negligenciar essa responsabilidade pode gerar prejuízos que vão muito além de multas e juros.

"Quem não declara, paga o dobro depois, seja em penalidades, em problemas com a Receita ou em oportunidades perdidas por estar irregular", afirma.

 

No caso dos empresários, isso se reflete diretamente na saúde da empresa. A separação entre finanças pessoais e empresariais é uma recomendação básica, mas que ainda é ignorada por muitos, e isso pode levar a inconsistências que comprometem todo o negócio.

 

A Receita Federal cruza dados de forma automática, e omissões ou declarações incorretas são rapidamente identificadas. Isso pode gerar bloqueios de CPF, restrições para financiamentos, problemas em contratos com instituições bancárias e impedimentos legais para realizar operações como compra e venda de imóveis.

 

“Estar com o CPF regularizado é pré-requisito para uma série de atividades básicas. Quando um empresário deixa de declarar o IR, ele pode comprometer sua liberdade de ação, inclusive na gestão do próprio negócio”, pontua Minucci.

 

Além disso, há o aspecto estratégico. Empresários que conhecem e utilizam bem as ferramentas fiscais, incluindo deduções legais, declarações corretas e organização de documentos, estão mais preparados para crescer de forma estruturada. A negligência fiscal, por outro lado, enfraquece a confiança do mercado, dos bancos e de possíveis investidores.

 

A falta de atenção a esses pontos reflete não apenas na relação com o governo, mas também na imagem e credibilidade do empreendedor. Regularidade fiscal é sinônimo de seriedade. É uma forma de demonstrar que o empresário entende o jogo e está preparado para jogar dentro das regras.

Declarar o Imposto de Renda, portanto, vai muito além de cumprir um prazo. É um passo essencial de responsabilidade e profissionalismo, e quem entende isso sai na frente.


Matrículas abertas para quarta chamada do Provão Paulista

 

Candidatos podem consultar classificação e informações
 sobre matrículas no Portal do Provão Paulista
 Foto: Roberto Sungi

Convocados devem fazer a matrícula online entre hoje (15) e sexta-feira (16); Fatecs e Univesp disponibilizam mais de 10 mil vagas para o segundo semestre de 2025

 

Nesta quinta (15) e sexta-feira (16), os candidatos convocados na quarta lista de chamada do Provão Paulista Seriado para o segundo semestre de 2025 podem realizar suas matrículas nos cursos superiores gratuitos das Faculdades de Tecnologia do Estado (Fatecs) do Centro Paula Souza (CPS) e da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). O participante do exame que concluiu o Ensino Médio na rede pública em 2024 pode consultar sua classificação e outros detalhes no site provaopaulistaseriado.vunesp.com.br.

No caso das Fatecs, o candidato convocado deverá, obrigatoriamente, efetuar a matrícula por meio de um sistema remoto. Para o requerimento de matrícula na Fatec Guaratinguetá, os convocados precisam acessar o site da unidade. Os detalhes sobre o procedimento e a documentação exigida podem ser consultados na portaria. Após o prazo, o jovem perderá o direito à vaga.

As Fatecs disponibilizam nesta etapa do Provão Paulista 7.470 vagas, em 96 formações diferentes, de variadas áreas do conhecimento, em todas as regiões do Estado. Com foco no mercado de trabalho, os cursos são estrategicamente direcionados para atender à vocação econômica de cada localidade, em setores como gestão de negócios, tecnologia da informação, infraestrutura, meio ambiente, indústria 4.0 e assim por diante. Conheça os cursos


Univesp

São oferecidas 2.613 vagas distribuídas por nove cursos, em três eixos: Licenciaturas (Letras, Matemática ou Pedagogia), Computação (Tecnologia da Informação, Ciência de Dados ou Engenharia da Computação) e Negócios e Produção (Processos Gerenciais, Administração ou Engenharia de Produção). As instruções para matrícula estão disponíveis na internet.


