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quarta-feira, 17 de julho de 2019

Os subordinados digitais


Não adianta apenas dar condolências nas redes sociais quando morre um entregador na frente do cliente como recentemente noticiado pela mídia. Alguma medida legislativa deveria ser implementada.


O conceito clássico que define o trabalhador empregado encontra fundamento no artigo 3º da CLT:

“ considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual ao empregador, sob a dependência deste e mediante salário”.

Na definição temos os elementos essenciais que definem o empregado: pessoa física, que tem labor não eventual, subordinado juridicamente, que recebe salários e presta serviços de forma pessoal.

Estando presentes todos esses requisitos o empregado fará jus a todos os direitos descritos no art. 7º da Constituição da República.

Destaque-se que o “caput” do artigo 7º refere-se a figura do trabalhador e não do empregado desta forma:

“Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social (...) “.

A doutrina firmou-se no sentido de entender que esses trabalhadores são apenas os empregados e não trabalhadores de uma forma geral.

Logo, para ter os direitos descritos no artigo 7º da CF, devem ser atendidos os requisitos do art. 3º da CLT e também dos demais empregados descritos no texto, como rurais e domésticos.

O fato é que essa construção conceitual de 1944, do Brasil que via nascer indústrias, cidades em crescimento, mostra-se insuficiente para atender as novas relações de trabalho.

Tanto é assim que a Emenda Constitucional 45/2004, ampliou a competência da Justiça do Trabalho para julgar, não só relações de emprego, mas outras formas de relações de trabalho, como casos de autônomos, por exemplo.

Porém, as recentes formas de contratação de trabalhadores, especialmente por aplicativos de transporte e distribuição de produtos, por um lado gerou ocupação para muitos desempregados, mas gerou também precarização no trabalho.

Observe que esses trabalhadores têm sido enxergados como autônomos pelo Poder Judiciário.

Porém, prestam serviço essencial de transporte na relação jurídica, com veículo próprio ou alugado, e sem qualquer limite de jornada ou direitos correlatos ao empregado comum.

Em que pese o serviço ser remunerado pelo contratante do serviço, ser pessoal e fiscalizado remotamente pelo aplicativo , a prestação de serviços tende a ser eventual.

Não há uma exigência do aplicativo que obrigue a prestação habitual do serviço, por isso difícil o enquadramento como empregado tradicional.

Autônomo, que pode ter o trabalho pelo APP como a principal atividade, mas também como um complemento de renda em horas livres.

O trabalho não é fácil. É realizado em grandes cidades, e as despesas correm por conta do trabalhador bem como o recolhimento de contribuição ao INSS.

Classificamos esses trabalhadores como subordinados digitais, especialmente por não poder realizar o trabalho sem a presença do aplicativo que distribui a demanda de serviços. Todavia, o fato de, teoricamente, poder escolher o trabalho, não permite o enquadramento como empregado.

Vejamos uma situação indesejada: em face do risco do trabalho com uso de motocicletas, os profissionais passaram a ter direito ao adicional de periculosidade. Tal adicional é calculado em 30% sobre o salário do profissional. Porém, não há adicional de periculosidade para o autônomo.

Ausência de segurança, de controle de jornada, de intervalos e a premente necessidade de gerar renda em ambiente de 13 milhões de empregados colaboram para maiores gastos previdenciários e prejuízos para o trabalhador. Mas é claro, gastos previdenciários se o trabalhador recolher.

Somos da opinião que o legislador deve se debruçar sobre a situação jurídica destes profissionais, não para equipará-los ao empregado tradicional ou para impor-lhes mais recolhimentos tributários, mas para dar parâmetros de atuação, seguros recolhidos por substituição tributária, ainda que isso importe em algum aumento de custos para os beneficiários dos serviços.

Não adianta apenas dar condolências nas redes sociais quando morre um entregador na frente do cliente como recentemente noticiado pela mídia. Alguma medida legislativa deveria ser implementada.

Por fim, lembramos o que diz nossa Constituição:

“Art. 3º – Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

I - construir uma sociedade livre, justa e solidária (...)”.

É o bastante para que haja providências.





Dr Cassio Faeddo - Advogado. Mestre em Direitos Fundamentais, MBA em Relações Internacionais - FGV SP. - www.instagram.com/faeddo


Estudo da Capgemini: 69% das organizações apontam que não serão capazes de responder as ameaças de segurança sem IA

 
Duas em cada três organizações planejam implementar Inteligência Artificial para reforçar sua defesa até 2020



Paris – As empresas estão aumentando o ritmo do investimento em sistemas de Inteligência Artificial para se defender da próxima geração de ataques cibernéticos, revela um novo estudo do Capgemini Research Institute. Pouco mais de dois terços (69%) das organizações reconhecem que não serão capazes de responder as ameaças críticas sem IA. Com o aumento no número de dispositivos de usuários finais, redes e interfaces de usuário, como resultado dos avanços nas tecnologias de nuvem, IoT (Internet das Coisas, em tradução), 5G e interfaces de conversação, as organizações enfrentam uma necessidade urgente de aumentar e melhorar continuamente sua segurança cibernética.

