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terça-feira, 16 de julho de 2019

Pets no condomínio: como conquistar um ambiente saudável para todos


 Freepik
Especialista em comportamento animal dá dicas de como criar um animal de estimação da melhor forma e sem incomodar os vizinhos



Um dos fatores que influência na adoção de um animal de estimação é a moradia, já que nas grandes cidades a maioria das pessoas vive em prédios ou condomínios residenciais que possuem algumas regras internas e não dispõem de espaços muito amplos. No entanto, existem algumas formas de amenizar as adversidades e proporcionar um lar saudável e seguro para os animais. Seguir as normas pré-estabelecidas, como o uso de coleiras e guias nas áreas  comuns, pet no colo ao acessar os elevadores, usar saídas de serviço, entre outras, é fundamental. Além disso, o veterinário Jorge Morais, fundador da rede Animal Place lista mais algumas dicas que vão garantir o bem-estar dos bichinhos.


Zero sedentarismo ou estresse

A principal dica é induzir a prática de exercícios físicos, seguindo uma rotina de acordo com o tipo e a raça do animal. No caso de cachorros de grande e pequeno porte, é fundamental levá-los para passear de uma a duas vezes por dia e, se possível, aproveitar o momento para estimular o contato com outros animais. Já os gatos, embora sejam aparentemente bem diferentes, seguem com a mesma prática, já que qualquer pet pode desenvolver fobias e depressão se permanecerem por muito tempo trancados dentro de casa. Inclusive, quando acostumados desde pequenos, os felinos adquirem o hábito de passear com seus donos usando guia, sem medo ou agressividade.

Livre do estresse, o pet dificilmente irá incomodar os vizinhos com choros, latidos ou miados excessivos.


Segurança em primeiro lugar

Instalar redes de proteção também é um cuidado essencial na hora de trazer o pet para casa, pois o mantém fora de perigo e o deixa seguro para correr e brincar pelo ambiente doméstico. Além disso, é preciso levar em consideração que nos animais podem  escapar e importunar outros moradores.  Tutores de gatos devem ficar ainda mais atentos. “É  preciso verificar de tempo em tempo se o gato não está roendo a tela, pois alguns felinos fazem isso”, alerta o veterinário.


 Comportamento e higiene 

As necessidades fisiológicas dos pets também costumam ser motivo de discórdia entre moradores de condomínios, afinal ninguém quer chegar em casa e encontrar xixi de cachorro bem em frente à sua porta. Uma das dicas do veterinário para driblar a questão é ensinar o pet a fazer as necessidades dentro de casa, além de evitar encrenca com quem mora ao lado, o comportamento é mais saudável para os bichinhos. “Não é recomendado fazer as necessidades fora do lar por causa da dependência que é criada entre tutor e o cão. Imprevistos acontecem e o animal pode ficar segurando o xixi e cocô por muito tempo, em situações em que o dono esteja impossibilitado de acompanhar. Isso pode facilitar doenças como, por exemplo, infecções urinárias”, finaliza.





Animal Place
 youtube, animalplace100


Psoríase: uma pele sem lesão é possível


 Existem opções de tratamento capazes de controlar as lesões de pele e, assim, melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
 

A psoríase é uma doença crônica e não contagiosa, que afeta cerca de cinco milhões de pessoas no Brasil1. Ao contrário do que se pensa, não se trata apenas de um problema de pele, mas uma condição que afeta o corpo todo e com alto impacto emocional, podendo afetar a vida social e até a empregabilidade2. Por outro lado, com os avanços da medicina, já existem tratamentos capazes de proporcionar o controle rápido e duradouro da psoríase, alcançando regressão de até 90 a 100% das lesões de pele3 e a melhora da qualidade de vida.

Segundo o médico dermatologista Ricardo Romiti, a causa ainda é desconhecida. "O que sabemos é que a psoríase é uma doença inflamatória que pode atingir qualquer parte do corpo, mas principalmente o couro cabeludo, tronco, pernas e braços4", diz o especialista. "A doença também pode afetar as articulações, desencadeando uma artrite psoríásica, que se não tratada corretamente, pode ser debilitante5", complementa Romiti.

Janice Souza de Jesus, 50 anos, empresária, nunca se esqueceu do dia em que foi ao médico por causa de uma verruga na coxa e manchas na pele e, após uma biopsia, recebeu o diagnóstico de psoríase. "O médico disse para eu não me preocupar, mas eu comecei a chorar. Ele explicou que o que eu tinha era uma doença causada por baixa imunidade, que não tinha cura mas tinha tratamento", conta Janice.