Vestibular das Fatecs

Apesar de facilitar o ingresso em um curso superior gratuito, o Provão Paulista não exclui a possibilidade de os estudantes interessados também participarem do Vestibular das Fatecs, aumentando as chances de conseguir uma vaga no Ensino Superior. As inscrições do Vestibular das Fatecs
para o segundo semestre de 2025 já estão abertas
e devem ser feitas pelo site vestibular.fatec.sp.gov.br. O prazo termina no dia 6 de junho, às 15 horas.


Calendário:

Matrículas da quarta chamada: 15 e 16 de maio

Início das aulas na Univesp: 28 de julho

Início das aulas nas Fatecs: 7 de agosto


Centro Paula Souza


UERJ 2025: Saiba como se dar bem na prova

Freepik


Valma Souza, diretora do PB Colégio e Curso traz estratégias e dicas para garantir uma boa pontuação no primeiro exame de qualificação


Especialista em aprovação no vestibular da UERJ explica o que o estudante deve priorizar nesta reta final

 

A maratona dos vestibulares de 2025 já começou, e o primeiro grande desafio tem data marcada: domingo, 8 de junho, às 9h, milhares de estudantes encaram o 1º Exame de Qualificação da UERJ. Conhecida pelo formato objetivo e pela tradição, a prova é porta de entrada para uma das universidades públicas mais respeitadas do país, e exige preparo técnico e emocional.
 

A prova da UERJ é composta exclusivamente por questões objetivas, com um modelo que avalia conteúdos interdisciplinares do Ensino Médio. O diferencial está no formato da avaliação: o candidato precisa atingir um mínimo de acertos para se classificar para a próxima etapa, chamada de Exame Discursivo. A pontuação obtida nos Exames de Qualificação também influencia diretamente na nota final.
 

A prova terá 60 questões objetivas, distribuídas entre quatro áreas do conhecimento e segundo o edital, os portões serão fechados às 8h e o exame começa às 9h.
 

Para ajudar quem vai encarar esse primeiro grande teste do ano, conversamos com Valma Souza, diretora do PB Colégio e Curso, instituição especializada em ensino médio e pré-vestibular. Ela compartilhou estratégias para quem quer fazer bonito no exame.
 

“A prova da UERJ é bem específica, então o aluno precisa treinar com provas anteriores, revisar os conteúdos mais cobrados e ter atenção redobrada com interpretação de texto e leitura de gráficos. É uma prova que exige estratégia”, explica Valma que ressalta a importância da interpretação apurada: “A UERJ é uma prova de leitura cuidadosa, mesmo em disciplinas como Matemática, é comum que o enunciado exija atenção redobrada.”.

 

Como é a prova?

O Exame de Qualificação é dividido em 60 questões de múltipla escolha, abrangendo as áreas de:

  • Linguagens
  • Matemática
  • Ciências da Natureza
  • Ciências Humanas

O candidato tem 4 horas para realizar a prova, e precisa de pelo menos 40% de acertos (24 questões) para ser considerado aprovado. Mas para quem busca cursos mais concorridos, como Medicina, Direito e Engenharias, atingir 70% ou mais pode fazer grande diferença.
 

Dicas e estratégias para a UERJ
 

Treine com provas anteriores – A banca costuma manter o padrão e repetir abordagens. Resolver exames anteriores ajuda a entender o estilo da questão e a controlar o tempo.

Atenção às atualidades – Embora seja uma prova de múltipla escolha, temas como mudanças climáticas, política internacional e cultura contemporânea aparecem frequentemente, especialmente em questões de Humanas e Linguagens.

Revise os conteúdos mais cobrados – Biologia, Química e Matemática têm grande peso na prova. Priorize conceitos fundamentais, como genética, eletroquímica e estatística.

Mantenha o ritmo de sono e alimentação – A ansiedade pode atrapalhar o desempenho. Valma orienta: “Não vale a pena virar noites estudando agora. O que importa é estar lúcido, descansado e concentrado no dia da prova”.

Simule o ambiente da prova – Treine em casa com cronômetro, silêncio e tempo limitado. Isso ajuda a preparar o cérebro para o ritmo real do exame.

Use o gabarito como aliado – No Exame de Qualificação, o número de acertos vale pontos. “Errou muito em uma área? Foque nas outras para garantir os 40%”, recomenda Valma.
 

