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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

SEXO, AMOR, INTELIGÊNCIA, SENSIBILIDADE



Ela: – De repente, temos vontade de alguém: uma pessoa se consubstancia como gosto; sem ato objetivo de provocação, ela se faz objeto do nosso interesse. Nos expomos, em busca do acontecimento. Acontece.

Ele: – Instala-se o desejo, à revelia, muita vez com a contrariedade do desejante. Eis, até parece, o propósito, como se propósito houvesse, de os corpos se encontrarem, curtirem-se. Vencido o desejo, vencida a relação.

Ela: – Haveria um propósito no encontro de corpos? Não penso assim. É acaso... É despropositado. Propósitos diversos, noutros tempos, aproximaram corpos, comprometeram corpos. Desejo é coisa despropositada.

Ele: – Sim, e não lhe cumpre fazer-se cumprir. A realização do desejo está descompromissada de eternidade. Eis a melhor substância da gramática afetiva não sólida (amor líquido, diria Bauman): desfazer-se quando acaba.

Ela: – Sim, a relação afetiva está mais submetida à vontade pessoal, liberou-se muito do institucional. Adotou o discurso do momento prazeroso, desconstruiu o compromisso de eternidade a qualquer custo.

Ele: – Mas, aí, não há confusão? As coisas não se estão convertendo em puro fazer sexo? E sem desejo? Isso tem sentido? O sexo descompromissado, não voltado ao objeto do desejo, apazigua o ser desejante?

Ela: – Então... O ser desejante não dorme em paz depois do sexo pago, do pornô, da masturbação? São duas coisas. Entre o tesão e o orgasmo há a cultura, é claro... Mas o primitivo pulsante é a busca de orgasmo.

Ele: Olha o dizer de uma mulher, Marguerite Duras: “Não é fazer sexo o que conta, mas sim ter desejo. Há muita gente que faz sexo sem desejo. Eu soube desde criança que o universo da sexualidade era fabuloso, enorme”.

Ela: São coisas diferentes, ambas tão humanas. Não nos neguemos o primitivo. Sim, há essa pulsão, essa cultura, esse insaciável, essa vontade sem objeto que nunca se sacia: o desejo sem objeto. E há o instinto, puro sexo.

Ele: – Marguerite não as separaria. Ela diz de uma latência que jamais se acalma: “Quero saber o que se encontra na origem do erotismo, o desejo. O que não é possível, e, talvez, não se deve apaziguar com o sexo”.

Ela: – Não há paz possível. Somos corpos sem essência. Nossa existência se vai inscrevendo em nós, jamais estaremos terminados. Isso angustia. Um outro, a interlocução, talvez alguém nos acalme. É o possível.

Ele: – Os casos vindos do acaso? Lances dos corpos nos encontros com o mundo? Deperecem. Episódios amorosos não perduram. Há quem se ajeite para caber nas expectativas do outro. Falseiam-se; logo se revelam.

Ela: – Olha... Pensa em escolhas possíveis. Não te permitas só o acaso. Elege e então procura. E procura e procura... Procura alguma coincidência de vontades. Um tipo... Inteligência, sensibilidade, erotismo... Vontade.

Ele: – Um alguém que faça da vida uma obra de arte? Encontros com o mundo, como disse Espinosa? Cuidado em edificar-se com grandeza e buscar elevação, como quis Nietzsche? Um controle dos afetos, de si, do outro?

Ela: – Um tanto complexo; nada complicado: comportamos animalidade. Não a neguemos; não nos reduzamos a ela. Muitos humanos abstraem-se de sua origem. O organismo quer orgasmo. Mas, sim, orgasmo não basta.

Ele: – Amor? Seria? Ian McEwan: “O amor não é sempre uma virtude, pode ser uma ferramenta muito controladora. Nunca estive de acordo com a canção dos Beatles All you need is love. Também preciso de inteligência”.

Ela: – Sim... Inteligência e sensibilidade, qualificadoras da humanidade. Amor sem inteligência e sensibilidade é controle, raiva, maldade. Mas... retomo: como não basta só sexo, não basta só amor. Não é verdade?




Léo Rosa de Andrade
Doutor em Direito pela UFSC.
Psicólogo e Jornalista.


Saiba como planejar seu 2020 saindo da mesmice


Confira três itens-chave para um ano muito mais produtivo


As festas passaram, o recesso acabou e o ano realmente começou. Esse é o momento de virarmos aquela chavinha na nossa mente e darmos início aos planejamentos, traçarmos os objetivos e ativarmos de uma vez por todas o modo produtivo. Tudo isso pode soar clichê de começo de ano. E realmente é. Porém, há uma maneira de sair do mesmo de todos os anos e realmente fazer acontecer. Fique ligado nas dicas da treinadora e palestrante Karina Pólido, para te ajudar a realizar em 2020.


Seja específico

O primeiro passo para iniciar o planejamento de um ano é definir quais serão seus objetivos e prioridades. E isso todos já sabem, certo? Mas o que não consideramos é que nesse momento a maioria das pessoas se perdem.
Para não cair nessa armadilha, faça um exercício agora: pegue uma folha e uma caneta e comece a escrever seus objetivos. Você verá que em cerca de alguns minutos elencando um por um, perderá a linha de raciocínio e quando ler sua lista, perceberá que seus tópicos possuem um caráter extremamente generalista. Esse é o ponto chave.

