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segunda-feira, 17 de março de 2025

Oito em cada dez brasileiros já sentiram que estavam ficando para trás em suas carreiras

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Para lidar com esse sentimento, realizar cursos curtos (61%) e assistir a vídeos educativos na internet (60%) são as formas de atualização profissional preferidas dos entrevistados

 

Quando se pensa em estabilidade profissional, a primeira impressão que pode vir à mente é de uma sensação de conforto, em que o trabalhador não precisa fazer grandes esforços para além da boa realização das funções de seu trabalho. Contudo, com a atual competitividade do mercado e a alta qualificação dos candidatos, é cada vez mais importante acompanhar as tendências das áreas de atuação, buscando, sempre que possível, a atualização profissional como forma de garantir o seu espaço.

 

Para não sentir que estão sendo deixados para trás em suas carreiras - ou serem realmente deixados para trás pela concorrência - profissionais podem usar esse desafio como impulso motivacional para estarem em dia com as novidades do mercado. Esse ponto passa a ser ainda mais fundamental em um contexto em que oito em cada dez brasileiros já sentiram que estavam ficando para trás em suas profissões. Os dados são da DataCamp, https://www.datacamp.com/pt/blog/oito-em-cada-dez-brasileiros-ja-sentiram-que-estavam-ficando-para-tras-em-suas-carreiras , plataforma de cursos de dados e de inteligência artificial, que buscou entender o que os brasileiros fazem para não se sentirem defasados em suas profissões.


 

Como os brasileiros se atualizam? 


Atualmente, além das diversas oportunidades de crescimento profissional, existem também infinitas formas de se manter em dia no trabalho. Dentre os métodos mais tradicionais, até os mais inovadores, os brasileiros parecem estar combinando diferentes formas de estudo para estarem atentos às novidades.  

A realização de cursos curtos ainda é o modo mais utilizado para se atualizar profissionalmente, com 61% das respostas. Consumir vídeos educativos na internet aparece na segunda posição com uma diferença muito pequena, com a alternativa sendo método de estudo para 60% dos entrevistados. Na sequência, ambas citadas por 49% dos respondentes, aparecem a leitura de artigos e publicações acadêmicas e o acompanhamento de redes sociais de profissionais das áreas de interesse.

 

Martijn Theuwissen, COO da DataCamp reflete sobre o cenário e a necessidade de se buscar pelas diversas fontes de informação. “Entendemos e reforçamos a importância da realização dos cursos. Além de trazerem uma bagagem robusta embasada no conhecimento de profissionais especializados, eles são porta de entrada para mais certificações que comprovam suas habilidades essenciais para um bom currículo e para quem quer se manter bem posicionado entre as empresas”.

 

“No entanto, é essencial que os profissionais busquem outras fontes de conhecimento alternativas para complementar sua experiência. Acompanhar notícias, tendências, e mesmo as trends das redes sociais hoje em dia pode ser tão importante quanto um conhecimento teórico e prático. É a combinação dos campos para realização de um trabalho que busque sempre estar alinhado com o mercado”, completa.

 

Além dos métodos, a frequência da busca por formas por essas formas de estudo também é um fator relevante na equação da atualização profissional. E os brasileiros mostraram que estão realmente engajados na melhoria de suas carreiras. 

 

A maioria dos respondentes da pesquisa investiu em cursos e certificações nos últimos três meses (33%). Outros 25% realizaram buscaram se especializar no último ano, e 21% nos últimos seis meses. Em comparação, os números são positivos, uma vez que apenas 22% não procuraram se atualizar nos últimos doze meses ou realmente nunca investiram em cursos.

 

“O engajamento e a frequência de estudo dos brasileiros demonstra o desejo de alcançar uma evolução profissional. O interesse pela busca dos cursos de curta duração também está alinhado a esse momento. Em um momento em que todos parecem estar correndo contra o tempo, esse é um método eficiente para se atualizar, desbravar novos campos e se destacar dentro do mercado”, analisa Theuwissen.

 

"A IA é um dos melhores exemplos do momento: ela já vem demonstrando seu potencial para transformar o mercado de trabalho, podendo transformar algumas profissões, mas também impulsionando a criação de novas oportunidades para quem acompanha essa evolução. O essencial agora é aprender a usá-la a seu favor, e investir em cursos na área pode fazer toda a diferença", conclui ele.

 

Metodologia


Público: foram entrevistados 500 brasileiros de todos os estados do país, incluindo mulheres e homens, com idade a partir dos 18 anos e de todas as classes sociais.Coleta: os dados do estudo foram levantados via plataforma de pesquisas online.

Data de coleta: realizada no dia 14 de fevereiro de 2025.

 

https://www.datacamp.com/pt


domingo, 16 de março de 2025

Como funciona o paladar dos pets?

 

Divulgação
O paladar desempenha um papel fundamental na seleção de alimentos, no comportamento alimentar e na saúde e bem-estar dos animais

Muitos tutores já se perguntaram: será que meu cão ou gato sente o sabor dos alimentos ou são apenas atraídos pelo cheiro? Essa dúvida é comum, especialmente quando se observa o entusiasmo de um cão por qualquer alimento ou a seletividade quase impecável de um gato diante de sua tigela. Embora o olfato realmente desempenhe um papel importante para ambos, a resposta é sim: cães e gatos sentem sabores, mas de forma muito diferente dos humanos e entre si. O aroma dos alimentos desempenha um papel importante na atração inicial, mas o paladar é fundamental para que eles decidam se o alimento será consumido ou recusado, influenciando diretamente o comportamento e bem-estar.