A diretora alerta sobre saúde mental nessa reta fase. “Estudar é importante, mas equilibrar rotina e bem-estar também faz parte da preparação. Dormir bem, se alimentar direito e respeitar os momentos de descanso são atitudes que fazem diferença real no desempenho”.

Ela lembra que a prova exige concentração por várias horas, e isso só é possível se o estudante estiver com a mente descansada e focada.

 

Informações importantes para o dia da prova da UERJ 2025

Data: 8 de junho de 2025 (domingo)

Horário: Abertura dos portões às 8h; prova das 9h às 13h

Locais de prova: Informados no Cartão de Confirmação de Inscrição, disponível no site oficial da UERJ
Documentos obrigatórios: Documento oficial com foto (original) e caneta esferográfica de tinta preta (fabricada em material transparente)

O que não levar: Aparelhos eletrônicos, relógio digital, calculadoras, fones de ouvido ou qualquer item que possa ser interpretado como tentativa de fraude.

 

Projeto UERJ prepara alunos com foco total na aprovação

No PB Colégio e Curso, o Projeto UERJ é uma das principais frentes de preparação, com turmas específicas voltadas para alunos que desejam garantir altas pontuações já nos Exames de Qualificação. O projeto inclui:

  • Aulas direcionadas com foco na banca da UERJ
  • Simulados com correção estatística e análise de desempenho
  • Revisões temáticas, plantões e orientação emocional
  • Resolução de provas anteriores em sala

“A gente trabalha o conteúdo, a estratégia e o psicológico. Porque aprovação não depende só de saber a matéria, mas de saber fazer prova”, reforça Valma


Mesmo com vitórias na Justiça, empresas do setor de eventos devem se preparar para um cenário sem o PERSE

A extinção do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE), criado para apoiar empresas afetadas pela pandemia, representa um novo e significativo desafio para diversos setores da economia relacionados ao turismo e eventos. Por mais que muitas dessas empresas estejam buscando na Justiça a retomada desse benefício, enquanto isso não ocorre, elas terão que arcar com uma nova carga tributária.

De acordo com a Receita Federal, os benefícios fiscais do programa atingiram o limite de R$ 15 bilhões em março de 2025, o que desencadeia a extinção dos incentivos no mês seguinte. A medida foi prevista pela própria Lei do PERSE e, com a chegada desse teto, empresas de vários segmentos — incluindo agências de viagens, operadores turísticos, restaurantes e parques temáticos — terão que se adaptar a uma nova realidade sem o suporte dos incentivos fiscais.

Esse cenário coloca muitas empresas, especialmente as que se beneficiaram diretamente do PERSE, em uma posição vulnerável, com a possibilidade de aumento significativo na carga tributária. Richard Domingos, diretor executivo da Confirp Contabilidade, reforça que “sem os incentivos fiscais do PERSE, as empresas terão que se adaptar rapidamente, e o planejamento tributário se torna essencial para otimizar os custos e garantir a continuidade dos negócios.”

Recentemente, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) concedeu uma liminar a uma empresa do setor de eventos, garantindo a manutenção dos benefícios fiscais do PERSE até março de 2027. A decisão, proferida após o pedido ter sido negado em primeira instância, representa uma das primeiras manifestações favoráveis em segunda instância à continuidade do programa. O desembargador responsável entendeu que a revogação antecipada dos benefícios viola o artigo 178 do Código Tributário Nacional, que protege isenções concedidas por prazo certo e sob condições previamente cumpridas. Os benefícios incluem alíquota zero de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins.

Apesar disso, Richard Domingos faz um alerta importante: essa decisão judicial não deve ser motivo de euforia para as empresas do setor. Segundo ele, trata-se apenas de uma vitória pontual e ainda inicial. “Não há, neste momento, qualquer sinalização de que o Governo Federal irá recuar em relação ao fim do programa. Mesmo aquelas empresas que entrarem com ações judiciais precisam estar estruturadas financeiramente para lidar com um possível revés futuro.”

