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domingo, 11 de agosto de 2019

Pais merecem atenção e cuidados


 
Em homenagem ao Dia dos Pais, psicanalista e sexóloga Lelah Monteiro fala sobre a importância dos papais cuidarem da saúde física e emocional


Tidos como super-heróis e invencíveis, os pais, muitas vezes, carregam uma ‘carga’ muito pesada no dia a dia. De acordo com a psicanalista e sexóloga  Lelah Monteiro (www.lelahmonteiro.com.br), além do excesso de stress no trabalho, os pais tem que lidar ainda com a cobrança social e familiar, o que tem feito os homens produzirem menos e terem menos vontade de realizar. “E nada melhor do que comemorar o Dia dos Pais lembrando que eles merecem cuidar da saúde física e emocional”.

Segundo Monteiro, pensamentos como homem não chora, não engravida, não fica doente já estão ultrapassados. “Há pouco tempo começamos a falar da saúde do homem jovem e maduro. Aquele que está em plena atividade produtiva econômica. Falo do homem saudável, mas que anda cansado e desanimado com as perspectivas sociais. Muitos homens jovens estão idosos hoje porque foram negligenciados. Este homem não pode parar de trabalhar para se cuidar. O que desejamos é que ele faça cada vez mais sucesso, portanto para isso é preciso que ele inclua na agenda alguns cuidados fundamentais”, diz Lelah.

Atividade física e intimidade regulares são os primeiros cuidados. “O homem precisa também se sentir desejado e apaixonado. É preciso se livrar da lista de compromissos e ter um momento somente a dois. Mas não para dormir e sim para namorar. Essa é uma das principais queixas que tenho em meu consultório e que as pesquisas internacionais comprovam. A vida moderna tem deixado os homens impotentes, principalmente, nas suas camas”, explica a sexóloga.

A saúde dos pais é tudo o que lhes traz plenitude, bom humor, descontração e aumento da produtividade. “Não existe receita mágica. Mas um pouco de pragmatismo, traço bem masculino, ajuda”, comenta Lelah. Ela sugere para os pais começarem fazendo um check up anual, isso inclui uma ida ao urologista, e uma dieta que inclua beber menos e parar de fumar. “Caso haja  no meio do caminho algum tropeço, tudo bem, volte e recomece. É importante livrar-se da culpa. O homem também sente culpa, sofre e demora para admitir. Que bom que aos poucos vêm procurando ajuda profissional para ajudá-lo a jogá-la fora”, explica.

Ela reforça que é importante que os homens tenham coragem para assumir toda a fragilidade de gigantes que são, cuidando da saúde física, emocional, espiritual e transformando a sociedade, onde juntos homens e mulheres possibilitem a construção de nações mais igualitárias, justas e menos hipócrita.

Lelah Monteiro - sexóloga e psicanalista pela Escola de Psicanálise de São Paulo, educadora Sexual pelo Instituto Kaplan e terapeuta sexual pela USP. Palestrante, master coach e fisioterapeuta especialista em sexualidade pela Universidade Estadual de Londrina. Co-autora do livro ‘Relacionamentos amorosos 2,com o capítulo ‘Pode um relacionamento sobreviver ao vaginismo?’. É membro das associações: Associação Brasileira de Fisioterapia Pélvica, ABRAFISM - Associação Brasileira de Fisioterapia Saúde da Mulher, ISSM - Sociedade Internacional de Medicina Sexual e da ISLAM - Sociedade Latino Americana de Medicina Sexual. Mais informações no www.lelahmonteiro.com.br

Dia dos Pais: o desafio de ser um bom pai


O consultor e palestrante Eduardo Shinyashiki, especialista em comportamento humano, apontou 5 atitudes que um pai pode ter para fortalecer o relacionamento com o filho e prepará-lo para enfrentar o mundo externo. Confira:

1 – Desde pequeno, mostre de maneira clara e serena que existem regras e limites no mundo. Assim, você ajuda o seu filho a crescer emotivamente preparado para enfrentar com segurança todas as pressões e situações da vida adulta.

2 – Compartilhe o tempo que tiver livre para brincar e realizar atividades com a criança. Esse tempo de dedicação é essencial para estabelecer um laço afetivo e criar um vínculo de amizade entre pai e filho.

3- Converse com seu filho e ajude-o a refletir sobre os tabus. Dessa forma, ele se sentirá à vontade para buscar orientação com você sobre qualquer assunto.

4– Entenda que seu filho não é igual a você. Ao invés de buscar incansavelmente uma simples reprodução dos seus comportamentos, respeite e entenda as escolhas dele.

5 - Transmita valores sólidos, que fazem parte do seu dia a dia. Esse é o maior legado que se pode deixar, que nem mesmo o tempo poderá corromper.


Pai... Por que me abandonaste?


Este lamento desamparado de Jesus na cruz muitas vezes ecoa em nosso coração e sentimos a distância que nos trouxe para longe de nós mesmos. Chega um ponto em nossa vida que deixamos para trás a pegada que nos conduzia e assistimos um par solitário nos guiando a nós mesmos. Teria mesmo nosso Pai nos deixado para trás?

Crescemos vendo Papai como um herói moderno, alguém com superpoderes e que sabe de tudo. Acreditar cegamente não é nem uma opção, pois está muito claro que é ele quem pode nos salvar ou oferecer o que é o melhor para nós. Perceber que isso não seja necessariamente uma verdade nos faz descrer de toda a fantasia, interrompendo o fluxo natural de passagem de experiências, de crescimento comum.

Nosso pai não nos deixa... Deixamos, nós, papai para trás!

Recriar em nós um conjunto de virtudes, conhecimento e verdades pode às vezes ser mais difícil do que parece e a perda da referência correta acaba por frustrar ainda mais nossa Imagem Perfeita de um Grande Herói, deixando-o, pior, ao lado dos vilões.

O tempo de sarar essas feridas é o tempo exato de tornarmo-nos, nós mesmos, os pais de alguém e perceber que estamos agora reproduzindo os mesmos dilemas e vivendo as mesmas incertezas que nos perturbaram a paz, só que do outro lado.

Se não conhecemos o caminho das pedras e não temos a resposta pronta para dar aos nossos filhos, porque deveríamos ter cobrado de nosso pai? Porque afinal, ainda nos cobramos por não dá-la aos nossos filhos?

Quando trazemos o pai do passado para o presente e o vemos sentado à nossa frente, pode ser uma boa hora de pedir perdão e agradecer pelo dom da vida que nos ofertou sem cobrar. Como deve ser verdade que o fez com tudo que nos deu.

Todo carinho, bronca, palmadas e abraços. Cada lição não aprendida e cada gesto mal interpretado. Nosso pai não estava lá para nos fazer sofrer, mas para que não sofrêssemos por outro caminho.
Que esse dia dos Pais seja também o dia dos filhos, e que possamos todos nos abraçar com alegria, percebendo que as pegadas solitárias nem eram as nossas, mas de nosso pai nos trazendo nas costas para que pudéssemos enxergar mais longe.

Muito Obrigado Papai, Muito obrigado por Ser Quem És e com isso fazer de mim quem EU SOU!



Fernando Loch - Arquiteto com MBA em Gerenciamento de Projetos, realiza palestras/aulas nos Ciclos de Estudos da Prosperidade promovidos pela Seicho-No-Ie do Brasil, por todo o país.
Seicho-No-Ie do Brasil (Regional Florianópolis/SC)


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