“O paladar desses animais é mediado pelas papilas gustativas, estruturas presentes na língua e em outras áreas da boca. Essas papilas captam moléculas químicas dos alimentos e enviam sinais ao cérebro para interpretar os sabores. Os cães possuem cerca de 1.700 papilas gustativas, o que permite que percebam sabores, como doce, salgado, amargo, azedo e umami (relacionado às proteínas). Essa capacidade, embora menos refinada do que a dos humanos, é suficiente para identificar alimentos nutritivos e, em muitos casos, agradáveis”, explica Bruna Isabel Tanabe, médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition.

Enquanto os gatos, por outro lado, possuem apenas 470 papilas gustativas, mas são altamente especializadas. Como carnívoros estritos, eles têm uma predileção natural por proteínas e gorduras, e não possuem receptores para o sabor doce, o que reflete sua dieta evolutiva baseada exclusivamente em carne.

O odor, entretanto, é a porta de entrada para o interesse alimentar de cães e gatos. Como o olfato é muito mais apurado nesses animais do que em humanos, o aroma do alimento é uma ferramenta indispensável para atraí-los. “Nos cães, o olfato pode ser até 10.000 vezes mais sensível que o dos humanos, enquanto os gatos, embora não tenham uma sensibilidade olfativa tão alta quanto a dos cães, também dependem amplamente desse sentido. Isso explica por que alimentos com aromas intensos tendem a ser mais atrativos, mas o sabor, uma vez que o alimento é ingerido, é o fator determinante para que eles decidam continuar comendo”, afirma a profissional.

O paladar não é apenas um sentido que proporciona prazer, mas também uma ferramenta importante para a saúde. Os pets usam esse sentido como um mecanismo de defesa natural, rejeitando alimentos que tenham gosto amargo ou azedo, pois esses sabores frequentemente indicam substâncias tóxicas ou estragados. Essa capacidade é essencial para a sobrevivência, especialmente em ambientes selvagens. No entanto, em ambientes domésticos, onde a dieta é controlada pelos tutores, o paladar desempenha um papel diferente, influenciando a aceitação ou rejeição de alimentos industrializados, como rações e petiscos.

“Quando a alimentação não é atrativa ao paladar, mesmo que seja nutricionalmente completa, podem surgir problemas que afetam diretamente a saúde e o bem-estar do animal. Por exemplo, em cães ou gatos que necessitam de dietas terapêuticas para tratamento de doenças como obesidade, diabetes ou insuficiência renal, a rejeição alimentar pode comprometer a condição clínica do animal. Com isso, é possível observar palatabilizantes naturais na composição dos alimentos, para torná-los mais saborosos e aumentar a aceitação”, relata Bruna.

Além do impacto na saúde física, o paladar está diretamente relacionado ao bem-estar emocional dos pets. Oferecer uma dieta saborosa e variada pode melhorar o humor e reduzir comportamentos relacionados ao estresse, como apatia, irritabilidade ou até agressividade. Por outro lado, refeições repetitivas e sem apelo gustativo podem gerar frustração e até levar a problemas de subnutrição em casos de rejeição persistente.

Nesse contexto, os petiscos podem ser grandes aliados para manter a dieta variada “Eles oferecem uma oportunidade de introduzir novos sabores e texturas, despertando o interesse dos pets e promovendo momentos de recompensa. Quando usados de forma equilibrada, os snacks podem complementar a alimentação principal, reforçando comportamentos positivos e proporcionando estímulos sensoriais que enriquecem a rotina do animal. É importante, no entanto, que os tutores escolham petiscos adequados às necessidades nutricionais de cada espécie e os ofereçam com moderação, para evitar desequilíbrios na dieta ou problemas como obesidade”, detalha Bruna.

Compreender como o paladar funciona dos pets permite aos tutores garantirem que a dieta do animal seja balanceada e nutritiva, mas, sem esquecer que ela também precisa ser atrativa e prazerosa. Proporcionar alimentos que respeitem as preferências naturais desses animais é uma maneira de promover não apenas saúde física, mas também uma vida mais feliz e equilibrada. Afinal, o prazer associado às refeições é uma parte essencial da qualidade de vida dos pets, tanto quanto é para os humanos.




Pet Nutrition
https://www.petnutrition.com.br/


Como deixar os felinos mais confortáveis no verão?

Durante o verão, os gatos enfrentam desafios específicos devido ao aumento das temperaturas. Embora os felinos sejam conhecidos por sua capacidade de se adaptar a diferentes condições, o calor excessivo pode afetar seu bem-estar.

Desta forma, para manter os animais confortáveis, os tutores podem adotar estratégias simples para garantir que os felinos desfrutem do verão de maneira tranquila e saudável. A médica-veterinária gerente de produtos da Avert Saúde Animal, Mariana Raposo, listou algumas dicas:


  1. Atenção a hidratação do pet

Manter a hidratação adequada é essencial, especialmente durante os dias mais quentes.  Os gatos podem ser seletivos com a água, por isso é importante garantir que eles tenham acesso constante a água fresca e limpa. Usar bebedouros automáticos pode incentivar o consumo de água, pois muitos pets preferem beber de fontes correntes. Além disso, é aconselhável colocar vários potes em diferentes áreas da casa, facilitando o acesso em qualquer lugar que o felino esteja.