Domingos ainda ressalta que, mesmo obtendo liminares em primeira ou segunda instância, é essencial que as empresas mantenham reservas de caixa. “Uma eventual derrota em instâncias superiores pode acarretar o recolhimento retroativo dos tributos com juros e multa, gerando forte impacto no caixa das empresas. Uma alternativa é pagar em juízo.”

A extinção do PERSE afeta uma série de empresas, com destaque para aquelas que operam no setor de turismo, mas também se estende a outras atividades econômicas como restaurantes, bares e operadores de parques de diversão. O benefício fiscal ajudou muitas empresas a manterem a regularidade fiscal durante a recuperação econômica, mas com a perda desse apoio, será necessário redobrar a atenção para os custos operacionais e os tributos.

Para enfrentar esse novo cenário, a transição exigirá não apenas o cumprimento das obrigações fiscais, mas também uma adaptação à nova realidade tributária. “As empresas precisam revisar urgentemente suas estratégias tributárias, buscando otimizar a carga tributária sem perder a conformidade fiscal”, reforça Richard Domingos.

Assim, o planejamento tributário se torna fundamental para evitar surpresas desagradáveis. As empresas precisam de uma estratégia clara que envolva a escolha correta do regime tributário, o controle rigoroso de tributos como ICMS, IPI, ISS, PIS, Cofins e IRPJ, além da regularidade nas obrigações acessórias, como a entrega das declarações fiscais.

Contar com o apoio de uma empresa de contabilidade é a chave para a sobrevivência e o crescimento das empresas no cenário pós-PERSE. Profissionais da área podem ajudar na escolha do regime tributário mais adequado, no acompanhamento da apuração de impostos e no planejamento financeiro de longo prazo. 

“Contadores especializados conhecem as especificidades dos setores que se beneficiaram do PERSE e sabem como otimizar a carga tributária de forma legal e eficiente, ajudando as empresas a evitar problemas fiscais e a se manterem competitivas”, afirma Antônio Queiroz, fundador da Queiroz & Venâncio Consultoria Contábil. O acompanhamento próximo de um contador experiente pode fazer toda a diferença, especialmente quando a empresa se prepara para enfrentar um ambiente sem os benefícios do PERSE.


Intercâmbio nas Filipinas: você sabia que é possível aprender inglês e espanhol no país?

É possível aprender outras línguas em cenários paradisíacos
. Envato

De acordo com a Belta (Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio), mais de 60% dos estudantes brasileiros que optam por programas no exterior priorizam destinos em que o custo benefício é atraente e o aprendizado de inglês é eficaz
 

Fazer intercâmbio nas Filipinas pode ser uma opção surpreendente e eficaz para quem deseja aprender ou aprimorar o inglês, ou até mesmo o espanhol. Conhecido por sua hospitalidade e por ter a língua inglesa como um dos idiomas oficiais, o país asiático tem se tornado cada vez mais procurado por estudantes que buscam ensino de qualidade com custo mais acessível. 

De acordo com a Belta (Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio), mais de 60% dos estudantes brasileiros que optam por programas no exterior priorizam destinos em que o custo benefício é atraente e o aprendizado de inglês é eficaz, e as Filipinas estão entre os países que mais cresceram em procura nos últimos anos por oferecer programas intensivos com professores nativos e imersão cultural. 

Por conta de sua história colonial, há regiões em que o espanhol também é compreendido, o que torna a experiência ainda mais rica para quem deseja ampliar o repertório linguístico. Com escolas bem avaliadas e cidades como Cebu, Manila e Baguio, um dos principais centros educacionais das Filipinas, como polos educacionais, o país se consolida como alternativa aos tradicionais destinos como Estados Unidos e Reino Unido. 

"Há uma imersão total no intercâmbio para lugares como as Filipinas. O estudante vive o idioma o tempo todo, nas aulas, interações sociais, tarefas do dia a dia. Isso acelera a fluência e proporciona uma vivência cultural muito rica, que vai além da sala de aula”, diz Alexandre Argenta, presidente da Belta. 