O estudo Reinventing Cybersecurity with Artificial Intelligence: The New Frontier in Digital Security (em tradução livre, “Reinventando a Segurança Cibernética com Inteligência Artificial: A Nova Fronteira em Segurança Digital”) entrevistou 850 executivos de TI de nível sênior em segurança de informações de TI, segurança cibernética e operações de TI em 10 países e sete setores de negócios e conduziu entrevistas detalhadas com especialistas do setor, startups de segurança cibernética e acadêmicos.


As principais descobertas incluem:
 
A segurança cibernética com inteligência artificial é agora um imperativo: mais da metade (56%) dos executivos dizem que seus analistas de segurança cibernética estão sobrecarregados com a vasta gama de pontos de dados que precisam monitorar para detectar e evitar invasões. Além disso, o tipo de ataques cibernéticos que exigem intervenção imediata ou que não podem ser remediados com rapidez suficiente por analistas cibernéticos aumentou notavelmente, como em:

• ataques cibernéticos que afetam aplicações sensíveis ao tempo (42% disseram que haviam subido, em média, 16%).

• ataques automatizados, com velocidade de máquina, que sofrem mutação em um ritmo que não pode ser neutralizado por meio de sistemas tradicionais de resposta (43% relataram um aumento, em uma média de 15%).

Diante dessas novas ameaças, uma ampla maioria de empresas (69%) acredita que não será capaz de responder aos ataques cibernéticos sem o uso de Inteligência Artificial, enquanto 61% dizem que precisam de IA para identificar ameaças críticas. Um em cada cinco executivos (20%) possui experiência com uma falha de segurança cibernética em 2018, e 20% dos problemas custaram à organização mais de US$ 50 milhões.

Os executivos estão acelerando o investimento em IA na cibersegurança: com uma ampla maioria deles aceitando que a Inteligência Artificial é fundamental para o futuro da segurança cibernética:

• 64% disseram que reduziram o custo de detecção de violações e nas respostas a elas – em média 12%.

• 74% disseram que a tecnologia permite um tempo de resposta mais rápido: reduzindo o tempo necessário para detectar ameaças, remediar violações e implementar correções em 12%.

• 69% também disseram que a IA melhora a precisão da detecção de violações, enquanto 60% afirmaram que ela aumentou a eficiência dos analistas de segurança cibernética, reduzindo o tempo gasto na análise de falsos positivos e melhorando a produtividade.

Assim, quase metade (48%) revelou que os orçamentos para segurança cibernética aumentarão no ano fiscal de 2020 em quase um terço (29%). Em termos de implementação, 73% estão testando projetos de IA em segurança cibernética. Se apenas uma em cada cinco organizações (20%) já usou a tecnologia antes de 2019, a adoção está prestes a disparar: quase duas em cada três (63%) organizações planejam implementar a Inteligência Artificial até 2020 para reforçar suas defesas.

“IA oferece grandes oportunidades para a segurança cibernética”, diz Oliver Scherer, CISO Media Markt Saturn Retail Group, principal varejista de eletrônicos de consumo da Europa. “Isso ocorre porque você passa da detecção, reação e correção manual para uma correção automatizada, algo que as organizações gostariam de alcançar nos próximos 3 ou 5 anos”.

No entanto, existem barreiras significativas para implementar a IA em escala. O desafio número um para implementar a tecnologia em segurança cibernética é a falta de compreensão de como escalar os “casos de uso” da prova de conceito para a implementação em larga escala, e 69% dos entrevistados admitiram que lutaram nessa área.

Geert van der Linden, líder de negócios de segurança cibernética do Grupo Capgemini, disse que “as organizações estão enfrentando um volume e complexidade incomparáveis
​​de ameaças cibernéticas e acordaram para a importância da IA ​​como a primeira linha de defesa. Como os analistas de segurança cibernética estão sobrecarregados, perto de um quarto deles declarou que não são capazes de investigar com sucesso todos os incidentes identificados, algo fundamental para que as organizações aumentem o investimento e se concentrem nos benefícios comerciais que a IA pode trazer em termos de segurança cibernética”.

