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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Gestação: É permitido dirigir grávida?


Imagem retirada da internet

O ato de dirigir por si só, ou seja, manejar os pedais e a direção do carro, não causa nenhum prejuízo à gravidez. “Por isso, se não houver contraindicação e a gestação estiver transcorrendo normalmente, a mulher poderá dirigir sem problema, bastando tomar alguns cuidados, ” alerta a Drª Erica Mantelli.
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No caso de usar o cinto de segurança de três pontos, a gestante não deve passar a alça inferior por cima do abdome, e sim na linha da cintura, para que o abdome não seja comprimido, no caso de uma frenagem brusca ou colisão.
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Os riscos a que uma gestante se expõe ao dirigir são semelhantes, embora não idênticos, aos que uma mulher não gestante se expõe. “No caso de uma colisão, por exemplo, o abdome de qualquer uma das duas poderia ser afetado com o impacto no volante, ” informa a ginecologista.

Mas as gestantes, claro, precisam ter alguns cuidados mais pontuais: o ideal é que a direção fique pelo menos um palmo de distância do abdômen da gestante.
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Caso a gestante sinta algum mal-estar, inicie as contrações ou perceba que a bolsa rompeu. “O primeiro passo será parar o carro em algum lugar seguro, ligar para seu médico e pedir ajuda de algum familiar”, finaliza a médica.





Dra. Erica Mantelli - ginecologista, obstetra e especialista em saúde sexual - Graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro, com Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia. Pós-graduada em disciplinas como Medicina Legal e Perícias Médicas pela Universidade de São Paulo (USP), e Sexologia/Sexualidade Humana. É formada também em Programação Neolinguística, por Mateusz Grzesiak (Elsever Institute). Site: http://ericamantelli.com.br
Instagram: @ericamantelli

Fertilidade masculina diminui com o passar dos anos



Pesquisa revela redução na concentração dos espermatozoides de acordo com idade


Foi-se o tempo em que a relação entre envelhecimento e a incapacidade de ter filhos era apenas ligada à mulher. Ultimamente, diversos estudos indicam que, conforme o homem vai ficando mais velho, a testosterona (hormônio sexual masculino) vai diminuindo.

Uma pesquisa liderada pela especialista em biologia reprodutiva Laura Dodge, do Centro Médico Diaconisa Beth Israel e da Escola de Medicina de Harvard, dos Estados Unidos, analisou entre 2000 e 2014 mais de 19 mil ciclos de fertilização in vitro em 7.753 casais. Eles dividiram os casos em quatro faixas etárias para as mulheres – menos de 30 anos, 30 a 35 anos, 35 a 40 anos e 40 a 42 anos – e cinco para os homens – as mesmas quatro delas, com uma adicional de acima de 42 anos. Nos casais em que a mulher estava na faixa de 40 a 42 anos, a taxa foi menor, com a idade do parceiro aparentemente não tendo nenhuma influência no resultado. Nas demais faixas etárias das mulheres, no entanto, a idade do homem teve uma grande influência na taxa de nascimentos, que caiu à medida que eles eram mais velhos.

De acordo com Silvio Pires, urologista da Criogênesis, de fato a idade interfere na fertilidade do homem, mas de maneira menos incisiva que na mulher. “Na grande maioria dos casos, essa queda não altera a fertilidade, apenas a frequência de espermatozoide produzido e a quantidade de líquido ejaculado, mas nada que seja tão significativo a ponto de deixá-lo infértil”, esclarece. O especialista ainda comenta que, apesar da infertilidade masculina ser desconhecida na maioria das vezes, o uso de drogas e álcool são indutores. “Outros fatores também podem desencadear o problema, como por exemplo, a exposição a substâncias tóxicas, como medicamentos usados em quimioterapia e a radiação ionizante. Além disso, infecções que levam à inflamação dos testículos também podem estar envolvidas, como exemplo a varicocele, outra importante causa de alteração da função testicular”, informa.