Outro atrativo importante é o custo. Comparado a outros destinos de língua inglesa, como Canadá ou Austrália, estudar nas Filipinas pode ser até 50% mais barato, incluindo moradia, alimentação e transporte. Muitas escolas oferecem pacotes completos com aulas, hospedagem e alimentação, o que facilita a vida de quem vai estudar e quer ter controle financeiro durante o período do intercâmbio. 

Se você sonha em viver uma experiência transformadora, investir no seu desenvolvimento pessoal e ainda aprender dois idiomas de uma vez, as Filipinas podem ser o destino ideal. É uma escolha que une aprendizado, aventura e acessibilidade, com a vantagem de conhecer um país com paisagens paradisíacas e cultura fascinante. Afinal, um bom intercâmbio é aquele que expande os horizontes, linguísticos, profissionais e de vida. 



Belta – Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio
Conheça mais, aqui!


Liderança: hábito ou dom natural?


Após uma década à frente de empresas como McDonald’s, Instituto Foodservice Brasil (IFB), Iron Mountain Espanha, Zamp e Espaçolaser, aprendi, muitas vezes na prática, a liderar equipes e formar times vitoriosos, não sem enfrentar grandes desafios. Talvez o maior deles tenha sido lidar com as minhas próprias expectativas sobre como um líder deve ser e agir. 

Ao ocupar uma posição de liderança, dois sentimentos não podem acompanhar o líder nessa jornada: insegurança e insuficiência. Em vez disso, método, processo, disciplina, esforço e paixão por fazer acontecer devem compor o vocabulário e as atitudes de quem conduz um time. Liderar não é fácil, mas é plenamente possível de ser aprendido, em qualquer fase da carreira. 

A liderança exige uma combinação de atributos como inteligência emocional, visão estratégica, capacidade de adaptação e foco em resultados. Comunicação eficaz, tomada de decisão, empatia, respeito e poder de motivar a equipe também são indispensáveis. 

Uma das perguntas que mais me fazem é: “Liderança é um hábito ou um dom natural?” 

Talvez seja um pouco dos dois. Mas se há uma certeza, é esta: ninguém lidera sozinho. Um líder só se torna líder quando conquista seu primeiro colaborador e seguidor. Até lá, ele é apenas mais uma pessoa com ideias, metas e desejos. E é justamente por depender de pessoas que a liderança se torna tão desafiadora, especialmente porque quem ocupa cargos de gestão, muitas vezes, evita pedir ajuda. 

Mas um líder não precisa, nem deve, saber tudo. Ele é humano. Tem falhas, dúvidas, vulnerabilidades. Seu papel é montar um time inteligente, capaz de compensar suas lacunas e ampliar sua visão. Ser invulnerável não é ser forte, é ser inalcançável. E o inalcançável não se conecta. 

Lembro quando me perguntavam qual era a principal tarefa que ocupava meu tempo como CEO do McDonald’s no Brasil. Minha resposta era simples: alinhar os valores dos 60 mil colaboradores com os valores da empresa. Porque pessoas alinhadas com a organização surpreendem de forma positiva, todos os dias. 

O trabalho do líder não é ter todas as respostas. É guiar um time com alto conhecimento técnico para que, juntos, encontrem o caminho mais alinhado às metas da organização. Afinal, lideramos pessoas, e pessoas mudam. Se o líder se fecha, se cristaliza, ele se torna irrelevante diante da evolução à sua volta. 

Liderar exige coragem, resiliência e abertura constante para novos desafios, inclusive aqueles para os quais ainda não estamos prontos. É por isso que liderança é uma habilidade a ser cultivada todos os dias. 

Falhar? Todos falham. A diferença está em não se deixar definir pelas falhas, mas sim usá-las como combustível para melhorar.

Como disse Ronald Reagan: “O melhor líder não é necessariamente aquele que faz as melhores coisas, mas sim aquele que faz com que as pessoas realizem as melhores coisas.”

 

Paulo Camargo - Executivo, conselheiro de negócios, palestrante e ex-CEO de grandes empresas


quarta-feira, 14 de maio de 2025

UNEB realiza campanha de doação de sangue em parceria com Hemoba para reforçar estoques antes do São João

Mobilização liderada por estudantes de Ciências Contábeis do campus Salvador integra o projeto “Doe Sangue na UNEB” e pretende estimular a cultura da doação em um dos períodos mais críticos para os bancos de sangue da Bahia.