  1. de descanso frescas

Durante o verão, os gatos podem procurar locais mais frescos para descansar. Para tornar o ambiente mais confortável, é recomendável oferecer opções em áreas sombreadas e frescas dentro de casa. O uso de cortinas ou persianas para bloquear a luz direta do sol pode ajudar a reduzir o calor nas áreas onde o gato costuma ficar, como varandas e janelas. Colocar camas e almofadas em lugares mais frescos, como no chão ou perto de ventiladores, também pode ser uma boa opção para garantir que o felino encontre conforto.


  1. Mantenha o ambiente arejado

A ventilação ajuda a manter a temperatura interna da casa mais amena. O uso de ventiladores, ar-condicionado ou a simples abertura de janelas pode fazer uma grande diferença no conforto do animal.


  1. Cuide dos pelos do felino

Realizar escovações regulares ajuda a remover pelos mortos e a evitar nós, o que melhora a ventilação da pele e reduz o calor acumulado. Além disso, o uso de suplementos vitamínico-aminoácidos, que tem em sua composição cistina, extrato de leveduras, e vitaminas B5 B1, são benéficos para a saúde da pelagem.


  1. Proteja o gato do sol

Embora a exposição ao sol possa ser agradável para muitos felinos, é importante garantir que eles não passem tempo demais sob os raios solares diretos, especialmente nas horas mais quentes do dia, pois os pets podem sofrer com queimaduras solares, principalmente nas orelhas e no nariz. Desta forma, manter o gato em um ambiente sombreado durante o pico de calor é uma boa prática para evitar riscos à saúde do animal.


  1. Evite exercícios excessivos

Embora os felinos sejam naturalmente ativos, no verão é importante evitar atividades físicas excessivas que possam levar ao superaquecimento. Optar por sessões de brincadeiras mais curtas e em horários mais frescos, como pela manhã ou no final da tarde, pode ajudar a manter o gato ativo sem causar estresse devido ao calor.

Além dessas medidas, os tutores devem ficar atentos aos sinais de desconforto ou estresse térmico. “Caso observe respiração ofegante, letargia, falta de apetite e salivação excessiva, é importante procurar ajuda veterinária imediatamente, pois a hipertermia, que é a elevação da temperatura corporal do pet, pode oferecer riscos ao animal”, reforça Mariana.

Com pequenas mudanças no ambiente e nos cuidados diários, é possível garantir que os gatos se sintam mais confortáveis durante o verão.

 


Avert Saúde Animal
www.avertsaudeanimal.com.br 

Cães idosos: entenda como a alimentação adequada garante mais qualidade de vida

Com ingredientes selecionados e tecnologia de ponta, Special Dog Company lança Bionatural Prime para pets na terceira idade

 

Com o avanço da idade, os cães passam por diversas mudanças físicas e metabólicas que exigem cuidados especiais, incluindo uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes. Pensando nisso, a Special Dog Company desenvolveu os alimentos Bionatural Prime Sênior para cães de raças pequenas, médias e grandes a partir dos sete anos de idade, criados especificamente para atender às necessidades dos pets idosos, promovendo mais saúde, longevidade e bem-estar.

Com formulação inovadora, que combina carnes frescas, antioxidantes naturais, fibras e ingredientes funcionais, o alimento contribui com a manutenção da energia, da saúde digestiva e do sistema cognitivo dos cães idosos. “Nosso objetivo é proporcionar uma alimentação que garanta mais qualidade de vida para os pets, atendendo às suas necessidades específicas nessa fase da vida”, comenta Kelly Carreiro, médica-veterinária da Special Dog Company.

A linha sênior foi projetada para oferecer uma nutrição completa e balanceada, utilizando proteínas de alto valor biológico, alimentos funcionais e antioxidantes naturais. As fórmulas incluem ingredientes como frango, blueberry, coco e aveia promovendo mais energia e saciedade ao longo do dia, e estão disponíveis em pet
shops e lojas online.


Nutrição completa para uma vida longa e saudável

Bionatural Prime se destaca também por sua alta palatabilidade. As carnes frescas garantem maior absorção dos aminoácidos e um sabor agradável, fator essencial para cães idosos que podem apresentar perda de apetite. Os antioxidantes naturais presentes na fórmula ajudam a combater os radicais livres, prevenindo a morte celular precoce e contribuindo para um envelhecimento mais saudável. Já os prebióticos e probióticos favorecem o equilíbrio da microbiota intestinal, auxiliando na digestão e na absorção de nutrientes. 

Para a saúde articular, ingredientes como condroitina e glicosamina atuam como condroprotetores, prevenindo problemas comuns como a artrite. Já a taurina auxilia na manutenção da saúde cardíaca e ocular, enquanto o hexametafosfato de sódio contribui para a prevenção do acúmulo de tártaro nos dentes, garantindo uma saúde bucal adequada.


Refeições equilibradas e adaptadas

A alimentação adequada também envolve a quantidade e a frequência das refeições. O ideal é dividir a porção diária recomendada em duas ou três porções. Para auxiliar os tutores na dose ideal para cada pet, a Special Dog Company disponibiliza uma calculadora nutricional online: www.specialdog.com.br/alimentoideal. A nutrição certa é essencial para garantir qualidade de vida aos cães idosos. Com a linha Bionatural Prime, é possível proporcionar uma alimentação balanceada, saborosa e rica em ingredientes funcionais, garantindo mais saúde e longevidade para os melhores amigos de quatro patas.
  