Segundo Karina, uma das atitudes que deve ser tomada é clarear suas metas, tornando-as específicas. É muito comum vermos listas de início de ano com tópicos como perder peso, arrumar um emprego, guardar dinheiro etc. Metas como essas, podem fazer o trabalho inverso do que deveriam, ao invés de te motivarem, elas podem fazer com que você desanime por falta de clareza no objetivo final. Exemplo: ao invés de colocar diminuir o peso, defina quantos quilos quer perder. Esse leve exercício te dará um objetivo final e te motivará a chegar até lá, mesmo quando estiver naqueles dias não tão inspirados.


Tenha foco

A falta de foco é também um erro conhecido. Considerando que vivemos em um momento que a expressão “workaholic” é considerada um elogio, a especialista alerta que é preciso cuidado para não abraçar tudo de uma vez. Karina explica que à medida que abrimos diversas janelas sem fechar nenhuma delas, a probabilidade de êxito em todas é baixíssima, correndo o risco até de não concluirmos nenhuma por causa da desmotivação.  “O foco te ajudará a perseverar quando as coisas não estiverem tão fáceis. Somos condicionados a mudar de direção quando nos deparamos com algo novo ou que fuja da expectativa de dificuldade que esperávamos”, salienta.

Se prestar atenção, verá que este e o primeiro item se complementam. Isso nos permite ter a percepção de que nossa mente pode nos pregar peças. E muitas vezes ela nos diz que podemos fazer tudo de uma só vez, que temos energia e vez ou outra até realmente parece que temos. O maior risco nesse caso é esgotar toda a reserva de energia.


Use ferramentas à sua disposição

Além da especificidade e o foco, uma ferramenta que te auxiliará nesse processo produtivo é o “abre e fecha caixa”, desenvolvido pela treinadora. O método desenvolvido é simples e foi baseado exatamente nos caixas de lojas físicas. O significado desse exercício é no início do dia ter uma meta de tarefas que ao final do dia serão batidas no “fechamento” do dia. O bom e velho planner também um aliado infalível. Simples e prático, para os mais metódicos, pode ser ideal na hora de estabelecer os objetivos com prazos.

Portais, sites, revistas, vídeos e livros, muitas vezes fornecem conteúdo específicos que podem atingir exatamente a área que precisamos de ajuda.





Karina Pólido -  Palestrante e Treinadora, criadora de dois métodos revolucionários: o Fórmula da Transformação e o Fórmula da Realização. Especialista na área de comportamento e produtividade, combina praticidade e simplicidade sem maquiar a vida real. Seus métodos eficazes farão você mudar o status de vida! Independente da sua área de carência. Ao participar desses dois processos transformadores e realizadores você perceberá imediatamente seu grande potencial e será capaz de colocar em prática tudo aquilo que está parado.


Faça-se a música!


Benditas são as mentes criadoras que combinam sons e silêncio e os transformam em música.

Mas o que inspira a mente de um compositor?

A resposta vem das mais diversas origens. As mulheres inspiravam e continuam inspirando os compositores em suas criações: basta lembrar que temos a Amélia, a Luísa, a Isabela, a Gabriela, a garota misteriosa de Ipanema e tantas outras musas inspiradoras, sem deixar de citar a Ana Júlia e aquela, cujo nome é Jennifer.
Alguns buscam sua motivação na política, protestam contra injustiças, contra a corrupção, contra a vida dura da população. Outros, simplesmente deixam a mente fluir e o que sair, saiu.  Muitos falam de amor, cantam o amor, tocam o amor e quanta beleza existe quando se traduz o amor em música!

A música nem sempre necessita de palavras, a própria combinação de sons e silêncio é capaz de impactar o ouvinte. Pode-se fazer a experiência de colocar um fone de ouvido e se deixar levar por uma música instrumental, um jazz ou uma música clássica e realizar uma viagem incrível que pode variar dependendo do estado de espírito do ouvinte. Quem promove essa experiência sensorial é o compositor, que com muita sensibilidade, converte símbolos musicais em melodias, ritmos e harmonias, dando vida a histórias das mais variadas situações.

Em 15 de janeiro, comemora-se o seu dia. Mas afinal, qual é o perfil do compositor, existem parâmetros que o defina? Sabemos que existe a profissão do compositor, o músico que estuda toda a fundamentação teórica que envolve a produção de uma obra musical. Mas e quem não tem conhecimento teórico, não sabe ler uma partitura, porém compõe músicas mesmo assim, pode ser considerado um compositor?

Por que não?

Pensem em quantas mães e avós criam cantigas para embalar suas crianças, quantas pessoas criavam e ainda criam músicas para se inspirar durante o trabalho, quantos professores compõem canções, paródias, melodias para facilitar o entendimento de seus alunos em seu aprendizado.

E os bebês quando se comunicam através de seus balbucios melodiosos não são compositores de sua própria linguagem? Segundo a atriz e diretora americana Phylicia Rashad, “antes de uma criança começar a falar, ela canta”. Considerando essa reflexão, pode-se dizer que o desejo de compor faz parte da expressão humana desde a mais tenra idade.

Existem músicas para tudo, tudo mesmo! E nem toda música foi criada por um profissional. Sendo assim pode-se afirmar que todos somos compositores, desde que surja uma ideia, uma necessidade, um pretexto qualquer que desperte o fazer musical.





Florinda Cerdeira Pimentel - professora mestre no curso de Licenciatura em Música do Centro Universitário Internacional Uninter.

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