 

No próximo sábado (17), estudantes do curso de Ciências Contábeis da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), campus Salvador, promovem uma campanha de doação de sangue em parceria com a Fundação Hemoba. A ação será realizada das 8h às 17h, no Departamento de Ciências Humanas da universidade, e é aberta a toda a comunidade.

 

A iniciativa integra o projeto de extensão “Doe Sangue na UNEB”, desenvolvido há mais de cinco anos como atividade da disciplina Seminário Interdisciplinar I, sob coordenação da professora Tula Ornellas. Consolidado como prática semestral de extensão universitária, o projeto tem foco em ações sociais com impacto direto na comunidade.

 

“A participação dos alunos mostra que ocupar uma universidade pública é assumir também um compromisso com a sociedade que os forma. O ato de doar sangue é um gesto concreto de cidadania. Este projeto tem mobilizado os cursos de Contábeis e Administração com ações sociais consistentes, e a doação de sangue é uma das mais simbólicas”, afirma a professora Tula Ornellas, idealizadora da iniciativa.

 

A realização da campanha em maio é estratégica. Com a aproximação dos festejos juninos, cresce a demanda por sangue na rede hospitalar, especialmente devido ao aumento de acidentes e atendimentos de urgência, sobretudo no interior do estado.

 

“Mesmo em um momento de celebração, sabemos que o São João traz desafios para o sistema de saúde. Por isso, resolvemos agir e incentivar o engajamento da comunidade acadêmica em algo simples e vital. Acreditamos que a universidade também é espaço de mobilização social”, destaca Ana Carolina Almeida, aluna e uma das organizadoras da campanha.

 

De acordo com a Fundação Hemoba, uma única bolsa de sangue pode beneficiar até quatro pessoas. A parceria com instituições de ensino tem sido essencial para sensibilizar novos doadores e manter os estoques em níveis seguros.

 

“A articulação com a UNEB amplia a visibilidade da doação voluntária e reforça nosso vínculo com a população. A participação dos estudantes, professores e servidores é fundamental para que a campanha tenha um impacto real. Essa parceria já é consolidada e tem gerado frutos concretos na fidelização de novos doadores”, afirma Margarete Mascarenhas, coordenadora de Captação da Fundação Hemoba.

 

Critérios para doar sangue


– Estar em boas condições de saúde


– Ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 com autorização dos responsáveis)


– Pesar acima de 50 kg


– Estar alimentado, evitando alimentos gordurosos nas quatro horas anteriores


– Apresentar documento oficial com foto

 

Serviço


Campanha de Doação de Sangue – UNEB e Hemoba

Data: Sábado, 17 de maio de 2025

Horário: Das 8h às 17h

Local: Departamento de Ciências Humanas da UNEB – em frente à quadra de esportes (Campus Salvador)

Mais informações: Instagram do projeto – @unebdoessangue

 

 

Maternidade e autismo: entre a culpa, o cansaço e o abandono institucional

Quase 90% das pessoas cuidadoras de crianças com TEA são as próprias mães; 47% delas se sentem culpadas pelas condições da criança


O sonho de ser mãe é algo que acompanha diversas mulheres ao longo da vida. Entretanto, algumas pesquisas mostram que a romantização da maternidade é algo prejudicial para a saúde emocional delas. Conforme a comunidade materna Portal Mommys, 49% das mães entrevistadas se sentem em um “limbo emocional” e 80% disseram estar “exaustas”, mesmo não tendo nenhuma doença mental ou física diagnosticada.

Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, 11 milhões de mulheres são mães solo no Brasil, número quase seis vezes maior do que o de pais solo. Um recorte mais recente do IBGE (2024) aponta que mais de 5,5 milhões de domicílios são chefiados por mães solo com filhos menores de idade — e a maioria dessas mulheres (mais de 60%) vive abaixo da linha da pobreza.