COMO A ALIMENTAÇÃO NATURAL PODE AJUDAR OS PETS A ENTRAREM EM FORMA?

Cerca de 30% dos cães e gatos no Brasil estão acima do peso ideal. Veja como a alimentação natural e outras dicas auxiliam em uma vida mais saudável.

 

Um animalzinho mais rechonchudo é lindo, mas pode ser muito prejudicial para a saúde. A obesidade é um problema crescente entre os pets de estimação, especialmente para aqueles que vivem em ambientes urbanos, onde a falta de exercício e uma alimentação desequilibrada contribuem para o ganho de peso. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABINPET), cerca de 30% dos pets no Brasil estão acima do peso ideal, o que pode acarretar sérios problemas de saúde, como diabetes, doenças cardíacas, problemas articulares e até redução da expectativa de vida.  

O médico-veterinário Robson Vivas, diretor de produção da Pet Delícia, alerta que, muitas vezes, a obesidade em pets é negligenciada. Muitos tutores consideram normal que seus animais estejam "fortinhos", mas é importante estar atento a alguns sinais. “O aumento do volume abdominal, a dificuldade em apalpar as costelas e a respiração ofegante, mesmo em repouso, são indícios de sobrepeso. A relutância em brincar ou se exercitar também deve ser observada”, explica. Embora muitos acreditem que o aumento de peso seja natural com o tempo, esses sintomas pedem uma avaliação veterinária para prevenir problemas mais sérios. 

Uma forma eficiente de controlar o peso do pet, segundo o veterinário, é a alimentação natural. “Ela oferece um controle preciso dos ingredientes e das quantidades, permitindo ajustes conforme o metabolismo e as necessidades do animal. Ideal para pets acima do peso, essa dieta proporciona uma nutrição equilibrada e rica em nutrientes essenciais”, afirma doutor Robson. 

Com a alimentação natural, os tutores podem oferecer carnes magras, vegetais, grãos e até suplementos naturais, garantindo uma dieta balanceada. Além disso, ela contribui para uma melhor digestão e saúde geral, proporcionando mais energia e disposição ao pet.

Veja outras dicas que podem complementar a alimentação natural e ajudar no controle de peso do seu pet, segundo o médico-veterinário.
 

Horários regulares para refeições: estabelecer horários regulares para as refeições do seu pet é ideal para evitar que ele coma por impulso ou ansiedade, destaca também o especialista. Segundo ele, muitos animais, sobretudo, os que ficam sozinhos por longos períodos, podem desenvolver o hábito de comer em excesso, o que contribui para o ganho de peso. Com uma rotina alimentar definida, o pet se alimenta de forma mais controlada, o que ajuda a manter seu equilíbrio nutricional e saúde. Essa regularidade também traz segurança e conforto ao animal, que sabe o que esperar.
 

Controle de petiscos: de acordo com Vivas, petiscos são uma forma comum de carinho e recompensa, mas quando oferecidos em excesso, podem contribuir para o ganho de peso e até para problemas de saúde, como obesidade. Por isso, é essencial controlar a quantidade e a frequência. Em vez de oferecer petiscos todos os dias, reserve-os para momentos especiais ou como recompensa por um bom comportamento. “Escolha petiscos mais saudáveis, como frutas e legumes frescos (cenoura, maçã, pepino) ou opções naturais, que são mais leves e oferecem benefícios nutricionais sem calorias extras”. Ele também alerta sobre os perigos de oferecer alimentos humanos, como pães ou queijos, ricos em calorias e não são indicados para os pets.
 

Incentivo à atividade física: incentivar a atividade física para manter o peso do seu pet sob controle também faz parte para um bom controle de peso. Para cães, é recomendado reservar pelo menos 30 minutos de caminhada, duas vezes ao dia. As brincadeiras diárias também são ótimas para gastar energia. Para os gatos, mesmo que não saem para passeios, é importante usar brinquedos e arranhadores para mantê-los ativos e estimulados.
 

Por fim, as pesagens regulares: acompanhar o peso do seu pet de forma regular é muito importante, através dessa frequência nas pesagens ajuda a detectar mudanças antes que se tornem um problema maior. Com a orientação do veterinário, é possível estabelecer metas realistas de peso, ajustando a alimentação e a atividade física conforme necessário para manter a saúde do seu pet em dia. 



Pet Delícia
www.petdelicia.com.br


Gato pode tomar banho? Veterinária do CEUB revela segredos da higiene dos felinos domésticos




Especialista destaca ocasiões em que a ajuda humana se faz necessária nos cuidados com os pets

 

Em lares onde os gatos reinam, os tutores ficam em dúvida: dar ou não dar banho? A condição “autolimpante” dos bichanos pode ser considerada suficiente? Pois bem, apesar de os gatos costumarem se lamber para fazer a própria higiene, em alguns casos eles precisam da ajuda humana para manter a limpeza em dia. Fabiana Volkweis, professora de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB), revela quando é ou não necessário levar o felino para o chuveiro. 

De acordo com a especialista, os gatos são animais altamente higiênicos e, na maioria dos casos, não precisam tomar banho. Isso porque eles mesmos realizam diariamente o grooming, que consiste em lamber para escovar e remover sujeiras da pelagem. “A língua do gato é áspera justamente para facilitar essa limpeza, contribuindo muito para seu conforto e bem-estar”, explica. 

