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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Coronavírus traz à tona problema com repatriação de empregados


Responsabilidades da empresa com os funcionários atuantes na China gera dúvidas e pode trazer problemas para empregados e empregadores, alerta especialista


 O coronavírus já aparece como uma das maiores ameaças ao crescimento da economia global em 2020. Além de gerar uma grande queda na bolsa, o advento gerou um problema grave de repatriação em todo o mundo.

O Ministério da Defesa, por exemplo, já está com um plano de voo de aeronave, possivelmente fretada, que trará brasileiros da China. No Brasil, eles ficarão em quarentena. Mas a questão é, a quem cabe a responsabilidade sobre a repatriação dos brasileiros que estão na cidade de Wuhan, na China, região de origem da epidemia do coronavírus?

Segundo Marcos Vinicius Poliszezuk, advogado especialista na área e sócio-fundador do Zanão e Poliszezuk Advogados a situação dos brasileiros que estão na China é complexa. Ele explica que tudo dependerá do que está previsto no contrato de trabalho. Se o trabalhador foi transferido em definitivo ou temporariamente, se já foi contratado para cumprir o contrato no local e, ainda, se o contrato foi assinado no Brasil.

“Como se trata de uma epidemia que não guarda qualquer relação com a empresa, não se pode atribuir uma responsabilidade direta da empresa sobre seus funcionários, como se fosse um acidente de trabalho ou doença ocupacional, por exemplo. A responsabilidade da empresa se restringe a legislação vigente e a preocupação deve contemplar o bem-estar desses funcionários”, diz Poliszezuk.

O especialista alerta que é preciso, ainda, entender os direitos previstos dos empregados e empregadores. Em via de regra, situações como a do Coronavírus não são previstas em contratos de trabalho. Como, neste caso, há uma imposição pela suspensão dos contratos de trabalho do próprio governo chinês, deverá ser observado se ,enquanto não houver o trabalho, esses empregados receberão salários, pois isso não ficou claro pelo decreto chinês, motivo pelo qual prevalecerá o quanto definido no contrato de trabalho estabelecido”, esclarece o advogado.

 Vale lembrar que o Ministério das Relações Exterior diz que esses brasileiros, assim que chegarem ao Brasil, deverão ser submetidos a quarentena que seguirá os procedimentos internacionais, sob orientação do Ministério da Saúde. Dessa forma, é preciso que empregados e empregadores compreendam seu papel nesse contexto.  “É preciso esclarecer se, ao retornarem, esses empregados terão assegurados os contratos de trabalho ou se os mesmos serão rescindidos”, finaliza Poliszezuk.


O centro da crise

A cidade de Wuhan, conhecida como a Detroit chinesa, paralisou a produção de veículos atingindo as fábricas da General Motors, Nissan, Renault, Honda e PSA. Mais de 80 mortes e quase 3 000 casos de pessoas infectadas já foram notificados na China, principalmente na província de Hubei, onde fica Wuhan.




Zanão e Poliszezuk Advogados


A MINISTRA DAMARES E A TURMA DO KAKAY


         A frase de Kakay, advogado dos corruptos endinheirados, que desfila de bermudas no STF, é testemunho eloquente de um tipo de personalidade que coloniza a atual oposição brasileira. Segundo nota publicada na coluna Radar, da Veja, Kakay escreveu o seguinte sobre Damares Alves para um grupo de juristas no WhatsApp: "Foi uma pena os pais desta idiota não terem feito o que ela prega. Se não tivessem trepado, estaríamos livres dela". Não satisfeito com a repercussão da grosseria chula, o advogado ocupou espaço no Estadão digital com um artigo em que tenta, de modo patético e inútil, bater palmas para si mesmo. Não teve boa parceria pelo que vê nos comentários ao texto.