Além disso, 72,4% dessas mães solo vivem em domicílios monoparentais, sendo compostos apenas por elas e seus filhos. Ou seja, não moram com parentes ou agregados que teriam o potencial de ajudar nas responsabilidades familiares e na promoção do equilíbrio entre vida pessoal, família e trabalho. Para quem vive uma maternidade atípica, as responsabilidades podem ser ainda mais complicadas, pois os tratamentos contínuos dos filhos demandam mais tempo na vida dessas mães.

O estudo “Cuidando de quem cuida: um panorama sobre as famílias e o autismo no Brasil”, realizado pela Genial Care, rede de cuidado de saúde atípica especializada em crianças autistas e suas famílias, aponta que 86% das pessoas cuidadoras de crianças com TEA são as próprias mães e 47% delas se sentem culpadas pelas condições da criança.


A importância da rede de apoio

A presença de uma rede de apoio composta pelo pai, familiares, amigos, profissionais de saúde e grupos de apoio pode fornecer um suporte inestimável às mães. Essa rede oferece não apenas conforto emocional, mas também recursos práticos e informações valiosas sobre o autismo. Ao ter uma rede de apoio, as tomadas de decisões ficam mais leves, e é através dessa solidariedade e compreensão que as mães encontram força para enfrentar os obstáculos e celebrar as conquistas de seus filhos, criando um ambiente de apoio essencial para o desenvolvimento e bem-estar de toda a família.

Ao compartilhar experiências e conhecimentos, a rede de apoio ajuda as mães a se sentirem compreendidas e menos isoladas, permitindo-lhes navegar de forma mais eficaz pelos desafios únicos que enfrentam ao criar uma criança com autismo. “Como mãe que sempre trabalhou em período integral, precisei criar uma rede de apoio para poder me concentrar no trabalho sem me culpar ou me preocupar excessivamente com o bem-estar dos meus filhos. Estabelecer uma rotina tanto para mim quanto para eles tem sido muito útil. Lidar com a decisão diária sobre como será o dia deles pode ser cansativo, mas ter um roteiro predefinido facilita bastante, permitindo que eu lide mais facilmente com as exceções, como quando um filho fica doente ou quando há uma festa de aniversário para ir”, comenta a Vice-Presidente de Treinamento e Desenvolvimento da Genial Care, Antonia Mendes.

Para Antonia, o maior desafio que as mães carregam é precisar tomar decisões sem se sentirem culpadas. “E se quisermos dedicar mais tempo à maternidade e abdicar do trabalho? Ou de trabalhar na mesma intensidade que outros? Todas as ações terão uma consequência, e tudo bem. O inverso é verdade: se quisermos nos dedicar integralmente ao trabalho, como mães, perderemos alguns momentos com os filhos, e, temos que estar bem com essa decisão também”, acrescenta.


Burnout materno é real?

O burnout materno é o esgotamento emocional causado pelo estresse prolongado relacionado aos cuidados maternos, combinados com as múltiplas obrigações cotidianas. Alguns dos sintomas são sentimentos constantes de culpa, estresse relacionado à administração do tempo, exaustão mesmo após um período de repouso, sentimento de fracasso e impotência, irritabilidade sem motivo aparente, baixa autoestima, tristeza, medo e insegurança, entre outros. Todas as mães, sendo elas cuidadoras ou não, podem passar pelo cansaço mental, mas é importante reconhecer o impacto mental e emocional que elas enfrentam ao lidar com as barreiras para conciliar suas responsabilidades familiares e profissionais.

De acordo com o relatório “State of Motherhood 2024”, mais de 70% das mães relataram que sua saúde mental piorou desde que se tornaram mães. No Brasil, a Escola de Saúde Pública da USP revelou que cerca de 40% das mães brasileiras apresentaram sintomas compatíveis com burnout materno nos primeiros anos da maternidade. “A pressão para se adequar a padrões inatingíveis de produtividade e disponibilidade muitas vezes resulta em estresse, ansiedade e sentimentos de inadequação”, declara Ana Tomazelli, psicanalista e presidente do Instituto de Pesquisa de Estudos do Feminino e das Existências Múltiplas - Ipefem.