Após o diagnóstico, a empresária passou por algumas situações delicadas, que fizeram a doença piorar. "Na época eu passei por um momento difícil e, devido ao estresse, a psoríase chegou a um ponto em que eu tinha placas da cabeça aos pés", diz a paciente. Ela também foi diagnosticada com artrite psoriásica algum tempo após o primeiro diagnóstico.

Por conta das lesões na pele, alguns pacientes deixam de fazer atividades sociais ou sair em público2, devido ao preconceito que sofrem. "Eu já passei por situações constrangedoras na academia, por exemplo, onde as pessoas nem queriam se aproximar ou utilizar os mesmos aparelhos que eu utilizei por causa da aparência da minha pele", conta Janice. "Minha filha já discutiu em restaurante porque ficavam olhando muito para mim", completa a empresária.

Ricardo Romiti afirma que o preconceito muitas vezes acontece por falta de informação. "É preciso esclarecer alguns pontos importantes sobre a doença, como o fato de não ser infecciosa ou contagiosa. A maioria dos pacientes diagnosticados sofrem algum tipo de discriminação", afirma o especialista.

O tratamento da psoríase deve levar em conta diferentes fatores, entre eles a gravidade da doença, que pode ser leve, moderada ou grave. Dr. Romiti explica que mesmo em casos mais graves é possível diminuir de forma muito efetiva a aparência das lesões. "Apesar do que se acredita, o paciente com psoríase pode sim levar uma vida normal porque atualmente existem tratamentos capazes de controlar completamente a doença6", completa o dermatologista.

Janice passou por alguns tratamentos sem muito sucesso. "Quando o médico percebeu que o medicamento prescrito não estava funcionando, tentei diferentes tratamentos, mas que acabaram agravando meu caso. Foi quando comecei a usar o medicamento biológico", explica ela. "Utilizei alguns medicamentos biológicos e agora estou fazendo tratamento com o mesmo há quatro anos. Hoje, sou uma pessoa feliz, pois não tenho mais nada na pele", comemora a paciente.

Apesar de um grande número de pacientes esconder que tem a doença, algumas celebridades já vieram a público para mostrar como lidam com as lesões, como é o caso da socialite americana Kim Kardashian, que sempre fala sobre o assunto. No Brasil, o mais recente caso foi o do maquiador e fotógrafo Fernando Torquatto, que publicou em seu Instagram um vídeo onde conta que foi diagnosticado aos 25 anos de idade e já sofreu preconceito por causa da doença, porém, nunca tinha falado em público sobre o tema.

Romiti ressalta que a divulgação de informações atuais e precisas sobre a doença e seus tratamentos são de extrema importância. "Os pacientes precisam saber que já existem tratamentos eficazes que possibilitam uma pele sem ou quase sem lesão de psoríase em até 80% dos casos de psoríase moderada à grave6", afirma o médico.

Com o objetivo de alertar a população sobre a psoríase, desmistificar alguns preconceitos e reforçar que a doença tem controle, foi criada a campanha "Pele Sem Psoríase", que conta com o apoio da ONG Psoríase Brasil. Para saber mais sobre a campanha, acesse: www.pelesempsoriase.com.br





Referências
1. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Disponível em: www.sbd.org.br/psoriasetemtratamento/noticias/tratamento/ong-psoriase-brasil-promove-ato-para-chamar-a-atencao-sobre-a-falta-de-tratamento-da-doenca/. Acesso em junho de 2019.
2. Rapp SR, Feldman SR, Exum ML et al. Psoriasis causes as much disability as other major medical diseases. J Am Acad Dermatol 1999; 41(3 Pt 1):401-7.
3. Thaçi D, Blauvelt A, Reich K et al. Secukinumab is superior to ustekinumab in clearing skin of subjects with moderate to severe plaque psoriasis: CLEAR, a randomized controlled trial. J Am Acad Dermatol. 2015 Sep;73(3):400-9.
4. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Psoríase. O que é. Disponível em: www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/psoriase/18/. Acesso em junho de 2019.
5. National Psoriasis Foundation. About Psoriatic Arthritis. Disponível em: www.psoriasis.org/about-psoriatic-arthritis. Acesso em junho de 2019.
6. EMEA - CHMP. Guideline on Clinical Investigation of Medicinal Products Indicated for the Treatment of Psoriasis. Disponível em http://www.ema.europa.eu/docs/en_GB/document_library/Scientific_guideline/2009/09/WC500003329.pdf. Acesso em junho de 2019.