PRESERVAÇÃO DA FERTILIDADE - Para os homens que preferem postergar a paternidade, uma opção para impedir que as mutações genéticas interfiram em uma gestação é o congelamento de espermatozoides. “As amostras são congeladas em um meio crioprotetor – que impede a formação de cristais e reduz os danos que o congelamento causa às células – e mantidas em nitrogênio líquido à temperatura de -196ºC, podendo permanecer congeladas por tempo indeterminado”, explica Dr. Silvio.  

 A técnica também é muito indicada para pacientes oncológicos. “Tumores nos testículos, linfoma, leucemia ou outros tipos de câncer podem causar alterações na produção de espermatozoides ou mesmo alguma lesão à função testicular, também interferindo na fertilidade. Portanto, é imprescindível congelar o material antes de iniciar o tratamento, pois este sêmen pode, com consideráveis taxas de sucesso, ser utilizado futuramente para tratamento de reprodução assistida (inseminação intrauterina ou fertilização in-vitro (FIV)) possibilitando a paternidade” finaliza o urologista.





Criogênesis


CÂNCER QUE AFETA DEFESA DO ORGANISMO: DESCOBERTA PRECOCE DO LINFOMA É DETERMINANTE PARA VENCER A DOENÇA


Em 80% dos casos tumor sanguíneo tem boas chances de recuperação quando identificado ainda em estágio inicial


De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 12 mil brasileiros são diagnosticados anualmente com linfoma, um grupo de cânceres no sangue que afeta as células do sistema imunológico. Ainda segundo o Inca, a incidência da doença aumentou duas vezes em comparação a&#x0300s taxas registradas há 25 anos, especialmente entre indivíduos com mais de 60 anos, e fez com que o linfoma se tornasse um dos 10 cânceres mais comuns entre homens e mulheres na região sudeste do Brasil. Todavia, as causas deste crescimento nos índices da doença são desconhecidas.

De forma simplificada, os linfomas podem ser classificados como Hodgkin, mais raro e que afeta em especial jovens entre 15 e 25 anos e, em menor escala, adultos na faixa etária de 50 a 60 anos, ou não-Hodgkin, cujo grupo de risco é composto por pessoas na terceira idade (mais de 60 anos). 

Para Dra. Mariana Oliveira, hematologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO) – Grupo Oncoclínicas, apesar de não haver prevenção por desconhecimento do que leva ao surgimento da neoplasia, a chave para deter a evolução progressiva do tumor é o conhecimento. "A boa notícia é o fato dos linfomas terem alto potencial curativo. O diagnóstico precoce é fundamental para alcançar o êxito no processo terapêutico, por isso o esclarecimento à população é essencial", afirma a especialista. 

As chances de remissão em pacientes com linfomas de Hodgkin chega a superar 80% dos casos quando o dianóstico acontece ainda no estágio inicial, enquanto os não-Hodgkin de baixo-grau (não agressivos) têm altas taxas de sobrevida, superando a marca de 10 anos. 


Sintomas e Tratamento 

Os sintomas em geral são aumento nos gânglios linfáticos (linfonodos ou ínguas, em linguagem popular) nas axilas, na virilha e/ou no pescoço, dor abdominal, perda de peso, fadiga, coceira no corpo, febre e, eventualmente, pode acometer órgãos como baço, fígado, medula óssea, estômago, intestino, pele e cérebro.
"As duas categorias - Hodgkin e não-Hodgkin -, contudo, apresentam outros subtipos específicos, com características clínicas diferentes entre si e prognósticos variáveis. Por isso, o tratamento não segue um padrão, mas usualmente consiste em quimioterapia, radioterapia ou a combinação de ambas as modalidades", explica a hematologista do CPO. 

"Em certos casos, terapias alvo-moleculares, que tem como meta de ataque uma molécula da superfície do linfócito doente, podem ser indicadas. Estas proteínas feitas em laboratório atuam como um 'míssil teleguiado' que reconhece e destrói a célula cancerosa do organismo. Dependendo da extensão dos tumores e eficácia das medicações, pode haver ainda a indicação de transplante de medula óssea.


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