Além disso, metade das organizações pesquisadas citou os desafios de integração com sua infraestrutura atual, sistemas de dados e cenários de aplicativos. Embora a maioria dos executivos afirme saber o que deseja alcançar com a segurança cibernética, apenas metade (54%) identificou os conjuntos de dados necessários para operacionalizar os algoritmos de IA.

Anne-Laure Thieullent, líder de oferta de IA e analytics do Grupo Capgemini conclui: “As organizações devem primeiro procurar abordar os desafios de implementação subjacentes que estão impedindo que a IA alcance todo o seu potencial em segurança cibernética. Isso significa criar um roadmap para abordar as principais barreiras e focar nos casos de utilização que podem ser dimensionados com mais facilidade e oferecer o melhor retorno. Somente seguindo esses passos, as organizações podem se equipar para a crescente ameaça dos ataques cibernéticos. Ao fazer isso, eles economizarão dinheiro e reduzirão a probabilidade de uma violação de dados devastadora”.

O relatório pode ser baixado aqui.


Metodologia de Pesquisa
 
A pesquisa entrevistou 850 executivos seniores, diretivos e gestores distribuídos em sete setores: produtos de consumo, varejo, bancos, seguros, automotivo, serviços públicos e telecomunicações. Um quinto dos executivos são CIOs e um em cada dez são CISOs em suas respectivas organizações. Os executivos pertencem a empresas sediadas na França, Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, Holanda, Índia, Itália, Espanha e Suécia. A Capgemini também realizou entrevistas com líderes do setor e acadêmicos, examinando o status atual e o impacto da IA
​​na segurança cibernética.

 


Instituto de Pesquisas Capgemini

Press Manager ajuda a resolver o maior dilema da divulgação

 Divulgação


Sabe aquela sensação de trabalhar o mês inteiro e, no final dele, ter a sensação de que o resultado não veio? A solução pode ser ajustar o foco e usar a ferramenta certa!


Quem trabalha com divulgação sabe o quanto é estressante lidar com a equação tempo de trabalho x resultados conquistados. Muitas vezes, se trabalha duro o mês inteiro e o relatório simplesmente não aparece, ao menos não na mesma medida das nossas expectativas. Uma das saídas pode ser unir o planejamento estratégico e usar ferramentas que ampliem resultados.

A Press Manager, primeira empresa do mercado com plataforma completa para gestão do serviço de comunicação, que permite criar planos de divulgação mais assertivos e de olho nas métricas, explica por que essa equação entre tempo e resultado pode ser tão difícil de se resolver:
  1. Nem sempre, a informação que o cliente considera perfeita é vista com os mesmos olhos pela imprensa;
  2. Há cada vez menos espaço, e o foco é nas divulgações que geram mais interesse ao público final;
  3. Depois de conseguir uma grande matéria, podemos ficar um bom tempo sem ser escalados como fonte para outra;
  4. Há quem acredite que, simplesmente por contratar uma assessoria, tenha garantias de resultados. Mas follow-up não é chancela de publicação;
  5. Muita gente ainda usa fórmulas prontas, sem se ater ao resultado efetivo que o cliente deseja. Ter essa resposta pode ajudar a construir estratégias mais eficientes.
“As mudanças do mercado aconteceram de forma tão rápida e com um volume tão grande nos últimos anos, que a relação entre imprensa, agências e empresas acabou ficando estremecida”, explica Eduardo Rocha, CEO da Press Manager. “De um lado, jornalistas estressados pelo pouco tempo para encontrar boas fontes e construir boas matérias, de outro, assessores estressados pela exigência de resultados em um mercado mutante, e empresas com uma confiança decrescente no serviço de divulgação”, lembra.

Mas Eduardo lembra que divulgar é preciso e construir autoridade passa, sim, por uma relação mais próxima e amigável com a imprensa: “se você não conta quem é, muitas vezes, acaba sendo invisível para boa parte do seu mercado consumidor. Por isso, entender as reais necessidades de cada ponta desse mercado é tão importante, para construir planos de comunicação que possam abranger variadas frentes e atingir públicos diversos”.

Sabendo disso, a Press Manager lançou o Press Voice, um app dirigido aos jornalistas, totalmente gratuito e que oferece fontes de imprensa: “nosso intuito é diminuir a distância entre assessores e redação, mas com muito menos estresse do que o gerado pelo follow-up”, explica Eduardo. Segundo ele, o Press Voice nasceu para ajudar a diminuir o dilema das assessorias: “com a ferramenta, os jornalistas também podem pedir fontes e tirar dúvidas com os assessores. Otimizamos o tempo de todos e estamos crescendo em ritmo acelerado por causa disso”, revela. O Press Voice já tem mais de 2 mil fontes de imprensa cadastradas.





Press Manager 

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