Câncer de pulmão mais frequente ganha combinação inédita de tratamento no Brasil


 Anvisa aprova imunoterapia associada a um antiangiogênico e quimioterapia para pacientes com tumor avançado


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso da imunoterapia atezolizumabe e do antiangiogênico bevacizumabe, ambos da Roche, associadas a quimioterapia para a primeira linha de tratamento em pacientes com tumor de pulmão do tipo não pequenas células metastático não escamoso. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta semana.

Este subtipo geralmente leva a quadros graves, com comprometimento de outros órgãos, principalmente o fígado. A combinação desses medicamentos é inédita no Brasil. Enquanto o antiangiogênico inibe o crescimento de novos vasos sanguíneos no tumor, a imunoterapia bloqueia o PD-L1, a proteína encontrada no tumor que impedia o ataque do sistema imunológico ao câncer. A quimioterapia também reforça o combate às células cancerígenas.

Os dados do estudo clínico IMPower 150, publicados na revista científica The New England Journal of Medicine, mostram que a nova combinação dobra a porcentagem de sobrevida livre de progressão em um ano de tratamento quando comparada à abordagem sem a imunoterapia (36,5% versus 18%). Além disso, com o atezolizumabe, a resposta ao tratamento com redução do tumor foi maior (63,5% versus 48%) e, consequentemente, o risco de morte diminuiu em 22%. O estudo foi realizado em 240 centros médicos de 26 países.

Além disso, os achados para pacientes com as mutações EGFR e ALK em seus tumores deram origem a uma segunda publicação há apenas três meses na revista The Lancet Respiratory Medicine. Nesta subanálise, demonstrou-se que a combinação de imunoterapia, quimioterapia e o antiangiogênico prolongou a sobrevida global nesses pacientes de forma inédita. Nenhum estudo até então havia demostrado resultados positivos em sobrevida global com imunoterapia para essa subpopulação.

No Brasil, ocorrem 31,2 mil novos casos de câncer de pulmão ao ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Sem contar os tumores de pele não melanoma, este tipo de neoplasia fica atrás somente do câncer de próstata em homens e de mama, intestino e colo uterino em mulheres. O índice de letalidade em geral é alto: 87%. O subtipo não pequenas células representa 85% dos casos. É mais incidente em homens, com 65 anos de idade em média, a maioria fumante, mas também pode acometer mulheres e não fumantes ou fumantes passivos. Geralmente, são pacientes com outras doenças crônicas, histórico de problemas respiratórios e que já tiveram pneumonia recorrente. Os sintomas mais comuns são: tosse, cansaço, dor nas costas e, em fases mais avançadas, escarro com sangue, dificuldades neurológicas e até fraturas.

De acordo com William Nassib William, oncologista torácico e diretor médico da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, a aprovação pela Anvisa desta nova combinação é particularmente relevante pois, até hoje, não havia uma imunoterapia com aumento de sobrevida global para pacientes com mutação EGFR ou ALK após falha do seu tratamento.

O oncologista explica que o bevacizumabe, por ser um antiangiogênico, melhora a circulação do sangue em torno do tumor, o que facilita a ação das células de defesa do organismo para combater as cancerígenas. Com a adição do atezolizumabe, que elimina o bloqueio que o tumor impõe ao sistema imune, a resposta imunológica é potencializada. Já a quimioterapia, por sua vez, elimina as células tumorais, expondo mais antígenos ao sistema imune, de forma a também ampliar a ação imunológica. “É um arsenal em um único tratamento contra o câncer; sem dúvida um grande avanço para esses pacientes que não tinham opção altamente eficaz”, afirma o Dr. William Nassib William.

O atezolizumabe já havia sido aprovado, no início de junho, para tratamento em primeira linha de pacientes com outro tipo de câncer de pulmão: o de pequenas células em caso de doença extensa. A indicação foi considerada o maior avanço em 30 anos para esses pacientes. No mês anterior, esse mesmo medicamento também foi a primeira imunoterapia aprovada no Brasil para câncer de mama, no caso de pacientes com o subtipo triplo-negativo PD-L1 positivos. O atezolizumabe chegou ao país em 2017, indicado após quimioterapia para carcinoma urotelial e câncer de pulmão não pequenas células, em ambos os casos quando o câncer é localmente avançado ou metastático.





Roche


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