Entre as exceções, estão aqueles gatos com pelos longos, como os das raças Persa e Maine Coon, que necessitam de cuidados especiais para evitar que os pelos embaracem, incluindo escovação frequente e banhos ocasionais. Outra raça que precisa de atenção especial é a Sphynx, conhecida pela ausência de pelos: "Esses gatos têm a pele mais oleosa e necessitam de banhos regulares para manter uma boa qualidade da pele". 

O banho também é indicado é quando os gatos têm acesso ao ambiente externo, como quintais e gramados, já que podem retornar para casa mais sujos, afirma a docente do CEUB. Já gatos com problemas dermatológicos podem precisar de "banhos terapêuticos, que devem ser prescritos pelo veterinário com shampoos específicos e frequências adaptadas a cada caso". 

Para raças de gatos comuns, de pelo curto, que não se enquadram em situações especiais, Fabiana Volkweis reforça que, preferencialmente, não é recomendado o banho. “Caso o tutor julgue necessário, o ideal é limitar o banho a uma vez por mês, exceto quando houver alguma recomendação veterinária específica, como no caso dos gatos da raça Sphynx", finaliza a especialista.


Doença do carrapato: Como proteger os cães?

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Medidas preventivas, como o controle ambiental e o uso de ectoparasiticidas adequados, ajudam a reduzir a presença de carrapatos e a proteger os pets de infecções graves

 

 

É muito provável que os tutores de pets já tenham ouvido falar sobre a "doença do carrapato", mas muitos desconhecem os reais impactos dessa enfermidade. O nome popular se refere, na verdade, a duas enfermidades: a erliquiose e a babesiose, ambas transmitidas pelo carrapato marrom (Rhipicephalus sanguineus). Como todo carrapato, ele é um hematófago obrigatório, ou seja, precisa sugar o sangue do hospedeiro para sobreviver. Durante esse processo, o carrapato se contamina quando pica um animal infectado e, ao picar um segundo cão, transmite os agentes causadores da doença do carrapato para o cão.

“A erliquiose e a babesiose são as principais enfermidades que caracterizam o que se conhece popularmente como doença do carrapato. Embora ambas tenham a mesma via de transmissão e afetem as células de defesa do cão, elas agem de maneira distinta no organismo. É importante destacar que essas doenças são graves e exigem tratamento imediato, sendo que o quadro clínico e prognóstico são variáveis de acordo com a gravidade da infecção, a resposta do organismo, a espécie do patógeno envolvido no caso e até a presença de comorbidades”, explica Marina Tiba, médica-veterinária e Gerente de Produto da Unidade de Animais de Companhia da Ceva Saúde Animal.

A erliquiose é causada pela bactéria Ehrlichia canis, que ao acessar a corrente sanguínea afeta as células de defesa (glóbulos brancos) do sistema imunológico do animal, causando a destruição dessas células, além da possibilidade de acometer hemácias (glóbulos vermelhos) e plaquetas. A doença evolui em três fases: aguda, subclínica e crônica.

Na fase aguda, as bactérias se multiplicam no interior dos glóbulos brancos, podendo afetar órgãos como fígado, baço, pulmões e rins, além de se aderirem às paredes dos vasos sanguíneos, causando inflamação. O cão pode apresentar febre, perda de peso, fraqueza e diarreia. Na fase subclínica, as manifestações clínicas são menos evidentes, mas ocorre uma redução significativa de leucócitos e plaquetas, células essenciais para a defesa e coagulação do sangue, impactando o sistema imunológico e a capacidade de cicatrização do organismo do hospedeiro, o que torna o pet mais vulnerável a outras complicações. Na fase crônica, as alterações da fase aguda podem reaparecer com maior ou menor intensidade, e o animal pode se mostrar apático, com maior predisposição a infecções secundárias. Se não tratado adequadamente, um cão com o sistema imunológico debilitado pode vir a falecer. Além disso, dependendo da fase da doença as manifestações da erliquiose são semelhantes aos da cinomose, leishmaniose ou mesmo de outras enfermidades, dessa forma, um diagnóstico preciso é essencial para um tratamento eficaz.

A babesiose, por sua vez, é causada pelo protozoário Babesia canis e transmitida pela saliva do carrapato infectado durante a alimentação. “Essa doença destrói os glóbulos vermelhos do animal, resultando em um quadro de anemia severa. O pet pode apresentar sinais físicos e comportamentais logo após a infecção, como palidez, perda de apetite, cansaço extremo, letargia e depressão”, explica Marina.

O diagnóstico de ambas as doenças deve ser realizado por um médico-veterinário, que analisará o histórico do animal e solicitará exames laboratoriais, como hemograma, sorologias e PCR, para diferenciar a erliquiose da babesiose e indicar o tratamento mais adequado.

O tratamento varia conforme o agente causador da doença. No caso da babesiose, utiliza-se um antiparasitário intravenoso, enquanto a erliquiose é tratada com antibióticos administrados por via oral. “Mesmo que o animal apresente melhora nos primeiros dias, é essencial que o tutor siga o tratamento até o fim, conforme a orientação veterinária, para garantir a cura completa e evitar recaídas”, reforça a profissional.

Dado o impacto significativo da doença do carrapato, a prevenção é a melhor estratégia para manter os cães protegidos. O uso regular de carrapaticidas é fundamental para evitar a infestação e, consequentemente, o risco de transmissão de babesiose e erliquiose. Além disso, os tutores devem inspecionar seus cães após passeios, especialmente em áreas com alta incidência de carrapatos, verificando patas, axilas, orelhas e virilhas. Consultas periódicas e exames preventivos também são essenciais para identificar a doença em estágios iniciais, aumentando as chances de um tratamento eficaz.