Maternidade atípica e os desafios do diagnóstico e tratamento

Ingrid Monte, de 43 anos, é mãe de Pedro, um menino de 8 anos diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) aos dois anos de idade. Ela relata que o caminho até o diagnóstico precoce foi longo e difícil — e, após ele, surgiram novos obstáculos, como o alto custo do tratamento adequado.

“Conseguir o diagnóstico do Pedro já foi um desafio. Quando finalmente veio, percebi que o tratamento seria outro problema. As terapias variam de R$ 80 a R$ 350 por hora, e muitas crianças precisam de 20 a 30 horas semanais. Além disso, é necessário montar uma equipe multidisciplinar com profissionais como neuropsicóloga, terapeuta ocupacional e fonoaudióloga. Em casos mais complexos, há ainda intervenções como equoterapia e musicoterapia”, conta Ingrid.

A realidade da maternidade atípica no Brasil vai além do acesso ao diagnóstico e aos cuidados clínicos. Segundo Ingrid, mesmo os direitos garantidos por lei nem sempre são respeitados. Um exemplo é a presença de um acompanhante terapêutico nas escolas, direito previsto para alunos com TEA, mas que muitas vezes não é cumprido pela rede pública de ensino. “Na prática, faltam profissionais capacitados para oferecer esse suporte na escola. Isso compromete o desenvolvimento e a socialização da criança”, desabafa.

Entre as políticas públicas voltadas ao tema, a Lei Romeo Mion (Lei nº 13.977/2020) garante a emissão da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, instrumento que assegura prioridade no atendimento e no acesso a serviços públicos e privados. A norma leva o nome de Romeo, filho do apresentador Marcos Mion, e representa um marco importante na luta por mais visibilidade e respeito aos direitos das pessoas autistas e suas famílias.


O mercado de trabalho e as mães de crianças com deficiência

De acordo com Antonia Mendes, hoje o mercado de trabalho tende a oferecer mais oportunidades para quem pode se dedicar de maneira integral ao trabalho. “Isso implica que a mãe de uma criança atípica pode aceitar isso e ter que montar uma rede de cuidado para seu filho, (que não é simples e se não houver apoio da família pode ser caro), ou ela vai procurar oportunidades de trabalho que proporcionem uma rotina mais flexível, mas isso diminuirá o leque de oportunidades possíveis e muitas vezes pode ter um impacto financeiro negativo”, relata.

Para avançar na carreira, é comum que as empresas esperem um desempenho em alto padrão e uma dedicação consistente. O que muitas mães passam ou escutam é que “se sua maternidade é atípica, ou não, a impede de se dedicar assim, pode ser que outra pessoa na empresa vá avançar antes de você”, informa a vice-presidente.

Dados recentes reforçam o alerta das especialistas. Relatórios nacionais e internacionais mostram que mães de crianças com deficiência enfrentam uma taxa de desemprego duas vezes maior que a média. Ainda que haja avanço na pauta da diversidade, o recorte da maternidade atípica continua invisível em muitas políticas corporativas, o que agrava a sobrecarga dessas mulheres.

Em 2024, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontou que o Brasil apresenta uma das maiores lacunas de empregabilidade entre mulheres com filhos com deficiência e mulheres sem filhos. Já no Congresso Nacional, está em debate o projeto de lei que institui o “Estatuto da Mãe Cuidadora”, que prevê jornada de trabalho flexível e prioridade em processos seletivos públicos e privados — medida que visa garantir dignidade e autonomia para essas mulheres.

Antonia Mendes e Ana Tomazelli concordam que as mães que desejam trabalhar e contribuir para o sustento da família não deveriam enfrentar penalidades ou restrições devido à sua condição parental. “É fundamental que as empresas e instituições adotem políticas inclusivas que reconheçam e valorizem a maternidade, garantindo igualdade de oportunidades e tratamento justo para todas as mulheres, independentemente do estado civil ou da parentalidade”, finalizam.

 

Genial Care
Saiba mais: Site / YouTube / Instagram / Facebook / LinkedIn


Posts mais acessados