        Parcela significativa da oposição brasileira, no entanto, ainda não entendeu o resultado da eleição de 2018. Instituíram para seu uso pessoal, como nécessaire, conceitos empacotados segundo os quais o país foi tomado por alguns homens e mulheres intrinsecamente perversos, com ideias conservadoras e liberais. É como se dissessem: "Querem recompor tudo que lutamos para desconstruir - família, ordem, religião, virtudes, amor à pátria. Acreditam que direitos e deveres andam juntos e que liberdade impõe um vínculo sólido com responsabilidade". E deduzem:  "Essa gente não presta!". Kakay talvez complementasse esse despautério com elegância lacradora: "Melhor seria se os pais dos conservadores não tivessem trepado e eles não tivessem nascido". 

        No entanto, a "idiota" assim qualificada por ele é, logo após Sérgio Moro (aguenta Kakay) o segundo nome mais prestigiado junto à opinião pública no conjunto dos ministros e representa, em muitos aspectos, o discurso vencedor das eleições de 2018. Bolsonaro foi eleito, principalmente, porque segurou a bandeira do discurso conservador, que ressoou na alma de milhões de eleitores de muitos bons professores, de muitos pais conscientes do efeito tóxico da permissividade transformada em sinônimo geneticamente defeituoso de liberdade. 

        A Dra. Damares, que lança hoje, às 16 horas, junto com o ministro da Saúde a Campanha de Prevenção à Gravidez na Adolescência, tem maior conhecimento e experiência nos temas em que atua do que o inteiro colegiado de seus críticos. A má vontade deles espelha a maldade de seu querer, que torna opaco o que é cristalino. E como é cristalino o que ela tem dito sobre o tema da gravidez precoce! Qual mãe, qual pai ficará aborrecido se seus filhos, em adição ao que ouvem em casa, forem levados a refletir sobre as consequências e responsabilidades inerentes à atividade sexual? Qual mãe, qual pai ficará tranquilo ao saber que a filha de 12 ou 13 anos, sob pressão psicológica própria ou externa, está deitando com um adolescente imberbe? Que embaraço matemático existe em compreender a relação de causa e efeito entre menos "trepadas" precoces e menos gravidezes? 

        Isso nada tem a ver com cultura medieval, com colocar Rapunzel na torre da bruxa, nem com cinto de castidade. E tem tudo a ver com zelo, prudência, responsabilidade e saúde pública.    





Percival Puggina -  membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.


STF volta do recesso nesta segunda-feira com pautas polêmicas


Está na pauta a discussão sobre a redução de impostos sobre agrotóxicos e processos contra a Lei de Abuso de Autoridade
Nesta segunda-feira (03) o Supremo Tribunal Federal volta a funcionar depois de 45 dias de recesso. Com isso, voltam a circular na corte processos importantes. Está prevista para 19 de fevereiro a análise da tabela do frete dos caminhoneiros, criada em 2018 e contestada no Supremo. Em outro processo, o STF também vai definir se candidatos que respondem a processo criminal podem ou não participar de concursos públicos. A corte também ficou de finalizar o julgamento de ações que discutem a Lei de Responsabilidade Fiscal e decidir se a redução de 60% da base de cálculo do ICMS sobre agrotóxicos é ou não constitucional. O tema é polêmico porque ONGs de defesa ao meio ambiente defendem que os descontos no imposto incentivam o uso dos venenos e prejudicam os cofres públicos. Do outro lado, produtores temem que o fim das reduções deixem as atividades agrícolas mais caras.

Um dos processos pendentes mais importantes é o que questiona a lei de abuso de autoridade. O texto, que já foi aprovado no Congresso e sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro, estabelece prisão e multa para militares, juízes, promotores e outros servidores públicos que descumprirem alguma regra, como realizar buscas em imóveis sem determinação judicial. A lei foi questionada por associações de juízes e procuradores que viram a medida como uma forma de constranger membros dos tribunais e os órgãos que investigam possíveis crimes.

Porém, a volta do SFT do recesso acontece com um desfalque: o ministro Celso de Mello passou por cirurgia e por isso está de atestado até março. A falta pode adiar alguns julgamentos.





Fonte: https://www.agenciadoradio.com.br/


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