A conscientização dos tutores é crucial para garantir a saúde dos cães. Medidas preventivas, como o controle ambiental e o uso de ectoparasiticidas adequados, ajudam a reduzir a presença de carrapatos e a proteger o pet de infecções graves. “Ao adotar esses cuidados, é possível preservar a qualidade de vida dos cães e evitar complicações associadas à doença do carrapato, garantindo bem-estar e segurança para os animais e suas famílias”, finaliza Marina.

 

Ceva Saúde Animal
www.ceva.com.br


Dicas essenciais para manter a saúde de cães de pelos longos

crédito: divulgação Nevena1987/istock
Manter os pelos dos cães longos, bonitos e saudáveis exige cuidados regulares, incluindo escovação, alimentação adequada e proteção contra fatores externos

 

Os pets se tornaram os nossos melhores amigos e isso se intensificou ainda mais após a pandemia de covid-19. Muitas pessoas adotaram pets ou começaram a passar mais tempo com os pets que já tinham e isso impacta também nas rotinas de cuidados com eles.

Sobretudo com tutores que têm cães de pelos longos, isso deve ser levado muito a sério, afinal, os pelos longos podem acumular mais sujeiras e se embaraçar, o que pode ser prejudicial ao pet. A seguir, confira quais são as dicas essenciais para cuidar do seu pet de pelos longos!

 

Escovação frequente

Sem dúvidas, a escovação é o cuidado mais importante para cães de pelo longo. Isso evita que os pelos fiquem emaranhados, o que dificulta a circulação de ar na pele, podendo causar feridas e desconforto para o pet.

A escovação deve ser diária e feita com escovas específicas, que tenham cerdas macias ou dentes largos.

 

Banhos e tosas regulares

Os banhos precisam ser frequentes, mas, é claro, de acordo com a indicação do médico veterinário. De acordo com a médica Cinthya Ugliara, para o site Terra, o banho deve ser dado entre 7 a 15 dias. E é necessário usar produtos específicos para o tipo de pelagem, para fazer com que os pelos estejam sempre hidratados.

De acordo com a médica, “o pH da pele é diferente dos animais, é diferente da pele dos humanos”, e é por isso que produtos para humanos são proibidos para pets. Além disso, o uso de condicionadores é essencial, pois ele hidrata os fios e evita a formação de nós. 

As tosas também precisam ser feitas com frequência, pois isso evita que os pelos se quebrem, além de ajudar no conforto do pet. Cada raça tem suas próprias características de tosa, por isso o ideal é fazer com um profissional qualificado.

 

Cuidados na alimentação e na saúde

A alimentação dos pets influencia 100% a saúde deles. Afinal, é por meio dela que o pet consegue os nutrientes necessários para a manutenção da saúde e o bom funcionamento do organismo.

Por isso, vale investir em reações premium, que existem dediverças marcas, como as rações golden, por exemplo que fornecem ácidos graxos, vitaminas, proteínas e carboidratos ideais para o seu pet. Isso ajuda a evitar a queda de pelos e mantém a saúde da pele. Principalmente as proteínas, que são responsáveis por compor 95% dos fios.

Os cuidados com a saúde também envolvem consultas com um médico veterinário frequentes para checkups, além de uso de antipulgas e outros parasitas.


Passeio com o pet: uma oportunidade de fortalecer o vínculo com o cão

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Os passeios na companhia do cão são muito mais do que uma simples atividade física, são uma oportunidade valiosa de fortalecer o vínculo entre tutor e pet. Durante as caminhadas, ambos têm a chance de se conectar, explorar o ambiente e criar memórias positivas e inesquecíveis. No entanto, para que essas experiências sejam ainda mais enriquecedoras, é possível aproveitar o momento para educar, treinar e promover a saúde do seu animal, utilizando como reforço positivo, com o auxílio de uma ferramenta saborosa, os petiscos!

“O passeio é uma das experiências mais estimulantes para os cães, em que eles podem explorar os sentidos, com novos cheiros, interagir com outros animais e pessoas, além de liberar energia acumulada, o que contribui para o bem-estar mental e físico. Contudo, durante esse programa, o comportamento do cão nem sempre será ideal – seja pela excitação excessiva, pela ansiedade ao encontrar outros animais ou até pela desobediência. É aí que entra o reforço positivo, para garantir que o passeio seja mais prazeroso e harmonioso”, explica a médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition, Bruna Isabel Tanabe.

O reforço positivo é uma técnica eficaz de treinamento que tem como objetivo ensinar ao pet os comportamentos desejáveis, e os petiscos são utilizados como uma ferramenta de recompensa que “diz” ao animal o que o tutor espera dele diante daquela situação.

“Durante a caminhada, sempre que o cão seguir um comando, como "sentar", "ficar" ou “andar” ou se comportar de maneira calma diante de um estímulo, como outro animal ou pessoa, oferecer um petisco como recompensa ajuda a reforçar esses comportamentos. Isso não só motiva o cão a repetir essas ações no futuro, mas também fortalece a relação de confiança entre tutor e pet. O cão associa o comportamento correto a algo positivo e prazeroso, como a recompensa do petisco, tornando o aprendizado mais eficaz”, conta a profissional.

É importante, no entanto, oferecer petiscos de alta qualidade, e até mesmo promovam benefícios aos cães, como petiscos naturais, ricos em proteínas ou até mesmo petiscos funcionais. Além disso, é fundamental equilibrar a quantidade oferecida ao dia, de acordo com a indicação do médico-veterinário, lembrando que petiscos são complementos e não devem substituir a alimentação principal do animal

Os petiscos também podem ser usados como um complemento energético durante ou após o passeio. “Cães mais ativos ou que participam de caminhadas longas ou trilhas, por exemplo, podem se beneficiar de petiscos mais calóricos e ricos em nutrientes, que ajudam a repor a energia perdida. Isso contribui para uma recuperação mais rápida e para o aumento da disposição do animal para as atividades seguintes”, afirma Bruna.

Além de servir como reforço positivo, os petiscos durante os passeios também estimulam o cão. O simples ato de oferecer um snack no acerto a um comportamento treinado, como “fazer as necessidades no lugar correto” ou “não puxar a guia”, ajuda o pet a associar essas ações a algo recompensador. Com esse tipo de estímulo mental, combinado com o exercício físico, cria-se uma experiência enriquecedora e satisfatória.

Os passeios além de serem uma necessidade física, são também uma chance de criar um ambiente positivo, onde o cão aprende, interage e é recompensado de forma gostosa e produtiva. “Usar petiscos como ferramenta de reforço positivo pode ser a chave para transformar os passeios em experiências ainda mais especiais, que garantem não apenas a educação do cão, mas também a construção de um vínculo sólido e duradouro com seu companheiro de quatro patas”, finaliza Bruna. 



Pet Nutrition
https://www.petnutrition.com.br/


Nutrição saudável para pets: vantagens dos petiscos e alimentos naturais

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Especialista explica a diferença entre uma alimentação natural e tradicional e elenca os aperitivos permitidos para o dia a dia

 

Ter uma alimentação balanceada e que seja o mais natural possível é a melhor opção; não só para humanos, mas também para os pets. Na dieta deles, além da alimentação feita com a ração, há a possibilidade de incluir as refeições com alimentos naturais que também ajudam no bem-estar. Desde frutas a carboidratos saudáveis, as possibilidades são variadas, mas é importante entender no que as alternativas diferem e saber como moderar a oferta aos bichinhos. 

 

Thiago Teixeira, diretor-geral do Nouvet, centro veterinário hospitalar em São Paulo, explica que enquanto na alimentação tradicional é ofertada a ração seca, na natural são oferecidas refeições completamente naturais, como legumes, carnes e vegetais. O tutor que não optar pela refeição natural, pode oferecer os alimentos em formatos de petiscos. “Disponibilizar alimentos naturais também contribui para uma dieta balanceada, sempre levando em consideração as particularidades de cada pet. É uma prática até incentivada, pois pode trazer benefícios nutritivos, além de bem-estar e longevidade”, comenta.

 

Alimentos cozidos a vapor, livres de conservantes ou componentes químicos, têm sido opções viáveis para as famílias e para centros veterinários.

 

Além de adquirir produtos naturais de empresas confiáveis, é importante as famílias entenderem quais alimentos disponíveis em casa são, de fato, permitidos. Pensando nisso, Thiago Teixeira elenca alguns que podem ser entregues aos pets. Confira:

 

Frutas

Ricas em vitaminas, fibras e água, as frutas costumam ser bem aceitas por cães e gatos: maçã, pera e banana são as principais. Além de oferecê-las em cortes pequenos, uma boa forma de disponibilizar esse tipo de petisco natural é fazer picolés em épocas mais quentes. É preciso apenas misturar a fruta com água, colocar em forminhas, levar ao congelador e entregar ao pet. Assim, além de consumir um alimento saudável, ele estará se hidratando e se entretendo com as lambidas.

 

A maioria das frutas é permitida, mas algumas possuem restrições, como a uva, que deve ser evitada por conter substâncias tóxicas aos mascotes.

 

Legumes e verduras

Por serem alimentos ricos em fibras e antioxidantes, e com menos açúcares, legumes e verduras também são bem-vindos como snacks. Entre alguns legumes excelentes para os pets estão a cenoura crua, que ajuda na limpeza dos dentes, e a abobrinha, que, se bem higienizada, crua e com casca, pode ajudar na visão e na pele. 

 

Já na categoria de verduras, a alface é bem recomendada, pois é uma fonte de cálcio e vitamina A, além de ajudar na manutenção dos ossos e do trato intestinal. 

 

Carboidratos saudáveis

Muitos pets, principalmente cãezinhos, ficam em volta da mesa pedindo comida durante as refeições da família. Mesmo não sendo petiscos, é importante saber quais tipos de carboidratos são permitidos para consumo deles. Levando sempre em conta um cozimento bem-feito e sem tempero, grãos como arroz integral, aveia e quinoa proporcionam nutrientes e energia. A batata assada ou cozida, livre de temperos, também é uma boa opção, garantindo vitaminas do complexo B e K, fósforo e potássio.

 

“Todo alimento precisa ser entregue de forma moderada aos bichinhos e, mais do que isso, sempre com base na orientação de um médico-veterinário. Antes de oferecer alimentos diferentes, entenda com o profissional quais são as contraindicações e peculiaridades de cada pet. Além de, é claro, saber se seu amiguinho tem alergias ou sensibilidade às comidas”, complementa o diretor do Nouvet.

 

 


Nouvet


Áreas protegidas da Amazônia são refúgio para onças-pintadas em um bioma cada vez mais degradado

Unidades de conservação e territórios indígenas ainda mantém populações estáveis da espécie, mesmo com avanço do desmatamento e da caça ilegal.

 

Áreas protegidas da Amazônia internacional concentram populações de onças-pintadas e agem como escudo da espécie no Arco do Desmatamento. Em novo artigo, publicado na edição de março da revista científica Biological Conservation, pesquisadores alertam para a necessidade de conservar a floresta, especialmente em regiões mais ameaçadas, para a proteção da espécie. 

O estudo mapeou populações de onça-pintada em 22 áreas protegidas da Amazônia por meio de 40 câmeras instaladas em parques nacionais, reservas extrativistas e terras indígenas no Brasil, Equador, Peru e na Colômbia. As áreas monitoradas foram escolhidas a fim de garantir a representatividade de todos os tipos de ecossistemas amazônicos, como florestas de terra firme, igapós e várzeas em diferentes altitudes, médias de temperatura e níveis de pressão humana. 

Segundo o artigo, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas, registrou uma concentração de quase 10 onças por 100 km2, totalizando 1.180 fotografados, a maior concentração de espécimes encontrada na área de estudo, com um índice comparável aos registrados no Pantanal, que concentra uma média de 12 onças por 100km2. Em Rondônia, na Floresta Nacional do Jamari, foram registradas apenas duas onças. 

“A destruição de habitats e a caça levou a redução expressiva e até o desaparecimento de populações de onça-pintada em diversas regiões das Américas. Então conhecer e identificar áreas onde ainda há abundância de indivíduos pode ser de grande ajuda no desenho de estratégias e ações de conservação mais eficientes para a espécie. Esse foi um esforço coletivo para entendermos melhor a distribuição da onça-pintada em todo o bioma, que atualmente é onde se concentra a maior população da espécie em toda a sua área de distribuição”, afirma Carlos Durigan, pesquisador do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e um dos autores do estudo.

 

Onde vivem as onças 

À medida que os rios criam ecossistemas diversos dentro do próprio bioma amazônico, o estudo também buscou entender a relação entre os tipos de floresta e a população de onças. De acordo com as imagens capturadas, a espécie habita com mais frequência as áreas de várzea, que concentram maior quantidade de alimentos e facilitam a locomoção. Os cientistas indicam que locais com grande presença de humanos forçam as onças a percorrerem áreas maiores a fim de garantirem o acesso a quantidades adequadas de alimento. 

Desde 1985, a Amazônia brasileira perdeu 53 milhões de hectares para o desmatamento, que converteu áreas de florestas nativas em pastagens e lavouras. O desmatamento também tem contribuído para a degradação do bioma, que agora registra entre 19 milhões e 34 milhões de hectares de vegetação nativa degradada pelo fogo, efeito de borda, seca e extração ilegal de madeira. Com a degradação, áreas da floresta ainda se mantêm de pé, mas desempenham cada vez menos dos seus serviços ecossistêmicos, como a ciclagem da água e do carbono, além de serem mais suscetíveis a queimadas e secas, prejudicando a fauna e a flora dessas áreas.
 

Como foi feita a pesquisa 

Para identificar as diferentes onças-pintadas fotografadas, pesquisadores analisaram os padrões únicos de pintas e pelagens em cada animal. Ao todo, foram registradas 389 onças entre 2005 e 2020. Além disso, o estudo destaca que a maior parte das imagens foram capturadas por câmeras instaladas em estradas de terra e trilhas em meio à floresta fechada, indicando que a espécie prefere esses caminhos para se deslocar com facilidade. 


Em preto, áreas onde o grupo de pesquisadores instalou câmeras para o registro das onças-pintadas. 

A iniciativa contou com a participação de pesquisadores do IPAM; WWF; ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade); RedeFauna; IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis); Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia); Universidade do Pará; Universidade de Roraima; Universidade de Princeton e o Zoológico de San Diego, dos Estados Unidos.

 

Recomendações para proteger a espécie 

Com base nos resultados coletados, o grupo de pesquisadores reafirma a importância de criar novas áreas de proteção e o aumento dos investimentos que garantam uma boa gestão em terras já existentes. Ainda segundo os pesquisadores, áreas como a Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, a Estação Ecológica Terra do Meio, no Pará, e o Parque Nacional do Juruena, em Mato Grosso, ainda concentram grandes grupos de onças, mas são ameaçados pelo avanço do Arco do Desmatamento – fronteira agrícola que se estende do leste e sul do Pará em direção oeste, passando por Mato Grosso, Rondônia e Acre. 

“Enfatizamos a necessidade de mais iniciativas de conservação, especialmente em áreas que abrigam grandes populações de onças-pintadas e estão sob maiores ameaças, como as áreas do Arco do Desmatamento. Sozinhas, as 22 áreas que analisamos concentram uma população surpreendente, superando até mesmo estimativas para países inteiros altamente relevantes para a conservação da onça-pintada, como o México”, destaca um trecho do artigo. 

O estudo também ressalta a destinação das florestas públicas não destinadas como parte da proteção das onças amazônicas. Hoje, essas terras de domínio dos governos estaduais ou federal que aguardam pela definição de uso somam 56,6 milhões de hectares, mesma área da Espanha, e vêm sofrendo cada vez mais com a grilagem. Uma pesquisa do IPAM revela que, entre 2019 e 2021, mais da metade (51%) do desmatamento ocorreu em terras públicas, sendo as florestas públicas não destinadas as mais atingidas.


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